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Notícias de 04/10/2010

X CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Mulekes 4 x 2 Roleta Russa

ROLETA JOGA BEM, MAS NÃO RESISTE AO LÍDER MULEKES


Mesmo contando com uma boa atuação de Gegê, Roleta cai diante do, agora, líder isolado do grupo A e vê a zona do descenso mais de perto


Por Douglas Almasi Santos

Mesmo não jogando bem, o Mulekes venceu a 5ª partida consecutiva e lidera o Grupo A de forma isolada, caminhando tranquilamente à classificação. Já o Roleta fez boa partida, endureceu, chegou a reagir durante o embate, mas amargou mais um revés e não vence desde a primeira rodada, quando derrotou o Bucets.

O duelo começou com uma tentativa do Roleta com Rafa Guzzela, valendo-se de uma desatenção da zaga, chutando para fora com muito perigo. O Mulekes respondeu em grande estilo: lançamento a Allison Dias, que dominou, girou e chutou para abrir a contagem.

Com o gol obtido, parecia que o líder do grupo passearia em quadra mais uma vez; só se esqueceram que do outro lado tinha um time, e um time guerreiro comandado por Gegê. Antes de uma reação, Allison Dias, de cabeça, quase fez o segundo tento, mas a zaga salvou em cima da linha. Salada, levando a camisa 14 no jogo, respondeu com um perigoso chute que foi para fora. Do outro lado, Alexandre Alemão fez boa jogada, deu uma finta seca no marcador e, de bico, chutou por cima. Salada novamente, em cobrança de falta, levou perigo. A partir deste instante, o Mulekes foi mais agressivo.

Em tentativas de Allison de cabeça para fora, de Armando Felipe – o goleiro – arriscando chute para fora e em uma linda assistência de letra de Pipo a Allison, que parou no goleiro Juninho, o Mulekes quase ampliou. Juninho faria duas boas intervenções, defendendo chutes de Alemão e de Giovanni. O goleiro Armando Felipe tentou sair jogando mais uma vez, porém, errou o passe e quase levou um gol por cobertura de Gegê.

Mas o Mulekes era melhor e, no fim do primeiro tempo, chegou ao segundo gol: triangulação esperta entre Gian, que tocou para Leo Valente na direita, abrindo passe na esquerda para Xande fuzilar e sair para o abraço. 2 x 0 e intervalo de jogo. A tendência era a de que o Roleta seria atropelado pelos rápidos e envolventes garotos que estão encantando nos gramados do Chuteira de Ouro. Porém, o segundo tempo foi outro.

Logo no início, o Mulekes teve um gol anulado. Em seguida, cobrança de lateral na segunda trave, Fanelli sobiu de cabeça e descontou ao Roleta. O time de Baru – jogando pelo Roletinha em outra quadra – equilibrou a partida e passou a jogar de igual para igual. Ainda veria o goleiro Juninho salvar com os pés chute de Pipo e também assistiria Leo Valente perder gol incrível, de frente para a meta.

O jogo pegou fogo quando, em uma cobrança de falta forte de Gegê, o goleiro rebateu para cima e Fanelli chegou como um foguete para completar às redes, empatando o duelo. Com o placar igual, dava-se a impressão que o Mulekes perderia seus primeiros pontos na competição. O Roleta era melhor, mas não conseguia concluir da forma que desejava. Porém, o líder foi mais frio e acabou com as esperanças adversárias.

Cobrança de lateral, a bola foi ajeitada a Allison, que encheu o pé no canto, colocando o Mulekes novamente em vantagem. Abatido com o gol, o Roleta não teve mais forças e, em cobrança de falta de Pipo, acabaria sucumbindo de vez, sofrendo o quarto gol. “Foi complicado, o Roleta deu trabalho, mas conseguimos vencer”, comemorou Giovanni o triunfo do Mulekes por 4 a 2.

Já o craque Gegê mostrava confiança mesmo com mais um resultado adverso. “O time, quando alcançou a igualdade, arriou. Mesmo assim, está melhorando, você vai ver daqui umas rodadas”, declarou Gegê, que ainda foi enfático: “O rebaixamento não assusta”. Com o Bucets e Canhedo, que não conseguem vencer (nem um ao outro), não tem muito o que assustar mesmo.

X CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

SNG 6 x 3 Fúria

SNG VENCE FÚRIA EM JOGO DE MUITAS FALTAS


Depois de abrir boa vantagem no primeiro tempo, Bacana segura ímpeto do Med de Xavier e é líder isolado do Grupo B


Por Elvis Ferreira

O início de jogo foi bastante pegado, faltando técnica e sobrando faltas dos dois lados. A objetividade não estava presente nas jogadas armadas nem por SNG e nem pelo Fúria, que tinham dificuldades para adentrar a área adversária e concluir ao gol. Nada quie não fosse esperado para um jogo entre dois times que explicitamente privilegiam a defesa do que o ataque. Por esse motivo, os chutes a longa distância aconteciam com freqüência e não levavam perigo algum aos goleiros.

A primeira boa jogada de ataque foi do Fúria. Thiago Motta recebeu na esquerda e bateu forte. A bola acabou subindo demais e não levou perigo ao gol defendido pelo estreante Caieiras, substituindo Sampa.

A marcação forte imposta pelas duas equipes fazia o jogo parar todo momento com faltas e atendimentos. O SNG fazia faltas infantis principalmente próximo à área. Já o Fúria não conseguia transformar as oportunidades de bola parada em chance ou perigo de gol. Em uma delas, Fábio recebeu falta dura pela direita. Ele mesmo bateu e a bola explodiu na barreira.

O Fúria não ficava muito atrás no quesito de faltas duras. Sapo ergueu Ronei na lateral direita. Bola rolada de lado e... barreira. O jogo duro era difícil para de se acompanhar até para quem estava de fora. Os gols demoraram a sair. O primeiro veio quase que sem querer. Felipe recebeu a bola na entrada da área e bateu alto, no meio do gol. O goleirão Danilo aceitou e o SNG abriu o placar.

O fraco primeiro tempo terminou assim. Com poucas chances de gol e muitas faltas e entradas duras. As equipes pareciam mais preocupadas em apitar o jogo do que jogar futebol.

Na segunda etapa o SNG não demorou em ampliar o placar. Ronei puxou contra-ataque rápido pelo meio e passou para Felipe, livre, completar para o gol. O Fúria parecia não querer deixar o SNG disparar. Dois minutos depois, Thiago Motta subiu mais que a marcação e completou para o gol de cabeça. Em seguida veio o empate: Bruno Eduardo fez um golaço ao limpar o marcador próximo à área e mandar na gaveta do goleiro Caieiras. Era o gol de empate do Fúria com menos de 10 minutos de bola rolando no segundo tempo.

O Fúria quase foi à frente do placar novamente em cobrança de falta batida por Fábio Caruso da intermediária. Ele pegou muito bem e a bola passou próxima ao travessão. Mas quem foi mesmo para as redes foi o SNG, e com Ronei. Ele recebeu cruzamento com precisão no meio da área e cabeceou livre para o gol. 3 x 2 para o SNG.

Felipe era o nome do jogo para as bolas alçadas na área. O SNG marcou o quarto gol após cobrança de escanteio realizada por ele. Renê se adiantou ao goleiro e completou para o gol junto à primeira trave.

O Fúria chegou a diminuir o placar com Aldrey, que pegou o rebote da trave após chute de Thiago, mas quem pensou que haveria uma reação se enganou. Rêne azedou o molho dos furiosos quando fez o quinto tento. Ele pegou de primeira na bola na entrada da área e fez um bonito gol.

Na mesma pegada do primeiro, com faltas duras e às vezes até desnecessárias pelas duas equipes, o jogo seguia aberto porém controlado pelo SNG. O Fúria ainda teve a chance de poder encostar novamente no placar em cobrança de pênalti, mas Thiago Motta mandou a bola no travessão e jogou fora a oportunidade. Não é a primeira vez que o artilheiro do time perde penalidade.

Com a vantagem no placar, o SNG tratou de se fechar e explorar o contra-ataque. Num deles, Washington disparou e tocou para Renê completar mais uma vez para o gol, dando números finais de 6 x 3 ao placar.

O SNG mostrou personalidade principalmente na segunda etapa onde soube controlar bem o Fúria em uma partida com um nível alto de faltas duras e marcações com excesso de força. Renê fez a diferença para o SNG.

X CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

The Veras 6 x 3 Real Paulista

VERAS QUEBRA INVENCIBILIDADE DE REAL PAULISTA


Time de Cucio e Pedro vence a segunda partida seguida e parece embalar na competição


Por Douglas Almasi Santos

O Veras venceu sua segunda partida consecutiva e, de quebra, derrubou um dos últimos invictos da Série Ouro. O time apostou no mesmo estilo de jogo do adversário: marcação forte e rapidez nos contra-ataques. Já o Real Paulista perdeu seus primeiros pontos no Grupo A e acabou terminando a rodada na terceira posição, com os mesmos números de pontos de Bengalas e Acidus.

Mostrando um futebol objetivo, o Veras soube explorar bem as falhas do Real na partida. Logo no começo, Caio Marchi pegou uma sobra e chutou forte para defesa segura de Alemão no centro do gol. Mais Veras: cruzamento a Victor Petreche, que ajeitou para Kinho desviar, obrigando Alemão a fazer boa intervenção. O Real respondeu: Panela cruzou da esquerda, mas Rudy cabeceou fraco.

Com o jogo equilibrado, era difícil prever qual seria a tônica da partida até o final. E para confundir mais ainda a cabeça do espectador, Quintanilha tratou de colocar o Real em vantagem: ele recebeu bom passe na esquerda e soltou a bomba à meia altura esquerda de Benga, que nada pôde fazer. A resposta do Veras foi imediata: cobrança de lateral a Cucio, ele chutou a gol, a zaga rebateu, e a bola voltou a Cucio, que de pé direito chutou forte para empatar.

A virada chegou logo em seguida: lindo passe de Victor Petreche encontrou João Cláudio livre na área. O sumido camisa 19 dominou, esperou a saída do goleiro e tocou às redes. O jogo era muito bom, com o Veras mostrando um futebol de líder. Kinho recebeu passe na esquerda e chutou forte para outra boa defesa de Alemão. Em lance seguinte, Quintanilha perdeu a bola no ataque, o Veras armou o contra-ataque rápido, e a bola chegou a João Cláudio, que, livre de marcação, parou em Alemão.

Enquanto isso, do lado de fora, prontos para entrarem em quadra, Rudy e Jairo protagonizavam um bonito fair play ao se cumprimentarem antes de se transformarem em adversários durante o jogo. Durante a bonita cena de paz, o que se espera de todos os times que disputam as três divisões do Chuteira de Ouro, Xexé recebeu passe e empatou ao Real Paulista, fazendo a partida esquentar na tarde fria na capital paulista.

Mas o Veras já tomava conta do jogo e mostrava estar mais antenado. Kinho recebeu passe e, da entrada da área, arriscou para defesa de Alemão. E o Real sofreu mais um gol em lance infortúnio: Marquinhos tentou lançar a bola mas não pegou em cheio, Jairo interceptou e tocou para Victor Petreche fazer a festa. O Real ainda levaria perigo com Xexé de cabeça, para defesa de Benga, mas foi ao intervalo em desvantagem de um gol.

No retorno do descanso, o Veras já tratou de acabar com as esperanças adversárias: cobrança de falta no campo defensivo do time, Renato Carrer fez o lançamento à área, e João Cláudio raspou de cabeça para colocar 4 a 2 no placar. Em desvantagem, o Real fazia de tudo para poder descontar, mas sem sucesso. Após bate e rebate, Nando soltou a bomba, mas a bola subiu demais. Kinho perdeu boa oportunidade ao receber lançamento na esquerda.

Mais uma vez a dupla Renato Carrer e João Cláudio funcionou: os dois tabelaram na entrada da área, Carrer recebeu na esquerda e passou a João Cláudio que devolveu a Carrer chutar para guardar seu tento. O Real já estava entregue. Mesmo assim, Salvador ainda mostrava vontade e pedia raça aos companheiros. Mas não era falta de vontade que faltava ao Real: fato era que sobrava confiança ao Veras.

Nico, da intermediária, acertou o travessão. Kinho, de novo, em bela jogada, desperdiçou grande chance. O Real ainda tentou com Quintanilha, mas o Veras fez mais um com Kinho, após pegar rebote na trave e só ter o trabalho de empurrar ao gol. Marquinhos, chutando forte, ainda descontou, mas não dava mais tempo para reagir: fim de jogo, vitória do The Veras por 6 a 3.

“O Veras vai surpreender. Kinho é veloz, o Petreche é craque e a defesa está se acertando. E, assim, vamos melhorando”, sentenciou o atacante João Cláudio para explicar o segundo triunfo seguido do seu time. Já Quintanilha comentou a primeira derrota do Real no certame: “Hoje não acertamos. O sistema defensivo falhou, e fizemos um estilo de jogo diferente do que estamos acostumados, daí não deu certo”.

X CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Arouca 4 x 3 Joga 13

AROUCA VENCE E JOGA O 13 CADA VEZ MAIS PARA BAIXO


Em jogo cheio de alternativas, equipe de Vitão permanece na cola do líder Bacana; Joga 13 se afunda cada vez mais


Por Douglas Almasi Santos
Colaboração Renato Ferraz

O 13 continua com seu martírio no Grupo B da Série Ouro. Mais uma vez a equipe jogou bem, porém, sucumbiu diante do Arouca. Já a equipe de Vitão fez as pazes com a vitória, depois de empatar na última rodada, e encostou de vez no hoje líder Bacana.

O primeiro tempo do embate foi eletrizante. Com pensamentos distintos dentro da tábua de classificação, mas com um objetivo único, a vitória, Arouca e Joga 13 partiram ao ataque. Quem saiu na frente foi o Arouca: bola para André Varanda, que não desperdiçou e abriu a contagem. Como sempre, a torcida arouquense compareceu em massa para prestigiar o time e fez a festa com o gol.

Porém, o Joga 13 não estava disposto a sair com mais um revés. Em lance na área do Joga 13, os atletas do Arouca reclamaram um pênalti que nada foi marcado pelos árbitros. O lance seguiu e, em contra-ataque rápido, Lele aproveitou para deixar tudo igual. Muita reclamação por parte dos jogadores do Arouca. A fanática torcida do time não se conformava com a não marcação do pênalti, que acabou resultando em lance de gol de empate adversário.

O Joga 13 cresceu no jogo. Em duas tentativas de chutes de longa distância, o time tentava se pôr à frente no marcador. E conseguiu de novo com Lele, que, após bate e rebate na zaga, chutou cruzado para fazer 2 x 1. Lele estava mesmo inspirado: ele recebeu passe e chutou no contrapé do goleiro Mauricio, que falhou no lance. Dava-se a impressão que a tarde seria de glória ao lanterna Grupo B.

Mas a experiência, aliada a um melhor momento na competição, fez com que o Arouca se recuperasse ainda na primeira etapa. Caio Martins recebeu e chutou para diminuir o prejuízo. E, em jogada sensacional, Veloz engatou uma 5ª marcha pela esquerda e fez um bonito gol, igualando o marcador em 3 gols. A festa da torcida do Arouca durante o intervalo era um prenúncio de que a equipe sairia com um triunfo ao término do jogo.

Na etapa final, o time pressionou o Joga 13, buscando o gol que os deixaria em vantagem. André Varanda era perigoso no ataque, mas em tentativa de chute cruzado, não assustou a meta de Galego. Dioguinho desferiu lindo chute no ângulo, obrigando Galego a se esticar todo para fazer a defesa. O Arouca era melhor em quadra e chegou a mais um gol com Renan, que recebeu na lateral e chutou para confirmar a virada do time.

O Joga 13 acordou e tentou com Lucas Oggean, que chutou no canto para defesa de Mauricio. Em cobrança de falta, Renan arriscou chute para defesa de Galego. No fim, Galego foi ao ataque no afã de empatar, mas sem sucesso. Vitória do Arouca por 4 a 3, e a confirmação de que a equipe vai brigar pela primeira posição no grupo até o fim da fase de classificação.

Na próxima rodada, dia 16, o Arouca terá uma pedreira pela frente: vai encarar o Treinadores do Braz, dois pontos atrás na classificação. Já o Joga 13 terá mais uma chance para sair da incômoda última posição, mas terá mais uma parada indigesta: o líder do grupo B, Bacana.

X CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Bengalas 5 x 4 Estudiantes de la Vila

BENGALAS SUPERA ESTUDIANTES E JÁ É VICE-LÍDER DO GRUPO A


Em jogo movimentado, equipe supera o copeiro Estudiantes e já sonha com a liderança; Baki foi fundamental no triunfo


Por Douglas Almasi Santos

O Bengalas começa a mostrar o porquê é o atual tricampeão da Série Ouro. Em complicada partida contra o Estudiantes, o time mostrou a sua velha característica: defendendo-se muito bem – e contando com um goleiro inspirado, Baki – e sendo preciso no momento da conclusão. Com isso, o time já é o vice-líder do Grupo A – com os mesmos 12 pontos de Real Paulista e Acidus, mas com vantagem no saldo de gols – e já mira o Mulekes, líder isolado do grupo.

Já o Estudiantes queria apagar a má impressão deixada, quando perdera para o Mulekes, na rodada passada. E tratou logo de assustar o Bengalas: Paulinho Oliveira recebeu na esquerda e chutou forte para defesa de Baki. O Bengalas respondeu: contra-ataque rápido, a bola foi tocada ao lado esquerdo, Vini Costa deixou passar a Luisinho Fernando, que dominou e chutou no canto para abrir a contagem. Em vantagem, os tricampeões impunham seu estilo de jogo.

Caio Ferin, recuperado de lesão que o afastou do jogo ante o Mulekes, arriscou chute pelo lado esquerdo e a bola passou perto da meta de Baki. O Bengalas chegou ao segundo tento em seguida: cobrança de lateral a Vini Costa, ele ajeitou e soltou a bomba. Em mais uma cobrança de lateral, Luiz Eric dominou e, sem marcação, fuzilou a meta de Manolio. 3 x 0. Parecia que seria um passeio do Bengalas.

Mas com um time copeiro, o Estudiantes não queria entregar de bandeja a derrota. Caio Ferin fez a jogada tradicional pela esquerda e chutou forte cruzado para vencer Baki. Jogada ensaiada na cobrança de falta, Luisinho Fernando rolou a Vini Costa que chutou forte para fora. O Estudiantes equilibrou e levou perigo duas vezes com Leandro Raito: na primeira tentativa, livre de marcação chutou por cima (incrível o gol perdido!), na segunda oportunidade, tentou afastar o perigo adversário e deu um chutão do seu campo de defesa, pegando Baki adiantado, que teve que voltar e se esticar todo para colocar a escanteio.

Mesmo em situação pior no jogo, o Bengalas marcou mais um, dessa vez com Ritolê, mostrando oportunismo. O Estudiantes não estava morto e tratou de descontar mais uma vez: após sobra da defesa, Rafinha chutou à meia altura de Baki, dando esperanças ao time. Luiz Eric, chutando com perigo para fora, e Fernando Krotz, obrigando Baki a fazer nova defesa, foram os últimos lances da primeira etapa.

O segundo tempo foi nervoso, tudo motivado pelo frio que caía na quadra 4 e pela vontade de vencer. Começou com uma cabeçada de Vini Costa no travessão e com Paulinho chutando fraco para defesa de Baki. Foi aí que a catimba começou a fazer parte da peleja. Reclamando das entradas mais duras que seus jogadores passaram a sofrer dos atletas do Estudiantes, Bizu estava visivelmente nervoso e bateu boca com um dos árbitros. O resultado não poderia ser outro além da expulsão do até então comportado técnico do Bengalas. “O número 6 (Rafinha) está batendo o jogo inteiro e (o árbitro) vem dar cartão pro meu jogador?”, não se conformava Bizu, já do lado de fora.

Em cobrança de falta pelo lado esquerdo, Fernando Krotz chutou e Baki espalmou a escanteio. O jogo era quente e o Bengalas já não contava com seu comandante. Mesmo assim, não se abateu de início e quase chegou com Ritolê, que, colocado, chutou para fora. E o dia era mesmo para os árbitros expulsarem técnicos: dessa vez Róbson, comandante do Estudiantes, foi excluído do jogo também por reclamação. “Para fazer média, o árbitro me expulsou também”, afirmou Robson na saída.

O Estudiantes, mesmo em desvantagem, foi para cima do Bengalas e fez o nome do goleiro Baki ecoar pelas quadras do Playball. O goleiro parou tentativas de Caio Ferin, de Vitinho, e de Paulinho, mas não evitou que Rafinha descontasse de cabeça por debaixo das pernas de Baki à queima-roupa. O jogo entrava em uma fase decisiva, o que fez aumentar as emoções, com o Estudiantes pressionando. Porém, em contra-ataque decisivo, Ritolê chutou duas vezes até marcar mais um gol.

Baki continuava a fazer belas intervenções. No 4° gol do Estudiantes, por exemplo, o goleiro salvou a primeira cabeçada de Fernando Krotz, mas, no rebote, não evitou o gol do mesmo Krtotz. O guarda-metas do Bengalas faria ainda mais duas defesas no fim do jogo, assegurando a difícil vitória do seu time por 5 a 4.

X CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Treinadores do Braz 3 x 3 Med Taubaté

EM DUELO EQUILIBRADO, MED E TREINADORES FICAM NA IGUALDADE


Med e Treinadores fazem jogo igual e, no fim, alcançam o resultado mais justo: empate em 3 gols


Por Douglas Almasi Santos
Colaboração Renato Ferraz

Med Taubaté e Treinadores do Braz fizeram um jogo digno das expectativas: um empate emocionante, cheio de alternativas nos placares e a certeza de que as duas equipes irão dar trabalho aos adversários em uma possível classificação à fase de mata-mata.

Ambas vinham de derrota na rodada passada: o Med caiu diante do Bacana, enquanto o Treinadores não viu a cor da bola ante o Fúria. Somente a reabilitação interessava aos dois times. Para agravar a situação do Med, o time só possuía um jogador no banco de reservas, e o jogo foi realizado na maior quadra do PlayBall. Já o Treinadores dispunha de jogadores suplentes, permitindo o revezamento de atletas durante o jogo, mas não tinha Peruca, suspenso.

A partida começou com jogada de Jean Freitas, que fez bom cruzamento mas ninguém do Treinadores chegou para completar. Mais Treinadores: Kiwi avançou e, da intermediária, chutou com perigo para fora. Melhor em quadra, o gol do Treinadores estava maduro e saiu em jogada seguinte: Juba deu bom passe a Jean, que chutou bonito para marcar 1 a 0.

Mas o Med não queria saber de mais um revés e contragolpeou: mesmo com muita gente na área, Xavier conseguiu chutar para empatar o duelo. Se no início do jogo o Treinadores era mais time, após o gol de empate só deu Med. O time pressionou no ataque, em dois lances seguidos, o goleiro Piero foi obrigado a fazer boas intervenções. E com a pressão o Med virou o placar, e de fora inusitada: o goleiro Brão foi avançando e arriscou um chute de longe. Com rara felicidade, a bola bateu no travessão e entrou. Muita festa ao goleiro, que marcou um gol importante antes da partida ir ao intervalo.

O segundo tempo começou com o Treinadores arriscando, através de um forte chute de Índio que obrigou Boca a fazer grande defesa – Boca substituiu a Brão no intervalo. Xavier respondeu para o Med, quando fez grande jogada driblando dois marcadores e chutou com perigo. E o camisa 9 do Med estava inspirado: ele fez linda assistência a Kaike, que cara a cara com o goleiro não desperdiçou a oportunidade, aumentando para 3 a 1 a vantagem. Ao Treinadores, não restava mais nada do que se lançar ao ataque. Foi o que o time fez.

Jogada individual de Jean Freitas, ele chutou para o goleiro espalmar a escanteio. Em seguida, toque de bola envolvente do Treinadores, bola de pé em pé, e Jocélio desperdiçando chance clara na frente do goleiro. O Med se encolheu e escapou de levar um gol de Leonardo Martins, que perdeu ótima oportunidade. Mas a insistência surtiu efeito: Juba pegou rebote na intermediária do ataque e arriscou o chute. A bola bateu no travessão e entrou.

Em cobrança de lateral, Jocélio pegou a sobra e empatou o jogo, coroando um melhor segundo tempo do Treinadores. Jocélio ainda teria outra chance, o que daria a virada no placar, aplicando um lençol no zagueiro, mas o goleiro salvou o Med.

Dessa forma, o placar foi sacramentado com um empate merecido em 3 gols. Na rodada de número 6, o Treinadores do Braz terá a chance de vitória em confronto interessante contra o Arouca. Já o Med vai medir forçar contra o Fora de Série.

X CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Acidus 5 x 1 Fiorella Brasil

ACIDUS GOLEIA O FIORELLA E SEGUE SUBINDO NA TABELA


Contando com o retorno de Marcelo, Acidus vence Fiorella e segue no pelotão de cima do grupo


Por Douglas Almasi Santos

O Acidus continua sua linha ascendente ao sair vitorioso por 5 x 1 diante do Fiorella, que segue sua linha descendente. No retorno de Marcelo, suspenso na partida anterior pela confusão com o goleiro Guaraná (Roleta Russa), a equipe jogou o suficiente para marcar mais 3 pontos e continuar na cola do agora líder isolado Mulekes. Já o Fiorella amargou mais um revés e continua ameaçado pelo fantasma da Série Prata.

“Nosso time é só faltar jogador que acaba jogando bem (risos)”, comentou Marcelo referindo-se a mais um embate do Acidus com número reduzido de atletas (desta vez nenhum jogador além dos 7 em campo). Porém, dessa vez, nem Lói e nem o técnico Lucas sofreram antes do início, como na semana passada: afinal, havia jogadores suficientes para compor os seis jogadores de linha iniciais. O jogo começou com o Acidus atacando: Gabriel Borges recebeu passe e de bico chutou fora.

O Fiorella queria o seu reencontro com a vitória e, em contra-ataque, Tiago Silva chutou cruzado para fora. Em seguida, Cícero arriscou para boa defesa de Pedro Rizzo, que substituía Urso e seria um dos nomes do jogo. Ari Silva, descendo pelo flanco direito e chutando para boa defesa do arqueiro do Acidus, quase colocou o Fiorella na frente. Mas quem também estava de volta era Louiz, e o camisa 12 começou a mostrar sua habilidade de rabisqueiro: ele fez grande jogada individual, rompeu com a bola no pé pelo meio e arriscou chute cruzado. Aberto o placar e muita vibração por parte do jogador.

Mesmo atrás, o Fiorella não desistia. Esteve perto do empate por três vezes. Na primeira tentativa, Ari Silva recebeu na esquerda e chutou cruzado para nova defesa de Rizzo. Na sequência, uma jogada parecida, com Ari recebendo na esquerda, e dessa vez o camisa 15 acertou o travessão. Tiago Silva também tentou, arriscando chute para fora com perigo. O Fiorella era muito ofensivo, porém, pecava nas finalizações.

Em contrapartida, o Acidus foi preciso: triangulação perfeita do ataque, Luiz Fernando tocou na direita a Marcelo, que cruzou na medida para Paulinho completar em cima da linha. Com a vantagem de dois gols, o técnico Lucas estava mais tranquilo, embora o Fiorella demonstrasse um plano de jogo ofensivo. No fim da etapa primeira, Cícero tentou de bico, a bola bateu no morrinho-artilheiro e obrigou Rizzo a se esticar para colocar a escanteio e salvar o time.

Intervalo, e vantagem do Acidus por 2 a 0. No segundo tempo, o Fiorella não tinha mais nada a perder e continuou o ataque. Bola aberta na esquerda para Samuel, que chutou forte por cima do gol. Marcelo respondeu enchendo o pé no centro do gol, onde se encontrava Franklin, seguro. Paulinho, da entrada da área, arriscou chute para fora. Mais uma chance para cada lado: Tiago Silva, pelo lado esquerdo, chutou para boa defesa de Rizzo, enquanto Luiz Fernando respondeu chutando cruzado para fora.

Valendo-se de uma desatenção da zaga, o Acidus ampliou: após saída errada do zagueiro, Marcelo recebeu na direita, dominou a bola, esperou a saída do goleiro e, com um toque de extrema categoria por cima de Franklin, mandou ao gol. A bola ainda pegou na trave antes de entrar. Mesmo com o gol sofrido, o Fiorella não desistia e tentava chegar ao gol de honra. Ari Silva fez novamente boa jogada pela esquerda e chutou cruzado para fora.

Na cobrança de escanteio, enfim o time da ótica diminuiu: a bola sobrou para Tiago Silva após nova defesa de Rizzo, que pegou no alto para descontar o prejuízo. Mas Louiz estava inspirado e, além do trabalho fundamental no sistema de marcação, ajudava o ataque marcando gols. Ele recebeu passe na direita após tabela e quase que de carrinho tocou para fazer o quarto gol do Acidus. No fim, Paulinho fez grande jogada, avançou e deu um chute à queima-roupa, Franklin ainda tocou no bola, mas não evitou mais um tento do Acidus, decretando uma clássica goleada por 5 a 1.

“Estamos jogando como nunca tinha visto antes. Todos marcando, se ajudando. O Acidus está crescendo e vai chegar forte”, declarou Marcelo Rezende, contente com o seu retorno às quadras e também com a ascensão do seu time.

X CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Só Resenha 1 x 3 Elefantes Indomáveis

ELEFANTES DOMA RESENHA E RESPIRA NA TABELA


Resenha jogou bem, mas de novo saiu com a derrota de quadra; Chacha fechou o gol e garantiu resultado


Por Douglas Almasi Santos
Colaboração Renato Ferraz

O caçula da Ouro Só Resenha continua com dificuldades desde que conseguiu o acesso. O atual campeão da Série Prata voltou a perder, dessa vez para o Elefantes Indomáveis, mesmo jogando bem. Com o resultado, a equipe está com o mesmo número de pontos do penúltimo colocado no Grupo B, o Fúria, mas tem saldo de gols melhor, o que lhe deixa fora da zona de descenso.

Alheio a isso, o Elefantes só queria confirmar a ascensão que vem apresentando e respirar mais aliviado quanto ao rebaixamento. O time, que sucumbiu na rodada anterior ante o Fora de Série, queria a vitória a qualquer custo. E, para tanto, começou melhor o jogo. Na jogada que chegou até André, o camisa 10 não desperdiçou e colocou o Elefantes em vantagem. O Resenha não se abateu e respondeu com Bruno, que acertou a trave.

Porém, o Elefantes estava a fim de jogo: cobrança de lateral precisa e Cauê apareceu para completar e abrir vantagem de dois gols contra o Resenha. Darian, arriscando bom chute de longa distância, fez com que o goleiro Chacha trabalhasse. Começava aí o show do arqueiro do Elefantes. E, ainda na primeira etapa, o Elefantes tratou de minar as esperanças do Resenha.

Cauê recebeu bom passe, fintou o goleiro ,e como um legítimo ‘matador’, tocou no canto para anotar seu 12º gol no certame, assumindo a artilharia geral da Série Ouro. No placar, 3 a 0 ao Elefantes, e parecia que o jogo seria morno no segundo tempo. Mas, na volta do intervalo, o Resenha pressionou atrás de gols, mas começou a esbarrar no goleiro Chacha.

O guarda-metas do Elefantes foi brilhante, defendendo bolas difíceis, evitando que o rápido ataque resenhista encostasse no marcador. O Elefantes jogou de forma defensiva, apenas esperando os momentos certos para contra-atacar. Mas essa jogada foi rara, pois a pressão do Só Resenha foi intensa.

Chacha fez uma sequência inicial de duas boas defesas. Ele fechava a meta, levando os atletas adversários ao desespero. Em novos ataques, todos de forma separada, o Resenha esbarrou por três vezes em Chacha, que cravava seu nome no jogo e entre os MVGs da rodada mais disputada entre os goleiros.

Mesmo assim, o Só Resenha não desistiu e acabou saindo premiado com o futebol imposto no segundo tempo: Darian recebeu e arriscou o chute de longe, descontando o placar para 3 a 1. Mesmo assim não foi suficiente, e o triunfo foi do Elefantes Indomáveis, que chega a 6 pontos e já almeja classificação.

Com mais uma derrota, o Só Resenha começa a se preocupar com o rebaixamento e fará o chamado “jogo de 6 pontos” ante o Fúria na rodada do dia 16 de outubro. Um grande duelo, que pode definir quem terá chances de escapar da degola e quem vai ficar na zona de descenso. Já o Elefantes Indomáveis também fará “jogo de 6 pontos”, mas valendo uma chance de se aproximar mais ainda do líder Bacana. O adversário do Elefantes será o SNG de Renê e Cia.

X CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A

Bucets 4 x 4 Canhedo Beppu

NO ‘JOGO DA MORTE’, O ÚNICO RESULTADO INDESEJADO: EMPATE ENTRE BUCETS E CANHEDO


Equipes, na zona de rebaixamento à série Prata, precisavam da vitória. Acabaram fazendo um empate quente em 4 a 4 que mantém o desespero


Por Douglas Almasi Santos

No chamado ‘jogo da morte’ do Grupo A - uma oportunidade de ouro tanto para Canhedo quanto para Bucets de saírem da zona do descenso à Série Prata - prevaleceu o nervosismo, e o resultado acabou sendo péssimo para ambos: um justo empate, que deixa os torcedores apreensivos há 4 partidas para o término da fase de classificação.

O lanterna do grupo, o Bucets, única equipe que ainda não havia pontuado dentre os dois grupos da Série Ouro, recorreu a um velho conhecido da torcida para reforçar seu elenco e tentar aumentar o poder de fogo do ataque – além de fazer os primeiros pontos no certame: o craque Xixi. Já o Canhedo, que não sabe o que é vencer desde que ingressou na principal divisão do Chuteira de Ouro, estava desfalcado de Fabinho e do artilheiro Suzuki, porém, contava com o retorno do zagueiro Bolacha. O clima era de expectativa entre os jogadores antes de a bola rolar, mas também de muita angústia. Com a bola rolando, o Canhedo começou melhor, com um chute de Bolacha que foi para fora. Em seguida, o mesmo Bolacha fez ótima assistência a Leo Moraes, que, livre dentro da área, só teve o trabalho de tocar e inaugurar o marcador.

O Bucets assustou com Tom acertando o pé da trave esquerda. Em contra-ataque rápido, Xixi avançou pela esquerda e chutou forte por cima do gol, quase marcando. Novamente Xixi, repetindo a jogada anterior, chutou para fora com perigo.

O Canhedo recuou demais e pagou o preço: bola na esquerda para Ricardo Turner, que dominou e chutou para empatar. Melhor em quadra, o Bucets quase virou com Xixi, que em cobrança de falta ensaiada obrigou Papa Burguer a fazer grande defesa com os pés. O Canhedo respondeu com Okamura, chutando para fora, e com Bolacha em cobrança de falta perigosa, que pipocou na frente da zaga e foi afastada providencialmente. Birulei quase marcou, chutando colocado no ângulo esquerdo para excelente defesa de Papa Burguer.

A catimba era predominante no jogo. A cada lance disputado, os atletas entravam como se fosse a final do campeonato; e praticamente era uma decisão, pois valia a chance de sair da zona de descenso à Série Prata. O Canhedo estava atento e com Leo Moraes chegou novamente ao gol: ele recebeu passe na direita e chutou cruzado, a bola ainda desviou na trajetória e morreu no fundo das redes. Okamura, cara a cara com o goleiro, desperdiçou ótima chance para ampliar.

A marcação forte dava a tônica do jogo, com as equipes tentando encurtar espaços a fim de dificultar os avanços adversários. Em cobrança de lateral, a zaga do Canhedo apenas assistiu a aparição de Ricardo Turner, que completou para marcar seu segundo tento na partida, empatando o jogo. E assim a partida foi ao intervalo. Na segunda etapa, o Bucets veio decidido a vencer. Quase marcou com Rafael Storch e com Xixi, e na insistência alcançou seu objetivo: Tom arriscou chute, a bola desviou e foi para o canto direito, surpreendendo Papa Burguer.

Emocionante, a partida foi ganhando em dramaticidade à medida que o tempo foi passando. Leo Moraes fez grande jogada e deu um leve toque na saída do goleiro, mas a zaga, esperta, salvou em cima da linha. Cléber Mantovani, chutando à meia altura, empatou o jogo. O Bucets chegou a ficar novamente em vantagem, quando Xixi fez toda jogada pela esquerda e cruzou para Love só ter o trabalho de empurrar ao gol.

Mas em cobrança de escanteio, Bolacha se antecipou à zaga e tocou de pé direito, empatando o jogo em 4 gols. O autor do gol de igualdade seria excluído em seguida por conta da quinta falta pessoal cometida. De fora, ele veria Okamura acertar um chute que tirou tinta da trave. Àquela altura do embate, não havia mais tática de jogo, apenas a emoção e o desespero de marcar um gol que tirasse uma das equipes da situação delicada em que se encontram.

No fim, o Canhedo chegou por três vezes – Cléber Mantovani, Okamura e Naiba (este, de cabeça, acertou a trave) – mas sem sucesso, decretando, assim, um empate com sabor de derrota às equipes.

X CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B

Bacana 3 x 3 Fora de Série

EQUILÍBRIO MARCA EMPATE ENTRE FORA E BACANA


Empate teve gosto amargo a Bacana, mas, diante dos resultados, acabou sendo bom para ambos os times


Por Douglas Almasi Santos
Colaboração Renato Ferraz

Bacana e Fora de Série fizeram grande partida na quadra 5, mostrando ao público que são dois fortes candidatos a conquistarem um das seis vagas à próxima fase. No final, um merecido empate que coroou o futebol apresentado durante o espetáculo.

Ambas as equipes vinham de triunfo na rodada anterior. O Bacana derrotara o Med Taubaté, enquanto o Fora de Série sofrera para vencer o Elefantes. Promessa de jogo equilibrado e com muita disputa. Com as luzes dos refletores acesas, com pouca presença de público e muito frio, a partida começou quente.

O Bacana largou na frente no marcador: jogada rápida, após bate e rebate entre zagueiros e atacantes, a bola sobrou para Demehur encher o pé para marcar 1 a 0. Mesmo com a vantagem do Bacana, o jogo era equilibrado, e a marcação, forte dos dois lados.

O Fora não se abateu e passou a atacar com mais veemência. E chegou ao gol de empate: cobrança de lateral, a bola chegou a Orley, que dominou e fez um bonito gol, igualando em 1 gol o jogo. E com o Bacana acuado, o trabalho do Fora de Série foi facilitado. Rafael Rezende foi mais esperto, roubou a bola do adversário e fez o gol, virando o placar. O jogo ficava emocionante e foi ao intervalo com vitória parcial do time de Clebão e Cia.

Na volta para o segundo tempo, mais emoção na fria tarde-noite na zona Oeste de São Paulo. O Fora começou a etapa final melhor: Orley sofreu falta que ele mesmo cobrou, de forma rasteira, para defesa do goleiro Kiko. O jogo era de extrema importância para as duas equipes: ao Bacana, valia a manutenção da liderança; ao Fora de Série, a chance de consolidar seu time na Série Ouro.

Mas, de repente, o jogo descambou para as provocações. O jogo começava a ficar nervoso, com os jogadores batendo boca entre si, deixando de lado o que os poucos - mas presentes - torcedores mais queriam: um bom jogo de futebol. Quando resolveram deixar de lado o falatório, a qualidade das duas equipes voltou, e quem agradeceu foram todos os presentes na quadra 5.

E o Bacana veio disposto a se recuperar. Lançando-se ao ataque, o time aproveitou o cochilo da zaga e com Rômulo chegou à igualdade. A partida voltou a ficar emocionante com o gol de empate. Em lance seguinte, o goleiro Casari se machucou, mas sem gravidade.

Melhor em quadra, o Bacana se aproveitava da melhor situação. Rômulo, pegando rebote depois de a bola explodir na trave, colocou o Bacana novamente em vantagem. Porém, o camisa 7 do time, Gustavo Izique, perdeu a cabeça e acabou tomando cartão azul. Xingou, esperneou e tomou o vermelho. Ele assistiria do lado de fora a mais um empate no jogo: Cachaça fez grande jogada no minuto final e chutou cruzado para dar números finais ao bom duelo.

Empate em 3 a 3, que deixou os dois times satisfeitos, tamanha a dificuldade apresentada durante a partida. Ainda antes de deixar a quadra, Gustavo, o expulso, e Rômulo bateram boca feio uma semana depois de beberem, torcerem e vibrarem juntos na rodada anterior. Como são amigos, a discussão não deve passar de cabeça quente.

O Fora de Série terá na próxima rodada um confronto complicado contra o Med Taubaté, enquanto o Bacana terá uma tarefa, na teoria, mais tranquila: encara o lanterna do Grupo B, o Joga 13. Que situação se encontra o Bacana, hein...
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