Vini Costa aparece para em dois minutos dar a vitória ao seu time
Por Luis V. Andreassa
Um jogo de futebol, para ser bom, não tem necessariamente que ter um número altíssimo de lances perigosos nem emoção a cada segundo. Às vezes basta ver a vontade e organização de dois bons times se enfrentando em um embate equilibrado e muito bem disputado para se sair satisfeito. Foi assim que Arouca e Jeremias construíram a boa partida que acabou em 4 x 3 para o primeiro.
Logo no primeiro minuto o Jeremias passou perto de abrir o placar em chute de bico de Tingão pela esquerda que passou rente à trave. Pouco depois, o camisa 6 girou um quase voleio da entrada da área e mandou por cima do travessão. Apesar disso, as chances de gol não eram muito vistas nos primeiros minutos. Foi só aos 9 minutos que o Arouca teve sua grande oportunidade, e não desperdiçou. Markinhos driblou a marcação, passou pelo goleiro Rafael e, quando ia fazer o gol, Alexandre Bim chegou de carrinho para tirar. O árbitro então marcou pênalti, o qual foi batido por Marquinhos Bohn ao lado direito do arqueiro que até acertou o lado mas não pôde alcançar à bola devido à força do arremate.
A equipe azul e branca não abaixou a cabeça e conseguiu a reação 3 minutos depois. Em uma boa trama armada pelo ataque, Marcelo avançou pelo meio, passou para Preto no lado esquerdo e este, por sua vez, tocou de primeira para Dunder, na cara do gol, completar para dentro e anotar um golaço. Pouco depois, Preto tentou deixar sua marca ao aproveitar uma sobra fora da área e bater forte de peito de pé à direita da meta. Vitão respondeu ao receber passe em cobrança de falta e finalizar por cima, perdendo boa chance.
O jogo permanecia equilibrado e bem marcado até os 20 minutos, quando Mota apareceu para finalizar com qualidade e recolocar o Arouca na frente do marcador. Todavia, a alegria arouquense não durou muito e, antes de ser finalizada a primeira etapa, o Jeremias conseguiu restabelecer a igualdade. O responsável por isso foi Marcelo, o qual recebeu passe de Dunder da entrada da área, dominou pelo lado esquerdo e bateu rasteiro para vencer o goleiro André Luiz.
A segunda etapa começou parecida com a anterior, com as marcações deixando poucos espaços. Restava arriscar de longe e, usando deste artifício, Marcelo quase virou para o Jeremias ao tentar pelo lado esquerdo e carimbar o travessão. A resposta veio com Rodrigo, no segundo pau, completando cruzamento e exigindo boa defesa de Rafael. Marquinhos Bohn também teve sua chance ao receber pelo lado esquerdo e chutar forte, porém a bola subiu demais.
A partida seguia equilibrada, mas esse panorama mudou a favor do Arouca, que soube aproveitar a sua maior experiência no Chuteira e também a qualidade de Vini Costa para resolver. Primeiro, ele recebeu dentro da área e tocou com categoria na saída do goleiro. Pouco depois, o camisa 30 chegou pelo meio e deixou Veloz na cara do gol para tocar por baixo de Rafael e anotar 4 x 2.
Apesar da desvantagem agora ser maior, o Jeremias não desistiu e continuou de pé. Dunder passou perto de descontar ao completar cruzamento e ver a bola bater na zaga antes de passar bem perto da trave. Mais feliz que ele foi Marcelo: ao arriscar de fora da área, conseguiu mandar um chute cruzado no cantinho, anotando um bonito gol e fazendo seu 11º gol na competição e se isolando na artilharia.
Entretanto, apesar do ânimo do Jeremias em buscar o empate, o Arouca foi responsável pelas melhores chances de gol no final da partida. Everton Nunes dominou pelo meio e finalizou por cima, bem perto do travessão. Vini Costa, que era o jogador arouquense mais perigoso nos contra-ataques, criou duas boas chances para decidir: a primeira delas ao mandar no ângulo e ver Rafael encaixar e a segunda ao fazer um desarme no campo de defesa, arrancar em contragolpe e passar para Markinhos livre errar no domínio e depois tentar de cobertura passando perto de fazer um golaço, não fosse o fato de a pelota ter subido demais. Para completar, Renanzinho arrancou pela direita e concluiu à queima roupa para defesa de Rafael.
No último lance, o Jeremias teve a grande chance do empate quando o árbitro marcou falta na entrada da área. A cobrança saiu forte e passou muito perto da trave, mas saiu pela linha de fundo. Assim, o jogo acabou mesmo com vitória arouquense e a equipe, terceira colocada com 11 pontos, manteve a invencibilidade na competição. Já o Jeremias parou nos 6 pontos e agora vê o MachuPichu, adversário na próxima rodada, se aproximar na busca para tomar-lhe a sexta colocação.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 5ª RODADA
SPQSF 7 x 3 Fora de Série
SPQSF BATE FORA E CHEGA À TERCEIRA VITÓRIA SEGUIDA
Após começar campeonato com 2 derrotas, time se recupera, sobe na tabela e já aparece em 4º lugar. Fora entra na zona de descenso
Por Gustavo Vasconcellos
Um confronto que não chamava muito a atenção do espectador que ouvia falar em quem jogaria: SPQSF x Fora de Série. Porém, quem parou para assistir não se arrependeu. A partida entre o quinto (SPQSF) e sexto colocado (Fora de Série) teve 10 gols no total. Melhor para o SPQSF, que marcou 7 e levou os três pontos.
Desde o começo do jogo, o SPQSF tentava controlar a partida. E pode-se dizer que conseguiu. Enquanto a equipe laranja chegava com perigo em jogadas trabalhadas, o Fora de Série só levava perigo à meta do SPQSF em chutes de longa distância. A primeira chance do jogo foi do Fora, com Rodrigo Ribeiro arriscando de fora e a bola saindo com perigo. O SPQSF respondeu de imediato: Jaja tocou para trás e Douglas Serafim chegou batendo, mas a bola saiu por cima. Na sequência, Jaja ficou com a bola na direita e acertou a trave. O gol do SPQSF amadurecia e Douglas fez questão de confirmar isso. O camisa 13 avançou pela esquerda e tocou rasteiro na saída do goleiro Casari para marcar o primeiro do jogo.
A partida seguiu igual: o SPQSF dominando as ações e o Fora aparecendo pouco no ataque. Assim, não demorou muito e o SPQSF aumentou a vantagem. Aos 12 minutos, em bola recuperada no meio, Dicredo avançou e passou para Leandro, que de bico tocou no canto direito. No minuto seguinte, mais um gol da equipe laranja. Outra bola recuperada no campo do adversário e Dicredo aproveitou para deixar o seu: 3 x 0.
Dicredo teve outra chance no minuto seguinte, mas parou na defesa de Casari. Rafael Rezende e Rica tentaram, claro, em chutes de fora da área. O primeiro mandou para fora e o segundo parou em defesa de Marcelo Pinto. Se a diferença no placar já era grande, ficou ainda maior. Com 17 minutos jogados, falta na linha de fundo na direita e Marinho aproveitou brecha na barreira causada por Dicredo e, em chute rasteiro, marcou o quarto do SPQSF. As coisa só não ficaram piores para o Fora porque logo depois do gol sofrido Argentino diminuiu a diferença de novo para três gols.
O SPQSF baixou o ritmo e o Fora aproveitou para voltar a ter esperanças. Após algumas chances criadas, o equipe azul voltou a marcar no minuto final. Argentino voltou à quadra após receber amarelo e, mal entrou, já recebeu na direita e acertou lindo chute cruzado. O goleiro ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o segundo gol do Fora.
No segundo tempo, o jogo voltou mais truncado e as chances acabaram diminuindo. As melhores chances foram de Jaja, pelo SPQSF, e Antonio, pelo Fora. Jaja, logo no início da segunda etapa, antecipou cruzamento, desviou para o gol, mas viu Casari fazer boa defesa. Já Antonio subiu bem após cruzamento da esquerda e cabeceou firme, mas acabou acertando a trave.
Perto dos 12 minutos, o Fora criou diversas chances em sequência, mas goleiro e zaga do SPQSF formavam muralha na frente do gol e evitaram o tento. Com o Fora atacando, sobraram espaços para o SPQSF contra-atacar. E Marinho soube aproveitar isso. O camisa 8, em lance rápido de contra-ataque, chutou da intermediária. A bola quicou na frente do goleiro Casari e enganou o veterano goleiro: 5 x 2 para o SPQSF.
Para acabar de vez com as esperanças do Fora, o SPQSF voltou a marcar mais duas vezes antes dos 18 minutos. Uma vez com o avante Jaja e outra com Gama. O Fora ainda descontou no final com Antonio, mas nada que mudasse a situação da equipe.
Com a vitória, o SPQSF chega ao terceiro resultado positivo seguido, vem subindo na tabela e já aparece na 4ª colocação, à apenas 3 pontos do líder Mulekes, com quem joga na próxima rodada. Já o Fora, caiu três posições na tabela e aparece apenas em 9º. Na próxima rodada, o Fora busca recuperação contra o Bacana.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 5ª RODADA
Bufalos 2 x 1 Só Resenha
DINHO FAZ DOIS GOLS E DÁ LIDERANÇA A BUFALOS
Resenha chegou a empatar, mas má fase pesou e time saiu com nova derrota, deixando o Bufalos na liderança do Grupo B
Por Luiz V. Andreassa
O que menos foi visto no duelo entre Bufalos e Só Resenha foram chances de gol e bola na rede. Ao invés disso, em quadra imperaram a marcação forte, a vontade às vezes excessiva e os ânimos exaltados. E são em jogos como esse que os grandes jogadores precisam aparecer. Foi assim que Dinho, MVP e artilheiro do torneio passado, decidiu em favor da esquadra azul marinho, anotando os dois gols da vitória.
A primeira finalização com um pouco de perigo veio aos 3 minutos quando Mirandinha, do Resenha, puxou contra-ataque rápido pelo meio e passou para Darian concluir para fora. A resposta veio com uma bomba de Gianfranco de longe, a qual passou por todo mundo e passou rente à trave. Já aos 9 minutos, Fabrício tentou arrancar, dividiu com o zagueiro e mesmo assim conseguiu bater de peito de pé. Leo Cidrão foi no alto para espalmar e fazer grande defesa. Apesar da boa chance, a rede foi balançar do outro lado: Dinho roubou a bola do também camisa 10 Darian, saiu na cara do gol e bateu no canto para abrir o placar.
O time verde e branco passou a buscar mais o ataque e dominar a posse de bola, porém era missão das mais complicadas passar pela compacta defesa rival, ainda mais quando o seu ataque se mostrava pouco inspirado e sentia a falta de um de seus melhores jogadores, no caso Valdir Jr. Com isso, o Bufalos tinha o contra-ataque e passou perto de ampliar quando Dinho tabelou com Fernando Cidrão, recebeu pelo lado direito e bateu à direita do gol. Pouco depois, Gui Tedesco completou cruzamento perto da trave e mandou na rede pelo lado de fora.
Apenas nos últimos lances o Só Resenha conseguiu algumas finalizações. Em uma delas Marcão chegou pelo meio e bateu de fora da área por cima. Em outra, Darian dominou pelo lado direito e concluiu pela linha de fundo. Na segunda etapa o ritmo não mudou muito, mas os resenheiros seguiam tentando e martelando contra a defesa adversária. O empate quase veio na base do abafa quando Batata cruzou pela direita e, após confusão dentro da área, Marcos Mendes apareceu para mandar para longe. Do outro lado, Gui Tedesco bateu cruzado da lateral esquerda e a pelota passou tirando tinta da trave.
Se a emoção não vinha com perigo de gols, alguns jogadores resolveram fazê-lo de outra forma, muito pior. Uma confusão e um princípio de briga se iniciaram na linha de fundo do campo do Bufalos. O saldo foi negativo para ambas as equipes: Batata pisou num rival, Gui Tedesco chegou empurrando para revidar, e ambos tomaram o cartão azul. A partida seguiu e aos 17 minutos finalmente veio o empate verde e branco, em cobrança de falta pela esquerda na qual a bola foi rolada para Sanny finalizar rasteiro dentro da área e fazer 1 x 1.
Animado, o Resenha voltou ao ataque e obrigo Cidrão a ir no cantinho para fazer boa defesa e ainda contar com a sorte ao ver o rebote de cabeça ir pela linha de fundo, perto da trave.
O Bufalos resolveu também ir para cima e correr atrás do prejuízo. Fernando Cidrão teve a chance de desempatar ao dominar no peito na entrada da área, girar e bater de esquerda para grande intervenção de Pirulão. Se assim não deu certo, a equipe continuou tentando e a sorte foi para o seu lado quando Leo Bassani desviou cruzamento, a bola bateu na trave e sobrou limpinha para Dinho concluir para dentro.
A partida melhorou nos seus minutos finais, com o Resenha correndo em busca de um novo empate. Cris Nicolas tentou em cobrança de falta que passou rente à trave. Darian arrancou pela esquerda e cruzou rasteiro para Fabrício por pouco não alcançar e botar para dentro. Matheus saiu da marcação e chutou forte na rede pelo lado de fora. Como nenhuma dessas tentativas deu certo, a partida acabou mesmo no precioso e suado 2 x 1 para o Bufalos, que assume a liderança antes de pôr a primeira colocação em jogo no duelo contra o SNG na próxima rodada. Já o Só Resenha segue em má fase, ocupando apenas a penúltima posição.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 5ª RODADA
Primatas 2 x 4 Bacana
BACANA SUA PARA VENCER PRIMATAS E ASSUMIR VICE-LIDERANÇA
Mesmo sofrendo pressão no primeiro tempo, Bacana fica sempre à frente no placar e, no fim, consegue bom placar e sobe uma posição na tabela
Por Gustavo Vasconcellos
A 5ª rodada do Chuteira de Ouro reservou para seu início uma partida de extremos. De um lado, o 3º colocado Bacana jogando contra o lanterna Primatas. Mas quem pensou que seria um jogo fácil para o Bacana se enganou. Durante o jogo, os dois times alternaram bons e maus momentos. O Primatas começou bem o primeiro tempo, mas não soube aproveitar para abrir vantagem. O inverso aconteceu com o Bacana, que tirou proveito da boa atuação de Demehur na segunda etapa para construir e garantir mais uma vitória para o Bacana.
O jogo começou e, com menos de 30 segundos, o Primatas já chegou ao gol adversário. Rafinha apareceu bem pelo lado direito, mas teve seu chute desviado. Mesmo com essa chance, o Bacana não se assustou e acalmou o jogo com troca de passes, diminuindo o ritmo do Primatas. E em um erro na saída de bola, o Bacana aproveitou a chance e inaugurou o marcador. Litho perdeu a bola no meio, Rômulo avançou com a bola e passou para Bruno de Lima, na esquerda, dominar e bater cruzado, rasteiro para marcar o primeiro.
O Primatas então aumentou o ritmo e pressionou o Bacana. Litho arriscou de fora, Rafinha tentou de cabeça, mas ambos não obtiveram sucesso. Giorgio começou a aparecer no jogo, tentou três vezes, duas de cabeça e outra de fora da área, mas também não conseguiu marcar. Para quebrar novamente o ritmo do Primatas, o Bacana voltou a rodar a bola. Assim, o time voltou a figurar no ataque. Demehur e Rômulo eram quem mais aparecia nos lances de perigo do time dourado.
Mas foi quando amadurecia o segundo gol do Bacana que o empate aconteceu. Aos 20 minutos, Ricardo contou com a sorte para marcar o primeiro tento do Primatas. O camisa 13 arriscou da direita e a bola desviou na zaga, enganando o goleiro Bruno Guido no lance.
O Primatas voltou a pressionar no final do primeiro tempo. Feco e Gus quase marcaram, mas quem acabou marcando foi o Bacana. Mesmo acuado, o time conseguiu ataque pela esquerda, com cruzamento na área para Henrique, que subiu mais que o adversário e cabeceou no canto esquerdo para colocar o Bacana novamente à frente no placar.
No finalzinho do primeiro tempo, mais uma chance para cada lado. Pelo Primatas, Rafinha recuperou bola no ataque e bateu rasteiro, obrigando Guido a fazer grande defesa com os pés. Em seguida, foi a vez do Bacana. Rômulo ficou cara a cara com o goleiro Vitinho, mas não aproveitou para fazer o seu e ir para o intervalo com uma vantagem maior.
Logo na volta para o segundo tempo, uma polêmica. Com 40 segundos de jogo, Gui Fenômeno cobrou falta rapidamente e marcou o que seria o gol de empate, mas os árbitros voltaram o lance, alegando que ainda não haviam autorizado a jogada. O lance deixou Gui muito nervoso e mexeu com o Primatas. Depois disso, o Bacana chegou duas vezes com perigo em dois minutos e acabou marcando o terceiro. Primeiro, Henrique, mesmo marcado, conseguiu chutar e Vitinho precisou fazer boa defesa. Depois, aos 3 minutos, Demehur cobrou falta e a zaga rebateu. Demehur chegou batendo novamente e acertou chute rasteiro no canto direito. Agora, 3 x 1 para o Bacana.
O Primatas sentiu o golpe. O Bacana tentou se aproveitar: Henrique acabou acertando cabeçada na trave e Demehur fez linda jogada driblando três adversários, mas na hora do chute mandou por cima.
Como de costume, quem marcou foi o time que estava sendo pressionado. Para dar novas esperanças aos símios, em bola perto da área, Rafinha dividiu com o goleiro e com a zaga, continuou com a bola e só tocou para o gol vazio.
E só para não mudar o roteiro, quando o Primatas tentava exercer uma pressão em busca do empate, o Bacana marcou o quarto gol. Após troca de passes na esquerda, Henrique passou para Demehur, que avançou e tocou de bico na saída do goleiro. O Primatas ainda tentou uma última reação, mas nada feito.
Com boa atuação de Demehur e Henrique no segundo tempo, o Bacana garantiu a vitória por 4 x 2, o que garantiu a segunda colocação para o time de Rômulo e companhia. Agora, a diferença para o líder Mulekes é de apenas 2 pontos. Com a derrota, o Primatas não sai da incômoda última colocação. Na 6ª rodada, o Bacana encara o Fora de Série e o Primatas joga contra o Fúria, que quebrou a invencibilidade do Mulekes.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 5ª RODADA
SNG 2 x 2 Arouca Jrs.
AROUCA JRS. REAGE E ARRANCA EMPATE COM SNG
Com igualdade, ambas as equipes se mantém invictas na competição e seguem no G-4
Por Luiz V. Andreassa
Como era de se esperar, SNG e Arouca Jrs. protagonizaram um duelo equilibrado, disputado e bem agradável de se ver. Ambos buscaram a vitória jogando seu futebol característico e, no final, o empate caiu bem ao que foi visto em quadra.
A primeira chance de gol foi da esquadra amarela e azul em cobrança de falta de Deh do meio da rua que acertaria o ângulo, não fosse a cabeçada do zagueiro na boca do gol. Contudo, os primeiros minutos foram de domínio laranja. Ronei finalizou pela esquerda, a bola pegou na defesa e sobrou para Felipe Augusto tentar e parar em defesa do goleiro Gui Rodrigues com o pé. Pouco depois, Allan fez belo passe do campo de defesa para deixar Alemão na cara do gol. Este, por sua vez, mandou para fora.
Quando o Arouquinha estava conseguindo equilibrar as ações, aconteceu o que o rival mais queria: Ronei roubou a bola no meio de campo, arrancou, saiu na cara do gol e teve tranquilidade para ameaçar o chute antes de finalizar na saída de Gui Rodrigues. Com a vantagem, o SNG pôde fazer o jogo que mais gosta e sabe fazer: se fechar com uma marcação ferrenha e explorar os contra-ataques puxados pelas rápidas trocas de passes entre Ronei, Felipe Augusto e Renê. Foi justamente em jogada dos três que a equipe conseguiu ampliar a vantagem. Felipe Augusto dominou pela esquerda e cruzou para Renê, que não conseguiu dominar mas a bola sobrou do lado direito para Ronei bater rasteiro e fazer 2 x 0.
O Arouca Jrs. mostrava organização e bom toque de bola, mas faltava algo um algo a mais para vencer o bem armado sistema defensivo adversário. Com isso, as melhores chances continuavam sendo do tricampeão da Ouro. Allan quase fez um golaço ao receber passe pelo meio e, de fora da área, mandar uma bomba no travessão. No final do primeiro tempo, Fabinho teve boa chance ao dominar na área e parar em boa saída do guarda-metas.
O panorama não mudou na etapa final. Em uma das raras vezes que o Arouquinha conseguiu invadir a área rival no toque de bola, Nelsinho tabelou com Mau e deixou para Gothardo concluir pela linha de fundo. A resposta veio em chute de Felipe Augusto no qual Gui Rodrigues foi no cantinho para evitar. Aos 8 minutos, a insistência arouquense finalmente deu resultado. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Galizé dominar na entrada da área, puxar para o pé esquerdo e chutar de bico no cantinho. A bola ainda bateu na trave antes de entrar.
Foi aí que a esquadra amarela e azul se animou e passou a pressionar o rival, mantendo praticamente todos os jogadores no campo de ataque. A pressão ia fazendo aparecer buracos no muro que antes parecia intransponível. Mau quase deixou tudo igual ao chegar pela esquerda e bater forte. Sampa pegou. Contudo, aos 12 minutos, não teve jeito: estreante Wellington arriscou um chute do campo de defesa, a bola desviou no meio do caminho e entrou bonito no gol, deixando o arqueiro completamente sem reação.
Se o gol de desconto fez os ânimos arouquenses serem levados para cima, o empate então deixou os jogadores loucos pela virada heróica, que quase veio em dois lances. No primeiro, Gothardo tentou do meio da rua, a bola novamente foi desviada no meio do caminho, mas desta vez Sampa estava esperto e foi no cantinho para fazer grande defesa. Pouco depois, Leozinho recebeu na entrada da área e mandou um petardo para acertar a trave.
Contudo, com o passar dos minutos, o SNG resolveu correr atrás do prejuízo e aos poucos foi retomando o controle das ações. Só que agora era a vez do rival mostrar todo o seu poder de marcação e se fechar, dificultando as investidas do time laranja, que não conseguia criar jogadas com facilidade e explorava principalmente jogadas de bola aérea. Em uma delas Renê desviou cruzamento em cobrança de lateral no primeiro pau para defesa do goleiro. Pouco antes o camisa 11 já havia obrigado Gui a fazer milagre ao aproveitar uma bola sobrada, girar e bater com força no alto da meta e parar na intervenção salvadora.
Nos últimos minutos o jogo ficou mais equilibrado. Nelsinho teve chance de virar ao dominar no meio e bater de peito de pé perto do travessão. Do outro lado, Ronei quase se consagrou ao dominar na esquerda e chutar colocado, fazendo a bola passar rente à trave. No fim das contas o placar terminou apontando o justo 2 x 2, resultado que manteve as duas equipes invictas na competição e bem colocadas na tabela, apesar da perda da liderança do SNG para o Bufalos.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 5ª RODADA
Estudiantes 6 x 8 Real Paulista
REAL MOSTRA FORÇA EM JOGO MOVIMENTADO E BATE ESTUDIANTES
Com placar elástico, Real vê Choco estrear bem e marcar duas vezes. Estudiantes perde segunda seguida, cai duas posições e agora é 4º
Por Gustavo Vasconcellos
Tinha tudo para ser um bom jogo: duas equipes competitivas que buscam o jogo e sabem se defender. Em um confronto entre duas equipes da parte de cima da tabela, o Real Paulista, 4º colocado, enfrentou o Estudiantes, 2º colocado no Grupo A. Assim, o que não faltou foram gols – 14 no total. O Real Paulista, mesmo sem Pedrinho e Tuca, mas com Panela e o estreante Choco, foi para cima do Estudiantes, que não se intimidou e também atacou. No final: Real 8 x 6 Estudiantes.
Com o apito inicial, o Estudiantes começou tentando controlar o jogo. Com menos de 20 segundos, Julio Sérgio já conseguiu a primeira chance de gol. Mas o Estudiantes não estava jogando contra uma equipe qualquer. E sim contra o atual campeão da Ouro. O Estudiantes até conseguiu ficar mais com a bola nos três minutos iniciais, mas uma bola na trave em chute de Panela parece ter mudado o cenário da partida a favor do Real.
Depois do lance citado acima, aos 4 minutos, o Real cresceu. Logo na sequência, Panela obrigou Tucano a trabalhar. Na continuação do lance, escanteio da esquerda e Salvador apareceu sozinho dentro da área para cabecear no canto direito. A bola tocou a trave e entrou.
Cada time criou uma chance cada, até que Julio Sérgio empatou. Entretanto, o Estudiantes ficou pouco tempo em igualdade com o Real. Dois minutos depois, o time merengue voltou a ficar à frente no placar. Panela chegou antes que o goleiro Tucano e tocou no alto para marcar o segundo do Real.
O jogo era corrido e, aos 12 minutos, mais um gol. De novo do Real. Choco, que entrara a pouco, achou Cadu na esquerda. O camisa 30 do Real dominou e bateu rasteiro e cruzado. Tucano caiu para fazer a defesa, mas acabou deixando a bola passar.
Aos 15 minutos, Alemão tentou descontar para o Estudiantes, mas em falta batida no canto do goleiro, Bódão, substituindo Alemão, fez a defesa com segurança. Quando a falta foi do outro lado, porém, o Estudiantes não teve tanta sorte. Em falta da esquerda, Panela chutou rasteiro, a bola passou da barreira, tocou no pé da trave e entrou. Era o quarto gol do Real, o segundo de Panela.
Os gols não paravam de acontecer e, aos 18 minutos, o Estudiantes diminuiu a vantagem do Real. Maurinho recebeu no meio e deu grande passe para Alemão no lado direito. O camisa 5 era pressionado por Choco, mas conseguiu bater no canto esquerdo para marcar o segundo do Estudiantes.
No minuto seguinte, a equipe de Julio Sérgio e companhia marcou o terceiro: Maurinho cobrou lateral da esquerda e Abreu, do outro lado, apareceu para bater de primeira e marcar um belo gol.
A animação do Estudiantes não durou muito. Aos 20 minutos, o Real marcou o quinto com Salvador, após Choco acertar a trave. Três minutos depois, o sexto gol do Real. E que gol! Fabio Assumpção pegou bola no próprio campo, avançou, pedalou, puxou para o meio e bateu no canto direito para marcar. Era o fim do primeiro tempo: 6 x 3 a favor do Real.
Na volta para o segundo tempo, o Estudiantes tentou colocar a bola no chão, acalmar a partida para que assim pudesse buscar a reação. Mas um balde de água fria logo aos 3 minutos dificultou ainda mais os planos. Fabio Assumpção recebeu na direita e bateu forte, o goleiro Tucano não segurou e deixou a bola no meio da área. Choco foi mais rápido que a zaga e aproveitou para premiar sua boa estreia com um gol, o sétimo do Real.
O Estudiantes precisava correr atrás do resultado. E um início de reação foi começado, quando o time marcou duas vezes em sequência. Primeiro, ainda aos 3 minutos, Maurinho acertou lindo chute cruzado no ângulo esquerdo. No minuto seguinte, Abreu bateu da entrada da área, a bola desviou e acabou entrando.
O Estudiantes foi para cima, mas acabou perdendo muitas chances de gol. Julio, Diogo e Kenny criaram, mas desperdiçaram. E como diz o ditado: quem não faz leva. O Real aproveitou uma das poucas chances e marcou o oitavo gol. Choco recebeu perto da área com marcação, girou se livrando da mesma, tirou Tucano da jogada e só rolou para o gol vazio.
O Estudiantes continuou lutando, mas continuou também perdendo muitos gols. Aos 16 minutos, Maurinho ainda descontou ao tentar cruzar e ninguém desviar. O jogo então ficou mais disputado, com algumas entradas mais fortes e sem mais gols.
O Real chegou aos 10 pontos e aparece em 3º lugar, dois pontos atrás do líder Mulekes. Na próxima rodada, o time merengue enfrenta o Di Primeira. Já o Estudiantes permanece com os 9 pontos conquistados nas primeiras três rodadas e está em 5º lugar. A equipe de Julio César, Maurinho e companhia enfrenta o The Veras na próxima rodada buscando voltar a rotina de vitórias.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 5ª RODADA
Di Primeira 4 x 3 The Veras
DI PRIMEIRA SEGURA PRESSÃO E VENCE THE VERAS
Após abrir vantagem no primeiro tempo e sofrer pressão no final do segundo, goleiro Ferrugem se destacou fechando o gol e garantindo novo triunfo à equipe
Por Gustavo Vasconcellos
Olhando a tabela de classificação, Di Primeira x The Veras poderia parecer um jogo chato, desinteressante se analisarmos a posição dos clubes no campeonato. Di Primeira, que finalmente deixou a pontuação negativa, aparecia apenas na 9ª posição, enquanto o Veras era apenas o 7º colocado. Grande engano. Em uma partida bem disputada, cheia de chances para ambos os times, o Di Primeira contou com grande apresentação do goleiro Ferrugem e assegurou a vitória por 4 x 3.
O jogo mal começou e a rede já estava balançando. Logo no primeiro minuto, Dri, do Di Primeira, recebeu na esquerda e bateu colocado no canto direito para abrir o marcador. Com a vantagem desde o primeiro minuto, o Di Primeira começou com mais calma e jogando melhor. E desse jeito não demorou para que m a vantagem. Dadinho e Dri puxaram ataque e Dadinho recebeu na esquerda, passou de um e bateu no alto na saída do goleiro.
Até os 18 minutos do primeiro tempo o Veras apresentava dificuldades para chegar ao ataque. Assim, somente o Di Primeira criava boas chances de gol. As jogadas eram quase sempre com Dri e Dadinho. Este último foi quem mais levou perigo ao gol do Veras. Em pelo menos três oportunidades ele quase fez outro.
A partir dos 18 minutos até o final do primeiro tempo, o Veras conseguiu melhorar e finalmente obrigou Ferrugem a trabalhar. Carrer arriscou chute de fora, bola desviou e o goleiro foi obrigado a fazer boa defesa. Nico e Victor Petreche também tentaram, mas pararam também em Ferrugem. O jogo no primeiro tempo foi muito mais do Di Primeira. No final, o Veras ainda melhorou, dando uma demonstração do que poderia apresentar no segundo tempo.
Na volta para segunda etapa, o Veras tentava pressionar, enquanto o Di Primeira diminuía o ritmo. Petreche e Nico ainda tentavam diminuir. Enquanto isso, o Di Primeira administrava a vantagem, aparecia no ataque de vez em quando e assustava o goleiro Benga.
Aos 8 minutos, um lance incrível. Muitos jogadores do Veras e do Di Primeira juntaram-se em frente ao gol de Ferrugem. Era chute de um lado, defesa do goleiro do outro, novo chute do ataque, zaga desviando, cabeçada na trave e, no final, defesa de Ferrugem, que ficou caído após o lance devido à dividida com atacante.
Porém, tanto esforço do Di Primeira neste lance incrível não se repetiu no minuto seguinte, quando João Claudio recebeu na entrada da área, girou e bateu para marcar o primeiro tento do Veras. Pouco tempo depois e com um jogador a menos devido a cartão amarelo, o Veras conseguiu empatar a partida. Petreche fez jogada na esquerda e esperou passagem de Cucio, fez o passe para o camisa 11, que chegou batendo para deixar tudo igual.
Mas a alegria de Cucio por ter feito o gol não durou quase nada. Dois minutos depois de marcar, Cucio acabou jogando contra própria meta ao tentar afastar cruzamento de Dri. Após tanta luta pelo empate, uma infelicidade e 3 x 2 no placar para o Di Primeira.
Daí para frente, só deu Veras. E quem aproveitou para aparecer foi o goleiro Ferrugem. Além de competência, o goleirão contou com a sorte. Petreche conseguiu duas boas finalizações. Na primeira, após a zaga sair errado, ele chegou batendo rasteiro e Ferrugem defendeu. Na segunda tentativa, Petreche chutou da entrada da área e viu a bola bater nas duas traves antes de sair pela linha de fundo.
O Di Primeira sofria grande pressão e só ficou mais aliviado quando Dri, em lance rápido aos 20 minutos, marcou o quarto gol. O Veras não desistiu mesmo assim e continuou lutando. Jairo fez o terceiro de cabeça ao antecipar escanteio, o que deu uma última esperança nos minutos derradeiros.
O próprio Jairo chutou forte da direita, mas Ferrugem defendeu, assim como fez quando Victor Petreche tentou da esquerda e o camisa 1 do Di Primeira segurou a bola firmemente para assegurar a vitória por 4 x 3. O apito final foi trilado e muita comemoração para Ferrugem, sem dúvida o herói do jogo.
Com a vitória suada, o Di Primeira chega a 5 pontos e aparece na 7ª posição. Já o Veras continua com 4 pontos e perdeu justamente a posição ao adversário. Na 6ª rodada, o Di Primeira enfrenta o Real Paulista, enquanto o Veras busca recuperação contra o Estudiantes.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 5ª RODADA
MachuPichu 6 x 4 Roleta Russa
MACHUPICHU VIRA SOBRE O ROLETA E PASSA O RIVAL NA TABELA
Com dois gols cada, Ricci e Ciro se destacam e levam o time preto ao triunfo
Por Luiz V. Andreassa
O encontro entre Roleta Russa e MachuPichu, dois times que buscam afirmação no campeonato e uma vaga entre os seis primeiros, foi cheio de alternativas, bonitos gols e muita emoção, principalmente no segundo tempo. Para se ter uma ideia, houve um momento em que a rede balançou quatro vezes em apenas quatro minutos. No fim das contas quem se deu bem foi o atual campeão da Prata, que conquistou sua segunda vitória na competição.
O primeiro lance de perigo veio dos pés de Alemão, do Roleta, que girou um sem pulo na entrada da área e a bola passou com perigo perto da trave. O rival respondeu com Thiago completando um lançamento de trás com uma cabeçada evitada pela boa defesa de Guaraná, que mandou pela linha de fundo. Na cobrança do escanteio, a bola foi para o mesmo Thiago que, dividindo no alto com a zaga, mandou a redonda com perigo acima do travessão. Mais sorte teve o rival Salada, que arriscou de fora da área e mandou quase no ângulo. O goleiro Pipo chegou a tocar na pelota, mas não foi o bastante para impedi-la de chegar ao seu destino: o fundo do gol.
Foi então que o MachuPichu correu em busca do empate, mas a bem postada defesa adversária fazia a equipe chegar com mais perigo apenas nos cruzamentos e chutes de longe. Exemplo disso foram os lances em que Thiago e Bruno Dias resolveram arriscar de fora da área, ambos passando perto da meta. Mas foi numa cobrança de escanteio que o empate foi conquistado: Tebas levantou a bola para Gui desviar livre de cabeça e fazer a redonda passar entre a trave e o goleiro. Coelho não deixou barato e quase pôs o Roleta Russa de novo na frente ao se antecipar na saída de bola rival, roubar a bola e bater no cantinho para boa defesa de Pipo.
Depois de alguns minutos em que o ritmo e as chances de gol diminuíram, o Machu passou a dominar as ações, com mais posse de bola e bom volume de jogo. Thiago tentou com chute cruzado pela direita, o qual foi evitado por Guaraná com o pé. Pouco depois, o camisa 12 roletense teve de trabalhar de novo em cobrança de falta colocada de Bruno Dias, e mais uma vez ele se virou bem. Contudo, antes de acabar o primeiro tempo a esquadra branca e preta teve duas chances de fazer o segundo com Rapha Ferreira. Na primeira delas ele chegou pela esquerda e chutou no alto para Pipo espalmar. Na segundo, o camisa 70 recebeu cruzamento de Brunão ao lado da trave após cobrança de escanteio mas cabeceou para fora.
A etapa final já começou movimentada, com chances para os dois lados. Com isso, não demorou para as redes voltarem a balançar. Logo aos 4 minutos, Ricci escorou cruzamento dentro da área para virar o placar. No entanto, no lance seguinte Marcão arriscou de longe, Pipo deu rebote e Cauê apareceu para concluir e fazer 2 x 2. O tento animou o Roleta, que pouco depois virou com um chute forte e rasteiro de Gegê. Mas a alegria das equipes insistia em ser breve e, dois minutos depois, o MachuPichu restabeleceu a igualdade em cobrança de falta de Ricci no meio do gol a qual Guaraná, atrapalhado pela zaga à sua frente, deixou passar.
A partida seguia movimentada e Thiago quase virou outra vez para a sua equipe ao invadir a área e bater com força para boa defesa de Guaraná. Alemão respondeu enchendo o pé pelo lado esquerdo e acertando a rede pelo lado de fora. No entanto, Ciro apareceu para acabar com o vai e vem do placar e desequilibrar de vez a partida em favor do MachuPichu. O camisa 5 anotou 4 x 3 ao dividir a bola com a zaga e mandá-la no contrapé do goleiro. Na sequência, ele recebeu cruzamento de Tebas, que girara sobre a marcação, e teve apenas o trabalho de completar na boca do gol.
O jogo seguia aberto e com possibilidades de gols para os dois lados, porém a esquadra preta se mostrava mais organizada e perigosa nas jogadas ofensivas de Ciro, Thiago e Tebas. Para completar, Alemão ainda perdeu boa chance de descontar ao aproveitar a sobra de uma falta desviada pela zaga e parar na boa saída do goleiro. O erro não foi perdoado: aos 21 minutos, o rival se aproximou de vez da vitória com um golaço de Gui. Ele driblou um zagueiro, invadiu a área e tocou por cobertura na saída de Guaraná. Como se o 6 x 3 já não fosse ruim o bastante para o Roleta Russa, Marcão fez falta dura e, como já tinha cartão amarelo, tomou o azul. Ao invés de sair quieto e atrapalhar menos a sua equipe, o defensor ficou reclamando com o árbitro e levou o cartão vermelho.
Mesmo assim o Roleta lutou bravamente nos minutos finais e chegou a descontar em um tiro livre direto cobrado por Rapha Ferreira em decorrência do limite de faltas estourado pelo adversário. O camisa 70 bateu rasteiro, à direita do guarda-metas, e descontou. Contudo, já não havia tempo para mais nada e o apito final veio confirmar a grande vitória do MachuPichu, que agora ocupa a sétima posição e pode, na próxima rodada, entrar no G-6 caso vença o Jeremias. Já o Roleta se manteve com quatro pontos, a mesma pontuação do penúltimo colocado Só Resenha.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 5ª RODADA
Fúria 2 x 1 Mulekes
MULEKES JOGA E FÚRIA É QUEM VENCE
Mulekes pressionou praticamente todo jogo, porém, no final, Fúria vence por 2 x 1, com excelente marcação, grande atuação do goleiro Pedro e muita vibração
Por Gustavo Vasconcellos
Grande jogo! Provavelmente, não poderia ter sido melhor o jogo entre Fúria e Mulekes. Fechando as atividades do Grupo A, os dois times se enfrentaram no último jogo da quadra 6 e deixaram satisfeitos aqueles que ficaram até as 18h15 para acompanhá-lo.
O Mulekes, único 100% até então na competição, enfrentou o Fúria, que, apesar de fazer grandes partidas na competição, era só o 8º colocado. E para alegria dos adversários que correm atrás da liderança, o Fúria quebrou a invencibilidade do Mulekes e venceu por 2 x 1 em uma partida que pode ser resumida, praticamente, em um ataque (Mulekes) contra defesa (Fúria).
O jogo começou corrido e logo nos primeiro dois minutos o Fúria chegou duas vezes. Uma com Thiago Motta e outra com Sapo. Na primeira das chances, Sapo arriscou do meio, mas mandou para fora. Na segunda, Thiago Motta tabelou com Bruno e bateu por cima do gol.
Enquanto isso, o Mulekes tentava chegar ao gol adversário em jogadas trabalhadas, com toque de bola e muita movimentação. Mas o líder da Ouro foi surpreendido no segundo minuto do jogo. Fabio Caruso chutou de fora da área em bola dividida e surpreendeu o goleiro Diego, que não conseguiu fazer nada no lance, além de ver a bola entrar na sua meta.
Então, com a vantagem de um gol, o Fúria recuou e começou a defender-se em apenas meia quadra. O Mulekes rodava a bola até encontrar espaços para infiltração, mas isso demorava bastante para acontecer. Mesmo assim, o Mulekes conseguiu criar bastantes chances. Porém, a maioria delas acabava em defesas do goleiro ou desviada na zaga.
Aos 5 minutos, a bola chegou em Robinho na esquerda, que bateu para o gol e obrigou o goleiro Pedro a fazer sua primeira boa defesa. Logo depois, Gian arriscou da direita e Pedro não conseguiu segurar a bola. Rafinha ficou com a sobra, mas acabou chutando para fora.
No minuto seguinte, Vitinho arriscou de longe, a bola desviou no meio do caminho, o que obrigou Pedro a se esticar para realizar a defesa. Aos 10 minutos, mais uma boa chance. Rafinha faz função de pivô e rolou para Gian chegar batendo cruzado da esquerda com perigo.
Por algum tempo, dos 10 aos 15 minutos, o Fúria conseguiu aliviar a pressão do Mulekes e até criou algumas chances. Na melhor delas, Thiago Motta recebeu na direita e tentou chute no alto, mas viu Diego aparecer bem para desviar a bola. Mas esse período de tranquilidade para o Fúria não durou muito. Pressão do Mulekes e, como de costume, cada bola afastada ou recuperada era respondida com muita vibração por parte de todos do Fúria.
Aos 17 minutos, em falta, o goleiro Diego tentou bola no ângulo e só não marcou um golaço porque Pedro apareceu muito bem. Aliás, Diego atuava mais como um líbero, ajudando a rodar a bola para achar espaços, do que na sua função original de goleiro.
De tanto tentar, o Mulekes conseguiu o empate no minuto final do primeiro tempo. Em cruzamento para a área, Rafinha sobiu junto com Carnaval, ganhou no alto e mandou a bola para as redes.
No segundo tempo, o cenário não mudou, mas agora o Fúria saía um pouco mais, já que não tinha a vantagem de um gol. Rodrigo Faria, do Mulekes, teve duas chances de marcar, mas parou na zaga e no goleiro. Gian fez boa jogada saindo da esquerda para o meio, mas, na hora do chute, parou nas mãos de Pedro.
Em uma das poucas jogadas do Fúria no ataque, Thiago Motta emendou chute de primeira e obrigou Diego a fazer boa defesa. O Mulekes chegou a acertar a trave, mas continuou com dificuldades para adentrar a zaga rubronegra.
O tempo corria e a pressão do Mulekes continuava. Porém, o inesperado aconteceu: o Fúria voltou a marcar. Aos 19 minutos, Thiago Motta avançou pela esquerda, fintou para o meio e quando já preparava o chute, viu Armando, do Mulekes, tentar cortar e acabar mandando a bola contra seu próprio gol.
Agora, mais do que nunca, os jogadores do Fúria vibravam a cada bola. O Mulekes buscava as últimas chances. O goleiro Diego tentou, assim como Gian e Barata, mas os três não conseguiram mudar a história final da partida. Sapo ainda teve uma chance de marcar o terceiro, matando assim todas as esperanças do Mulekes, mas errou a hora que tentou encobrir Diego.
Com o apito final, queda de alguns jogadores do Fúria e muita comemoração entre todos os membros da equipe. O Mulekes saiu conformado, já que tentou tudo que podia, mas a bola não entrou. Com a vitória, o Fúria subiu duas posições e agora aprece em 6º, com 6 pontos. Já o Mulekes perdeu a invencibilidade, mas não perdeu a ponta da tabela. Na próxima rodada, o Fúria enfrenta o lanterninha do grupo, o Primatas, enquanto o Mulekes encara o ascendente SPQSF.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 5ª RODADA
Fiorella 5 x 3 Med Taubaté
FIORELLA VOA NO SEGUNDO TEMPO E VIRA CONTRA O MED
Atual vice-campeão segue na lanterna e agora soma cinco derrotas em cinco jogos
Por Luiz V. Andreassa
“O que acontece com o Med Taubaté?”, é o que muitos se perguntam no momento. Como um time que passou perto de ser campeão no campeonato passado pode fazer uma campanha tão pífia – como diria um mal humorado comentarista da ESPN – mesmo mantendo o mesmo time da temporada anterior? A explicação é difícil de ser encontrada. Ainda mais depois que a equipe fez um primeiro tempo tão animador, deixando todos com a sensação de “agora vai!”. Porém, na etapa final, os doutores virão o Fiorella, comandado por Lucas Jesus, dar show em quadra.
O primeiro lance de maior perigo já foi animador: Javier quase abriu o placar em chute cruzado pela direita que o goleiro espalmou. E, apesar do equilíbrio em quadra, aos 6 minutos a rede foi balançada pela primeira vez: Bruninho Del Sasso arriscou pelo meio, a bola pegou na zaga e sobrou para Boca na direita, com muita consciência, bater de chapa no cantinho. O tento animou a equipe médica, que passou a se portar melhor. Bruninho ainda teve a chance de ampliar ao arrancar do meio para a esquerda e chutar forte pela linha de fundo.
O Fiorella sentia dificuldades para criar as jogadas, dando a impressão de que havia problemas no último passe, e também no penúltimo, no antepenúltimo... Mesmo assim, João Paulo teve sua chance ao subir na área e completar cobrança de escanteio por cima do travessão. O Med Taubaté, por sua vez, se mostrava bem postado na defesa e perigoso no ataque. Rogerinho quase ampliou a vantagem ao chegar pela esquerda e bater cruzado rente à trave. A resposta veio novamente com João Paulo, que aproveitou saída de bola ruim da zaga adversária, avançou e chutou rasteiro, perto do poste.
Já nos últimos minutos da primeira etapa, Javier fez boa jogada ao puxar do meio para a direita, invadir a área e cruzar para Peruca, livre, apenas completar para o gol aberto. Todavia, a tranquilidade trazida pelo tento logo se dissipou em uma bomba de Lucas Jesus do meio da rua que Irineu não conseguiu evitar. Mesmo assim, a equipe branca e vinho foi para o intervalo sabendo que só precisava repetir o mesmo futebol no segundo tempo para sair com a primeira e mais do que preciosa vitória na competição.
Logo no começo da etapa final Lucas Jesus foi desarmado por Rogerinho dentro da área. O camisa 10 médico arrancou e passou para Bruninho bater cruzado, para defesa de Franklin. Aos 5 minutos veio a resposta com um lance incrível. Macaro mandou uma bomba do campo de defesa. A bola explodiu no travessão, no rebote o ataque tentou completar para dentro mas Irineu apareceu para salvar. A pelota então sobrou para Lucas Jesus ter sua chance de tentar, mas o goleiro salvou heroicamente ao pular e defender com o rosto.
Todavia, o camisa 9 logo mostraria a que veio com um golaço: chute cruzado de fora da área, bola na caixa e 2 x 2 no placar. Dois minutos depois, João Paulo recebeu no bico da área e finalizou forte, no canto, para virar. O panorama, como é de se imaginar, se mostrava completamente diferente do primeiro tempo. O Fiorella parecia ter encontrado, de uma hora para outra, o caminho do gol. Mesmo assim, o atordoado rival tentou reagir: Javier dominou na entrada da área, girou e concluiu para boa defesa do goleiro. Pedro Henrique chegou a restabelecer a igualdade ao receber passe de Digão e, livre, completar para dentro.
A partida era muito movimentada e cheia de alternativas, mas a situação se mantinha mais favorável à equipe rubronegra, que quase passou à frente de novo quando Cléber dominou pelo meio e bateu colocado no canto, parando em boa intervenção de Irineu. No final da partida a estrela de Lucas Jesus voltou a brilhar: o atacante recebeu passe de Cléber na esquerda e concluiu com chute rasteiro na saída do guarda-metas. Pedro Henrique teve a chance de empatar novamente ao aproveitar sobra e bater forte para bela defesa de Franklin.
Quando o final se aproximava, Lucas deu números finais à partida fechando sua atuação com chave de ouro: ele dominou pelo meio e bateu colocado, no cantinho, sem chances de defesa para o goleiro, anotando um golaço. Foi com esse futebol eficiente, de passes rápidos e finalizações caprichadas que o Fiorella conseguiu reagir, virar a partida e deixar o Med Taubaté em uma situação muito complicada, a qual não era esperada por ninguém antes desta edição da Ouro começar.
Enquanto o Fiorella mede forças com o Arouca, o Med joga todas suas fichas diante de outro time em má fase, o Só Resenha, que, com 4 pontos, é o outro time a ser rebaixado caso o campeonato acabasse agora.
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