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Notícias de 05/05/2010



IX CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A

Real Paulista 2 x 3 Elefantes Indomáveis

ELEFANTES SURPREENDE REAL E LEVA A MELHOR


Real Paulista decepciona de novo, não brilha, e vira preza fácil aos Elefantes


Por Vinicius Bento

Vendo o banco de reservas dos dois times no começo da partida, dava a impressão que o Elefantes só iria aguentar aquela partida até o primeiro tempo. Estava um calor infernal e o time de laranja só tinha um reserva, contra quatro do Real Paulista. No decorrer da partida, não foi bem isso que aconteceu.

A primeira chance foi do Elefantes. Cauê tentou encobrir o goleiro Ricardo Conceição, mas o chute saiu fraco e o goleirão segurou sem dificuldades. Abafou bem. Já na primeira conclusão do RP, Marcinho chuta e o goleiro defende com classe no meio do gol.

No começo do jogo o time laranja errava muitos passes. Num desses passes errados, Xexé fez linda jogada, driblou dois e na hora de concluir a gol foi travado. A defesa aliviou. O Real Paulista pecava no último toque a gol. Dava a impressão que o calor forte estava desde o começo da partida martelando na cabeça dos jogadores do Elefantes. O RP continuou no ataque. Rudy defendia e atacava bem. Em uma de suas subidas sofreu falta, cobrada por Panela. O grandalhão mandou em cima da barreira e no rebote Marcinho mandou longe.

Digo, do Elefantes, era o melhor de seu time até essa altura. Marcava uma barbaridade e ainda saiu para o jogo com precisão. Mostrava ser o jogador que mais daria trabalho para o time adversário. Na marcação do time laranja, Manente estava dando muito de si. Até demais. Entrou forte em Panela. Falta. De pé, ele tentou dar a mão a Panela que num gesto de fúria não aceitou e levantou sozinho. Na cobrança da falta, ele tirou da barreira e carimbou a trave. Quase.

E quando não era a trave que salvava era o ótimo goleiro do Elefantes, Espiga, que aparecia. Cara a cara com Panela ele salvou e depois de chute à queima roupa de Newtão. Estava difícil de sair gol na partida. Ficou bem claro que a bola parecia não entrar quando Xexé saiu na cara do goleiro e deu uma linda cavadinha por cima do goleiro. A bola bateu no travessão e saiu.

Se para o Real estava difícil para o Elefantes também. Cauê recebeu livre, de frente para o gol, mas na hora da conclusão com a canhota ele errou feio o gol. Partida equilibradíssima. E a primeira etapa terminou assim, 0 x 0. O segundo tempo revelaria muitos gol e lances de perigo.

No início da segunda etapa o Elefantes ficou com um a menos depois que Douglas exagerou na força na hora de fazer falta em Rudy e tomou amarelo. O Real Paulista viria para cima com tudo. Em uma das subidas, enquanto o outro time estava com um a menos, Panela chutou bem e o goleiro defendeu. A tarde inspirada do goleiro Espiga estava salvando uma goleada do RP. Em um dos únicos erros na partida, Espiga saiu mal do gol, Marcinho cabeceou, a bola sobrou limpa e ele acertou o travessão.

Quando o RP atacava mais, era mais perigoso. o bom camisa oito do Elefantes, Manente (que está sempre satisfeito por não ganhar o MVP), acertou um chute espetacular de longe, no ângulo e não deu a menor chance a Ricardo Conceição. 1 x 0. O Real Paulista sentiu o gol. Durante o pedido de tempo, Panela e Kanu discutiram muito. O time tentava dar uma acalmada nos ânimos, mas os dois não paravam de falar.

Mas parece que a “conversa” deu resultado. Daniel brigou muito, foi derrubado e mesmo no chão conseguiu rolar a bola para Xexé, que chutou no cantinho empatando a partida. Infelizmente o gol acomodou o RP. Cauê, um minuto depois, desvia a bola para o gol após cobrança de falta. Ela tira tinta da trave. Outra chance dessa não seria desperdiçada. Digo chuta de fora da área, ela desvia, bate na trave e no rebote ele sai correndo e toca para o fundo do gol antes que Conceição conseguisse algo.

O RP dormia. Daniel Teske quase fez o terceiro. Driblou o goleiro, mas sem ângulo chutou na trave. No rebote, Ricardo salvou. Mas não salvou a próxima tentativa. Depois de sufoco dentro da área, a bola apenas foi rolada para Daniel arrematar e fazer o terceiro. 3 x 1.

No finalzinho da partida, Kanu chutou de longe e acertou o cantinho. O goleiro ainda tocou nela, mas morreu dentro do gol. Golaço. Mas a partida ficou assim, 3 x 2.

IX CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B

SNG 2 x 5 Estudiantes

ESTUDIANTES SE CLASSIFICA AO DERRUBAR ÚLTIMO INVICTO


Estudiantes vence SNG em jogo com duas viradas e mostra que vai incomodar nas próximas fases

Por Guilherme Meireles

Um lugar iluminado! Para Capita, assim que se deve definir a intermediária do campo de ataque à direita da arquibancada. Daquele lugar, o atleta definiu sozinho a virada e os dois últimos gols da vitória do Estudiantes sobre o SNG. Deve-se dizer, aliás, que a tarefa dele foi das mais complicadas levando em conta a dificuldade que o jogo se encontrava para os dois times. Isto porque muitos ingredientes rechearam este jogaço. Tejeda pressionando a arbitragem com reclamações insaciáveis, um Estudiantes que por mais que tentasse encontrava uma muralha no gol do SNG na figura do goleiro William, Caio dando muito trabalho à zaga adversária e Renê em dia não muito inspirado foram alguns destes ingredientes.

O começo de jogo foi marcado por um SNG diferente: atacando muito e com muito entrosamento do meio campo para frente. Já o Estudiantes surpreendeu ao responder na mesma moeda. A equipe não se intimidou com a "laranja mecânica” do Chuteira e agrediu com mais volume de jogo que o adversário. Resultado: os dois goleiros trabalharam muito no início, mas o do SNG trabalhou muito mais. Sua defesa mais impressionante foi em um desvio na boca do gol que ele teve muito reflexo para voar no ângulo esquerdo e dar um tapinha quando ela já estava quase entrando.

Caio não dava trégua no ataque. Segurava bem a bola, quase não errava passes e aplicava bons dribles. Ele apareceu bem na boca do gol e com um leve desvio fez o goleiro se jogar para pegar com o pé. Em contra-ataque veloz, Felipe Arteiro foi lançado livre na esquerda. A zaga do SNG tinha subido toda e deixou o atleta completamente livre para invadir e dar um toquinho colocado que abriu o placar. Na sequência, outra falha feia da defesa quase resulta no segundo gol: Anélio saiu jogando errado dentro da sua grande área e quase entrega a bola de graça nos pés de Felipe Roth, que demorou em agir e acabou perdendo a bola.

Um dos melhores ataques do SNG veio dos pés de Renê, que escapou bem de dois adversários dentro da área, mas quando rolou para trás ninguém apareceu para completar.

Na etapa final e o goleiro do SNG continuou pegando bem. Em desvio de cabeça, ele deu uma bela ponte e agarrou a pelota firme. Em resposta, o SNG finalmente empatou, com Abelha. O empate pareceu animar os "laranjinhas", mas a pontaria continuava falhando: Renê recebeu no meio campo, se mandou em velocidade até a cara do gol e conseguiu errar! Logo depois Tejeda finalmente virou o jogo.

Imaginem a situação: um time abre o placar contra o temido SNG, faz um bom jogo e de repente toma a virada. A tendência é que o nervosismo tomasse conta do Estudiantes e uma derrota iminente já estaria confirmada. Mas os amigos da vila mostraram muita calma para lidar com a situação. Ou melhor, nem todos: Iram, no banco de reserva, não gostou de uma marcação do juiz e mandou ele tomar lááá naquele lugar... Claro que tomou azul!

Caio continuava voando em campo e, em jogada de craque pela ponta esquerda quase em cima da linha lateral, ele passou por todo mundo, chegou na linha de fundo e rolou atrás onde estava Marcel prontinho para empatar o jogo. 2 x 2.

O Estudiantes mal teve tempo de comemorar o empate quando Capita chamou o jogo para si e não só virou, como também ganhou o jogo para o seu time. De que maneira? Ele descobriu aquele lugar iluminado a que me referi no início desta matéria. Em chute rasteiro da intermediária, elemarcou. O SNG sentiu o baque e os atletas começaram a se estressar. Renê recebeu de costas para a marcação na entrada da área, girou, mas adiantou muito a bola. Para alcançá-la, deu um carrinho e dividiu com o goleiro. Quando se levantou, Renê já foi para cima do goleiro, que provavelmente deve tê-lo provocado. Tejeda, que estava próximo ao lance, tomou as dores do amigo e também foi peitar o adversário. O início de briga se dissipou em meio às tentativas dos jogadores do Estudiantes em querer jogar bola e não perder o ritmo que vinha surtindo efeito.

Foi então que Capita fez o quarto gol em arremate do mesmo lugar onde havia feito o terceiro. E, logo depois, ele mesmo chutou do mesmo lugar, mas de maneira diferente. Para fechar a convincente vitória, Capita preferiu, no lugar de chutar rasteiro, encher o pé direto para o ângulo direito do goleiro William. Como diria o grande José Silvério: "E que golaaaaaaaço"!

Foi aí que o SNG perdeu de vez as diretrizes. Em meio a reclamações (que chegavam a irritar) de Tejeda (só para variar) com relação à arbitragem, o SNG desperdiçou uma chance de ouro para diminuir a diferença. O próprio Tejeda fez uma boa jogada na direita, inverteu na esquerda para Biro, que, na cara do gol, chutou para fora.

O fato do SNG já estar classificado em primeiro lugar no Grupo B não tirou a gozação da torcida, que gritava: “Renê, se não güenta por que veio?” ao final do jogo. Semana que vem o SNG pega o Arouca, enquanto o Estudiantes pega o Bacana. Os amigos da vila estão na vice-liderança do grupo, mas matematicamente ainda podem cair para a sexta colocação e pegar uma pedreira nas oitavas.

IX CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A

The Veras 10 x 4 Xoro Paro

VERAS FAZ BOM SALDO EM XORO PARO


Já rebaixado, Xoro Paro deu certo trabalho a Veras, que teve em Moura seu dia de artilheiro


Por Vinicius Bento

Dessa vez o Xoro Paro apareceu. Pelo menos isso. Infelizmente o XP veio com apenas um reserva. E, superando todas as expectativas, ainda começou no ataque. Kuminha da ótimo passe para Diogo, que chuta na rede... pelo lado de fora.

E continuaram no ataque. Taplete acertou o ângulo do gol adversário, mas o chute não saiu forte e o goleiro do Veras defendeu. Estava muito bem posicionado. Porém, na primeira subida do Veras, Kinho levou a bola desde o meio de campo, tocou para Gabriel Borges, que chutou. O goleiro fez boa defesa mas no rebote Moura fez o primeiro da partida.

E um minuto depois o Veras fez mais um. Parecia que depois do primeiro a porteira havia sido aberta. Gabriel cobra falta e Moura desvia de cabeça no meio da área. Livrinho. Mal havia começado a partida e já estava 3 x 0.

Kuminha não queria deixar a diferença tão grande. Levou a bola para a esquerda e quase da linha lateral deu um chute cruzado, carimbando a trave. Kuminha continuou arriscando bem, mas o goleiro Benga estava pegando tudo.

Mas o jogador do Xoro Paro que diminuiu foi Diogo. Depois de bela jogada, ele levou para a direita e diminuiu. Belo gol. O XP tentava dar uma equilibrada na partida, mas novamente, quando o time de vermelho se mantinha no ataque, Kinho faz ótima jogada e tabela com Pedro. Na hora de concluir a gol, ele chutou em cima do goleiro. Alguns segundos depois ele fez belo gol, chutando de dentro da área. Se redimiu com belo chute no alto do gol. E assim terminou o primeiro tempo. 4 x 1.

Tentando aproximar o placar novamente o Xoro Paro começou o segundo tempo com gol. Taplete dá lindo lançamento e Luiz Negão recebe, mata de peito e faz belo gol. O XP estava tão melhor em campo que o Veras começou a se preocupar e chegou até a pedir tempo para que pudessem ajeitar a marcação. Não deu muito resultado. Na hora de encostar no placar, Kuminha deu belo cruzamento da esquerda para Tablete, que sozinho dentro da área chutou torto e perdeu o que seria a aproximação do placar. Lance feio.

A “blitz” do Xoro Paro continuava. Kuminha e Tablete estavam dando muito trabalho. E quando tudo dizia que o jogo iria se equilibrar, Victor Petreche, em única chance clara de gol, acertou um balaço e tirou o ânimo do XP. Depois disso virou várzea. Literalmente. Petreche tocou para trás, Moura recebeu sozinho e só empurrou, fazendo mais um. Não satisfeito Moura fez mais um, alguns minutinhos depois.

Moura, sempre ele, retribuiu o favor do amigo Petreche alguns minutos depois. Driblou, saiu na cara do goleiro e tocou para que ele fizesse o seu. Taplete ainda diminuiu, mas no finalzinho da partida Moura fez mais um e em lance bizarro Gabriel Borges fez um gol de costas! E final de jogo! 10 x 4.

IX CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B

Joga 13 1 x 4 Fiorella Brasil

FIORELLA DE VAN-VAN AFUNDA JOGA 13


Goleiros irritados, lances bizarros, Van Van goleando. Com isso e muito mais, Fiorella joga bem melhor no segundo tempo e vira contra Joga 13


Por Guilherme Meireles

Dia 26 de abril é considerado o dia dos goleiros. Uma ocasião onde devemos parar, refletir e reavaliar nossos julgamentos sobre esta difícil profissão que muitas vezes gera um estresse danado para os próprios profissionais. O goleiro do Fiorella e principalmente o do Joga 13 que o digam! Há tempos que o Chuteira não via dois arqueiros tão revoltados com seus jogadores. Alguns acham que o Marcos do Palmeiras é o mais nervoso entre os profissionais atuantes embaixo da trave. Isto é porque não assistiram ao duelo entre Fábio Fonseca e Caieiras, na partida Fiorella x Joga 13. Ou melhor, Joga 13 x Van-Van, já que foi o artilheiro que demoliu o 13 marcando os 4 gols do triunfo de seu time.

Logo no comecinho o placar foi inaugurado: Choco recebeu cruzamento da direita, a defesa não alcançou a bola e ele mandou no contrapé do goleiro Fonseca para fazer 1 x 0. Na sequência, Van-Van escapou com categoria da marcação dentro da área e Caieiras espalmou junto ao poste. Este foi o primeiro dos muitos ataques fiorellenses que não teve o final bem sucedido na primeira etapa.

A partir de então o goleiro do Fiorella começou a se irritar e gritou de uma maneira inacreditável com seus jogadores, ordenando que estes tocassem mais a bola. E assim Choco falhou feio na marcação e deixou um adversário livre para atacar pela ponta direita. Seu cruzamento foi desviado e a bola bateu na trave. No rebote, Caieiras fez uma linda defesa à queima-roupa e ainda salvou outra bola na sequência. Foi o estopim para que ele também se irritasse com tanto chute contra sua meta.

Do outro lado, Fábio Fonseca estava trabalhando muito: Guma bateu falta de frente para o gol com tanta violência que não dá para saber se o goleiro espalmou mesmo ou se a bola bateu na mão do goleiro e o jogou para trás. No duelo entre os defensores, Fábio Fonseca mostrou que ainda não confiava em seus jogadores quando recebeu uma bola recuada e se mandou até o ataque com ela nos pés, mas errou o chute.

Já próximo ao fim do primeiro tempo, um contra-ataque matou a defesa do Joga 13: a equipe teve uma falta perigosa cobrada na zaga, e no rebote, Van-Van recebeu lançamento preciso no ataque. O atleta se mandou em velocidade até a área e chutou no canto de Caieiras, empatando a partida. Houve tempo de sobra para comemorar, já que logo depois deste gol o primeiro tempo chegou ao final.

No comecinho da etapa final Van-Van marcou o segundo e quase fez o terceiro ao driblar a marcação trazendo da esquerda para o meio, mas Caieiras espalmou no meio da área. O 13 teve uma chance um milhão de vezes mais clara: a zaga do Fiorella saiu jogando errado na área e entregou a bola de presente para Choco, que dominou mas na hora do chute deu uma furada feia. Pior que este lance, só o seguinte, quando Van-Van se mandou sozinho na direita em direção à área, mas tropeçou na hora de arrematar. Agora, se somarmos estes dois lances patéticos com certeza não daria a metade da bizarrice que vem a seguir: Van-Van deu um chute na trave. O rebote voltou nos pés de Rafinha, que preferiu "recolher" a bola com as mãos acreditando que ela teria ido para fora e que o jogo estivesse parado. Sabe aquelas jogadas que ninguém entende, que só um branco pode explicar? Pois foi isso que Rafinha fez, para indignação de seu irmão Rodrigo, que do banco não acreditava no que estava vendo e dizia “Ele não acordou ainda, não é possível”. Na arquibancada, tudo que conseguiu fazer na arquibancada foi dar risada!

Mas o jogo continuou e, em meio a tudo isso, Van-Van recebeu lançamento livre na cara do goleiro e emendou de primeira direto para as redes. O Fiorella continuou melhor e contava com as articulações precisas de Ari Silva, mas, acima de tudo, tinha Van-Van cada vez voando mais: ele se mandou no mano a mano contra Kbral, fez o drible em velocidade, mas Caieiras fechou bem a meta. Tudo conspirava pela irritação do arqueiro. Se Kbral não foi capaz de acompanhá-lo, pior foi toda a defesa do 13, que mais uma vez deixou Van-Van completamente livre novamente na boca do gol para fechar o resultado em 4 x 1.

O Joga 13 não esteve de fato nos melhores dias. O time se mostrou competitivo no primeiro tempo, mas muito sonolento no segundo. E foi essa sonolência que perturbou seu camisa 1. No intervalo, Caieiras preferiu não entrar na tradicional roda para gritar com seus companheiros. Ele fez o mesmo em um pedido de tempo e, enquanto os jogadores debatiam entre si a melhor maneira de reverter o placar, Caieiras olhava para baixo com as mãos na cintura. "Bando de juvenil", repetia o goleiro com seu tradicional bordão.

Tristeza de uns, alegria de outros. O Fiorella soma três pontos importantes na busca pela classificação e agora pode pensar em tudo, menos perder para o Kadência na rodada final. A preocupação de Tavano no intervalo do jogo sobre as dificuldades para se classificar pode ir se dissipando. O time tem ótimas chances até de ser o 2º colocado do grupo.

IX CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A

Med Taubaté 3 x 3 Treinadores do Braz

MED E TREINADORES EMPATAM EM GRANDE JOGO


Os dois times jogam futebol de muita técnica e empatam

Por Vinicius Bento

No começo da partida, Med e Treinadores estavam bem acanhados. Nem um dos dois times arriscava muito. Depois de um tempinho eles pararam de analisar e começaram as emoções. Brão sobe no segundo andar após cobrança de escanteio e cabeceia firme, no ângulo. Em uma das mais belas defesas já vistas no torneio Chuteira de Ouro, João Lucas se estica todo, a bola bate na ponta dos seus dedos e sai. Linda defesa.

Enquanto isso, do outro lado, o goleiro do Med ainda estava frio. Dez minutos de jogo e se tivesse um cone no seu lugar não faria muita diferença. O goleiro de Boné (ao estilo Benji Wakabayashi), Jura, estava tranquilo sem fazer nada ali.

Na primeira chegada do Treinadores do Braz, Carlão virou para cima de Brão e concluiu. A bola explodiu na trave. Na segunda chance saiu uma pintura. Carlão dá passe espetacular por cima da defesa e Valdivia completa com um lindo chute de perna direita. Indefensável. O goleiro do Med ainda não havia encostado na bola.

Em seguida quase que o Med empatou. Depois de rebote do chute de Gustavo Carvalho, Anibal sai de frente ao gol. Mesmo com o goleiro deitado no chão, ele isola e manda longe do gol. Feio.

O time de Taubaté tinha maior posse de bola e em uma partida de society isso conta muito. Essa maior posse de bola estava começando a se concretizar em chances claras de gol. Bruninho Del Sasso teve chance clara de gol. Chutou, o goleirão João Lucas pegou, mas no rebote ele não perdoou, cabeceou para o fundo das redes. Era o empate.

E do empate para a virada. Gustavo Carvalho, no meio de campo, corta para a direita e arrisca um tirambaço de longe. No ângulo, golaço. Provavelmente João Lucas nem acreditou onde aquela bola foi.

Finalmente, após quase 25 minutos de partida, o goleirão do Med finalmente encostava na bola. Infelizmente não havia tempo para mais nada e o primeiro tempo terminou assim, 2 x 1.

E a segunda etapa começou exatamente como terminou, com o Med sendo mais perigoso. Na primeira chance do time que jogou de colete, Ricardo Boca saiu na cara do goleiro, demorou para arrematar e chutou em cima de João. Boa defesa. Alguns minutos depois, Xavier fez mais um, que foi anulado pois ele tirou a bola da mão do goleiro.

Foi aí que caiu a ficha do Treinadores. O time não era tão inferior para tomar tamanha pressão. O time do Braz resolveu acordar e Valdivia voltou a jogar o que se espera de um bom jogador como ele. Depois de escanteio, a bola sobrou a meia altura e ele acertou um belo voleio. Na hora H, Ricardo Boca salva de cabeça. A bola já estava em cima da linha.

Não demorou muito após esse lance para o Treinadores empatar. Kiwi, que estava muito bem na marcação, sobe de cabeça e empata a partida. Logo em seguida saiu a virada. Sim, mais uma na partida. Valdivia dá lindo passe e Binho chega sozinho dentro da área e faz o dele.

Infelizmente exatamente como da última vez que estava na frente no placar, o Treinadores do Braz deixou que o Med viesse para cima. Alguns minutos depois, Kiwi estava fazendo de tudo para evitar o empate. Ele salvou duas chances claras de gol, mas na terceira não estava lá e Anibal empatou sozinho dentro da área. 3 x 3.

E não deu tempo para mais jogadas. Os dois times começaram a exagerar na falta e depois de dois amarelos e um azul, o juiz encerrou a partida.

IX CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B

MachuPichu 4 x 3 Acidus

MACHUPICHU VENCE E EM SEGUIDA SE VÊ SER REBAIXADO


Machupichu joga futebol digno da Série Ouro, mas já está com a cabeça na Prata


Por Guilherme Meireles

Eram meados do primeiro tempo quando a bola estava parada e Thiago Branco deixou o pé para que Robinho tropeçasse. Este foi reclamar com o juiz.Thiago entrou na discussão e ouviu da boca de Robinho: "Joga sua bolinha aí". Claro que o atleta do Acidus não tem uma bola de cristal para adivinhar o futuro, mas, se tivesse, não classificaria o futebol do MachuPichu como "bolinha", apesar da queda já confirmada para a Série Prata. Os peruanos devem ter saído de campo com um só pensamento na cabeça: “Por que não fomos jogar assim todo o campeonato?”

A pergunta tem nexo, afinal, os peruanos fizeram uma partida fantástica, baseada na raça e disposição, que permitiu uma virada considerada improvável por muitos diante do Acidus. Em outras palavras, o MachuPichu fez questão de complicar a vida do Acidus, que agora precisa vencer o 13 para se classificar no Grupo B. Outra questão que permeou o jogo foi o tabu de Louiz frente ao MachuPichu. Ao final da partida, o atleta lamentou jamais ter vencido a equipe adversária por todos os times que passou (Bad Boys, Tosco, Roleta e finalmente Acidus). Mas vontade para que o tabu fosse quebrado não faltou. Faltou é pontaria para o Acidus, que perdeu inúmeros gols e consagrou Pipo mais uma vez como MVG da rodada.

A bola mal havia começado a rolar quando Marcelo cobrou uma falta de lado para Louiz encher o pé da intermediária e acertar em cheio o travessão. Não demorou e a trave balançou do outro lado. Renato Seckler fez linda jogada na direita, rolou para trás e Victor Trenti acertou o poste direito.

As chances se alternavam, e aquela superioridade teórica do Acidus se diluía em muito equilíbrio. De um lado, Ricci e Tebas perderam chances claras, enquanto do outro lado a cota de gols perdidos ficou por conta de Marcelo e seus excessos de firulas. Aliás, este foi o atleta marca texto mais xingado em todo o jogo. Nas arquibancadas, a torcida feminina do Acidus o acusava de fazer muita firula, prender demais a bola e demorar para chutar. A prova de que mulher entende sim de futebol é que todas estas acusações conferem. Só dos pés de Marcelo o Acidus perdeu boas chances porque ele queria "enfeitar" o gol que acabou por não sair. Diferente do chute potente proveniente de Pepê, que arriscou de muito longe e estufou as redes. Indefensável para o goleiro.

Defensavel foi o segundo gol do Acidus, quando Louiz disparou em velocidade desde a defesa e tocou para o chute de Robinho quase na linha de fundo – na verdade, Robinho tentou devolver cruzando para Louiz – que o goleiro pegou, largou e deixou espirrar para dentro do gol. Quase que Pipo abriu um buraco no chão de tanto socá-lo. Mas sua redenção viria no segundo tempo...

Já na primeira metade da etapa final, o MachuPichu colocou em campo uma raça impressionante herdada dos incas, maias, ou sei lá que povo mais pode ser. Resultado: os gols passaram a sair. Thiago Branco bateu uma falta rasteira que passou no meio de todo mundo, sofreu um leve desvio e entrou. Alguns viram desvio de Tebas e outros de Louiz. Só se sabe que se ouviu Lói dizer: “Dessa vez ao menos não fui eu...”.

Pouco depois o empate improvável veio de mãos dadas com a sorte, em chute de Thiago Branco da linha de fundo que passou entre o goleiro Diego e a trave. Um frangaço, né!

O Acidus não se intimidou com os garotos peruanos e desempatou novamente com Pepê recebendo assistência de Philip. 3 x 2. Não perca a conta: pela direita de novo, mina de ouro do Machu na partida, Thiago Branco cruzou e Ricci marcou livre no segundo pau. Foi o próprio (camisa 30 do MP) que driblou sua forma física arredondada para aparecer bem na área e desviar um cruzamento por baixo do goleiro. 4 x 3.

Pena que Philip quebrou a série de gols quase seguidos e iniciou a série de gols perdidos do Acidus. Ele recebeu livre pelo meio, driblou o goleiro e de alguma maneira inexplicável conseguiu jogar para fora, à direita do gol. A essa altura, o jogo entre Primatas e Roleta já pegava fogo logo atrás na quadra 4 (com banana e tudo), e as atenções cada vez mais eram voltadas para lá, deixando MachuPichu e Acidus em segundo plano. Por isso poucos viram aquela que provavelmente foi a defesa mais bonita da rodada: bola na área do Acidus e Danilo driblou sua estatura, subiu no terceiro andar e deu um desvio firme de cabeça. O goleiro do Acidus mostrou um reflexo fora do comum para dar uma ponte no ângulo esquerdo alto e espalmar para longe. Impressionante.

Em cobrança de falta da meia direita, Taka acertou em cheio o travessão. Seria o gol para dar um alívio ao MachuPichu, que a partir de então sofreu pressão até o fim do jogo. A torcida continuava pegando no pé de Marcelo e suas firulas exageradas. Quando não era excesso de preciosismo, era o goleiro peruano quem dava as cartas. Ele vinha se mostrando importantíssimo na manutenção do resultado. A melhor destas defesas foi para defender um chute de Pepê, que ficou sozinho pela esquerda. O MachuPichu virou só defesa. E a defesa rebatia, e Pipo salvava, e o Acidus errava o gol... E assim acabou o jogo, com vitória do MachuPichu, que se despede da Série Ouro mesmo com vitória, pois o Bacana derrotou o Arouca e não pode mais ser alcançado.

O Acidus se complica quando uma vitória garantia o time no mata-mata. Agora vai ter de jogar tudo contra o Joga 13 se quer não ficar na fase de classificação.

IX CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO A

Roleta Russa 4 x 1 Primatas

ROLETA RUSSA ATROPELA PRIMATAS E DEIXA RIVAL A UM PASSO DA SÉRIE PRATA


Primatas continua mal e briga com Xoró Paro pela lanterna


Por Vinicius Bento

Pela classificação na tabela, todos já sabiam quem entraria como favorito e quem corria por fora. E logo no início o Roleta começou no ataque. Após escanteio, Preto cabeceia livre, mas em cima do goleiro. Foi a vez de Salada sair na cara do goleiro e Vitinho salvar. O Roleta queria o gol.

Gol que saiu com o mesmo Salada, que deu belo corte em Hagner, que ficou na saudade e chutou para o fundo do gol. Golaço. A típica torcida anti-Primatas foi ao delírio.

A nota ruim no começo da partida ficou para Nação. Depois de sofrer duas faltas, ele sentiu e ficou no chão pedindo ajuda. Saiu de campo carregado e não deu mais para ele. O jogador ficou apenas dando apoio a sua equipe de longe.

Sem Nação, coube a Alemão e Salada o comando do ataque Roleta. Alemão tabela com Salada e acerta a trave. Quase. E enquanto o Roleta ia no quase, Gui Fenômen rolou para Rafinha, que finalizou bem no primeiro (e um dos poucos) lances de perigo do time cinza.

Quando Alemão foi para cima de novo, dividiu com o goleiro, limpo, mas na hora de finalizar, Nando salvou em cima da linha. Poderia ter sido o segundo. Alemão estava dando tanto trabalho que Guerreiro exagerou na força na hora de fazer falta nele e tomou amarelo.

Já o sistema defensivo do Roleta estava impecável. Dava gosto de ver o futebol que o capitão Gegê, mostrava. E não só ele como toda a defesa que marcava com uma aplicação assustadora. Exemplo dessa marcação aconteceu quando em ataque do Primatas, Gui Fenômeno foi dar um voleio que provavelmente terminaria dentro do gol. Gegê saiu correndo lá do outro lado e travou a bola.

Mas a sorte tentou dar uma forcinha para o Primatas. Depois de chute sem ângulo e despretensioso de Rafinha, a bola cruzou a área e caiu lá dentro. Era o empate que dava esperanças ao time cinza. Esperanças tiradas pelo goleiro Guaraná, que fez lindo gol de falta momentos depois. Chutou a falta direto para o gol, ela desviou no meio do caminho e caiu na gaveta. Belo gol e o primeiro tempo terminou assim, 2 x 1.

No segundo tempo, Guerrero já começou tentando mexer no placar da partida. Acertou lindo chute de fora da área que explodiu na trave. Era hora de encostar no marcador. O Roleta havia começado a não ser tão superior. O time percebeu isso e pediu tempo.

No tempo técnico Gegê pagou geral com os companheiros. “Tem que matar logo o jogo, pô”, esbravejava ele. E parece que surtiu efeito. Na volta, Brunotoca para Alemão, que recebe livre e só dá um toque para o fundo. Na comemoração o bom atacante fez uma espécie de “dança do siri”, algo bem bizarro por sinal, mas na hora do gol vale tudo.

Rafinha ainda arriscava alguma coisa pelo lado do Primatas, mas era só. Enquanto isso, Gegê fez um dos lances mais bonitos da rodada. Aplicou uma linda sequência de chapéus nos adversários e na hora de concluir a gol foi travado quase em cima da linha. Essa o zagueirão tinha de ter deixado entrar. Pecado.

Vitinho estava se desdobrando lá atrás, e se não fosse por ele já estaria uma verdadeira goleada. Estava fazendo o que podia e não podia e mesmo assim não conseguiu intervir o último gol, de Bob, que selou a vitória. A partida terminou com gritos de segunda divisão para o Primatas, e posteriormente, já fora da quadra, uma discussão (chilique) de Gui Fenômeno.

IX CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA: GRUPO B

Bengalas 7 x 2 Bucets

BENGALAS MANTÉM BOM FUTEBOL E VENCE MAIS UMA


Bucets faz boa partida, porém algumas falhas definem o jogo


Por Vinicius Bento

Fazer colunas semanais sobre os jogos do Bengalas é bem chato. Basicamente é sempre a mesma coisa. Baki segura tudo, Vinicius Costa faz o marcador suar e sempre faz seu golzinho, Luisinho sempre marca o dele, a torcida reclama o tempo todo, inferniza os adversários e assim vai. Dessa vez não foi diferente, mas cabe aqui a descrição do jogo. Descrição que deve começar pelo novo uniforme do Bucets sem o típico site da profissão mais velha do mundo.

O Bucets começou bem, atacando e dando bastante trabalho a Baki. Xixi, em suas cobranças de faltas, estava fazendo o goleiro se esticar todo, e como típico ele mandava todas para fora.

E como de costume o Bengalas abriu o placar. Fabio Leite fez o primeiro para o time de branco. O ataque do Bengalas começava a funcionar como sempre. Todo contra-ataque era muito perigoso graças a Vinicius Costa e Ritolê.

Xixi pelo outro lado continuava insistindo nos chutes de fora da área, mas Baki continuava pegando ou, na maioria das vezes, era travado na hora do chute. Como de longe não estava dando certo, Glauco rola para trás e Nery, sozinho com o goleiro adversário, demora para chutar e deixa-se ser abafado. Méritos do goleiro. Linda defesa.

E como quem não faz toma... Vini Costa, sempre ele, leva até a linha de fundo e sem ângulo chuta para o meio da área. A bola desvia no defensor adversário e entra. Pouco tempo depois, Fabio Leite deu bom chute de fora da área e, no rebote, Ritolê domina livre, só ele e o gol, e faz 3 x 0.

O placar estava muito amplo. O Bengalas era superior, mas não tanto. Um exemplo disso é que no final do primeiro tempo o time branco estourou nas faltas. Xixi foi para a cobrança do tiro de nove metros. O 10 do Bucets partiu para a cobrança e foi pífio – chuto no meio do gol, em cima de Baki, que não teve trabalho algum. No rebote, Xixi se superou e, um metro do gol, chutou fraco para fora. A bola saiu e ficou claro que faltou perna esquerda para o melhor jogador do Bucets.

O primeiro tempo terminou assim, 3 x 0. No segundo, o Bucets viria para equilibrar a partida. Mas não no comecinho. No primeiro lance Pato chuta e o goleiro Caruso faz milagre. Se Xixi não jogava bem, Rodrigo D’Alonzo fazia um partidaço, praticamente jogando de zagueiro. Ele soltou um míssel no ângulo de Baki, que nem viu a bola explodir na rede. Pintura de gol. Como essa partida era toma lá da cá, Rodrigo Pato saiu na cara do goleiro alguns minutos depois. Na hora de finalizar, Rodrigo D’Alonzo deu um grito pedindo a bola. Rodrigo não pensou duas vezes e tocou para o lado. Isso séria falta técnica, mas o árbitro não viu (ou não ouviu?) e passou batido.

Logo em seguida, D’Alonzo deu outro chutaço de longa distância. Baki só viu a bola ir no cantinho baixo. Ele nem se mexeu, só quando saiu pagando geral com sua defesa diante do gol adversário. Será que o Bucets encontrou a chave para derrotar esse grande goleiro? O time do Top Land agora encostava no placar e estava só um gol atrás.

Se na frente o Bucets começava a se entender, atrás a coisa não aconteceu como esperado. Na marcação de escanteio, Vini Costa puxa a defesa para a frente e deixa a bola passar. No momento exato ele dá um belo chute de letra. Golaço. 4 x 2. Alguns minutos depois Xixi vacila de frente a área ao tentar passar por dois e acaba desarmado. Rodrigo Pato não foi fominha e só tocou para Luisinho fazer 5 x 2.

O Bucets sentiu muito os gols. Luisinho Fernando fez mais um e, no final da partida, apenas para decretar a vitória, acertou um dos chutes mais lindo da tarde. Recebendo na direita da área, ele viu o goleiro adiantado e só deu um toque por cima. Golaço. E terminou assim, 7 x 2, placar amplo demais para o que foi a partida.

IX CHUTEIRA DE OURO: 9ª RODADA: GRUPO B

Bacana 5 x 3 Arouca

BACANA SEGUE NA BRIGA AO VENCER AROUCA


Time vem se recuperando e se vencer Estudiantes tem grandes chances de classificação


Por Guilherme Meireles

O "Chealsea do Chuteira" começou mais do que avassalador. Não eram decorridos nem cinco minutos de jogo e as redes de Maurício já haviam balançado duas vezes: Demehur recebeu na entrada da área e ainda com a bola no ar emendou de primeira para acertar o ângulo. O Arouca nem havia se recomposto e a bola sobrou nos pés de Demehur de novo na frente do gol. Como bom centroavante, ele não desperdiçou. A pressão não parou por aí. O Bacana continuou bombardeando Maurício, que fazia o que dava: em chute cruzado a bola pegou efeito e por pouco não o encobriu. Mas o experiente arqueiro deu um pulo de costas e com um tapa para frente afastou o perigo. Linda defesa

O Arouca descontou em chute na diagonal de Caio Martins que Toni desviou dentro da área. Outra vez Toni assustou o goleiro: ele fez boa jogada se mandando até a linha de fundo, cruzou para Marcus que bateu a meia altura e obrigou o arqueiro a espalmar com dificuldade. O Bacana respondeu: Vitinho lançou para Yanes pela ponta esquerda, que bateu cruzado e mandou perto. O bandeirão trazido e toda a festa que os aroucanos faziam na arquibancada foram o incentivo que o time precisava dentro de campo. Foi assim que o empate veio em chute rasteiro de a longa distância de Toni.

Na tentativa de deslanchar de vez, Toni servia de referência lá na frente: ele arriscou, a bola passou do alcance do goleiro e a zaga conseguiu afastar em cima da risca. Mesma sorte que os zagueiros não tiveram na cabeçada de Everton que virou o jogo para 3 x 2. Detalhe que a rede no canto esquerdo baixo (onde a bola entrou) estava furada e muitos demoraram para entender se havia sido gol ou não.

Foi então que o time resolveu acordar e se mandou para o ataque. Em meio a armações de Rômulo que perduraram por todo o primeiro tempo, a equipe criou uma boa chance antes do intervalo: Demehur driblou três adversários com a bola fora do chão e bateu para tentar a sorte de um golaço, mas a zaga afastou de cabeça. O segundo tempo mostrou que era dia do Bacana mesmo. Enquanto torcedores do Bengalas batiam boca e iam para cima de jogadores do Bucets num espetáculo lamentável da torcida do bicampeão na quadra 4, Vitinho empatou. Caio arriscou um chute na diagonal vindo da esquerda e obrigou o goleiro a se fazer de homem elástico para espalmar bem no cantinho junto ao poste. O Arouca quase chegou lá.

E por falar em Caio martins, deve-se dizer o que todos sabem: ele é um dos melhores jogadores do Arouca, senão o melhor. Como afirmou o próprio goleiro Maurício após o jogo: “Ele jogou bem demais. O lado esquerdo onde ele joga é o lado que eu me sinto mais protegido”. E de fato ele vinha fazendo um bom jogo, dominando a lateral esquerda que é praticamente uma extensão da sua casa. Até que uma falha sua custou o gol da virada: Andr[e Varanda saltou alto para cabecear na frente do gol, com Caio na marcação. Mas o aroucano não conseguiu acompanhar o desvio do atleta “azul-chealsea” que Maurício ainda tentou desviar sem sucesso.

Para aliviar mais ainda a vida do Bacana que jogou todo o segundo tempo pressionando, Vitinho fez o gol que fechou o placar em 5 x 3.



III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

Pé de Pano 10 x 2 NGM

NGM PERDE DE NOVO


Nova goleada, desta vez para Pé de Pano, não foi novidade. Novidade mesmo foi a estreia em grande estilo de Bizu, que até gol marcou

Por Guilherme Meireles

“1, 2, 3 Chupa Renê!". O famoso grito de guerra do NGM foi entoado por uma nova voz no último sábado: Bizu finalmente estreou. "Quem vai ter que chupar sou eu!", disse o bengalense mostrando sua camisa 11 com o nome de Renê. Sim! Bizu jogou com a camisa de Renê. Os mais maldosos diriam que exatamente por isso ele conseguiu balançar as redes. Claro que sua presença não foi o que faltava para que o time somasse seu primeiro ponto, mas Bizu ajudou a frear o ascendente saldo de gols negativo marcando o segundo gol do NGM na partida.

Mesmo com a iminente derrota, os torcedores do Não Guento Mais assistiram a uma pintura: Covre driblou pelo menos dois adversários com muita categoria no bico de área direito e deu um leve "tapa" no cantinho. Golaço. Folha classificou como "um dos gols mais bonitos da Prata". Mas quando este gol saiu, a quadra 6 já havia assistido a um golaço de Nobru: ele arriscou um chute forte da meia direita a longa distância, e a bola explodiu no travessão antes de mergulhar caprichosamente dentro das redes.

O jogo já estava 2x1 para o Pé de Pano, segundo gol marcado por Tavogus quando Bizu entrou em campo. Sua participação perdurou praticamente por todo restante do jogo. Sua posição? Banheira total! Ficou no ataque esperando o momento certo. Logo depois de entrar já se mandou para dentro da área e mostrou ousadia ao tentar dar um toque de calcanhar frustrado. O jogo prosseguiu com uma superioridade clara do Pé de Pano. A equipe alçava ataques rápidos que passavam facilmente pela zaga adversária.

Dessa maneira Wil fez o terceiro. Em meio a estes ataques, o goleiro do NGM tinha muito trabalho para concertar a lerdeza de sua zaga. Algumas vezes fez defesas decisivas: em chute de longe, ele saltou e desviou a bola com um tapa preciso. A bola tocou na trave e voltou para sua defesa firme. Já próximo ao fim do primeiro tempo, Ciro dominou na entrada da área e demorou em agir. Resultado: perdeu a bola e proporcionou um contra ataque que lançou Chico na ponta esquerda. Ele inverteu a jogada na direita para Tavogus marcar.

A segunda etapa foi marcada por uma chuva de gols do Pé de Pano. No comecinho Wil recebeu livre na cara do gol, tirou Messi da jogada apenas dando um chute em falso antes de finalmente chutar e fazer o quinto.

Não demorou e Chico e Tavogus marcaram mais dois. Bizu foi lançado em boa condição de frente para o gol, mas o goleiro saiu e afastou a bola de seu domínio, frustrando aqueles que aguardavam seu quase improvável gol. Mas, de repente, ele surgiu! O NGM teve uma falta próximo ao bico de área esquerdo. Bizu bateu e acertou a barreira. No rebote ele mesmo emendou e a bola passou por baixo de um mar de gente, que encobriu a visão do goleiro, indo parar no fundo das redes. Muita comemoração e gritos nas imediações da quadra 6.

Messi, que entrou no lugar de Farillo, que havia entrado no segundo tempo, fazia boas defesas assim como seu antecessor, mas o ataque do Pé de Pano continuava rápido e avassalador. Os gols saíam com a maior facilidade. Dada e Chico marcaram os dois últimos do jogo fechando o placar em 10 x 2.

III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

Camelo 4 x 1 Fora de Série

CAMELO APRONTA PARA CIMA DO FORA


Sem capitão Henrique, time da pizzaria mostra raça e determinação para derrubar líder e se manter vivo na competição

Por L. F. Saninana

Em um jogo em que a marcação prevaleceu, o Camelo deu um nó tático na equipe do Fora. A trave também atrapalhou o time de Clebão. O clima era tranquilo no PlayBall. Devido à festa de 1º de maio na rua Marquês de São Vicente, poucas pessoas acompanharam Fora de Série e Camelo. O FdS vinha de vitória por 4 x 3 contra o Jeremias e precisava da vitória para disparar na liderança. Já o Camelo havia perdido para o Só Resenha e só o resultado positivo o colocava na briga por uma das vagas.

Com Rodrigo Cunha do lado de fora, ainda suspenso, o Fora começou bem e quase abriu o placar com Rica. Mas quem marcou primeiro foi a equipe das duas corcovas com Pi chutando da entrada da área. Poucos segundos antes uma voz disse: "Olha o gol!" Folha do Invictus, que estava acompanhando o jogo, previu o gol.

A partida era muito truncada. Quando uma das equipes conseguia chegar ao gol, algo atrapalhava. Pelo lado do Camelo, Casari era o principal obstáculo a ser batido. Já o Fora travava uma batalha contra a trave. Noal e Casari fizeram um duelo a parte no primeiro tempo, quando quem levou a melhor foi o goleiro do Fora, que por duas vezes impediu o gol do camisa 14 do Camelo. Antes do fim do primeiro tempo, o time de Clebão acertou a trave por duas vezes.

Após o intervalo os galácticos da Prata começaram a etapa final como terminaram a primeira. Lapa bateu cruzado da esquerda e acertou a trave. Parecia que os Blues voltavam com outra postura para o segundo tempo, pois após cruzamento rasteiro da esquerda, Lapa chegou de trás e Johnny fez uma bela defesa.

O jogo continuava equilibrado e truncado. Mas em menos de cinco minutos três belos gols saíram. Felipinho Araújo do Camelo dominou no peito, deu um meio chapéu e chutou da meia esquerda fazendo 2 x 0. Mas não deu nem tempo de comemorar. Na saída de bola, Rodrigo Rosa abriu na esquerda, puxou pra dentro e acertou um chute colocado no ângulo de Johnny, diminuindo para o Fora. O terceiro gol do Camelo foi uma verdadeira pintura. Thiago Oliveira dominou na ponta esquerda, deixou Rosa e outro marcador para trás, invadiu a área, deixou Argentino de bunda no chão e chutou fraco mas no ângulo esquerdo de Casari, que nada pode fazer.

O Fora de Série sentiu o gol e não teve mais reação. Vendo que o adversário não conseguia atacar, devido à ótima marcação, principalmente de Kazu, o Camelo administrou a partida com muita vibração e garra, que ficou morna nos minutos finais. Em um momento de distração do Fora, o Camelo fez o quarto com Felipinho Araújo. O camisa 10 avançou pelo meio enquanto o FdS ficou parado pedindo para o jogo ser paralisado para atendimento em Clebão, que estava caído no meio de campo. O juiz mandou seguir e Felipinho, que não tinha nada a ver com a história, mandou para o fundo do gol.

O Camelo ainda acertaria a trave de Casari e perderia mais alguns gols antes de o placar de 4 x 1 ser decretado o final, o que certamente surpreendeu a todos no PlayBall, inclusive o ex-capitão Henrique (Iago passou a ser o capitão nesta partida), que estava na praia e ligava a todo momento para saber o resultado da partida. Com o resultado o Camelo chegou a 12 pontos e ficou na boca do G-8 e está apenas a um ponto da zona de classificação. O Fora, mesmo com a derrota, continua na liderança graças à derrota do Invictus para o Basicus.

III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

É Verdadeee 6 x 2 DPGamos

É VERDADEEE FAZ SUA PARTE E SE APROXIMA DA CLASSIFICAÇÃO


Time joga para o gasto e fica bem próximo da segunda fase; mais uma vez, DPGamos decepciona

Por Douglas Almasi Santos

O DPGamos entrou em quadra querendo, a qualquer custo, reabilitar-se das últimas rodadas e, de quebra, acabar com a síndrome do “apagão” que toma conta do time no 2° tempo. Já o É Verdadeee queria se aproximar mais ainda da classificação, uma vez que estava com a mesma pontuação de outras 4 equipes antes do início da rodada. Sob um forte sol, e com pouca torcida, o jogo começou com uma boa jogada do É Verdadeee, através de Armando, que, após cobrança de lateral, dominou, girou o corpo e chutou para defesa do goleiro Fischer.

Na sequência, o mesmo Armando fez uma boa abertura para o lado esquerdo, onde estava Diego Garcia, que chutou por cima do gol. Os times pareciam nervosos no início, mostrando que a derrota significaria um desastre no caminho de quem perdesse. A primeira boa jogada do DPGamos ocorreu após cobrança de lateral. Denão subiu livre e cabeceou para linda defesa de Reyna. Em seguida, após uma saída de bola errada da zaga do É Verdadeee, Pablo roubou a bola e chutou para fora, levando perigo.

O É Verdadeee errava passes, ainda tentando se acertar em quadra. Porém, o time abriu o placar depois de uma grande jogada de Fúria. A bola chegou no lado esquerdo para Master, que cruzou para Diego Garcia empurrar e fazer a alegria da galera. Armando tentou por duas vezes ampliar o marcador, mas não obteve sucesso. O DPGamos não se intimidou e partiu pra cima. Em uma boa trama da equipe, Bruno Costa recebeu passe na intermediária e soltou a bomba para linda defesa do goleiro.

O jogo passou a ficar truncado, com as duas equipes tentando atacar, mas sem muita criatividade. Bruno Costa tentou duas vezes o empate para o DPGamos, mas quem foi mais feliz foi Diego Garcia, do É Verdadeee. Após jogada de Fúria, a bola chegou para Girão, que cruzou. O camisa 16 chutou duas vezes para fazer o seu 2° gol e ampliar o placar. Ambas as equipes poderiam ter feito mais gols, porém a pontaria não era das melhores, e assim terminou o primeiro tempo, com 2 x 0.

No intervalo, o jogador Lacraia, do É Verdadeee, afastado dos gramados por conta de uma contusão no joelho direito, disse que sua equipe “jogou bem, mas está falhando um pouco”. Lacraia aponta o “contra-ataque lento” do time como fator principal para o É Verdadeee não estar goleando. Sobre o seu retorno, o jogador garante: “Volto para as finais”.

O 2° tempo começou e quem comandava as ações de meio de campo por parte do É Verdadeee era o jogador Fúria. Como um verdadeiro maestro, as principais jogadas passavam pelos pés do capitão do time. E, em uma delas, ele abriu o jogo para Diego Garcia, que cruzou a bola para Master empurrar às redes, marcando 3 x 0.

A vibração passou a ser uma arma para o É Verdadeee. Já o DPGamos iniciava a sua síndrome do 2° tempo, onde o time se abate e leva um gol atrás do outro. Dani Fischer lançou a bola, Joka não dominou, e ela sobrou limpa para Master soltar a bomba. Ela ainda desviou e morreu no canto direito. 4 x 0. O quinto gol surgiu após linda jogada de Armando, que passou para Zeca na esquerda só tocar na saída do goleiro. Em jogada de linha de fundo, pela esquerda, Shev cruzou para Diego Garcia só empurrar: 6 x 0.

O DPGamos ainda diminuiu com Denão e Pablo, após uma bomba na cobrança de falta. Mas assim ficou o placar: vitória do É Verdadeee por 6 x 2. Diego Garcia, um dos destaques do É Verdadeee, comentou o futebol de sua equipe: “Tivemos um ritmo bom, saímos na frente, e por isso tivemos mais tranquilidade no jogo”. Já pelos lados do DPGamos, parece que os jogadores só pensam no confronto com o NGM, na última rodada. “Estamos esperando o NGM, só a vitória interessa nesse jogo”, revelou Zulu, jogador da equipe.

III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

RR Olímpico 1 x 0 Pimba na Gorduchinha

PIMBA NÃO APARECE E ROLETINHA LEVA TRÊS PONTOS SEM JOGAR


Com 13 pontos, time de Baru está no G-8, mas ainda corre risco

III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

Red Devils 4 x 0 La Coruja

DIABOS VERMELHOS VENCEM E AINDA MIRAM PRIMEIRA POSIÇÃO


Mesmo sem Neguinho, time derrota o La Coruja e ainda sonha com a liderança

Por Douglas Almasi Santos

O Red Devils entrou em quadra para o confronto com o La Coruja já classificado, porém, sonhando com a primeira colocação do grupo. Para isso, só a vitória interessava. Já o La Coruja precisava vencer para sonhar com a classificação ao G-8. Sem contar com a presença de um dos destaques do time, o camisa 10, Neguinho, suspenso para este embate, os Devils começaram pressionando. Com um bom chute de Darx, a bola foi espirrada, e, no rebote, Rogério parou nas mãos do goleiro Mori.

Com o jogo muito disputado no início, a garra das duas equipes era o que prevalecia. Porém, os Devils eram melhores e dominavam as ações do jogo. Em mais um chute de Darx, defendido pelo goleiro, a equipe quase abriu o marcador. Mesmo com um a menos, quando Gabriel Landroni levou cartão amarelo, os Devils eram só pressão e chegaram ao primeiro gol após cobrança de escanteio, que Rene desviou de cabeça e guardou.

A zaga dos vermelhos passou a se destacar, liderados por Negão e Raphael, mostrando-se firmes e intransponíveis. Porém, uma falta sofrida fez com que o camisa 4 dos Devils saísse de campo machucado. O La Coruja não tinha poder de reação e pouco incomodava o adversário. Rogério, dos Devils, chutou de esquerda e a bola tirou tinta da trave. O jogo não era dos melhores tecnicamente, porém, era muito leal, tendo poucas faltas.

Com uma tentativa de Darx, para uma boa defesa de Mori, e um belo chute de Bode, que passou perto do gol, quase empatando o jogo para o La Coruja, a partida, atentamente observada por Cassio Moura e seu cãozinho Mitchell, torcedor dos Devils e irmão do goleiro Criança, foi para o intervalo com vantagem para os Devils. Moura ressaltou que “o jogo está truncado, com o La Coruja fechado, todo atrás. O time (Devils) bobeou, poderia estar mais”. E vaticinou: “o Red Devils ganha de uns 3 x 0”.

A segunda etapa começou muito disputada. O La Coruja queria o empate, mas eram os Devils que levavam mais perigo, com tentativas de Buchecha e Darx. Porém, os Corujas se seguravam como podiam. Alguns erros de passe davam a tônica do nervosismo que tomava conta dos dois times. O La Coruja passou a dominar o jogo, pressionando o time adversário. Em cobrança de lateral, Bode quase empatou. Mas as investidas dos Corujas pararam por aí: em um contra-ataque, El Loco avançou e de pé direito soltou a bomba no ângulo direito do goleiro. 2 x 0.

A partir daí, os Devils começaram a administrar o resultado, tocando a bola, como manda o script, e chegaram ao terceiro gol através de uma boa trama da equipe. Beto chutou cruzado, a bola desviou na zaga e ficou sobrando, chegaram dois zagueiros e o jogador prensando a bola, que entrou. Os juízes assinalaram gol para Beto.

O La Coruja não desistia, mas já demonstrava estar sem forças e ainda sofria com os contra-ataques. No fim da partida, Rogério fez boa jogada pela esquerda, chutou e a bola entrou. O La Coruja reclamou que ela passou pelo lado de fora, furando a rede, mas os juízes assinalaram o gol, decretando números finais à partida: 4 x 0.

Rogério, um dos destaques dos Devils, mesmo com a vitória, não perdoou o time: “Devagar, com sono” no primeiro tempo, mas elogiou a postura na etapa derradeira, e destacou: “A vitória foi do time todo”. Já Bataglia não jogou a toalha e acredita no seu time. “Aposto na classificação do La Coruja”, disse confiante.

III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

Invictus 2 x 3 Basicus

BASICUS DEIXA FASE DO EMPATE E VOLTA A VENCER


Vitória nos minutos finais com gol de falta muito contestado pelo Invictus foi fundamental para as pretensões de classificação do time rosa, que chega a 15 pontos

Por L. F. Saninana

Basicus e Invictus fizeram um jogo de teste para cardíaco. A equipe rosácea, além da faixa com os dizeres "Basicus, sague e suor", contavam com a torcida de alguns jogadores do Fora de Série. A frase acima define muito bem como foi a partida. Antes mesmo do início do jogo, o primeiro problema. A arbitragem não queria deixar o técnico Clebão ficar de chinelo comandando a equipe do Basicus, mas a Organização logo resolveu a parada, permitindo que o mesmo ficasse sem dirigindo o time de dedos de fora.

A equipe rosa foi melhor boa parte do tempo. A dupla Fefê e Puff bagunçava a defesa do Invictus, que não conseguia pará-los. Publius e Fefê travaram um duelo a parte no primeiro tempo. O camisa 10 do Basicus, com a bola no pé, sempre ia para cima do camisa 5, mas quase sempre era desarmado e se jogava tentando cavar falta.

A dupla de ataque dos rosáceos era um pesadelo para o time de Lucas. Eles até poderiam ser o destaque do primeiro tempo, se não fosse a chamativa faixa rosa na testa que Rodrigo Barath usava. As poucas vezes em que o Invictus chegava ao ataque, parava na forte marcação do gigante Yuri.

O Basicus teve mais chances de fazer o gol no primeiro, mas quem abriu o placar foi Romarinho, que chutou da ponta esquerda após seguidas bolas chutadas a gols serem interceptadas. O marcador não correspondia com a realidade do jogo, que era de equilíbrio e mais posse de bola para o Basicus.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro. Fefê cobrou uma falta em cima da barreira do Invictus. A bola voltou e caiu para Alexandre livre, que correu com a bola e com Publius a seu lado, que literalmente tomou a bola do seu pé para tocar na saída do goleiro Alexis e fazer 2 x 0.

Parecia que o Invictus entraria na partida fazendo o jogo ficar mais equilibrado. Mas o que se viu foi praticamente o mesmo jogo da primeira etapa. Basicus pressionando, até porque era o que lhe restava, e o Invictus defendendo e buscando o contra-ataque.

O Basicus atacava, mas não conseguia marcar o gol. Até que um lance confuso deu uma mão para o Basicus e começou a gerar a reclamação do Invictus. Barath cabeceia, Muralha defende no canto, mas não segura firme. Ele e Veneza dividem bola, que pererecava em cima da linha, e quando Velardo chega já é caindo e tirando a bola com a mão. O Invictus viu falta no goleiro e empurrão do seu zagueiro, mas o árbitro só viu pênalti, que Starck converteu para os rosáceos. Além disso, Velardo tomou azul e ficou de fora da partida.

O time de Barath foi todo para cima, mas deixava o contra-ataque para o Invictus. Lucas quase guardou o seu em um desses contra-ataques, quando pegou rebote de canhota e Barath salvou quase em cima da linha com o calcanhar, fazendo a bola subir e cair poucos centímetros depois do travessão.

No meio da etapa final, Harada entrou em quadra. E após cobrança de lateral pela esquerda, o jogador, cujo Folha fala que tem 1,40m de altura, empatou para o Basicus nu, chute cruza\\\\\\\\do de primeira da entrada da área, para delírio dos torcedores. A reclamação da vez do Invictus foi qu eo lateral era claramente a seu favor, apontado erroneamente para o Basicus.

O empate seria justo, mas nenhum dos times queria a igualdade. Tanto que o foco do Basicus era chutão em Puff. Foi o que aconteceu: ele recebeu de lateral, saiu cortando para dentro com a marcação de Lucas, que acabou por cometer falta a um passo da área. Puff ficou no chão, se estrebuchou todo e o tempo foi passando. Ele foi levado para fora do campo e voltou antes mesmo de ser reiniciada a partida. Ele voltou a campo, tirou Ferro da barreira ao passar e deixou para Fefê cobrar rasteira e virar o jogo para os rosados. Foi aí que a reclamação do Invictus começou, com Publius indignado que o jogador que foi atendido – no caso, Puff – nao poderia retornar a campo antes do reinício da partida, conforme diz a regra. Houve muita reclamação de todo time do Invictus, que falou muito dos erros contra o time no decorrer da partida – a falta antes do pênalti, o lateral errado e agora a participação de um jogador que estava fora sendo atendido e voltou antes do reinício.

Fato é que os árbitros não voltaram atrás e deram o gol. Além disso, apitaram fim de jogo antes do tempo previsto devido à enorme reclamação, decretando a derrota do Invictus e mais uma vitória no sufoco do Basicus – a quarta na competição.

III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

Voando Baixo 4 x 3 Ras Time

RAS TIME LUTA, MAS VOANDO BAIXO VENCE DUELO DISPUTADO


Voando Baixo derrota o Ras Time e ainda quer a primeira posição no grupo; Caballero, novamente, foi decisivo

Por Douglas Almasi Santos

O jogo prometia muito. De um lado, o Ras Time, vindo de uma boa vitória na 8° rodada e precisando vencer a qualquer custo para ainda sonhar com uma vaga no G-8. Do outro, o Voando Baixo, já classificado, mas ainda perseguindo a liderança e, consequentemente, a vaga direta à Série Ouro. Um jogo cheio de alternativas, que mais uma vez foi decidido pelo matador Caballero a favor do Voando Baixo.

Com muito estudo e muita cautela, os times começaram, de certa forma, tímidos. Em um escanteio, Pisano quase fez de cabeça para o Voando. A resposta veio com uma boa troca de passes do Ras, em que Mau quase fez. A partida estava muito truncada, com as zagas se sobressaindo e os ataques sem muita pontaria.

Johnny fez linda jogada, foi costurando e chutou para boa defesa do goleiro Henrique. Em outro lance, a zaga do Ras afastou mal, e Chico pegou de primeira, obrigando Cipó a fazer linda defesa.

O Voando Baixo passou a dominar a partida, criando algumas boas oportunidades. Mas quem abriu o placar foi o Ras após cobrança de escanteio. Wil subiu no terceiro andar e cumprimentou o goleiro. Em seguida, o time ampliou após bobeira da zaga, que tentou aliviar, mas a bola bateu no atacante Moreno e entrou. Uma lambança que o Ras agradeceu: 2 x 0. Mas o Voando Baixo diminuiu com Caballero, após ser lançado, ganhar na corrida da zaga e fuzilar cruzado. 2 x 1.

A partida foi para o intervalo com a promessa de fortes emoções. O torcedor do Voando Baixo Conrado Lourenço disse que o “o time esteve nervoso” na primeira etapa. Elogiou o Ras, constatando ser “um time muito bom”, mas acreditava na reação do Voando Baixo. “Com mais calma, vai reverter”.

Iniciada a parte final do embate, o jogo permanecia muito pegado, até em certos momentos, feio, sem muita criatividade. O Voando Baixo tentava furar o bloqueio do Ras, mas parava na boa atuação do goleiro Cipó. Porém, a insistência foi maior, e o empate ocorreu após cobrança de lateral que Caballero dominou e de direita chutou cruzado para vencer o arqueiro adversário.

O Ras não se abateu, e quase fez depois de duas tentativas de Wil), uma chutando perto do gol e outra por cima da meta. Mas o momento do Voando Baixo era melhor. Marketi fez linda jogada e abriu na esquerda para Caballero. O artilheiro dominou e bateu cruzado de novo para virar o marcador. O jogo ficou emocionante, e o Ras não se intimidou. Mau recebeu passe pelo meio, investiu e chutou de bico. O goleiro Henrique aceitou, e mais uma vez o placar estava empatado.

Em um lance curioso, o goleiro Henrique tentou lançar a bola ao ataque com os pés, ela ganhou altura e foi descendo lentamente até carimbar o travessão. Seria um gol antológico na quadra 6, algo que somente os físicos conseguiriam explicar. O jogo estava no fim, e se encaminhava para o empate, mas brilhou a estrela do matador: cobrança de falta, a bola foi rolada para Caballero. O camisa 7 mostrou toda sua categoria, gingou na frente do zagueiro e chutou no cantinho direito de Cipó para decretar a vitória do Voando Baixo: 4 x 3.

Lopes, do Ras, apontou a “falta de fôlego, a inexperiência, e a ausência de malícia do Ras” para o seu time não sair vitorioso de quadra. Mas ele ainda bota fé na classificação. “Claro, acreditamos sim”, declarou. Já Chico, do Voando, diz-se preocupado com os inícios do time nas partidas. “Todo jogo começamos desligados e atrás no placar. Quando ficamos em alerta na zaga, lá na frente melhora”, detectou. O Voando Baixo ainda sonha com a liderança e mais uma vez agradece ao seu matador, que não cansa de fazer gols e acumular estrelas na Corrida MVP.

III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

In Dubio Pro Barum 4 x 1 TCM

IN DUBIO SOBREVIVE AO DERROTAR TCM


Com vitória, time chega a 10 pontos e ainda sonha com classificação; para TCM, só milagre para entrar no G-8

Por L. F. Saninana

In Dubio Pro Barum e TCM entraram em quadra precisando da vitória, já que um resultado negativo tiraria praticamente as chances de classificação. As equipes fizeram uma bela partida, em que o IDPB jogou melhor e levou a vitória para casa.

O In Dubio pressionou desde o inicio. Enquanto o jogo rolava, do lado de fora da quadra, Publius ainda reclamava da arbitragem. A pressão inicial deu resultado. Febem chutou da entrada da área e abriu o placar para a equipe rubroverde. Não demorou muito e o mesmo Febem fez mais um, chutando do meio da quadra quase.

Com dois gols de desvantagem, o TCM saiu um pouco para o jogo, mas não conseguia acertar a meta de Fiorini. Quando não chegavam ao gol, paravam na marcação impecável do zagueiro Cunha. O In Dubio aproveitou os espaços deixados pela zaga do TCM e ampliou com Murilo, que dividiu com o goleiro. O travessão impediu que os rubroverdes marcassem mais dois gols.

Até o fim da primeira etapa, o In Dubio Pro Barum só administrou a partida. Mas o TCM voltou com outro espírito para o segundo tempo e jogou de igual pra igual. Logo nos primeiros minutos da etapa final, Guga chutou rasteiro de fora da área e diminuiu para o Tá Com Medo.

O jogo caiu de rendimento e o TCM atacava um pouco mais. O goleiro Bruno foi exigido e, em tarde inspirada, conseguiu segurar a equipe adversária. Os rubroverdes aproveitavam os contra-ataques, mas também paravam no arqueiro adversário. Mas Cunha, que fez uma partida impecável na zaga e apoiava bem o ataque, recebeu na entrada da área e fez o quarto gol do In Dubio para coroar a bela atuação.

O resultado deu sobrevida ao In Dubio Pro Barum, que ainda tem, mesmo que poucas chances, já que não depende só de si, de passar para a próxima fase. O TCM ficou em situação mais complicada. Tem que vencer seus próximos dois jogos e torcer para In Dubio Pro Barum no máximo empatar os dois jogos restantes, Camelo empatar um e perder o outro, e o Só Capim Canela perder as duas partidas, além de tirar a diferença no saldo de gols. Missão impossível, portanto.

III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

Fúria 5 x 2 Locomotiva Tarja Preta

FÚRIA MANTÉM A LIDERANÇA EM BOM JOGO CONTRA O LOCOMOTIVA


O Locomotiva vendeu caro a derrota, mas Fúria se reabilita e permanece na primeira posição do Grupo A

Por Douglas Almasi Santos

A expectativa para o duelo era grande. Afinal, como reagiria o Fúria depois de perder a invencibilidade? Alheio a essa questão, o Locomotiva só pensava na reabilitação, mas sabia que teria uma pedreira pela frente. O bom público presente para ver este jogão foi agraciado com bons lances, muitas disputas e uma das melhores partidas do grupo A até agora.

A principal arma do Fúria, a vibração, esteve presente no início do jogo. A equipe utilizava-se da garra para tentar se impor diante do Locomotiva. Mas esse ímpeto não foi suficiente e, logo de cara, Kadson aproveitou um lance para chutar e pôr o Locomotiva na frente: 1 x 0. O Fúria não se abateu e procurou o ataque. Uma bomba de Carlão obrigou Gabriel a fazer uma grande defesa. O jogo passou a ficar truncado no meio da quadra.

Com a boa participação de Renan Germano, que mostrava um fôlego invejável, e boas jogadas de Kadson, que inclusive provocou um cartão amarelo do adversário, o Locomotiva quase ampliou. Mas quem não faz leva. Cobrança de escanteio, a bola passou por todos os zagueiros, e quem agradeceu foi Adriano Motta, que empatou. A pressão aumentou e, em seguida, em novo escanteio, a bola chutada bateu na mão do zagueiro do Locomotiva dentro da área. O juiz marcou o pênalti. Na cobrança, Adriano Motta marcou o seu segundo gol, o da virada do Fúria.

O líder cresceu e passou a pressionar mais ainda. O Locomotiva ficou assustado com as investidas do adversário. Um chute do Fúria na trave, em cobrança de falta, foi o último lance do primeiro tempo. Quem esteve presente para ver o jogo foi o craque Fagner, um dos destaques do líder na competição, que está afastado por conta de uma contusão no joelho direito. Fagner destacou “que o jogo está equilibrado, mas que a vontade prevaleceu”, referindo-se à virada do Fúria.

Bola rolando para a etapa final, e o Locomotiva tomou a iniciativa, partindo pra cima do Fúria, com tentativa de Gabriel, para boa defesa do goleiro Sucão. E a equipe chegou ao empate. Boa jogada de Renan Germano, que tocou para Toninho. Ele girou e chutou, marcando 2 x 2 no placar.

O jogo ganhou em emoção, ficando muito movimentado e tendo uma grande velocidade. O Locomotiva estava melhor e parecia que ia virar. Mas após saída errada da zaga, Fábio Caruzo roubou a bola, avançou e soltou a bomba à meia altura do goleiro. 3 x 2 para o Fúria.

O Locomotiva se desesperou com o gol e partiu pra cima, quase marcando com Renan Germano após a bola rebatida ser salva pelo goleiro Sucão. A partida ganhou emoção de vez quando Carlão se desentendeu com a arbitragem e levou a tríplice coroa – cartões amarelo, azul e vermelho – sendo excluído do jogo. Com um a menos a partir daquele momento, os contra-ataques e a vibração, passaram a ser as armas do Fúria até o final. O Locomotiva tentava a qualquer preço o gol de empate.

Mas um jogador vindo do banco de reservas decretou a história da partida. Jorge entrou e, em um dos primeiros lances em quadra, foi genial ao cobrar uma falta de forma magnífica e fazer 4 x 2 para o Fúria. Em seguida, uma desatenção da zaga do Locomotiva fez com que André aproveitasse para dar números finais à partida: 5 x 2, e a manutenção da liderança para o Fúria.

Gabriel, do Locomotiva, lamentou “os gols bobos” que a equipe sofreu. “A gente ataca, mas sofremos com gols de contra-ataques, assim não pode”. Mas ele confia na classificação. “A motivação será maior ainda para os dois últimos jogos”, declarou esperançoso. Já Jorge, o homem que entrou e definiu o jogo, após bela cobrança de falta, disse que “a garra, a união, e a vontade” foram determinantes para o triunfo do líder Fúria.

III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

Jeremias 5 x 4 Coringa

JEREMIAS SEGUE SUBINDO E DERRUBA CORINGA


Mais uma vez Dunder foi o nome do jogo para o Jeremias, que passou o próprio Coringa na tabela e segue forte rumo à classificação

Por Renan La Marck

Logo que teve início o confronto entre Jeremias e Coringa pelo Chuteira de Prata, foi o time mais novo quem ameaçou primeiro. Gui Ferreira recebeu boa inversão de bola, do lado direito para o esquerdo, matou a gorduchinha e chutou rente a trave. Na seqüência, mais uma vez o Jeremias teve boa chance, mas o tiro de Dunder foi bem defendido pelo arqueiro coringa.

Já o time tricolor, o velho e bom Joker de Prata, nos minutos iniciais, de fato pouco criava, mal conseguia passar do meio campo e apenas investia em jogadas de velocidade de seu camisa 11, Rafinha Souza, que não tinha mais Fernando Cidrão ao seu lado, certamente uma perda irreparável para a equipe, já que ele não deve mais jogar este Chuteira por compromissos profissionais.

Mesmo assim, quando o Coringa finalmente chegou bem ao ataque, foi logo para balançar as redes. Nem um minuto após o próprio Farias quase marcar em dividida com o arqueiro rival, o mesmo dono da camisa 6 apareceu dentro da área para tocar de cabeça e abrir o placar.

Contudo, a alegria do Coringa durou pouquíssimo tempo, pois nem bem o time festejava o primeiro gol, uma falta a poucos passos da área de Elton prometia levar perigo. Não deu outra! Na cobrança, Alexandre Bim bateu na bola e empatou o confronto. O 1 x 1 parece ter renovado o ânimo do Jeremias, assim, em seguida, Dunder desviou de primeira bola cruzada por companheiro e virou a partida em favor do time rubro.

Novamente o tricolor das meias trocadas se viu mal dentro do confronto. O placar adverso fez com que mais um membro da família Fischer fosse descoberto dentro do Chuteira e se destacasse em quadra. O goleiro Benassi, do Jeremias, foi chamado de irmão de Daniel Fischer - goleiro do DPGamos e organizador da Prata -, pelo árbitro do jogo após realizar grande defesa em chute prensado de Renatinho. Ajudou o acontecido também por sua semelhança física com o velho Barney roxo do DP.

Não querendo ficar por baixo em relação ao rival guarda-redes, o goleiro Elton também realizou uma grande defesa, salvando chute de Digo após este carregar a bola e cortar a marcação de Flavinho.

Restando pouco tempo na primeira etapa, quando o Jeremias, que já vencia, voltava a controlar a partida, Kaká, o kakraque (© by Renan La Marck) do Coringa, teve em cobrança de falta oportunidade para, mais uma vez, deixar tudo igual. O camisa 23 mandou um tiro certeiro no cantinho do arqueiro Benassi Fischer, deixando em 2 x 2 o placar da quadra 10.

E no lance seguinte quase veio a virada em favor do Joker. Rafinha arrancou em contragolpe pela direita e rolou para Kaká, mas ninguém contava com a astúcia do arqueiro, que dividiu com o atacante e evitou o gol.

Para a segunda metade de confronto, o Jeremias, logo de cara, mostrou que partiria atrás da vitória. Primeiro Dunder dominou na intermediária ofensiva e, mesmo cercado pelos marcadores, conseguiu chutar com perigo. O momento era mesmo bom para o camisa 10 jeremiano, pois no lance seguinte ele acertou um chute sem chances para o goleiro e fez o terceiro de sua equipe.

Nesse momento o jogo passou a ser lá e cá. Pelo Jeremias, Gui deu linda finta de letra em Flavinho no campo de defesa, avançou pelo meio, tirou do lance mais um marcador e bateu rente a trave direita de Elton. Como resposta o tricolor das meias vermelha e preta teve três boas chances, mas todas para fora - em chute de Leozinho, em cobrança forte de falta de Rafinha e por último com Kaká.

O jogo estava deveras aberto e, logo depois de Gui cobrar falta venenosa e obrigar grande defesa de Elton, o Coringa foi ao ataque para, novamente, deixar o confronto empatado. Em troca de passes, Rafinha deixou Renatinho na cara do gol – só faltou gritar “faz, meu filho!”. O camisa 20, de dentro da área, não perdoou.

Talvez o empate fosse o mais justo para Coringa e Jeremias, mas o time vermelho não desistiu. A poucos minutos do apito final, Preto recebeu a bola entrando na área, dividiu com o arqueiro e mandou a pelota para as redes. Gol que garantiu mais três pontos para o Jeremias e a 5ª colocação na tabela, deixando para trás o próprio Coringa.

III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO A:

SPQSF 7 x 5 Canhedo Beppu

CARTÕES DERRUBAM O CANHEDO E DÃO A VITÓRIA AO SPQSF


SPQSF aproveita-se dos amarelos do adversário e, nos detalhes, mantém a vice-liderança; Canhedo está fora da briga pela primeira colocação

Por Douglas Almasi Santos

“Jogo bom é assim!”, comentou Serafim, do SPQSF, ao término da partida mais aguardada da rodada, entre a sua equipe, vice-líder da chave, e o Canhedo Beppu, concorrente direto à primeira colocação. E quem esteve presente à quadra 6, na noite de sábado, viu um jogo excelente, cheio de alternativas, onde os detalhes foram determinantes para o resultado.

O SPQSF não é só destaque por suas boas apresentações, mas também por levar uma torcida animada às suas apresentações. “É a primeira vez que venho, está muito bom”, comentou a torcedora Flávia Lopes. Ela só não gostou do início, porque logo de cara, após boa troca de passes, o Canhedo abriu o marcador com um chute cruzado de Luiz Siviero. O SPQSF não se intimidou e quase empatou com uma bomba de Rodrigo, para linda defesa do goleiro Pápa-Burguer.

Jogo quente, muito disputado a cada lance, com boas jogadas, como a de Jaja, do SPQSF, que de calcanhar ajeitou para o chute de Meneguelo para fora. Mas no contra-ataque, uma jogada pelo lado esquerdo da quadra fez a bola chegar nos pés de Suzuki, que só empurrou e fez 2 x 0 para o Canhedo.

Sem se abater, o SPQSF diminuiu depois que Meneguelo recebeu a bola, limpou o zagueiro e chutou no canto direito do goleiro. Mas o Canhedo chegou ao terceiro gol em um contra-ataque. A bola foi lançada para Testa, que de pé direito soltou a bomba e encobriu o goleiro. 3 x 1. A partir daí, parecia que o Canhedo passaria a administrar a boa vantagem. Mas os detalhes fizeram a diferença.

Um cartão amarelo para Cris, do Canhedo, e o SPQSF soube aproveitar muito bem a vantagem de um jogador a mais em quadra. Diminuiu com Di Dicredo, após bate e rebate. E empatou após um contra-ataque rápido, em que Jaja foi lançado e rolou para o meio. O goleiro saiu mal e Ricardinho tocou para o gol vazio.

Com o retorno de mais um homem à quadra, após a suspensão de dois minutos, o Canhedo quase fez outro com Suzuki de cabeça. Mas a equipe sofreu novo revés e teve mais um jogador suspenso por dois minutos, após Testa ser punido com um amarelo. Desta vez, o golpe para o Canhedo foi mortal. Jaja fez linda jogada, fintou o zagueiro e soltou a bomba para marcar um golaço, virando o placar.

Em seguida, o mesmo Jaja recebeu passe, dominou, e experimentou a gol, a bola desviou e entrou, deixando o seu time em vantagem: 5 x 3. No intervalo, Flávia Lopes disse ter gostado do primeiro tempo do SPQSF, e, quando perguntada do resultado final, enfatizou: “Lógico que vai ganhar, certeza!”.

A segunda etapa começou com o Canhedo insistindo, mas esbarrando na boa marcação do SPQSF. E após boa jogada de Jaja, a bola chegou a Di Dicredo só empurrar e fazer o sexto gol do time.

O Canhedo lutava muito, inclusive diminuindo, com Fabinho, que recebeu após o escanteio, gingou e de pé direito venceu o arqueiro. Mas sucumbiu de vez quando o carrasco Jaja dominou e fez mais um. O Canhedo ainda fez o seu quinto gol, com Fabinho novamente, mas já era tarde. Vitória suada, mas importante do SPQSF, por 7 x 5.

O zagueiro Serafim, do SPQSF, definiu o Canhedo como “o melhor time” que seu time enfrentou até o momento. “O time deles é bom, animal!”, declarou o camisa 2. Já para Fabinho, o “excesso de faltas, os amarelos, de maneira infantil” acabaram com o sonho do Canhedo de terminar a primeira fase como líder do Grupo A. “O jeito é se preparar para a segunda fase para podermos brigar”, lamentou-se o autor de dois gols no jogo.

III CHUTEIRA DE PRATA: 9ª RODADA: GRUPO B:

Só Resenha 5 x 2 Só Capim Canela

SÓ RESENHA ASSUME VICE-LIDERANÇA AO VENCER SÓ CAPIM


Boa vitória e derrotas de Fora de Série e Invictus colocam Só Resenha com grandes chances de ser primeiro do grupo

Por Renan La Marck

Rolou a bola na grama sintética da PlayBall e Dhanny, o “Haradinha” do Só Resenha, mostrou logo as credencias de seu time. Primeiro ele puxou contragolpe e rolou para Fabrício bater com perigo. Logo depois o próprio camisa 10 dividiu com o arqueiro Roger, fazendo a pelota sobrar limpa para o mesmo Fabrício abrir o placar.

Todavia, a resposta do Só Capim Canela não demorou nada. Pois, na seqüência, após chute de companheiro pela direita do ataque, Bondioli apareceu para desviar e mandar pro fundo do gol, igualando tudo em 1 x 1. Parece que o gol animou o Só Capim, que mais uma vez foi com perigo ao campo de ataque. Bondioli chutou prensado na marcação e na seqüência ficou com o rebote, dentro da área, mas o tiro foi para fora.

A resposta dos resenhas veio de forma fulminante. No momento em que a equipe era melhor em campo e Fabrício tomava conta do meio da quadra - com desarmes e bons passes -, o time trabalhou a bola até Darian chutar para fazer 2 x 1.

Contudo, outra vez, para não ficar atrás no placar, o Só Capim Canela reagiu imediatamente. Dessa vez Bruno foi lançado na corrida, ganhou de Vitinho e chutou na saída do goleiro para marcar o segundo dos vermelhos.

Aí então foi a vez dos goleiros brilharem no primeiro tempo. Renatinho carregou a bola, levou para o meio e com um bom chute obrigou o goleiro Roger a fazer bela defesa - aliás, todo mundo que viu a partida entre Só Capim e Só Resenha ficou com a mesma dúvida: qual será o grau de parentesco entre o goleiro Roger e o folclórico Dalton (ex-goleiro do Xoro Paro e atual técnico do In Dubio)?. Do outro lado, Ulisses não teve vida fácil, mas correspondeu fazendo duas grandes intervenções. Primeiro, o camisa 1 voou no ângulo direito para buscar tiro de Bruno que ainda desviou no meio do caminho, e pouco depois Bondioli chutou firme visando o cantinho baixo, mas novamente o goleirão foi pegar a redonda.

Para a segunda etapa ficou claro que a falta de jogadores no banco do Só Capim seria uma determinante no confronto. E não deu outra. A cada minuto que passava o time vermelho ficava cada vez mais cansado e cada vez menos com a bola no pé. Assim, o Só Resenha passou a dominar o jogo sem grandes problemas. No entanto, antes que a equipe dos amigos do Arouca revertesse em gols o domínio, o arqueiro Ulisses foi mais uma vez fundamental. Bruno entrou driblando pelo meio da defesa adversária, deixou a marcação para trás e fintou o goleiro, contudo na hora de fazer o gol foi surpreendido por um arrojado Ulisses, que apareceu do nada e fez uma defesa incrível!

Depois do quase gol, veio o balde de água fria nas cabeças dos socapincanelanos, acompanhados de dois gols em seqüência. Dhanny tocou para Entini bater com efeito na pelota, a bola tocou na trave e entrou. Logo depois, Darian desviou dentro da área e fez 4 x 2.

Por mais cansados que estivessem, os jogadores do Só Capim lutavam - inclusive Bondiolo, que pediu ao árbitro que lhe mostrasse um amarelo - e caso não fosse Ulisses o guarda-redes a defender o gol do Só Resenha, talvez a história do confronto terminasse diferente. O goleiro ainda fez mais três boas defesas, uma delas após bela jogada de Bruno Lourenço, certamente o home de maior perigo do bom time do Capim e Canela. Já pelo Resenha, de pênalti, Dhanny marcou o quinto gol de sua agremiação e deu números finais ao confronto.
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