SPQSF LUTA ATÉ O FIM E ARRANCA EMPATE CONTRA VERAS
Igualdade tira Veras da liderança, enquanto Se Perder Que Se Foda continua sem vencer
Por Luiz V. Andreassa
No duelo entre The Veras e SPQSF, tínhamos um favorito definido: o time verense, que na rodada anterior havia vencido o Arouca de virada, numa partida cheia de emoção e confusão. O adversário da vez ainda buscava a sua primeira vitória para tentar deslanchar no campeonato. Porém, nem uma coisa nem outra aconteceu: empate justo no fim das contas e apenas um e insuficiente ponto para cada lado.
O jogo começou melhor para o time boca suja, que dominou os primeiros minutos e teve boas chances para abrir o placar. A primeira delas veio com Jaja em chute forte pela esquerda, mas que acabou subindo demais. E é bom já falar agora de um capítulo a parte da história desse jogo: “Em busca do gol perdido”, a saga interminável do principal jogador do SPQSF que vai a todo custo tentar balançar as redes. Nós iremos acompanhar essa epopeia aos poucos durante esta matéria. Uma outra chance veio quando Fernandão recebeu sem marcação dentro da área e finalizou para boa defesa de Benga. No rebote, o camisa 16 retomou a pelota e cruzou-a para Jaja, que a mandou para fora.
Alheio a isso, o The Veras surpreendeu e, mesmo levando pressão nos minutos iniciais, conseguiu uma escapada e um pênalti cometido por Fernandinho. Na cobrança, Victor Petreche bateu rasteiro, um pouco à direita do meio do gol, mas o bastante para vencer Serafim, que vestia a camisa 10. Mal o Veras comemorou e Safa fez justiça ao deixar tudo igual no placar. Ele recebeu pelo lado direito e chutou cruzado.
O empate devolveu o domínio das ações para o SPQSF, que chegava bem com Safa e Jaja. Por falar no camisa 9, ele finalizou com força de força de longe mas não marcou. Jaja definitivamente não estava com o pé calibrado. Se ele não marcou, a virada viria pelos pés de Fernandão, que recebeu na área e não perdeu a chance: 2 x 1.
A resposta verense veio com uma bomba de peito de pé executada por Pedro de Luna, que passou por cima do travessão. Pouco depois, Petreche teve mais sucesso para empatar. E que sucesso! Ele recebeu passe primoroso de Japa pelo alto e, sem deixar a bola tocar o chão, emendou a finalização de primeira, antecipando-se a Serafim e marcando um golaço. Pouco depois, o camisa 7, Japa, foi quem quase decretou a virada ao receber passe de Sansone, que havia feito bonita tabela antes de entregar a chance mal aproveitada.
No outro lado da quadra, aos 25 minutos, Jaja recebeu cruzamento e cabeceou direitinho direto... na trave! Essa foi por pouco. Fim da primeira etapa com resultado justo, com maior tempo de domínio do time laranja e preto e mais competência do Veras para finalizar.
A segunda etapa começou como acabou a primeira: Jaja perdeu outra chance, mais uma vez de cabeça, agora mandando a bola para fora. O castigo veio pelos pés de Moura, que bateu falta pela esquerda com um chute rasteiro desviado por alguns jogadores no meio da confusão. 3 x 2 para o Veras, que conseguira de volta a liderança no placar. A resposta, porém, veio logo depois na finalização de Fernandinho, por cima da meta, com muito perigo.
Pouco depois, foi a vez de Petreche perder a chance do gol e também de sua consagração, ao receber livre com o goleiro mas chutar em cima do mesmo. O jogo então passou a ficar mais equilibrado e bem marcado, com menos oportunidades. E quando elas voltaram a aparecer, já aos 15 minutos, Sarsone teve de lamentar um arremate para fora depois de receber um “passe” de Serafim, que saiu jogando muito mal e quase entregou o ouro. O camisa 17 de seu time ainda perdeu outra chance cara a cara com o goleiro em outra finalização que errou o alvo.
O time palavrudo então resolveu reagir e chegou com Jaja. Ele aproveitou uma bola rebatida e chutou bem no cantinho. Gol? Nada! A zaga tirou em cima da linha. Pouco depois, ele usou mais uma vez a cabeça em sua tentativa quase desesperada mas... para fora! Para manter a pressão, na sequência foi Fernandão quem viu um marcador adversário impedir o seu tento ao fazer o que Serafim não conseguiu, tirando gol quase feito. Só dava SPQSF em busca do empate, com o Veras morto em campo e sem forças de reação. Na verdade, até teve chances se Petreche não tentasse encobrir o goleiro por duas vezes chegando pelas pontas.
De tanto tentar o SPQSF chegou lá... E com Jaja! O alto atacante, no segundo pau, viu cruzamento da direita vindo em sua direção. A bola viajou e o artilheiro nem precisou saltar para cabecear gostoso para o fundo do gol. Sim, Jaja neles! Finalmente o gol, numa cabeçada certeira, daquelas que o atacante escolhe o canto e mata o goleiro.
O empate fez os dois times correrem de vez atrás da vitória e a torcida se inflamar do lado de fora. Mas as defesas fizeram bem o seu papel e impediram que houvesse um vencedor nesse duelo tão igual, dominado meio a meio por The Veras e Se Perder Que Se Foda. Partida emocionante até o final, em que o Veras se segurou como pode e saiu com um empate que não foi de todo mal para o final da partida. O time de Pedro perde a liderança, mas segue bem na competição, enquanto o SPQSF tem seu terceiro empate e mantém a sina de não vencer na Ouro.
XI CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A
Estudiantes de la Vila 3 x 1 Bufalos
ESTUDIANTES DOMESTICA BUFALOS E DESENCANTA
Alê Bianco marca três, defesa joga bem e Estudiantes conquista a primeira vitória na competição
Por Gustavo Vasconcellos
Em vantagem desde o primeiro minuto do jogo, o Estudiantes jogou bem, principalmente na defesa, aproveitou suas chances em bela partida do camisa 5, Alê Bianco, autor dos três gols do time. Para conseguir a primeira vitória na competição, o Estudiantes entrou ligado em quadra e não deixou dúvidas disso ao marcar o primeiro gol antes dos 25 segundos iniciais. O Bufalos até saiu com a bola, mas Julio roubou a bola e achou Alê livre na entrada da área. Ele só desviou a bola para as redes, matando o goleiro Cidrão.
Com o gol tomado logo de cara, o Bufalos tentava mandar no jogo. Até conseguia ter mais posse de bola, mas as chances mais claras ainda eram do Estudiantes. Em chutes de Caio Stangarlin e outro de Julio, o Estudiantes levou perigo. Já o Bufalos teve sua melhor chance com Casali. Ele fez jogada pela direita e bateu à meia altura. O goleiro Tucano espalmou e viu a bola ainda bater na trave.
Alê Bianco era o avante mais perigoso por parte do Estudiantes, enquanto Dinho desempenhava o papel de principal jogador do Bufalos. Foram eles que criaram as principais chances do primeiro tempo. Aos 14 minutos, Alê voltou a desequilibrar. O camisa 5 recebeu bola no meio e, com chute forte, acertou o ângulo. 2 x 0.
Até o final do primeiro tempo, algumas chances foram criadas por ambos os times, mas nenhuma com tanto perigo. O Bufalos até fez um gol com Casali, mas o árbitro já marcava falta, invalidando o gol.
O segundo tempo começou mais truncado, com o jogo preso no meio da quadra. A primeira chance só foi criada aos 3 minutos, quando Gui Tedesco, do Bufalos, recuperou a bola no meio e arriscou... para fora. Na sequência, quem chegou foi o Estudiantes. Alê passou para Raphael Camargo, que chapelou o goleiro, mas na hora do chute foi travado. Alê Bianco voltou a aparecer e marcou seu terceiro gol na partida. Em jogada parecida com o primeiro gol, Julio achou o artilheiro livre na entrada da área, mas dessa vez ele dominou, girou e bateu no alto.
Com três de desvantagem, o Bufalos tentava partir para cima, mas não conseguia criar tantas boas chances. Na primeira oportunidade, o primeiro gol. E um golaço. Marcos Mendes recebeu bola alta perto da área e emendou uma bicicleta. A bola ainda passou entre as pernas do goleiro antes de entrar.
O gol poderia dar novo ânimo ao Bufalos, mas não foi o que ocorreu. Poucas chances de diminuir surgiram. Aos 15 minutos, Gui Tedesco arriscou com perigo. Depois, após uma virada de jogo, Casali tentou cabeçada, só que mandou para fora. O Estudiantes estava satisfeito com o resultado e só saía com segurança. Enquanto isso, o Bufalos, afobado, não conseguia reverter posse de bola em gols. Ao final do jogo, os jogadores se cumprimentaram, demonstrando “fair play”.
Já fora da quadra, o time se cobra por achar que não fez um bom jogo. Com a derrota o Bufalos, que vinha em ascensão, cai para a 7ª posição, com 6 pontos. O Estudiantes aparece logo abaixo, na 8ª posição, com 4 pontos. Na próxima rodada, o Bufalos enfrenta o SNG, que apresenta campanha similar ao time azul marinho. Já o Estudiantes tem pela frente o lanterna Elefantes Indomáveis, que apresenta 4 derrotas no campeonato e está em último na tabela. É a chance para o time de Julinho deslanchar.
XI CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A
Real Paulista 5 x 1 Elefantes Indomáveis
REAL PAULISTA PRECISA SÓ DE UM TEMPO PARA GOLEAR ELEFANTES
Com um segundo tempo perfeito, Real Paulista marca 5 e vira jogo para cima do Elefantes Indomáveis
Por Gustavo Vasconcellos
Após primeiro tempo equilibrado e com vitória parcial do Elefantes Indomáveis por 1 x 0, o Real Paulista voltou diferente e pronto para virar o jogo. O resultado foram 5 gols, com direito a hat-trick de Tuca, e uma vitória para embalar o time.
Toque de bola era a saída para os dois times no começo de jogo. As equipes tentavam trocar passes para chegar ao gol adversário, mas nenhuma chance foi criada logo de cara. Somente aos 4 minutos a primeira chance ocorreu. Pedrinho, camisa 11 do Real Paulista, arriscou de fora da área e a bola passou perto. Em resposta, Thomas cobrou falta com força, obrigando o goleiro Alemão a trabalhar em 2 tempos.
O Real Paulista começou a melhorar e já era superior até os 15 minutos do primeiro tempo, quando o time já havia arriscado com Didi, Xexé e, principalmente, Ronan, que deu trabalho ao goleiro em chute da direita no alto.
Aos poucos o Elefantes melhorava e equilibrava o jogo. Aos 16 minutos, Lucas Montesano recebeu na direita e bateu com perigo, mas para fora. No lance seguinte, Ítalo recebeu na esquerda e levou para a linha de fundo. Sem muitas opções e quase sem ângulo, ele arriscou o chute e viu a bola passar no único lugar possível para estufar as redes. Golaço.
Um minuto depois do gol, o Elefantes teve a chance de ampliar, mas o goleiro Alemão apareceu bem e desviou a bola para a trave e para fora. O jogo seguiu equilibrado até o intervalo, mas sem muitas chances de gol. Ainda no primeiro tempo, uma nota triste: o jogador Raphão saiu de quadra sentindo a perna esquerda e não conseguiu retornar mais ao jogo.
Na volta do intervalo, o Elefantes abdicou do ataque e acabou recuando demais, dando, assim, muito espaço e tempo para o Real atacar. Logo no primeiro minuto, Cadu recebeu no meio. No domínio, a bola subiu e, mesmo assim, ele bateu. A bola bateu na trave e depois no goleiro. O Elefantes ia resistindo, mas aos 5 minutos a casa ruiu. Em falta perto da área, a bola foi rolada para Cadu bater rasteiro. A bola entrou quase no meio, mas o goleiro Spiga não conseguiu pegar.
Com o gol e a igualdade no placar, o Elefantes voltou a tentar atacar e o jogo ficou mais disputado e até mais pegado. Mesmo voltando ao ataque, quem voltou a marcar foi o Real. Com 9 minutos do segundo tempo, Cadu rolou na esquerda para Tuca, que, de perna direita, bateu colocado no canto contrário ao goleiro. O Elefantes até tentou novo empate com cabeçada de Thomas e chute de Daniel Teske, que acertou a trave adversária.
Seguindo com seu segundo tempo muito bom, o Real chegou ao terceiro gol aos 13 minutos. Paulinho, na esquerda, rolou para o meio da área, onde encontrou Tuca livre, que, de carrinho, completou para o fundo do gol. Com o 3 x 1, o Elefantes começou a ficar nervoso, o que atrapalhou o time. E para o nervosismo ficar ainda maior, o Real fez o quarto e o quinto gols. Aos 17 minutos, Tuca recuperou a bola da zaga e tocou no canto esquerdo com categoria, marcando seu terceiro gol na partida. Já nos minutos finais, Didi brigou com a zaga e conseguiu achar Pedrinho sozinho dentro da área. O camisa 11 entrou com bola e tudo para dar números finais à partida.
Agora, o Real Paulista chega a 6 pontos e é o 5º colocado do Grupo A. Já o Elefantes Indomáveis continua sem pontuar e é o lanterninha. Na próxima rodada, o Real encara o tricampeão Bengalas, enquanto o Elefantes joga contra o Estudiantes, que vem de vitória sobre o Bufalos.
XI CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A
Bengalas 2 x 3 Arouca Jrs.
AROUQUINHA BATE BENGALAS E AFUNDA TRICAMPEÃO PARA A ZONA DE REBAIXAMENTO
Sempre estando à frente no placar, Arouca Jrs. segura jogo no final e já encosta nos líderes; Bengalas perde 3 partidas num torneio, coisa que não acontecia desde a 6ª edição
Por Gustavo Vasconcellos
Mais uma vez com grande torcida presente, o Arouca Jrs. garantiu uma vitória suada e sofrida, desta vez sobre o nada menos tricampeão Bengalas. Em jogo bem movimentado, que contou com um final de jogo mais faltoso, o Arouquinha soube controlar o placar, nunca estando em desvantagem. Thiago Bossolani, MVP da partida, apareceu bem e com gol de cabeça antes dos 10 minutos do segundo tempo, definiu o jogo em 3 x 2.
O jogo começou equilibrado, com os dois times indo pra cima em busca do gol. O Arouca era levemente superior, graças à defesa, bem postada, que não deixava o Bengalas chegar ao gol com tanta facilidade. Com 5 minutos de jogo ambos já haviam chegado com perigo. Primeiro o Arouca Jrs., que em falta cobrada por Thiago Bossolani deu o primeiro susto do jogo. Depois, por parte do Bengalas, Tché arriscou de fora, mas a bola passou à direita. Em um jogo movimentado como esse, o gol não demorou a sair. E foi para o Arouca Jrs., em jogada de Thiago Bossolani. Após receber no meio e rolar para a esquerda, Deh se esticou e bateu para marcar o primeiro.
Até os 15 do primeiro tempo, o Bengalas só chegava em bolas que sobravam ou em faltas, como nos casos de Fabinho Oliveira e Negão, respectivamente. Mas, tentando trabalhar melhor a bola, Tché fez jogada, cortou para esquerda e arriscou o chute. O goleiro caiu e defendeu. Já pelo lado azul e amarelo, Thiago Bossolani (duas vezes) e Chips arriscaram, mas o goleiro Baki apareceu bem.
O tricampeão tentava não se desesperar. Assim, aos 17 minutos, quando Tché marcou o gol de empate, as coisas ficaram mais tranquilas. Pouco depois, Baki, que vinha bem em campo, não aguentou ficar em quadra e deu lugar a Leandro França. Até para testar o ‘novo’ goleiro, Deh arriscou de fola e viu Leandro rebater o chute. Ainda no final do equilibrado primeiro tempo, chutes de fora de Tché e Ricco levaram perigo ao gol do Arouca, ambos defendido por Gui Rodrigues.
O segundo tempo voltou truncado, mas logo aos 4 minutos o gol saiu. E novamente do Arouca Jrs.. Em falta, a bola foi rolada para a direita, e de lá para o centro, onde Felipinho completou. Porém, a vantagem não durou muito. Quatro minutos depois de sofrer o gol, o Bengalas empatou o jogo novamente. Após cruzamento, Ritolê raspou de cabeça e jogou a bola no canto do goleiro, sem dar chances de defesa.
Entretanto, o dia era mesmo do Arouca, pois no minuto seguinte ao empate o Arouquinha estava de volta à frente no placar. Em cruzamento na área, uma primeira cabeçada acertou o travessão do Bengalas, mas na volta, também de cabeça, Thiago Bossolani empurrou para o gol, marcando 3 x 2. Daí para o final do jogo, muitas chances para os dois times, mas nenhum gol marcado. Algo que chamava a atenção era a vibração do Arouca Jrs., tanto por parte dos jogadores como da torcida.
O que se viu no final foi um jogo mais quente, com muitas pegadas e jogadores no chão após sofrerem faltas. Em uma delas, aos 18 minutos, o Arouca Jrs. reclamou de chutes de Guitolê no seu jogador. No lance, amarelo para jogadores dos dois times.
No último lance do jogo, uma última chance de empate. Ricco chutou de fora da área, a bola acertou a trave e depois o goleiro antes de sair. Ao final do jogo, muita comemoração e festa dos jogadores com a torcida. Rolou até jogador subindo no alambrado para comemorar.
Com a vitória garantida, o Arouca Jrs. chegou a 7 pontos e está em 4º lugar, enquanto isso, o Bengalas soma 3 pontos e, pasmem, freqüenta a zona de rebaixamento, na 9ª posição. Na próxima rodada, o Arouca Jrs. enfrenta um dos líderes do grupo, o Med Taubaté, que perdeu a invencibilidade contra o Mulekes. Já o Bengalas mede forças com o Real Paulista, que vem de duas vitórias seguidas.
XI CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B
Bacana 4 x 2 Arouca
BACANA DERROTA AROUCA E É LÍDER ISOLADO
Time marca logo no primeiro minuto e, em mais uma boa partida de Demehur, bate Arouca
Por Gustavo Vasconcelos
O Bacana soube enfrentar o Arouca, que, com quase meio time suspenso após a pancadaria diante do Veras na rodada anterior, apresentou alguns apagões decisivos durante a partida, e vencer para ser o novo líder isolado do Grupo B. Mesmo assim, foi um bom e movimentado jogo.
Logo no começo, o placar já foi inaugurado. Com um minuto jogado, a zaga do Arouca saiu jogando errado e Yanes aproveitou, tocando na saída do goleiro Mauricio. O Arouca não desanimou e até jogava melhor que o adversário, como ficou claro em chances perdidas de Markinhos, Veloz e Marquinhos Bohn. Com o tempo, os tricolores fizeram valer essa superioridade. Aos 9 minutos, Dih tocou para Veloz no lado esquerdo da quadra, ele dominou, girou e, de bico, chutou para fazer o gol de empate.
Impressionantemente, o Arouca piorou com o gol e sofreu um primeiro apagão, que resultou no segundo gol vinho. Yanes recebeu cara a cara com o goleiro e tentou tocar para o gol, mas Mauricio jogou para escanteio. Na cobrança do corner, cruzamento para o segundo pau e Rômulo apareceu e cabeceou para o chão para marcar 2 x 1.
O Arouca não chegava tocando, então Marquinhos Bohn resolveu arriscar de fora. Em duas oportunidades, duas bolas para fora, uma para cada lado, mas ambas com perigo. Porém, mesmo com os chutes de fora de Marquinhos, quem marcou foi o Bacana. Demehur fez jogada na direita, cortou o zagueiro e bateu rasteiro no contrapé do goleiro. 3 x 1 e o Bacana queria mais. Nos minutos seguintes, duas bolas na trave. A primeira com Lele, a segunda de novo com Demehur.
Antes do final do primeiro tempo, o Arouca ainda criou chances de gol em cabeçada errada de Everton Nunes e outra em chute perigoso de Dih. Após o intervalo o Arouca voltou motivado e diminuiu a vantagem do Bacana logo no primeiro minuto. Após cruzamento, a bola ficou com Dih, que bateu ao gol. A bola desviou e enganou o goleiro Kiko. Era um gol que poderia e acabou motivando o time.
Tanto motivou que o time cresceu e criou três chances reais de gol. Veloz, sem ângulo, arriscou e levou perigo à meta adversária. Depois, o mesmo Veloz recebeu na esquerda e tentou de bico, mas a bola foi para fora. Por último e mais perigoso, Mau recebeu, girou e bateu rasteiro do canto. O goleiro Kiko se esticou e conseguiu defender o chute.
Como não marcou, foi a hora do segundo apagão do Arouca. A equipe ficou cerca de 5 minutos longe da meta do Bacana. Enquanto isso, o time bordô criou algumas chances. Na melhor delas, Yanes recebeu e tocou por cobertura. O toque saiu com um pouco de força a mais e acabou indo para fora.
Mesmo com tranquilidade, o Bacana sofria uma leve pressão do Arouca. Porém, nenhum dos ataques teve sucesso. Mas, para piorar ao tricolor, o Bacana ainda marcou mais um. Demehur garantiu a paz ao Bacana aos 20 minutos ao fazer 4 x 2. O final do jogo acabou com grande revolta por parte do Arouca em razão da duração da segunda etapa – afirmavam que o jogo não tinha chegado a 22 minutos quando o árbitro encerrou o fim. Entretanto, os ânimos foram contidos e tudo acabou bem.
Com a vitória, o Bacana chega a 10 pontos e ao topo do grupo B, deixando o Arouca com 6 pontos e na 4ª colocação. Pela 5ª rodada do Chuteira de Ouro, os dois times enfrentam times mal posicionados na tabela. O Bacana enfrenta o lanterna Acidus e o Arouca joga contra o penúltimo colocado, o Red Devils.
XI CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B
Fúria 4 x 3 Red Devils
THIAGO MOTTA BRILHA MAIS UMA VEZ E COMANDA NOVA VITÓRIA DO FÚRIA
Com mais três gols, atacante dispara na artilharia e no MVP e se consagra como grande jogador até o momento. Fúria vence outra na base da raça e vibração
Por Gustavo Vasconcellos
Thiago Motta, mais uma vez, foi decisivo para novo triunfo do Fúria. Com seus três gols ainda no primeiro tempo, deu ao time boa vantagem diante de um Red Devils apagado e desentrosado na primeira etapa.
O jogo começou disputado e quem criou as primeiras chances foi o Red Devils. Primeiro, Neguinho arriscou de fora, o goleiro rebateu e a zaga afastou. Depois, Marcelão cabeceou para fora. O Fúria não ficou atrás e também atacou. E com mais eficiência. Aos 4 minutos, o time trocou passes e Bruno apareceu livre na área, mas concluiu por cima do gol. Um minuto depois, a bola caiu no pé de Thiago Motta. Eleito já três vezes MVP (e prestes a ser escolhido pela quarta vez), ele saiu da esquerda para o meio e bateu rasteiro no canto do gol para marcar o primeiro da partida.
O Red Devils tentava o empate, mas na base de cruzamentos e lançamentos, e assim esbarrava na zaga bem postada do Fúria, principalmente em Carnaval, que, em mais uma boa partida, não deixava o ataque adversário chegar. Em um desses ‘esbarrões’ na zaga do Fúria, a bola sobrou para Thiago Motta, que puxou contra-ataque, avançou pela esquerda e tocou na saída do goleiro para marcar o segundo.
A cada jogada do time do Fúria, o que se via era muita dedicação e vibração. O Red Devils não desistia e continuava levando perigo ao gol de Pedro. Aos 14 minutos, dois ataques em sequência: primeiro um chute rasteiro para defesa do goleiro e segundo uma cabeçada de Marcelão que passou muito perto. Porém, os diabos vermelhos esbarravam nos próprios erros. Aos 16 minutos, a zaga se desentendeu e Thiago Motta aproveitou. Usando sua velocidade, ele chegou antes que o goleiro e tocou para as redes. 3 x 0.
No final do primeiro tempo, o Red Devils foi para cima e o time conseguiu criar algumas chances. Gerson, Neguinho e Marcelão foram os autores de tais chances, mas nenhuma resultou em gol. O segundo tempo recomeçou e o Red Devils parecia outro time, mais organizado e motivado. Assim, logo diminuiu com Thiaguinho aos 5 minutos. No minuto seguinte, Rafael Tavarez fez o segundo em jogada pela esquerda. Ele cortou para o meio e arriscou o chute. Gol? A bola passou entre diversos jogadores e acabou entrando no canto. 3 x 2. Haveria reação dos reds?
O Fúria viu uma vitória escapar em poucos minutos e resolveu voltar a vibrar. Thiago Motta teve ótima chance para o Fúria, mas desperdiçou ao tentar encobrir o goleiro Duda. Já o camisa 10 do Red Devils, Neguinho, tentou colocado, mas acabou errando por pouco.
Quem teve mais eficiência foi André, camisa 5 e capitão do Fúria. Após troca de passes, ele chutou rasteiro no canto para ampliar a diferença. Na comemoração, uma vibração além do normal. Sem outra escolha, o Red Devils partiu ao ataque. E até chegou a diminuir com Darx, mas foi insuficiente para evitar a derrota.
Com a vitória e os três pontos, o Fúria subiu duas posições e agora é o 4º colocado. O Red Devils perdeu duas posições e está em 9º na tabela, empatado com pontos com o lanterna Acidus. Na próxima rodada, o Fúria enfrenta o Roleta Russa, que vem de vitória contra o Fora de Série e está em 7º na tabela. Já o Red Devils encara o Arouca, 4º colocado e que vem de derrota para o líder Bacana.
XI CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B
Acidus 5 x 5 Só Resenha
EM DUELO CHEIO DE EMOÇÕES E POLÊMICAS, ACIDUS E SÓ RESENHAM TERMINAM NA IGUALDADE
Brunão, com quatro gols, foi o destaque resenheiro, enquanto Ulisses salvou o time ácido com suas defesas
Por Luiz V. Andreassa
Se na rodada passada tivemos o embate épico e imprevisível entre Arouca e The Veras, a partida entre Acidus e Só Resenha não ficou devendo em nenhum quesito em relação à anterior. Tudo porque não faltaram ingredientes para deixar o jogo mais apimentado que comida mexicana. A raça e a determinação de todos os jogadores também foram destaques que acrescentaram ao espetáculo.
Mas vamos deixar de papo e ir logo ao que interessa: o jogaço em si! Ele começou bastante movimentado, com os dois times correndo freneticamente atrás da bola e deixando de lado a técnica e a organização, o que pode ser exemplificado pelo lance em que Lói, melhor jogador do Acidus na partida, fez um desarme com muita raça e fez questão de chamar a atenção e incentivar os companheiros. E o fez com razão, pois para a sua equipe a vitória era necessária para sair da lanterna. Mas o defensor logo pôde se acalmar pois, aos 8 minutos, o ritmo de muita vontade e poucas chances foi quebrado pelo balançar das redes. Das redes do Só Resenha. Louiz chamou a responsabilidade, dominou a redonda fora da área e, com um chute forte de bico a mandou direto no cantinho, sem chances de defesa.
Se esse tento já foi bonito, o que dizer do próximo? Talvez seja mais fácil falar do domínio de Paulinho, fazendo embaixadinhas com a pelota. Ou talvez contar sobre a bomba de peito de pé, com ela ainda no alto, que mais uma vez impediu qualquer reação de Dalonso. 2 x 0 cravado com um golaço de encher os olhos.
Só que do outro lado estava o Só Resenha, um adversário forte, até então invicto na competição. E para mostrar o seu poder de fogo, a equipe tricolor chegou com um chute cruzado de Batata que acertou a trave após saída errada do goleiro Urso. No rebote, Brunão estava lá para conferir e descontar. E quem viu o também jogão do seu time contra o Fúria – ou leu a matéria do mesmo –, sabe que o camisa 17 foi muito bem e fez dois gols quando o placar apontava 4 x 1 para o Fúria. Desta vez ele não fez por menos e, para manter a boa fase, deu show em quadra, o que vai poder ser comprovado com o desenrolar desta matéria. E foi assim que a partida melhorou e ficou mais aberta. Os jogadores do Acidus perceberam o crescimento do rival e começaram a marcar em cima, algumas vezes exagerando na força. Da força saiu a falta, da falta saiu o empate. Brunão cobrou a infração com um chute que contou com desvios providenciais no meio do caminho para decretar a igualdade no marcador. Igualdade essa justa por aquilo que os dois times apresentaram na primeira etapa.
tem melhor jeito de começar um segundo tempo do que com gols logo nos primeiros lances? Luiz Fernando logo fez questão de devolver a vantagem para o Acidus ao receber livre dentro da área um passe em cobrança de falta de Peruca. A zaga do Resenha só ficou assistindo ele fazer o terceiro de seu time sem esforço. O goleiro tirou de dentro do gol e foi anotado o 3 x 2. Mas nem houve tempo para comemoração, pois logo a igualdade foi estabelecida mais uma vez. E dos pés de quem saiu o empate? Sim, dele mesmo, de novo, Brunão Hidalgo, que mandou uma bomba no cantinho. O goleiro Ulisses – que havia entrado no intervalo – ainda foi buscar a bola, tocou nela, mas não a impediu de seguir rumo às redes. 3 x 3.
Como se não bastasse, quase que a virada resenheira saiu em chute colocado de Renatinho, que o goleiro do time ácido evitou com muita competência. Em resposta, Marcelo também chegou com perigo, desperdiçando grande chance ao finalizar, dentro da área, no rosto do defensor adversário. Como castigo, no minuto seguinte a equipe verde, preta e branca passou à frente no marcador com um belo gol de... Brunão! Desta vez, ele recebeu passe dentro da área e foi bastante ágil para dominar a pelota e, rapidamente, dar uma cavadinha para tirá-la totalmente de Ulisses, que já estava em cima do lance mas não teve chance para defender. Na jogada seguinte foi a vez do Acidus responder rapidamente e re-empatar a partida em chute rasteiro de Borges, que acertou o meio do gol. Devido à confusão que impedia a visão de Dalonso, a redonda não teve obstáculos para chegar às redes.
O jogo ia esquentando cada vez mais à medida que saíam os gols e ferveu de vez em lance muito polêmico. O Só Resenha chegou ao ataque e Dhani fez uma obra de arte ao mandar um voleio perfeito no cantinho, mas que não valeu por causa da marcação do árbitro, que assinalou infração pelo alto a favor da equipe verde-limão segundos antes. Foi aí que a paciência dos jogadores tricolores começou a ser testada. A partida continuou muito disputada, cheia de raça e determinação de ambos os lados. E, mais uma vez, Ulisses apareceu muito bem ao fazer milagre em duas finalizações seguidas, a segunda à queima-roupa. Já no fim, Borges teve ótima oportunidade de recolocar o seu time na frente ao receber, na cara do gol, um cruzamento vindo da esquerda. Ele não pegou bem na bola e a mandou por cima quase em cima da linha! Incrível o gol perdido.
Pouco depois, as emoções ficaram ainda mais à flor da pele quando Luiz Fernando levou cartão vermelho em decorrência de uma falta cometida em Dhani fora do lance no meio de campo. Mesmo assim, o Acidus foi heróico, reagiu e conseguiu a virada aos 25 minutos com Juba aproveitando bola que sobrou nos seus pés, perto da trave após cobrança de escanteio. Mas ainda havia tempo para mais acontecimentos? Sim, e como havia! Pouco depois, foi a vez de Vitinho ser expulso. O camisa 23 saiu de quadra xingando o árbitro, a exemplo do que fizeram seus companheiros de time, que começaram a reclamar sobre um suposto favorecimento ao adversário por ele ser treinado por Lucas. A velha desculpa do “time da organização”, que não cola mais mas sempre aparece alguns para usá-la quando bem convém.
Enfim, em meio a discussões, correria e pressão do Só Resenha, veio a cereja do bolo, a salvar também a arbitragem, que sairia apedrejada caso o Resenha perdesse: Peruca não isola e tenta sair jogando, a bola cai para o atacante que adianta a bola para a área e vê o goleiro Ulisses sair para tirar. Pênalti anotado e Renatinho vai para a cobrança. Urso assumiu o gol ácido devido ao cartão amarelo a Ulisses. O atacante correu e escolheu o lado. Sem pestanejar, bateu à esquerda do arqueiro adversário para deixar tudo igual novamente. Era o empate no último lance da partida, que ainda teve muito choradeira do Resenha e lamentação do Acidus, que deixou a vitória escapar nos acréscimos.
No fim das contas, um ponto nada festejado para cada equipe, até porque o Acidus não saiu do último lugar e o Resenha caiu para a 6ª colocação. Porém, polêmicas à parte, ninguém pode questionar a emoção e a qualidade do confronto, o melhor da tarde em se tratando de Série Ouro.
XI CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A
Med Taubaté 3 x 5 Mulekes
VIRADA INCRÍVEL GARANTE VITÓRIA E LIDERANÇA DO GRUPO PARA MULEKES
Três gols em três minutos acabam com a invencibilidade do Med Taubaté e deixam a classificação embolada
Por Luiz V. Andreassa
Muitas vezes, o futebol não é um esporte justo, mas, no confronto entre as equipes brancas – o Mulekes teve de jogar com colete –, os deuses da bola resolveram recompensar os jogadores que lutaram até o final e fizeram por merecer a vitória. E ela veio de forma surpreendente, com uma virada nos últimos minutos.
Mas, no começo, quem se deu melhor foi o Med Taubaté, tanto que Bruninho Del Sasso abriu o placar logo nos primeiros segundos de bola rolando, ao completar, livre, um cruzamento preciso de Javier pela direita. Na sequência, o camisa 9 resolveu arriscar e bateu no alto da meta, exigindo boa defesa de Diego. O goleiro ainda trabalhou mais uma vez em chute travado entre o ataque adversário e a sua zaga. A bola bateu no chão e subiu rapidamente, exigindo ótimos reflexos do arqueiro.
Para mostrar que não iriam ficar assistindo a zaga sofrer, os homens de frente do Mulekes resolveram ir para cima e quase chegaram ao empate. Camilo recebeu, totalmente desmarcado, um cruzamento da direita. Ele finalizou pronto para correr para o abraço, mas, do nada, eis que surge Irineu, que saiu do primeiro pau com grande velocidade e evitou o tento.
Como os dois goleiros davam show, os defensores também resolveram mostrar que sabem defender seus escudos e melhoraram na partida, principalmente Giovanni Rizzo e Rafinha, no lado moleque da quadra. Com isso, as chances só poderiam diminuir em quantidade, tanto que o técnico da equipe interiorana resolveu agir e mandou Pedro Henrique para o jogo. E não é que logo no primeiro lance ele recebeu, sozinho, na entrada da área, pronto para ampliar? Mas Diego mostrou que estava inspirado e saiu muito bem de sua meta para ficar com a redonda.
Aos 21 minutos, foi a vez de Rogerinho arriscar uma bomba cruzada pela esquerda. Quem estava lá mais uma vez? Nem é preciso responder. E como quem não faz toma, Rafinha puniu o rival ao empatar, desviando chute de Gian. Igualdade cravada no placar, resultado justo depois de 25 minutos de equilíbrio.
O segundo tempo começou e quem voltou inspirado foi o Mulekes, que passou a pressionar logo nos primeiros lances. Primeiro com Leco, que bateu cruzado pela esquerda, mas errou o alvo por poucos centímetros. Ele tentou de novo, agora em chute da entrada da área que Irineu pegou em dois tempos. Pouco depois, Leandrinho girou uma bicicleta após receber lançamento. A jogada em si foi bem executada, mas a bola foi fraca para as mãos de Irineu. Mas como diria o ditado, água mole em pedra dura tanto bate até que... vira o jogo! Gian mandou um petardo no ângulo após receber passe de cobrança de escanteio. Só que o sucesso dos atacantes do Mulekes contrastou com a infelicidade dos zagueiros, que no lance seguinte viram Pedro Henrique deixar tudo igual mais uma vez. Na sequência, Aníbal mandou um petardo de primeira, direto no ângulo, mas não conseguiu fazer o terceiro, porque lá estava Diego para fazer uma defesa espetacular. Mais uma para a conta do goleiro.
Todavia, cinco minutos depois, não teve jeito e foi a vez do Mulekes sentir o gosto amargo de tomar uma virada. Ela veio em grande estilo, em um voleio que Bruninho Del Sasso mandou depois de cruzamento em escanteio. Golaço com todas as letras! O time interiorano reassumiu a ponta no placar mesmo não jogando um futebol que o fizesse merecer isso. E como o que interessa é bola na rede, o time passou a ter mais segurança na defesa e a dar pintas de que aguentaria a pressão do adversário.
Mas, como diz outro ditado, “o futebol é uma caixinha de surpresas”, em três minutos, a vitória do Med Taubaté foi por água abaixo. Primeiro com Leandrinho, aproveitando rebote perto da trave. Na sequência com Leco, e, para fechar, com um belo gol de Gian, que saiu da marcação com categoria e mandou rasteiro para as redes. Agora sim, placar justo, virada épica e primeiro lugar para os mulekes, que foram fulminantes quando precisaram ser e contaram com a grande atuação de seu arqueiro.
XI CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B
Fora de Série 1 x 3 Roleta Russa
ROLETA SURPREENDE, BATE FORA DE SÉRIE E CONQUISTA O PRIMEIRO TRIUNFO
Atual vice-campeão mostra dificuldades para lidar com uma defesa sólida e sucumbe ante à determinação roleta na estreia do técnico Caio Fleischmann
Por Luis V. Andreassa
Se houvesse alguma competição de apostas nos jogos do Chuteira, é possível dizer que a grande maioria já saberia bem em quem apostar no confronto entre Fora de Série e Roleta Russa. O time do goleiro Rafael, atual vice-campeão da Ouro e, até a última rodada, quarto colocado e colado nos líderes, era o favorito contra o Roleta Russa, que até então havia perdido as suas três partidas na competição e amargava o último lugar na tabela. Mas a graça do futebol está também nos Golias derrubados e nos pequenos Davis que se sagram heróis. E, pelo menos nesse embate, foi bem isso que aconteceu.
O Roleta saiu na frente logo no primeiro minuto, com rebote aproveitado por Mu, em saída de gol do arqueiro adversário, que só conseguiu desviar a bola depois da finalização. A zaga ainda tentou tirar, mas a redonda foi direto para as redes. Mas do outro lado havia uma equipe de respeito, que respondeu rapidamente e só não empatou porque Cachaça perdeu um gol feito, também aproveitando rebote. Pouco depois, foi a vez de Rafael Rezende receber frente a frente com Guaraná e parar na boa defesa do guarda-metas. A pressão continuou e Rica cabeceou forte, para fora, com perigo, em cobrança de escanteio. Apesar da atitude da equipe azul, seus jogadores não conseguiam jogar aquilo que estão acostumados devido à marcação eficiente dos defensores rivais.
O RR tentava sair em contra-ataques e quase ampliou com Alemão, que recebeu cruzamento vindo da direita e finalizou nas redes pelo lado de fora. Mas isso era só um prelúdio, pois logo a rede iria balançar de novo, desta vez seguida de festa. Brunão aproveitou falha de Rafael, pegou a sobra e, dentro da área, fez 2 x 0. O tento era o que faltava para o time branco e preto ganhar a confiança necessária para dominar a partida, com uma marcação mais consolidada e um ataque mais perigoso. Foi assim que quase saiu o terceiro gol em chute perigoso de Coelho pela direita. Mesmo assim, quem surpreendeu desta vez foi o Fora de Série, que conseguiu descontar com Cachaça. Ele aproveitou boa jogada de Cannigia, quando este saiu do marcador e chutou – ou cruzou – no pé do atacante. Placar justo no primeiro tempo, favorecendo o time que soube explorar melhor os espaços e jogar com equilíbrio.
A segunda etapa começou com o Roleta Russa em cima. Marcão, que vinha bem na marcação e perigoso nos chutes de longe, mandou uma bomba em cobrança de falta, obrigando Rafael a espalmar a pelota, que sobrou para Salada, com o gol aberto, mandar para fora. Mas vamos dar um desconto para ele, pois a bola veio com força e quase não deu tempo para o jogador reagir e tentar dar um direcionamento certeiro a ela. Mas a vida segue e o camisa 25 conseguiu se redimir na sequência, com chute no cantinho advindo da entrada da área. Para a surpresa de todos, o time roletense abria mais uma vez uma vantagem de dois gols à frente do Fora de Série. 3 x 1.
O Fora chegou com o estreante Felipe Mauri tentando de letra. Um golaço evitado pela zaga, que tirou a bola quando ela estava prestes a entrar. Porém, o camisa 10 não desanimou e pouco depois fez bom passe para Rodrigo Cunha na esquerda dominar e finalizar. Mais uma vez um zagueiro tirou o perigo. E, para manter a sequência, Felipe ainda mandou um petardo direto no ângulo, outro golaço iminente, que desta vez foi evitado por linda defesa de Guaraná.
Defendendo bem, o Roleta matava as chances do Fora e encaminhava bem o jogo para o fim. O placar quase foi alterado pelo Roleta quando Buttino recebeu passe em contra-ataque e, frente a frente com Rafael, tentou o drible para cima do goleiro. Dessa vez, ele foi muito bem e se recuperou mesmo estando no chão, a tempo de evitar o quarto.
Assim, no fim das contas, primeira vitória no campeonato do Roleta, saída da lanterna e queda do Fora na competição, agora em 5º lugar.
XI CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A
SNG 5 x 3 Fiorella Brasil
SNG DERROTA FIORELLA EM GRANDE JOGO E VOLTA A SORRIR
Foi uma partida cheia de alternativas, porém, os tricampeões souberam aproveitar o número maior de atletas no banco de reservas; Biro e Allan foram os destaques
Por Douglas Almasi Santos
O SNG está de volta! O atual tricampeão da Ouro teve um péssimo início de campeonato. Mas, no fim da tarde de sábado, voltou a contemplar seus torcedores com um futebol vistoso, de muita marcação e, principalmente, de muita disposição. Com primorosas atuações de Allan e Biro, despachou uma das sensações da competição, o Fiorella Brasil. Com isso, a equipe do zagueiro Leo deu um salto na tábua de classificação e, agora, ocupa a zona de classificação à fase final do certame.
Mesmo contando com um banco de reservas escasso, o Fiorella queria provar que pode sim derrubar favoritos. Fez isto recentemente com o gigante Bengalas. E, apesar de ressentidos da falta de Van-Van e João Paulo Arcanjo, a equipe não se intimidou. Quem começou atacando foi o SNG, através de Luis Romão, que fora acionado no flanco esquerdo e chutou cruzado para Fonseca espalmar para o lado. Na sequência do lance, o Fiorella armou contra-ataque mortal: Edson Claro foi lançado, dominou na entrada da área e chutou forte. Sampa não conseguiu segurar e a bola morreu nas redes. Vantagem ao Fiorella.
Mas não tardou muito a reação dos tricampeões. Primeiro, Ronei investiu pelo meio de quadra e soltou a bomba para Fonseca espalmar. Depois, em cobrança de falta na entrada da área, Leo encheu o pé, a bola passou por baixo da barreira e entrou. Empate com grande movimentação no início do embate. Francisco Ferreira teve oportunidade de desempatar: o camisa 8 do Fiorella recebeu passe e chutou, a bola bateu na defesa, no rebote, ele arriscou no canto esquerdo, mas Sampa estava atendo e fez boa defesa. Mais Fiorella: Edson Claro realizou boa trama, investiu da direita para o meio e soltou a pancada, novamente Sampa interveio para salvar o SNG.
Depois das investidas, foi a vez do Fiorella passar sufoco. Fabinho rolou para Luis Romão que, na jogada de pivô, devolveu para Fabinho encher o pé, mas Fonseca fez boa defesa. Porém, em seguida, o goleiro sucumbiu: Luis Romão recebeu na esquerda e cruzou rasteiro, Allan se esticou todo e, de carrinho, completou às redes. Virada do SNG e a confirmação de um grande espetáculo. Biro, de cabeça, poderia ter ampliado após cobrança de escanteio, mas a bola foi por cima. Quem agradeceu foi o Fiorella: Edson Claro, inspirado, dominou na entrada da área e, de perna direita, soltou a bomba cruzada no canto direito de Sampa, que nada pôde fazer. Tudo igual na quadra 4, com leve chuvisco.
Fiorella e SNG travavam grande batalha tática e de muita vontade. Cada bola era dividida com raça, provando aos espectadores que ambas as equipes irão brigar pela vaga à 2ª fase. No último lance da etapa primeira, Leo saiu jogando errado, Edson Claro roubou e tocou na esquerda para Tiago Silva, que chutou cruzado, mas a bola caprichosamente acertou a trave. Assim, o embate foi ao intervalo.
No segundo tempo, Sampa cedeu lugar a Caieiras na meta do SNG. E, logo no início, após cobrança de lateral, Allan não desperdiçou e anotou seu 2º tento, colocando o SNG em vantagem novamente. Caieiras era um incentivador do SNG, com suas orientações e sua energia. Ele viu, inclusive, em ataque do Fiorella, Biro tentar afastar o perigo e acertar um forte chute em Allan, seu companheiro de time. Ainda assim, o arqueiro não evitou o gol de empate: Francisco Ferreira carregou pelo meio e chutou forte, inapelável para Caieiras, e tudo igual no placar.
Entretanto, após esse gol, o gás do Fiorella acabou. E, com um banco de reservas recheado de jogadores, o SNG partiu pra cima e controlou o jogo. Antes, viu Ari Silva ser lançado em velocidade na esquerda e tocar na saída desesperada do goleiro. A bola bateu no pé da trave esquerda e saiu. Mas, depois, assistiu Biro chutar cruzado para colocar o SNG na frente.
Sem desanimar, o Fiorella gastou seu pedido de tempo logo após o gol sofrido, a fim de arrumar a equipe e tentar o empate. Mas, na volta da parada técnica, Caieiras lançou com as mãos ao ataque, Luis Romão dominou, girou o corpo e acertou o canto direito, ampliando a contagem.
Seguro da vitória, o SNG se fechou na defesa e explorou os contra-ataques. Teve boas chances com Ronei, com Allan matando no peito e tentando uma bicicleta – que saiu por pouco –, e com Leo, mas não obteve sucesso. Não importava, pois o time de Renê faturou 3 importantes pontos para engrenar na competição. O time está na sexta posição e encara o Bufalos na próxima rodada. Já o Fiorella permanece entre os líderes, mas no saldo de gols acaba sendo superado pelo Mulekes. E, este será o embate na 5ª rodada: o líder Mulekes ante o vice-líder Fiorella.
Comentários (0)