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Notícias de 04/04/2010



FOTOS: Weinny Eirado

IX CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A

Real Paulista 5 x 2 Primatas

REAL VENCE SEGUNDA E SEGUE EM BUSCA DA ESTABILIDADE


Vitória do Real deixa tudo embolado no grupo e coloca Primatas fora da zona de classificação


Por Renan La Marck



Assim que rolou a bola o primeiro a levar muito perigo ao gol adversário foi o Real Paulista. A equipe composta por alguns ex-jogadores do Kadência chegou ao ataque com Pedrinho pela ponta esquerda, que dominou, girou na marcação e chutou rente a trave do goleiro Vitinho.

Pouco depois, mostrando sua superioridade dentro de quadra, o Real finalmente abriu o placar. Panela dividiu com Nando na entrada da área e a gorduchinha sobrou limpa para Xexé. O camisa 10 soltou um balaço e a rede estava estufada. Real Paulista 1 x 0. Contudo, se as coisas já não estavam boas para o Primatas, o segundo gol veio para deixar ainda pior. Após lançamento do campo de defesa, Xexé atingiu a bola antes do goleiro e deu um toque por cobertura. Um lindo gol, mas a verdade é que Vitinho havia saído para cortar a jogada no tempo errado - tanto que o próprio goleiro pediu desculpas aos companheiros pela falha.

Pelo lado dos primeiros campeões do Chuteira de Prata, que até então pouco ameaçavam as redes defendidas pelo goleirão Ricardo, Nando cobrou escanteio com veneno, a bola cruzou a área e tocou na trave oposta. O arqueiro se embananou todo no lance e na hora em que Gus, em baixo das traves, faria o gol, Ricardo dividiu como pode e colocou a pelota para escanteio. Na nova cobrança a bola encontrou Guerrero no segundo pau, que deu uma cabeçada para o chão - como deve ser -, mas o goleiro segurou firme.

De fato, do meio para o final da primeira etapa o Primatas já estava jogando de igual para igual. Em cobrança de falta Gui Fenômeno calibrou o pé e chutou entre a barreira para anotar o primeiro gol de sua equipe. O marcador apontava 2 x 1 para o Real.

Todavia o bom momento do time branco e cinza passou e, assim, o RP terminou a primeira metade atacando e buscando mais gols. Aliás, dois gols em seqüência, primeiro Newtão cruzou na medida para Leo Franco pegar de prima e anotar o terceiro. Logo depois, o Real trocou passes no ataque até Leo ajeitar para Newtão no bico da área. O camisa 15, agradecendo a retribuição da assistência, não perdoou e fez 4 x 1 na primeira etapa.

Nos 25 minutos restantes quem atacou primeiro e meteu a bola no gol adversário foi o Real Paulista de novo. Pela esquerda do ataque, Panela anotou o quinto gol. Minutos depois o mesmo Panela colocou um bolão para Xexé. Ele entrou na área dando chapéu no marcador, mas a bola bateu no adversário e a jogada não teve seqüência, enquanto o Real reclamava com o árbitro um possível pênalti.

Quem não desistia da luta era Gus, mesmo com seu time não estando numa noite feliz. Primeiro o dono da camisa 7 do Primatas arriscou de fora da área, a defesa rebateu. No rebote, outra vez o arqueiro Ricardo fez boa defesa. Logo em seguida, Gus ganhou dividida na entrada da área e a redonda sobrou nos pés de Litho, mas na hora de descontar o Kaká dos Primatas isolou a pelota por cima do gol.

Um pouco antes do juiz encerrar o confronto, Gus anotou o segundo dos Primatas, no entanto, praticamente, não havia tempo para mais nada e o time dos macacos de Gui saíam derrotados e reclamando muito do jogo violento do adversário. Fato é que o Primatas vai ficando para trás na tabela – com apenas 4 pontos em 4 jogos, é o 7º colocado.

IX CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B

SNG 4 x 3 Kadência

SNG BATE KADÊNCIA NO LANCE FINAL


Jogada de Tejeda com gol de Ronei dá vitória e mantém SNG 100% BA competição

Por Guilherme Meireles



Durante a maior parte do primeiro tempo, o SNG deu amostras de que passaria por cima do Kadência sem dó. Toda vez que a "laranja mecânica do Chuteira" atacava era para criar chances claras que levavam muito perigo. Tanto que, logo no início, Fabinho rolou uma cobrança de falta no meio para Biro, que pegou de primeira e marcou um golaço.

Se Fabinho foi o autor do passe no primeiro gol, no segundo ele foi o próprio autor do gol: recebeu na ponta esquerda e deu um leve toquinho por cima do goleiro. Estava fácil e, mesmo sob total domínio do SNG, o Kadência teve alguns bons momentos no primeiro tempo, como o lançamento longo na área que Lucas escorou de cabeça para grande defesa do goleiro Sampa. No rebote, o próprio Lucas tentou mais uma vez cara a cara com o arqueiro, que pegou de novo. Em outra oportunidade, Leandrinho foi colocado na corrida pelo meio e conseguiu ir até a área para tocar e fazer o seu, diminuindo o placar desfavorável ainda antes de acabar o primeiro tempo.

Logo quando começou o segundo tempo, Biro recebeu na direita e mandou um chute colocado à meia altura que foi parar no ângulo. O segundo golaço dele no jogo! A coisa parecia ter ficado feia para o Kadência. Ainda mais quando Lucas deixou o pé em Ronei e levou cartão azul merecidamente. Por outro lado, Sampa, bem ao seu estilo Fábio Costa de ser (em termos de futebol dessa vez), fez falta dura na entrada da área e levou amarelo, mas os kadencianos não souberam aproveitar o desfalque do adversário: na cobrança, Júlio Sérgio praticamente "recuou" a bola para William, que entrou para cobrir o amarelado goleiro. Na sequência foi a vez de Biro levar um amarelinho básico.

Aí não teria cabimento o Kadência não reagir! Gian chutou de primeira e a bola foi prensada na zaga, mas, no rebote, Paulinho, apagado até então, chegou marcando. Já de volta, o goleiro titular do SNG mostrou sua importância ao pegar uma bola de Júlio Sérgio na cara do gol! Muitos disseram que ele só fechou os olhos e se jogou para defender. Isto serviu para disparar a adrenalina dentro de campo, e o SNG viu um jogo que estava nas mãos virar uma corrida contra o tempo. A impressão que dava é que alguém decidiria a partida a qualquer momento.

E os erros se tornaram comuns devido ao nervosismo. Principalmente por parte de Alex Abreu, que foi obrigado a ouvir gritos da torcida do tipo: "Aí, 13! Te dou uma caixa de cerveja e mais um pernil pra você jogar no SNG!" De fato, o rechonchudo kadenciano não estava nos melhores dias, pois errava muitos passes e não era efetivo na marcação. Mas foi então que a torcida pensou duas vezes antes de xingá-lo: Abreu dominou meio desajeitado de costas para o goleiro junto ao poste direito e, como estava sem ângulo, deu uma linda invertida para Fernando Caetano, que chegou batendo na boca do gol, mas Sampa fez outra defesa decisiva ao travar a bola em cima da linha. Muitos jogadores do Kadência disseram que a bola entrou mas o juizão mandou seguir.

O SNG pôde respirar aliviado mas por pouquíssimo tempo, já que logo depois Leonardo Valente recebeu livre na área e empatou. Para muitos, este era o placar justo (assim como os são-paulinos pensaram no dia seguinte). Afinal, o SNG usou toda sua tática para envolver o adversário, enquanto o Kadência se mostrou raçudo até o final. Mas "justo" e "futebol" são palavras que não combinam de jeito nenhum. E já na última volta do relógio, a quadra 5 assistiu a uma pintura digna de um "bola cheia" do Fantástico. Tudo começou com uma disputa de bola junto ao alambrado na lateral direita. Tejeda brigou, ganhou e aplicou um chapéu desconcertante no adversário. Encontrou Ronei pelo meio, tocou para ele que, com muita categoria, viu o goleiro saindo e mandou por cobertura. Ainda houve expectativa em saber se a bola entraria ou não de tão sutil que havia sido o toque, mas para a sorte do bom futebol ela entrou e logo depois o árbitro apitou o final do jogo.

Lói, que assistia atentamente ao jogo, ficou perplexo com o olhar fixo no horizonte e um sorriso cativante repetindo para si mesmo: "Que golaço... que golaço... que golaço...". Ninguém teve coragem de incomodá-lo. O atleta do Acidus nem deve ter visto a intensa reclamação dos jogadores do Kadência ao final do jogo, que acusaram a arbitragem de não validar o possível gol de Fernando que o árbitro disse que não entrou. A zica continua solta no Kadência, enquanto que no SNG a vida é só alegria.

IX CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A

Med Taubaté 4 x 6 Roleta Russa

ROLETA VIRA PRA CIMA DO MED


Mesmo sem Baru no banco, RR derruba médicos e embolam Grupo A


Por Renan La Marck



Como tem de ser um grande jogo de futebol, Med Taubaté x Roleta Russa teve início de forma avassaladora. Logo de cara Xavier, “el pelado”, apareceu no ataque do Med para surpreender a defesa adversária e marcar um gol relâmpago. Contudo, mostrando que lutaria do começo ao fim pelos três pontos, o time de Baru - que naquela tarde não presenteava os presentes com presença reluzente - contou com a genialidade do goleiro Guaraná para empatar. Em sua especialidade, o José Luis Félix Chilavert do Chuteira (para a alegria de Guaraná, deixemos o rótulo de Rogério Ceni do Chuteira para Diego) soltou uma bomba quase do meio da quadra e mandou a bola no ângulo. Golaço de falta para deixar tudo igual.

Melhor na primeira etapa era o time formado pelos formados de medicina de Taubaté. Xavier rolou para o mestre Aníbal, que de fora da área mandou um tir rente a trave. Quase o segundo. Pouco depois, valendo-se de seu bom toque de bola, o Med anotou o segundo. Gustavo Carvalho enfiou a bola para Aníbal aparecer na corrida e tocar a redondinha entre as pernas de Guaraná. 2 x 1.

Minutos depois, o Med Taubaté continuava melhor e no melhor estilo Santos de 2010, tentava marcar gols bonitos. Xavier fez um carnaval na defesa do Roleta Russa e deixou a bola com Rogerinho. O craque do time no último Chuteira de Prata dominou e chutou com muito perigo, mas para fora. Como diz o ditado: “quem não faz, leva”. Não deu outra: no contra-ataque, mostrando todo seu poder de reação, o Roleta, com Nação, empatou novamente o confronto.

Mas as bonitas jogadas do Med não paravam. Rogerinho veio pedalando com a bola marcado por dois adversários. Parou a redonda, esperou e meteu um bolão para Aníbal fintar o arqueiro com a matada no peito e fazer mais um golaço na tarde de sábado do Chuteira. E fim de primeiro tempo.

Para o segundo tempo, o Roleta, apenas sem Brunão em campo e Baru no banco, voltou mais forte e na primeira grande chance que a equipe teve, Nação acertou um chute de primeira, após escanteio, e mais uma vez deixou tudo igual no marcador. Pelos doutores de Taubaté, Rogerinho recebeu passe de Xavier na esquerda, chegou antes do marcador e desviou para o gol. Contudo, Guaraná fez grande defesa.

Pegando outra vez o sistema defensivo do Roleta desatento, após lateral cobrado, Pedrinho Henrique foi oportunista para colocar sua equipe na dianteira mais uma vez. Do outro lado, o Roleta Russa mostrou uma mudança significativa de postura se comparado com outros jogos desse mesmo Chuteira de Ouro - e partiu com vontade para cima do rival até então melhor tecnicamente. Preto, o zagueiro, apareceu no ataque para, após rebatida da defesa do Med, tentar uma puxeta por cima do gol. Mesmo com a bola indo para fora o lance mostrou que a roletada não se contentava em perder de pouco.

Talvez na última grande chance que teve na partida, o Med poderia ter matado o confronto. O habilidoso Aníbal, que tem o porte, a bola e a cara de algum grande jogador da Hungria de 1954, realizou belo lance pela direita e cruzou com açúcar para Rogerinho. O camisa 7 chutou, a bola passou por Guaraná, mas não por um pé salvador da defesa do Roleta.

Provavelmente com 5 x 3 no placar o Med tivesse batido o Roleta Russa, mas o gol de Rogerinho não saiu e o Roleta buscou a virada. Primeiro Salada deixou tudo igual ao desviar bola dentro da área. Logo depois, Coelho acertou um belo chute da intermediária e virou o placar. O Med Taubaté parou, sentiu a virada e ainda assistiu a mais um gol do Roleta. O arqueiro Guaraná lançou Alemão, que na matada tirou o goleiro e tocou para o fundo do gol. Placar final: Roleta 6 x 4 Med. Grande jogo, grande virada.

IX CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B

MachuPichu 2 x 4 Joga 13

13 GANHA OUTRA E SE CONSOLIDA NA VICE-LIDERANÇA


Jogo foi marcado pela volta do artilheiro Lele, que deixou 2 gols e ajudou sua equipe a vencer peruanos


Por Guilherme Meireles



“Vou jogar pouco tempo, mas vou jogar”. Dessa maneira, bem devagar, Lele previu que retomaria sua carreira no Chuteira. Mal sabia ele (ou sabia e não quis dizer) que jogando pouco tempo ou não, sua presença seria indispensável na vitória do Joga 13 sobre o MachuPichu, em que fez 2 dos 4 gols de seu time.

Logo que a bola começou a rolar, o goleiro peruano Pipo teve uma saída desastrada de seu gol e cometeu pênalti. Após o juiz amarelar o autor da infração, Tebas vestiu a camisa de arqueiro e foi para debaixo da trave. Lele foi o responsável pela cobrança que reinaugurou sua história de gols. 1x 0 para o Joga 13.

Já com o goleiro de volta, o MachuPichu levou o segundo, desta vez de Felipe, o oportunista artilheiro do falecido Melville. Pouco depois Alemão pegou um lindo voleio na cara do gol e aumentou a vantagem para 3 x 0. Somando uma vitória, um empate e uma derrota até agora, o MachuPichu vinha colecionando partidas memoráveis nesta edição do Chuteira. Era uma grande atração assistir aos jogos da equipe devido à emoção que havia virado uma espécie de "estilo de jogo". Quem não se lembra da atuação fora do comum que o goleiro Pipo teve contra o Fiorella? Ou semana passada, o “caso de amor” de Tiago com a trave na partida contra o Estudiantes? Mas não era o caso dessa vez. Só no primeiro tempo o Joga 13 fez 3 x 0 e a possibilidade de uma goleada ficou clara. Isto rendeu muita discussão entre os peruanos no intervalo que se cobravam por uma postura melhor.

Aliás, por falar em "cobrar", este verbo se mostrou como o preferido entre os jogadores do MachuPichu com relação ao árbitro, já que a cobrança dos rubro-negros em relação à arbitragem foi uma das marcas do segundo tempo. Para se ter ideia, o juiz foi obrigado a responder coisas do tipo: "O jogador pisa na bola e vocês reclamam", ou então logo após um de seus atletas acusar a demora de um arremesso lateral do Joga 13 dizendo "Olha o tempo, professor". A resposta foi hilária: "O tempo? Vai chover".

Mas além de reclamar o MachuPichu também tentou jogar futebol na etapa final, já que o Joga 13 deu uma desacelerada. Renato Seckler recebeu na área, girou contra a marcação e mandou muito perto da trave direita, mas logo depois ele conseguiu balançar a rede para sua equipe. Em resposta, Felipe fez um cruzamento que colocou Lele na cara do goleiro, mas ele mandou por cima.

Mesmo deixando o Machupichu jogar, o time do capitão Rodrigo se mantinha seguro até o momento que Ricci aproveitou um bate rebate dentro da área e fez o segundo. O rubro-negro estava perdendo de 3 x 0 e conseguiu diminuir a vantagem para 3 x 2. Seria uma reação surpreendente? Lele respondeu: não! O camisa 9 fez o quarto em jogada pela direita e quase marcou o quinto em chute forte da intermediária que o goleiro caiu para espalmar. Nada mal para quem ficou mais de 8 meses machucado, né?

Com o resultado, o MachuPichu acende o sinal amarelo já que é o último na zona de classificação de seu grupo. Enquanto isso o Joga 13 comemora a vice-liderança e as boas vitórias ainda com 4 jogadores suspensos. Mas, mais do que isso, o Joga 13 comemora a volta seu artilheiro mor, Lele, e o fim da suspensão para Caieiras, Calado e Choco, que voltam na próxima rodada.

IX CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A

Bengalas 9 x 1 Elefantes Indomáveis

BENGALAS ACABA COM A TROMBA DOS ELEFANTES


Acredite se quiser: Bengalas goleia por 9 a 1 e Ritolê passa em branco


Por Guilherme Meireles



O começo de jogo foi simplesmente emocionante, já que em poucos minutos as duas equipes alternaram a dianteira do placar: Cauê fez 1 x 0 para o Elefantes, mas logo depois Luisinho tratou de espantar a zebra – ele bateu falta pela meia direita e acertou o ângulo de Chacha. Seguidamente no embalo, Fernando Forte virou. De certa maneira, este foi o jogo do elefantes, pois depois disso o time sumiu de campo e o Bengalas só teve o trabalho de passar o trator por cima.

É certo que o jogo esteve equilibrado em alguns momentos, mas o Bengalas só chamava o adversário para cima enquanto Ritolê era a grande referência nos contra-ataques. Os laranjas até criaram boas chances, como o chute de João pelo meio que Baki se esforçou todo para espalmar no canto esquerdo. Mas era dia do atual bicampeão: Fernando Forte cobrou escanteio na medida para Luisinho, que bateu de primeira para fazer o terceiro.

Houve um lance que foi motivo de muitas discussões quando Zequinha perdeu uma bola na defesa e tentou recuperar com um pontapé em Douglas. O "bengalense" levou um amarelo que ficou muito, mas muito barato, diante da agressão. E a questão que fica é a seguinte: se Zequinha tivesse sido expulso, como merecia, o Elefantes cresceria no jogo?

O “se” acaba aqui porque, no jogo, o EI insistia em errar lances capitais, como o do quarto gol: a zaga do Elefantes deu total liberdade para que Vini Costa tivesse uma avenida para correr. Nesta arrancada ele mandou de fora da área e fez seu primeiro gol na competição.

No intervalo, muita discussão entre os jogadores do Elefantes, que se cobravam pelo mau rendimento no primeiro tempo. A equipe sacou Chacha, o pessimista de plantão da equipe (“Vamos voltar para a Prata”) e colocou o goleiro Espiga. Pelo jeito a alteração não surtiu efeito... Após triangulação do Bengalas, Salvador estava bem colocado junto ao poste esquerdo para fazer o quinto. Por muito pouco ele mesmo não fez o sexto do mesmo lugar. Entre tentativas de jogadas bonitas do Bengalas e muitos passes errados do Elefantes, Cássio e Pato marcaram mais dois. Ritolê tirou do goleiro com categoria e rolou para Luisinho marcar seu terceiro gol no jogo e poder pedir a música.

Fechando a conta, o Bengalas mostrou seu típico entrosamento: Ritolê no meio tocou para Luisinho na esquerda, que mandou na área para Pato fazer o nono. O curioso é que mesmo com o Bengalas goleando, Ritolê não balançou as redes nenhuma vez, o que é raríssimo de se ver. Quem sabe não volte a onda de gols diante do Me Taubaté, na próxima rodada. Enquanto isso, o Elefantes repensa a vida no Chuteira de Ouro, pois está a apenas um ponto da zona de rebaixamento. Contra o Bucets os elefantes vão mostrar quais as reais pretensões do time no torneio – se ainda lutar para classificar ou lutar para não cair.

IX CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B

Estudiantes de la Vila 2 x 2 Fiorella Brasil

EMPATE PODE COMPLICAR ESTUDIANTES E FIORELLA


Igualdade não agrada nenhuma das equipes, que, em posição intermediária da tabela, seguem sem convencer


Por Renan La Marck



Em um primeiro tempo muito movimentado, Estudiantes de la Vila e Fiorella Brasil trocaram alternâncias de vantagem, correram atrás dos empates e definiram o confronto nos primeiros 25 minutos.

Assim que o árbitro apitou o início, o primeiro a levar perigo foi o Estudiantes. O velho carrossel tocou a bola até ela chegar a Piero, que saiu da marcação pela direita e bateu forte, cruzado, para Fonseca voar e espalmar bem.

Ainda nos primeiros minutos o Estudiantes ameaçou outra vez. Roth tabelou com Well, recebeu dentro da área e bateu firme, visando o ângulo. No entanto, a pelota tocou no travessão, rente a linha do gol e saiu... Quase golaço, prova de que o Estudiantes estava melhor no embate.

Pelo Fiorella Cleberson deu uma boa arrancada com a bola, saiu da esquerda e foi até a direita, rolou para Vav-Van chutar forte, mas acabou travado pelo marcador. Na seqüência, para infelicidade do Fiorella, que se mostrava cada vez mais disposto na partida, o Estudiantes armou contragolpe e Well balançou as redes.

Todavia, a vantagem do time de La Vila não durou absolutamente nada, pois logo depois, em lance de escanteio, Van-Van subiu sozinho dentro da área e cabeceou a bola, que poderia ser facilmente defendida, mas foi aceita pelo goleiro Noventa. Alguns na arquibancada disseram que foi um frango, mas de fato era o empate dos fiorellanos.

Parece que o empate empolgou ainda mais o time do Fiorella, que passou a mandar no jogo. Primeiro Tiago Silva tentou de fora da área, mas a bola, que tinha endereço certo, explodiu em um companheiro de equipe dentro da área. Mas em seguida Van-Van recebeu passe em velocidade e, de bico, estufou a rede, virando o confronto.

Pouco antes do apito do juiz, que determinaria o intervalo de jogo, Caio, sempre ele, marcou um golaço de fora da área e recolocou o Estudiantes de La Vila no embate. Com 2 x 2 no placar do Chuteira, o segundo tempo se mostrava emocionante.

Se o primeiro tempo havia sido lá e cá, com chances para os dois lados, a etapa complementar foi muito mais do Estudiantes. Em contra-ataque pela direita, Rafa Vasques chutou forte. O arqueiro Fonseca fez boa defesa, espalmando como pôde, e no rebote ainda foi salvo pela trave. Pouco depois foi a vez de Vitinho arriscar da entrada da área e levar perigo, a pelota passou rente a trave do Fiorella.

De fato o time de La Vila mandava no segundo tempo e Caio, cada vez mais, chamava o jogo para si. O camisa 5 do Estudiantes fez linda jogada, parou na frente de dois adversários, saiu parcialmente da marcação e arriscou o chute. A bola prensada sobrou nos pés de Rafinha. Sozinho dentro da área, o jogador chutou fraco e viu o arqueiro realizar grande defesa.

Outro que se apresentava bem para o jogo era Rafinha. Porém, por mais que tentasse, aquela tarde não era dele. Logo após o lance do gol perdido dentro da área, ele dividiu no corpo com o marcador, levou a melhor, mas na hora do chute foi travado. Escanteio que, na cobrança, o próprio subiu mais que todo mundo e testou firme,mas a bola que entraria confirmando o terceiro gol foi salva por um zagueiro do Fiorella em cima da linha.

Do outro lado, os fiorellanos, que pouco atacavam no segundo tempo, cruzaram bola na área em cobrança de lateral. A redonda não tocou em ninguém e entrou no gol. Enquanto alguns jogadores do Fiorella já comemoravam, e outros do Estudiantes já reclamavam, o árbitro aproveitou a deixa para não validar o gol.

Em uma última tentativa de deixar a quadra com os três pontos, Caio e Piero tinham em uma bola parada a chance de marcar o terceiro. Os dois se prepararam para a batida - tudo dava a entender que seria uma cobrança ensaiada -, mas na hora do chute os dois simplesmente saíram da bola... Inacreditável mas, mesmo sem querer, quase funcionou, pois enquanto algumas pessoas riam do lance, e os fiorellanos não entendiam nada, Caio voltou para a bola e encheu o pé. Um tiro venenoso que saiu da barreira e explodiu na junção da trave com o travessão. Contudo, era mesmo uma tarde para 2 x 2. E assim ficou até o apito final.

IX CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A

Treinadores do Braz 4 x 3 The Veras

TREINADORES SEGUE 100% AO DERROTAR VERAS


Treinadores e The Veras fazem jogo disputado, mas sem muitos atrativos


Por Guilherme Meireles



Eletrizante. Com esta palavra pode-se definir o primeiro tempo entre The Veras e Treinadores do Braz. A principal razão disso foram os quatro gols quase que seguido que marcaram a etapa inicial: Bruno Valdivia chutou de longe e o goleiro Benga só observou a bola entrar, sem se mexer. Na sequência, o mesmo Bruno apareceu bem para desviar cruzamento de Peruca direto para o fundo do gol.

Pelo lado do The Veras, João Cláudio pegou um rebote na boca do gol e, de calcanhar, marcou um golaço, seguido por mais um gol do TdB marcado por Binho. 3 x 1. Os 25 minutos iniciais foram muito heterogêneos, ou seja, dava para notar o ritmo de jogo das duas equipes sem grandes dificuldades: enquanto o TdB valorizava a posse de bola, o Veras não quis ir com muita sede ao pote. Ficava na dele, esperando o momento certo de dar o bote. Afinal, ainda tinha todo o segundo tempo pela frente.

E quando a bola rolou na etapa derradeira, o Veras mudou sua postura e foi com tudo para o ataque: Nico gingou na entrada da área pra lá e pra cá mas mandou por cima. Pouco antes, a equipe havia levado um susto quando Binho recebeu de frente para o gol, mas Benga salvou com o pé.

O Veras ainda conseguiu descontar com o grandalhão João Cláudio novamente: ele, pivô, girou contra a marcação e mandou para a rede. Pouco tempo depois, ele mesmo acabou perdendo uma grande chance de empatar após finalização junto ao poste direito.

O estilo de jogo que o The Veras imprimia era pautado na calma e na paciência de uma equipe que aos poucos ia buscando o momento certo de atacar. Jogadores como Renato Carrer mantinham a bola na defesa buscando uma referência no ataque. Gritos do tipo "afunda um" eram frequentemente ouvidos pelos atletas do The Veras. Porém, a postura defensiva do TdB continuava quase impenetrável. Foi quando João Cláudio lançou Kinho. Na cara do gol, ele dividiu com o goleiro Jõao e a bola saiu prensada rente à trave.

Em resposta, Bruno Valdivia trouxe a redonda para o meio, disparou e fechou a conta em 4 x 2 para o Treinadores. Petreche ainda descontou, mas o Veras não tinha mais forças para a reação, ainda mais que Gabriel Borges saiu machucado no início de jogo e o time perdeu um de seus pulmões mais voluntariosos.

Mesmo com a vitória, houve uma forte discussão entre Binho e Bruno Valdivia. Um acusou o outro de mentiroso, de mulherzinha, e de muitas outras coisas. Se não fosse a providencial intervenção de Peruca, a coisa podia ir mais longe. "Gente, nós ganhamos e vocês estão brigando? São quatro vitórias!”, berrava o camisa 10. Briga de egos no líder e invicto Treinadores?

Na próxima rodada o Treinadores pega o freguês Roleta Russa. Já o The Veras, na quarta posição, pega o decadente Primatas, apenas sétimo colocado.

IX CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B

Acidus 3 x 2 Arouca

EM JOGO QUASE PERFEITO, ACIDUS VENCE AROUCA E SE RECUPERA


Um dos grandes jogos da rodada mostrou duas equipes marcadas pela toque de bola e ofensividade colocarem emoção do início ao fim


Por Guilherme Meireles



- Lói, quem vocês vão pegar hoje?
- Só o Arouca.

Com essa resposta o zagueiro acidiano mostrava respeito e apreensão para o confronto dos “As” do Chuteira de Ouro. Afinal, quem gostaria de estar na pele de zagueiro contra um time de toque de bola avassalador como o do Arouca? O fato é que foi justamente a zaga do Acidus que se destacou na partida, com Lói e Louiz em tarde de grande inspiração nos desarmes e travadas de bola.

Se a defesa do Acidus brilhou (assim como seu ataque, com Marcelo e Robinho principalmente), foi o Arouca que chegou primeiro ao gol de Diego. Bicicleta de Vitão passou muito perto do gol. Mas foi só o susto, pois Marcelo recebeu na direita, girou em cima do zagueiro e tocou por baixo de Maurício para colocar o Acidus em vantagem.

Isto fez com que o Acidus crescesse no jogo: Dan se mandou para a área, tirou do goleiro, mas inacreditavelmente chutou para fora. Depois foi a vez de Louiz sair jogando pela esquerda com estilo e tocar para Ricco próximo à lateral. O camisa 20 matou e mandou um chute potente à meia altura que foi morrer no ângulo esquerdo de M-1. Um golaço que deixava o Acidus com boa vantagem no placar.

O gol baqueou o Arouca e se não fosse o goleiro Maurício pegar uma cobrança de falta em que a barreira abriu completamente, o jogo teria virado goleada ainda no primeiro tempo. Os xingamentos de Maurício para a barreira foram justificáveis.

Eis que o Arouca acordou e começou a tocar melhor a bola, enquanto Robinho, em tarde saudosista de um tempo em que ele era o rei do futebol e do drible, atormentava os zagueirões de azul e amarelo. Robinho driblou, correu, marcou, deu passe e cansou a defesa do Arouca, que tinha em Vitão seu ponto forte para impedir que o Acidus ampliasse. Pelo Acidus, seus dois zagueiros pareciam dois cães de guarda, pois não passava quase nada por eles. Quando passou, eis que Diego operou um daqueles seus milagres e defendeu bola à queima roupa de Marquinhos. Com tanta dificuldade de furar a zaga acidiana, o Arouca foi obrigado a chutar de longe, sem sucesso. Um desses chutes mais perigosos foi de Quim, mas o goleiro do Acidus deu uma linda ponte para agarrar firme (lance raro no futebol).

No início do segundo tempo o Arouca chegou ao empate, em rara falha na zaga em cobrança de escanteio. Evitando gols atrás, Vitão se aventurou ao ataque e apareceu livre no meio da área para fuzilar e diminuir para 2 x 1 o prejuízo. O Acidus voltara meio sonolento para a etapa final e perigosamente o Arouca ia tomando gosto pelo jogo. Os ácidos até que conseguiam chegar ao gol de Maurício, mas gols incríveis perdidos iam dando moral ao adversário. Robinho e Philip chutaram para fora tirando tinta da trave.

E foi justamente quando o Arouca parecia que podia empatar que Robinho apareceu para aliviar a barra de seu time. Cobrança de lateral para ele dentro da área e, meio bicicleta meio puxeta, ele tocou despretensiosamente no canto de Mauricío para fazer o terceiro gol acidiano e botar muita lenha na fogueira. O que já estava quente ferveu de vez. Um jogo que era corrido dobrou de velocidade e tensão.

O Arouca foi para cima e fez Diego trabalhar novamente, defendendo chute cruzado praticamente cara a cara. Louiz se mostrava um monstro no desarme e ainda arrumava tempo de driblar no meio, se aventurar no ataque e mandar um tiro no ângulo que Maurício providencialmente desviou para escanteio. O tempo foi passando e o Acidus se defendia com vigor e abusava de lançamentos de Diego para os atacantes para tentar matar o jogo. Porém, se inspirado nas defesas, Diego pouco acertou na parte ofensiva e a bola ficava sempre como Arouca.

De tanto tentar e ser rechaçado o Arouca finalmente conseguiu descontar, e com Marquinhos após lance confuso na área que sobrou para ele na entrada a área. Um chute forte e reto matou Diego. Como eram os minutos finais, houve um enorme empurra empurra entre os dois times para pegar a bola no fundo do gol. Naquela famosa história da equipe que está ganhando demorar para mandar a bola pro meio campo, enquanto o perdedor quer mais pressa do que qualquer coisa. Típico de um 3 x 2 que ia chegando ao seu final.

O penúltimo lance de perigo fez com que o Acidus levasse um tremendo susto: Veloz atirou da meia esquerda e a bola passou na cara do gol sem que alguém chegasse para completar. No lance final, Everton chegou livre pela direita e quando armou o chute já dentro da área para fuzilar o empate, um pé salvador de Louiz apareceu para travar lindamente e colocar para escanteio para enorme vibração do zagueiro e de todo o banco do Acidus.

Com a vitória e belíssimo futebol apresentando pelo time, o Acidus chega a 7 pontos e ocupa a 3ª posição do Grupo B e se recupera da goleada da semana anterior diante do Perus, além de ganhar moral para encarar o líder então 100% SNG. Já o Arouca tenta sua terceira vitória pegando o "quase desesperado" MachuPichu.

IX CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO A

Xoro Paro 4 x 9 Bucets

BUCETS DERROTA LANTERNA XP E, PELO SALDO, É TERCEIRO DO GRUPO


Xixi volta a jogar bem e Bucets vence o incompleto Xoro Paro


Por Guilherme Meireles



- "Alô?”
- "Alô, pai? Aqui é o Kuma!”
- "Oi, filho, o que houve?”
- "O pessoal do time não veio, você pode vir aqui completar o elenco?”
- "Mas agora? Tá chovendo e já tá ficando tarde.”
- "Por favor!!! O Xoro Paro só tem 5 jogadores! Vamos tomar uma lavada”
- "Você precisa avisar pro pessoal do seu time levar isso a sério! Mesmo assim, eu vou aí dar uma força.”
- "Ok! Muito obrigado!”

Este foi o papo entre Kuma e seu pai, seu Francisco, minutos antes de começar o jogo contra o Bucets. Todo o desespero do atleta do XP se deu porque a equipe entrou em campo com quatro jogadores de linha mais o goleiro. E, para piorar, a partida marcou a volta do bom futebol de Xixi, que ficou devendo muito na semana passada contra o Treinadores do Braz. Além do mais, o Bucets tinha três reservas, mas nenhum goleiro.Coube a Mutssa a tarefa de defender a meta do Bucets.

Jogo começado e logo o Bucets abria uma vantagem considerável. Iniciando a contagem, Rafa Storch marcou. Logo depois, Xixi chutou em cima do zagueiro, mas no rebote ele não desperdiçou. O XP já estava desfalcado e, para piorar, Vampeta acabou passando para o lado adversário: ele "cochilou" ao sair jogando na defesa e deu a bola de graça para Rodrigo Storch marcar o terceiro. O quarto veio em assistência de Xixi para Birulei, que mandou para as redes.

Mesmo perdendo de 4 x 0, o Xoro Paro não se entregou. A equipe vinha se desdobrando para criar chances de diminuir o placar, principalmente pelos pés de Kuminha. Mas quem fez o primeiro dos "xorões" foi Negão, em chute de fora da área. Surpreendentemente, o XP chegou com perigo três vezes seguidas logo depois de fazer seu primeiro gol. Mas a noite foi mesmo de Xixi: em chute da meia direita, ele mandou no ângulo. 5 x 1.

Foi quando seu Francisco chegou para ajudar os amigos do filho, servindo de cão de guarda na defesa. Ao mesmo tempo também chegou Diogo, que atuou como um meia avançado. Finalmente ficaram seis contra seis em campo. E, coincidência ou não, o XP marcou o segundo após rebote aproveitado por Diogo.

Começou o segundo tempo e Rafa Storch foi lançado dentro da área e marcou outro. Birulei foi amarelado e conseguiu algo inimaginável no começo do jogo: deixar o Xoro Paro com um a mais! Mas os "xorões" não souberam aproveitar a vantagem e não criaram nada de efetivo. Pelo contrário: mesmo com um a menos, foi o Bucets quem quase marcou, após lindos dribles de Xixi na esquerda que não conseguiram ser concluídos. Já com igualdade no número de jogadores, os dois camisas 10 quase marcaram: Xixi chutou forte da intermediária e o goleiro espalmou no meio do gol. Já Kuminha fez jogada pela esquerda e acertou a trave.

No lance seguinte, o próprio Kuminha recebeu na esquerda e deu um toquinho na saída do goleiro Mutssa que foi parar no fundo das redes. Respondendo quase automaticamente, Nery arrumou de calcanhar na entrada da área para Xixi marcar mais um. Outra vez Kuminha devolveu pelo XP, fechando o placar.

Com um segundo tempo mil vezes mais interessante que o primeiro, as duas equipes fizeram um bom jogo, contrariando as expectativas que imaginavam um baile do Bucets. De fato foi uma goleada considerável, mas, levando em conta o período que o XP jogou com um a menos, e o esforço que os "xorões" tiveram para correr atrás da bola, é previsível que se completos desde o início o destino do jogo poderia bem ser outro...

IX CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA: GRUPO B

Clube Atlético Perus 3 x 5 Bacana

BACANA SOFRE, MAS CONSEGUE A VITÓRIA EM JOGO CHEIO DE VIRADAS


Luisinho faz a diferença no segundo tempo e time azul (ex-vinho) enfim vence


Por Vinicius Bento



Os jogos do Bacana são muito equilibrados e dessa vez não foi diferente. Os dois times tinham jogadores que poderiam fazer a diferença a qualquer minuto, como Pena e Luisinho, porém quem fez a diferença mesmo, tanto na marcação quanto no futebol ofensivo, foi o novato Renato Leme.

A partida infelizmente aconteceu após forte chuva, o que ocasionou falta de espectadores. Pouca gente viu uma das partidas mais disputadas da tarde, e até mesmo a mesa tinha dificuldades de analisar e anotar o que estava acontecendo na partida.

Os dois times mostraram muita vontade e determinação durante toda a partida. Exatamente por isso o jogo teve tantas reviravoltas. Nenhuma das duas equipes conseguia abrir mais que um gol de vantagem em relação à outra. Alex dos Santos fez belo gol em dividida com o goleiro Kiko. Alguns minutos depois, Napolitano já tinha empatado a partida para o Bacana. Era mais uma indicação de que teríamos mais um jogo acirrado.

Em lance de chamar a atenção, o goleiro Rodrigo Lazaro fez ótima defesa e caiu no chão sentindo fortes dores no pé. Após alguns minutos e uma ajuda de seus companheiros ele já estava de volta na partida. Pena desequilibrava para o seu time. Dava passes com qualidade e ainda conseguia chutes perigosos de longa distância. Depois de um bom ataque do Perus, a bola sobrou para ele que, do meio da área, acertou um foguetaço. O goleirão adversário ficou batido e Perus estava na frente de novo.

Do outro lado Luisinho fazia o que podia. Até a metade do segundo tempo ele não estava em uma tarde muito inspirada. Fazia o básico. Quem se destacava de verdade era Renato Leme. Muito bom na marcação, ele neutralizava um setor de ataque do Perus e ainda tinha boa saída de bola. Impressionava ver seu futebol, que apesar de pouco técnico se mostrava muito seguro.

O Bacana era mais time. Yanes, Demehur e Renato Leme poderiam fazer a diferença. Quando Luisinho entrou no jogo de verdade, ficou tudo mais fácil. Em rebote dado por Rodrigo Lazaro, Demehur não perdoou e fez o dele.

Luisinho estava realmente acertando o pé, e em ótima jogada pela lateral esquerda, ele achou André Varanda sozinho para fazer mais um. Yanes também deixou o seu em bela jogada individual.

A partida terminou com o placar de 5 x 3 para o Bacana, que enfrentará na próxima partida nada mais nada menos do que o Joga 13. É uma ótima chance para o time subir na tabela e principalmente mostrar que tem futebol para ganhar essa competição. O time precisará ter um pouco mais de maturidade, pois futebol essa equipe tem. O Perus veio de uma vitória sensacional sobre o Acidus, mas tem que mostrar que tem futebol a cada jogo. É preciso se livrar dessa dependência absurda que o time tem de Pena e começar a deixar o jogo fluir para outros lados.



III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO A:

NGM 1 x 7 Voando Baixo

NGM PERDE OUTRA


Voando Baixo voa sobre NGM e vence com facilidade

Por Renan La Marck



Logo que rolou a bola para o Voando Baixo - equipe que foi agraciada com a passagem de um pequeno avião que literalmente passou voando baixo próximo à região da Barra Funda - e o simpático time dos quase centenários, em quilos, do Não Guento Mais, ficou absolutamente claro quem mandaria no confronto naquela tarde.

Pela ponta direita Gabriel ganhou dividida de Gordo e, na seqüência, de Ciro, ficou frente a frente com o arqueiro e encheu o pé. No entanto o tiro foi bem espalmado pelo goleiro Fê. Do outro lado, para a felicidade do professor Renê, o NGM quase abriu o placar após escanteio cobrado, contudo a pelota passou rente a trave e saiu.

Comprovando a superioridade de seu time, Gabriel apareceu embaixo do gol para completar jogada de Tuka pela direita. O placar estava inaugurado. Logo depois, pelo mesmo lado da defesa do Não Guento, o VB chegou para anotar o segundo gol. Gabriel chutou cruzado e o arqueiro aceitou.

Durante a primeira metade de confronto, a cada minuto que passava o NGM se perdia cada vez mais dentro de quadra. Assolan tabelou com Caballero, mas na hora do chute, na entrada da área, foi travado pelo goleiro, que bem ou mal salvava sua pele no confronto. No entanto, o goleirão não conseguiu evitar os gols feitos de Marketi e Pisano, ainda na primeira etapa, tentos que deram a vantagem de 4 x 0 para o time do aviãozinho laranja.

Teve início o segundo tempo e no primeiro lance o NGM deu a entender que sua postura dentro de quadra seria outra: Nêgo soltou uma bomba do meio de campo e a pelota passou levando certo perigo ao gol defendido por Henrique. Todavia, quem chegou ao ataque para marcar foi o Voando Baixo, novamente pelo flanco direito Tuka guardou outro gol.

5 x 0 apontava o placar, mas o VB queria mais: após cobrança de falta, a bola sofre desvio e Caballero tenta bonita bicicleta, à direita do gol. Era ataque do Voando contra defesa do NGM. Mais dois gols, Caballero fez o sexto e, pouco depois Gabriel dividiu com Nêgo e a bola sobrou para Tuka na ponta só ter o trabalho de empurrar para as redes.

Perdendo por sete gols de desvantagem o Não Guento Mais melhorou e, para a felicidade do professor Renê, o talismã Márcio conseguiu finalmente descontar, em jogada de raça e coragem. O dono da camisa 79 apareceu rente a trave defendida e mandou a redonda pro fundo do gol. Placar final, Voando Baixo 7 x 1 Não Guento Mais.

III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO B:

Coringa 5 x 4 Pimba na Gorduchinha

CARTÕES DEFINEM A PARTIDA E CORINGA SAI VENCEDOR


Cheio de reviravoltas, cartões no final do jogo decidem a favor do Coringa contra o Pimba

Por Bruno Fontes



Jogar às 12h não é fácil e o sol não estava nada gentil quando Coringa e Pimba na Gorduchinha entravam em campo para se enfrentar. Elas eram as duas únicas equipes que ainda não haviam vencido no campeonato pelo Grupo B. Seria um jogo de tudo ou nada para ambas, já que, se não pontuassem, teriam muita dificuldade para almejar uma classificação.

A partida se inicia como se imaginava, muito equilibrada, logo no começo um chute a gol para cada lado. A jogada mais perigosa foi perdida pelo atacante Kaká, que não aproveitou saída errada de Barracal. O atacante do Coringa escorregou antes de arrematar e perdeu a primeira grande chance, que não seria a única. Instantes depois Fernando Cidrão roubou bola no meio e passou para KaKá novamente, que dessa vez mandou na trave.

Coringa era melhor na partida, principalmente por que o Pimba insistia em sair jogando errado e perdia várias bolas na zaga, dando chance para o adversário. O Coringa resolveu não aproveitar nenhuma das chances e viu o Pimba abrir o placar. Guga dá belo cruzamento para Karra, que pegou no ar de primeira, lindo gol. 1 x 0 Pimba.

Aliás, gol que fez o time tricolor acordar. Fernando Cidrão fez boa jogada e o goleiro Marcel foi bem. Depois ele tentou em cobrança de falta, que foi desviada por Flavinho na trave. Fernando mesmo pegou o rebote e empatou a partida. E não demorou em acontecer a virada. Zaga do Pimba demorou em tirar a bola da área, Kaká, que não fazia uma boa partida, aproveitou para deixar o seu. 2 x 1 Coringa.

O Coringa estava mesmo inspirado, pois após boa jogada de Barbella, que quase deixou o empate, o goleiro saiu rápido em contra ataque e mandou para Farias dar dois lindos cortes no zagueiro e aumentar o placar. 3 x 1.

Logo depois ele mandou a bola na trave, que poderia ter decidido o jogo. Isso se ainda no primeiro tempo Guga, que corria por todos do time, não deixasse mais um, aproveitando bola pela direita. 3 x 2. E o empate não aconteceu por sorte, pois Guga dessa vez driblou o goleiro Elton e chutou cruzado, mas Maurício afastou da área. Fim do agitado primeiro tempo.

O segundo tempo foi recheado de reviravoltas. Primeiro começou com o empate do Pimba, que Guga (sempre ele) recebeu ótimo cruzamento, deu um pequeno chapéu no goleiro e empatou. Se parecia que as coisas não podiam ser pior do que tomar um empate, o atacante Kaká tratou de provar que tudo sempre pode piorar. Irritado com o árbitro, ele perdeu a cabeça e conseguiu tomar em 30 segundos amarelo, azul e vermelho. Ele tinha toda a coleção e deixou sua equipe com um a menos por todo o jogo.

Tudo parecia caminhar para uma virada do Pimba, mesmo com o time não acertando sequer um lateral durante todo o jogo. Paradizo mandou uma linda bola no travessão, depois foi a vez de Guga (de novo) decretar a virada, 4 x 3 e muita comemoração. Tendo um a mais parecia claro que o PNG não teria dificuldades em manter o placar. Flavinho do Coringa queria provar que ainda estavam no jogo e, em jogada individual, passou pelo zagueiro e mandou na trave.

A jogada que definiu a partida começou com Farias, que driblou o goleiro e acabou empurrado por este. Cartão amarelo em Marcel, que não tinha reserva para ele. Assim, um jogador de linha foi para o gol defender a meta. Resultado? Primeiro Fernando Cidrão empatou aproveitando bola que sobra de bate e rebate, depois ele deixou Farias sozinho para virar o jogo. O goleiro, que não era goleiro, nada pode fazer. 5 x 4 de virada, uma das tantas que tiveram no jogo.

O PNG que podia muito bem empatar a partida com a volta do seu goleiro, viu suas chances diminuírem quando o atacante Guga também foi expulso. Outro lance de bobagem, bem parecida com a de Kaká. O jogador não só atrapalhou sua equipe como manchou sua belíssima exibição.

Ao PNG só restava se lamentar de ter conseguido a virada mas em seguida entregado o jogo. O Coringa comemorou muito sua primeira vitória. A equipe só precisa parar de achar que todos os árbitros os perseguem e continuar jogando seu futebol.

III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO A:

Locomotiva 0 x 5 Ras Time

RAS COMPROVA REAÇÃO GOLEANDO LOCOMOTIVA


Em duelo de muitos contra poucos, Ras massacra o Locomotiva

Por Vinicius Bento



A vantagem numérica absurda do Ras já demonstrava no começo da partida que o Locomotiva Tarja Preta teria sérios problemas nessa partida. Era nada mais, nada menos, do que treze jogadores contra apenas oito do adversário do trem louco. Era praticamente o duelo dos persas contra os 300 de Esparta.

A partida começou bem equilibrada. A vantagem numérica ainda não fazia muita diferença. Os primeiros cinco minutos foram iguais. Iasi usava bem o corpo contra os defensores fazendo uma parede, um trabalho de pivô clássico, que ajudava a parar a bola no ataque do RAS. Porém, após dez minutos de jogo, o Locomotiva começou a sentir as pernas. O cansaço logo viria a pesar. E não deu outra: em boa jogada do time azul, Mau abriu o placar sem muita dificuldade.

O ataque do Tarja Preta até tentava algumas subidas, mas parava no bom goleiro Cipó. “Eu fiz o jogo desse goleiro semana passada e ele é impressionante”, alertou o mesário. Para quem não sabe, Cipó era atacante do Locomotiva no semestre passado e muitos viram ali uma certa “vingança” do jogador, que era tido como o protegido do então técnico Lucas. Mas no Ras, embaixo das traves o goleirão se desdobrava todo e a velha história de que o goleiro é um homem de elástico estava se confirmando ali. Aliás, falar apenas do ótimo Cipó é um pecado. A defesa toda do time se comportou de maneira impecável, trabalhou de modo realmente surpreendente, um cadeado.

A partida ia se prolongando e cada vez mais o ímpeto do RAS era insuportável. O goleiro Gabriel se desdobrou como pode, porém os gols foram saindo um atrás do outro. Um lance em especial mostrava bem como estava a partida. O RAS estava em mais uma de suas subidas e Gabriel fez uma grande defesa, porém deu rebote. Will, camisa 0, sem marcação alguma dentro da área, apenas teve o trabalho de empurrar a bola para dentro. O cansaço já estava muito grande para o Locomotiva. Os jogadores adversários começavam a sobrar por todos os lados do campo.

Rodrigo Dorado, melhor jogador em campo, ainda fez um belo gol. Após erro de Renan, a bola foi recuperada e com boa trama de passes envolventes, ele saiu na cara do goleiro Gabriel e só empurrou ela com frieza para dentro.

Johnny, camisa 10 do Ras, ainda deixou o seu em bela jogada individual e arrancada de velocidade. Dorado ainda fez mais e decretou o placar final. Um 5 x 0 mais do que justo.

Se o Locomotiva vier sem banco para a próxima partida, contra o Voando Baixo, pode-se esperar outra sapecada. Já o RAS, em plena ascensão, vai enfrentar o em crise É Verdadeee.

III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO B:

TCM 2 x 4 Jeremias

EM JOGO DURÍSSIMO, JEREMIAS CONQUISTA SUA SEGUNDA VITÓRIA


Jeremias vira na metade final do segundo tempo com 3 gols diante do TCM

Por Bruno Fontes



TCM e Jeremias podiam, naquela tarde, garantir ao menos por uma semana o seu lugar no G-8. As duas equipes são muito fortes fisicamente e o jogo ia ser difícil para os dois lados. Mas a partida começa mais fácil para o TCM. Mal o juiz apitou e Cláudio recebeu sozinho para abrir o placar. 1 x 0 com 20 segundos parecia indicar um primeiro tempo cheio de gols. Engano de quem pensou assim.

Tirando o gol do começo, quase nada acontece nos primeiros 15 minutos de partida. O Jeremias, em alguns momentos, parecia um pouco melhor. O seu camisa 10, Dunder, chutou de dedo para defesa do goleiro, logo depois a jogada mais clara de gol foi de Tingão, camisa 51, que fez questão de não colocar a bola na rede. Pedido de tempo, tão animado quanto a partida.

As equipes não voltaram melhores da parada, voltaram talvez com mais vontade, vontade até demais. O jogo era muito pegado, com jogadas fortes e de bola no meio campo. Fábio Lima, do TCM, tomou amarelo em entrada violenta. O Jeremias aproveitou e fez seu primeiro gol, que foi logo anulado pelo árbitro, indicando que Dunder tinha colocado a mão na bola. Para deixar as coisas mais tensas, agora era a vez do Jeremias ficar com um a menos, mas o TCM tratou de igualar o jogo e também tomar um amarelo.

O gol do Jeremias demorou a sair. Dunder cabeceou bem e empatou. Dessa vez o árbitro validou o gol. Quando o Jeremias estava melhorando, Thomaz quase deixou o seu, chutando à esquerda do gol. Gam, bom atacante do TCM, marcou em belo chute de dedo a média distancia, sem chance para o arqueiro Benassi. O time ainda quase deixou mais um em jogada de Fábio, obrigando o goleiro a fazer bela defesa. Fim do morno primeiro tempo.

O segundo tempo começou da mesma maneira do primeiro, um jogo difícil de ver, mas muito disputado. Depois de o TCM assustar com bom chute de Funari, foi a vez do Jeremias por duas vezes com Tingão. Primeiro em cabeçada que goleiro Marcião fez bela defesa e depois ele recebeu sozinho e mandou pra fora. O Jeremias seguia tocando bem a bola no ataque, mas não conseguia passar pela retranca do TCM.

O Jeremias demorava em conseguir fazer seus gols, mas foi só entrar o segundo que a porteira se abriu. Aproveitando a saída de bola errada, Dunder chutou, a bola bateu na trave e entrou. O empate vinha seguido de virada. Thomaz, que merecia deixar o seu, recebeu sozinho na direita e chutou forte. Bola na rede e 3 x 2 no placar. Aproveitando o desespero do TCM em empatar, o Jeremias aplicou um contra-ataque e Dunder fez mais um, colocando números finais na partida. 4 x 2 Jeremias.

Talvez se fosse contado apenas os 10 minutos finais, já valeriam toda a história do jogo. O que se sabe é que o TCM perdeu novamente, mesmo não tendo uma equipe ruim. Já o Jeremias faz 7 pontos e está seguro na zona de classificação.

III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO A:

La Coruja 4 x 6 Fúria

FÚRIA SOFRE MAS SEGUE 100%


Sem perdoar as falhas adversárias, Fúria é efetivo e define a partida

Por Vinicius Bento



O time do La Coruja mostrou ser uma equipe bastante “bipolar”. Conseguia ser um time muito efetivo, aproveitando as poucas chances que tinha, e ao mesmo tempo cometer erros primários e dar gols ao adversário.

Logo no começo da partida o Fúria mostrava para que tinha vindo. Tinha mais posse de bola, atacava mais, trocava passes sem ser pressionado e mantinha o outro time na roda. Porém, na primeira chance que teve, Bataglia foi mortal. Após receber belo passe pela esquerda, levantou a cabeça, olhou para o goleiro e acertou um belo chute no canto esquerdo.

O Fúria continuava sendo superior, mas faltava o último toque, aquele para empurrar para o fundo das redes. Faltava um verdadeiro camisa 9. A solução foi a bola parada. Em boa jogada ensaiada do time branco a alguns passos da área, Carlão acerta um foguete no meio do gol, não dando a menor chance ao goleiro Mori, que cai sentado no chão. Era o empate.

A partida ia se desenhando e logo o bom Gutão, camisa 4 do La Coruja, mostrava ser o melhor jogador do seu time. Bem nos desarmes e frio com a bola no pé, ele se destacava no sistema defensivo, que falharia mais tarde.

Não demorou muito e o Fúria virou a partida. No primeiro erro grave da tarde, o goleiro Mori foi repor a bola e jogou nos pés do time adversário. Em apenas três toques, Jefferson saiu na cara do goleiro e marcou.

O primeiro tempo terminou desse jeito. A partida estava bem equilibrada, porém era perceptível uma ligeira vantagem do Fúria. Surpresa mesmo ocorreu quando Gutão resolveu se aventurar no ataque. O “zagueiro artilheiro” foi extremamente eficaz. Roubou a bola no campo de ataque, conduziu ela alguns passos à frente, fingiu que iria tocar a bola para o companheiro que passava sem marcação e com o bico da chuteira acertou um chute de deixar qualquer goleiro de queixo caído, no cantinho.

Não satisfeito, o La Coruja queria o empate. Em jogada muito sofrida, a bola permanecia na área do Fúria. Batia em todos os lugares. Zagueiros, atacantes, goleiro e de repente ela sobrou para ele, o zagueirão Gutão, que impiedosamente empurrou ela para dentro.

Pronto, agora sim caiu a ficha. Fúria percebeu que se não começassem a jogar bola o outro time não seria bobo. Aí começou a pressão, e finalmente uma pressão com efetividade. Em outra saída errada de bola do goleiro Mori, o Fúria retomou a bola e com um leve toque ela chegou aos pés do craque do time, Thiago Motta, , que acertou um balaço. Empate de novo.

Carlão resolveu recolocar o time de branco na frente e com um chute espetacular no ângulo fez mais um. Era o Fúria abrindo um gol de diferença. Na verdade dois porque Thiago Motta conduziu a bola pela esquerda e fez mais um belo gol. Não perca a conta: 5 x 3.

Em falha do goleiro Luiz Gabriel em cobrança de escanteio, Bataglia tentou recolocar o La Coruja no jogo, porém André jogou água no chopp fazendo o último gol da partida e definindo o placar em 6 x 4.

III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO B:

Invictus 4 x 1 Camelo

INVICTUS VENCE CAMELO COM SOBRA


O time azul manteve superioridade durante todo o duelo com o Camelo

Por Weinny Eirado



Em um início de tarde nublada, o Invictus venceu o Camelo mostrando uma superioridade do início do fim da partida. Foi a terceira vitoria do time na temporada, e a segunda derrota do Camelo, que, apesar de perder o embate, ainda está na zona de classificação.

Aos 2 minutos do primeiro tempo, o time do Camels mandou um belo chute de longe que assustou a defesa do Invictus. Em seguida, os azulados surpreenderam os avermelhados com um rebote perigoso de Romarinho. Mostrando que seria um jogo “lá e cá”, o Camelo mandou uma boa cabeçada com Noal. E aos 5 do primeiro, um chute de Rafinha mandado de fora da área passou muito perto de adentrar as redes de Johnny Jr.

Passado alguns instantes, outra boa jogada do estreante Invictus resultou numa defesa do Goleiro do Camelo, gerando uma nova oportunidade desperdiçada pelos azuis, no rebote de Folha. Contudo, o outro time demonstrando que ainda não estava morto no duelo, e que ainda tinha “sede” de vitória, reagiu num chute de fora da área, mandado pelas “patas” de Henrique.

O duelo precedeu de muita conversa entre os times e tinha a marca da tensão pelo amistoso inacabado na pré-temporada, quando o Invictus vencia por 4 x 2 e o Camelo começou a bater. Talvez por isso e por promessas de um jogo limpo por parte do campiptao Henrique, o Invictus teve espaço para trabalhar, mas sempre pecava no passe final e assim perdia diversas chances de abrir o marcador.

Aos 11 minutos, com outro chute de fora da área, Marquinhos fez Johnny trabalhar. Dois minutos mais tarde, o time teve outra oportunidade, desta vez de cabeça, em cobrança de escanteio, que quase terminou em um gol. Pressionado, o Camelo teve que agradecer a “forças divinas” após Marquinhos demorar pra tocar e quando tocou errou contra-ataque de 3 contra 2.

Mas uma hora a bola tinha de entrar. E finalmente, aos 15 do primeiro tempo, o Invictus chegou às redes com Kirk. O camisa 10 partiu em velocidade pela direita e mandou um tiro cruzado para cima do goleiro. Henrique chegou para cortar e mandou pra dentro.

Porém, o time que estava tendo dificuldades para achar o caminho das redes surpreendeu aquele que estava com o domínio da partida: Noal empatou o jogo em seguida, após em cobrança de escanteio Publius cabecear a bola na cabeça de Noal e ver a redonda ir no ângulo de Muralha.

Mas não demorou e a rede balançou novamente: mais uma vez o Invictus liderava o placar, agora com um gol de Marquinhos após saída de bola errada e a inteceptação no meio de campo. O camisa 13 correu e, sozinho, chutou para vencer Johnny. Romarinho podia ter feito o terceiro por duas vezes, mas em ambas chutou muito torto.

O segundo tempo começaria com um bom chute de folha que visava o ângulo, mas que milagrosamente Johnny defendeu. Sem muitas jogadas efetivas no ataque, o Invictus achou a vitória na bola parada. Publius acertou um belíssimo chute do “meio da rua” no angula de Johnny, que assumiu que errou no lance pois a bola foi no seu canto. Resultado: gol de falta de Publius, que saiu comemorando como maquinista junto aos colegas de Locomotiva que o prestigiavam.

Não demorou e Lucas chegou bem próximo de fazer o quarto, após um rebote. O Invictus sobrava, a defesa tirava tudo e Muralha pouco pegava na bola. Pela primeira vez em muito tempo, o Camelo foi ao ataque, com Kazu. Mas Muralha estava tranqüilo para defender.



III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO A:

Red Devils 7 x 4 Pé de Pano

DIABOS VERMELHOS VENCEM PÉ DE PANO E CONFIRMAM ASCENSÃO


Diabos de vermelho mostraram-se eficientes em todos os setores do campo e não deram chances ao Pé de Pano

Por Vinicius Bento



O confronto entre Red Devils e Pé de Pano pode ser resumido pela atuação e duelo entre os dois camisas 4 em campo – de um lado, Paulo Roberto, que prefere ser chamado de Chico, mas também conhecido como Bestão, atacante do Pé de Pano, do outro, o ótimo defensor Raphael Santos dos reds. Os dois, cada um melhor do seu time, se enfrentaram em ótimo jogo na quadra 6.

Logo aos dez segundos de jogo (isso mesmo, dez segundos, foi o gol mais rápido da tarde), Chico deu uma arrancada em velocidade pela esquerda e acertou um petardo no canto do goleiro. Realmente indefensável e 1 x 0 para o Pé.

Tudo indicava que seria um jogo de muitos gols, pois após dar a saída de bola o Red Devils se mandou ao ataque. Em cruzamento da direita o goleiro Tiago tomou o primeiro peru da tarde. Não conseguiu segurar firme a virada de jogo e ainda soltou a bola nos pés de Salvador, camisa 9, que só teve o trabalho de empurrar a bola para dentro.

Depois desse começo arrasador os dois times deram uma maneirada. A bola começou a ficar presa no meio de campo. O goleiro Criança estava sempre gritando muito, orientando o time para que não tomasse outro gol de bobeira como foi o inicial. “Esse goleiro do Red Devils grita demais! Ele parece o Renê”, ironizou o videorrepórter do Chuteira Weinny Eirado.

Chico continuava dando trabalho à defesa. Muito grande, ele sabia bem como fazer o pivô, porém para o seu azar Raphael Santos estava inspirado. Em boa subida do Pé de Pano, a bola sobrou limpa para Chico empurrar a bola para dentro.

Foi aí que El Loco, o 14 dos demônios de vermelho, resolveu aproveitar as chances que lhe apareciam. Em mais uma falha de Tiago, que jogou a bola para o meio da área após chute, El Loco entrou como um trator e cravou a bola no fundo das redes. Não satisfeito, aos 22 minutos ele acertou um belo chute no canto. O goleiro Tiago, que já não estava em um bom dia, não teve a menor chance.

No intervalo da partida o Pé de Pano fez a alteração que faltava. Saiu o goleiro Tiago e entrou Mateus. Muito ágil debaixo das traves, o novo goleiro salvou muitos gols e evitou que o cansado time do Pé fosse goleado.

Quando o time de vermelho conseguiu tomar a frente no placar, veio uma enxurrada de gols. O Pé de Pano começou a ficar batido. Nem mesmo o trio Chico, Mateus e Tavogus estava conseguindo mudar o jogo. Em parte por causa da atuação impecável de Raphael Santos.

Rogerinho Silva, Darx e Jadson aumentaram o placar para o Red Devils, porém o gol que realmente impressionou foi o balaço de fora da área do camisa 4 dos Devils a coroar sua atuação. Já no final do jogo, faltando apenas alguns minutos para o encerramento, ele deu uma ajeitada com categoria e soltou um canudo no ângulo do goleiro Mateus. O goleirão pulou, porém o máximo que ele conseguiu foi sair na foto.

A partida terminou em 7 x 4 e o Red Devils impressionou pela ascensão no decorrer do torneio. 3 vitórias nos 3 últimos jogos, bem o oposto do Pé de Pano, que ganhou a primeira e só tomou piaba depois...

III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO B:

In Dubio Pro Barum 5 x 4 Só Resenha

IN DUBIO DERRUBA TOPETE DO SÓ RESENHA


Só Resenha perde a cabeça no fim e toma a virada do competente In Dubio



III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO A:

SPQSF 7 x 2 É Verdadeee

ATAQUE ALTO E FORTE DO SPQSF DESTRÓI O É VERDADEEE


Jaja mostra futebol de matador e garante mais uma vitória ao seu time

Por Vinicius Bento



O ataque do SPQSF estava assustador. Jaja e Di Dicredo não deram a menor chance ao time adversário. Além do mais, tiveram uma forcinha vinda de fora! O time laranja trouxe uma verdadeira legião (tá, foram só umas 20 pessoas) de torcedores, que empurraram o time até o final.

O que chamava atenção no começo da partida era a estatura dos jogadores. Jaja, Di Dicredo e Meneguelo eram bem acima da média de altura daquela quadra. O É Verdadeee também tinha dois grandalhões em sua defesa, King e Magrão, o que indicava um duelo nas alturas para breve.

Infelizmente, essa defesa não teve a menor chance contra um ataque tão poderoso como o do SPQSF. Logo no começo da partida o time laranja já mostrava para que viera. Após lateral cobrado por Di Dicredo, Meneguelo acertou um belo chute de primeira, indefensável para o goleiro Reyna.

O ataque estava impagável. Em uma saída de bola do EV, Dicredo conseguiu atrapalhar e fazer com que o jogador adversário errasse o passe. A bola caiu nos pés de Jaja, que acertou um balaço. Porém, não valeu, pois o árbitro marcou falta de Dicredo no lance.

Mas era a hora de Jaja começar a mostrar seu futebol. Depois de um ótimo lançamento para a área, o grandalhão acertou uma cabeçada de costas para o gol. Um tiro à queima roupa e... 2 x 0. Apenas alguns minutos depois ele estava lá, dentro da área de novo. Dicredo jogou a bola para dentro da defesa adversária, em jogada de lateral, e Jaja mostrou ser bom também com os pés. Chutou com violência e fez o terceiro gol da partida.

Realmente não havia muita coisa para o É Verdadeee fazer. Dessa vez Jaja “apenas” driblou o goleiro e rolou para trás. Dicredo, sem o menor esforço, marcou o dele. O grandalhão camisa 9 estava retribuindo a assistência do gol anterior. A dupla estava infernal. Lembrava muito a dupla de ataque da Inter de Milão, um Eto’o e Milito.

Os gols não pararam por aí. Ricardinho fez ainda o seu minutos antes da chuva começar a cair forte no campo. A partir daí começou a correria para achar um local coberto e continuar vendo a partida. Diego Garcia, camisa 16, e Fúria, camisa 7, ainda tentaram recolocar o time do É Verdadeee na partida, fazendo cada um seu gol, porém não foi o bastante e o jogo terminou mesmo com o placar de 7 x 2.

Ao final da partida, já fora do gramado, alguns jogadores do EV foram para cima dos jogadores do SPQSF. O clima começou a ficar quente, muitas pessoas começaram a se reunir em volta do bate boca. Alguns sem entender nada, apenas queriam saber o que estava acontecendo lá. Finalmente depois de alguns minutos, os ânimos se esfriaram e os jogadores dos dois times foram separados antes que algo mais sério acontecesse.

O É Verdadeee enfrentará na próxima partida o Ras e irá precisar de um pouco mais de força no ataque, pois em quatro rodadas fez poucos gols e só venceu o lanterna NGM. Já o SPQSF irá para cima do Pé de Pano, com boas chances de vitória.

III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO B:

Fora de Série 5 x 3 Basicus

FUNDADOR CLEBÃO DERROTA TÉCNICO CLEBÃO


Em jogo que colocava frente a frente o Fora do jogador e fundador Clebão e o Basicus do técnico Clebão, a cor azul se deu melhor que o rosa



Inevitável é uma das palavras para definir a história do confronto da 4ª rodada entre os líderes Fora de Série, com tudo azul, e o rosado Basicus. A única diferença entre eles estava no saldo, e isso seria colocado à prova.

Acima da liderança, o fator mais importante poderia ser considerado, talvez, sentimental. Cleber, o Clebão, ou Professor – como é chamado pelos seus comandados – é técnico do Basicus e também fundador e jogador do Fora de Série. O confronto deixou de ser potencial no momento do sorteio das chaves.

“É uma decisão difícil, mas vou assistir ao jogo do lado de fora e vou encher a cara para não ter um ataque do coração”, revelou o professor, que descumpriu a promessa ao entrar no segundo tempo correr um pouco com seu pessoal do Fora.

Já pelo outro lado, a pergunta mais óbvia seria resolvida também com uma resposta óbvia. Quem seria o comandante do Basicus no jogo? Aliás, haveria um técnico? A resposta, óbvia, o fundador Rodrigo Barath. “Por mim o Clebão deveria dirigir o Fora e eu o Basicus. Seria uma prova de colocar em prática o que estou aprendendo com o professor”, disse Barath, sobre uma conversa com Cleber.

Independente de quem jogaria ou não, os dois foram para a quadra, comandaram e jogaram. O resultado foi a favor do Fora. O jogo, certamente, emocionante do início ao fim.

Times armados, e o Fora era sinônimo de ataque; o Basicus, de defesa. Enquanto Starck, Love e Veneza não “faziam a bola rolar”, como diz Clébão, Lapa, Orley e Zóio alternavam a bola de um lado para outro na tentativa de confundir o adversário, e conseguiram, tanto que Puff alternava marcação com Ladeira sobre os atacantes fora de série, na verdade, com alturas fora do padrão, já que o pequeno volante não conseguiu parar o gigante Zóio, que escorou para o meio da área para Orley só completar, em chute pelo meio da zaga rosada. 1 x 0 Fora.

O Basicus, que ainda parecia frio como o tempo daquela tarde, resolveu esquentar um pouco o jogo e, em defesa de Casari pela direita do guarda-metas, veio o escanteio. Cobrança padrão de Starck, bola resvalada por Casari, chute de Puff, de primeira, padrão Diego Souza, do meio da rua, um golaço. 1 x 1. Há quem diga que o gol fora gravado por uma tiete. Jogo...empatado.

Novamente o Fora no ataque e desta vez não houve contraste nos tamanhos e a cor, igual. Fora na frente novamente com Argentino num chute rasteiro, sem contraste, sem extremos, quase da mesma posição do primeiro gol. O Fora ainda ampliou, novamente com Orley, desviando a bola de Fefê, o meia-atacante-goleiro que não estava em uma tarde tão inspirada como no jogo anterior.

O ataque rosa, não, não o de Rodrigo Rosa e nem de Rodrigo Cunha (o primeiro estava suspenso e o segundo somente na torcida, machucado), e sim, do Basicus, da Fênix de Prata sofreu alterações. Ficou mais leve, mais veloz, mas não adiantou, continuavam presos na marcação dos fortes zagueiros da esquadra de São Jorge. Se o ataque não resolvia, lá estava ele novamente, Puff, que chutou com o pé errado passe açucarado de Starck (então resolveu, né?!) e deu sorte. O passe foi novamente para o pé certeiro do pequeno Puff, que chutou com o pé errado e deu sorte. Aliás, deu um canhão no alto da meta de Casari, que nada pôde fazer. Basicus diminuía o placar no fim do primeiro tempo.

O segundo tempo foi um resumo do primeiro. Fora no ataque, gol do Fora, desta vez com PH. Basicus no ataque e saldo de gols também resumido, já que Puff não marcara desta vez. Aliás, os gols do Basicus pararam por aí, fato lamentável para um time que jogou com raça e determinação, momentos destoados dos momentos em que tomaram os gols no primeiro tempo. Quem viu o jogo pôde perceber que o Basicus poderia fazer mais, mas não conseguiu. Na verdade, o Basicus marcou, com Ladeira, contra, já que o calor da Fênix foi ativado por Orley, conforme comentário do zagueiro Ladeira: “A bola foi cruzada e nada pude fazer, já que senti o calor de Orley atrás de mim. Se a bola passasse, certamente cairia no pé de Orley”. Assim, o cruzamento de Lapa entrou no gol desviado por Ladeira e o gol foi dado ao camisa 10; Calor azul e pedras de gelo nas cores de Sula Miranda. Fora 5 x 2.

Mais resumo, agora para a quantidade de jogadores do Fora. Três deles tomaram cartões amarelos em três minutos. Três... infelizmente, para o Basicus, era a diferença de gols no placar para o Fora.

Enquanto o Fora jogava com menos jogadores, o Basicus jogava com mais atacantes. Em lance polêmico e tumultuado após escanteio, R. Barath, o único zagueiro em quadra, chutou a orelha da bola dentro da área, Raphael completou o chute, Casari defendeu e a bola sobrou, limpinha, para Starck, que meteu a cuca loira na gorduchinha. Gorda deveria estar a trave, já que o juiz não viu que a bola entrou.

No lance seguinte, Vinicius, que não tem o sobrenome Rosa, mas joga com as Fênix, tomou uma bola com muita categoria, um bote perfeito que foi entendido pelo árbitro como falta. Vini tomou cartão amarelo e, mesmo que fosse um número também resumido se comparado aos cartões que o Fora levou, foi crucial para definir o jogo como um jogo emocionante. Vini ofendeu aquele que o punira e levou vermelho, protestado por Barath, já que Saulo, do Fora de Série, havia ofendido o juiz do outro lado da quadra.

Faltas e mais faltas e o Fora excedeu o seu limite. Love, o aniversariante do dia, não havia marcado e chamou a responsabilidade para si. Chamou, se preparou, bateu e errou o tiro de 9 metros. Casari defendeu no alto. Na sequência, Puff bateu lateral alto também, na cabeça de Love, que conseguiu marcar o seu gol. 5 x 3 para o Fora e mais do que 25 minutos de segundo tempo, ou seja, fim de papo.

Com o resultado, o time de Clebão Fundador alcançou a liderança isolada do grupo e já almeja um saldo parecido com o dos meninos da vila. Os 10 pontos garantem a ponta da tabela até dia 10 de abril. Já o time de Clebão Técnico fica na parte padrão da tabela, já que tem a companhia de outros times nos mesmos 7 pontos (Só Resenha, In Dubio e Jeremias).

Ao fim, Barath seguiu a linha bem humorada e declarou: “O Clebão já fez a parte dele contra nós, enfiou uma bola na nossa trave e agora vai ter que arrumar a casa (risos)”.

III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO A:

Canhedo Beppu 5 x 2 DPGamos

CANHEDO VENCE EM JOGO TRANQUILO


Engenheiros viram contra DPGamos e preocupam time dos Fischer, que despenca na tabela

Por Luis Fernando Saninana



Canhedo e DPgamos entraram em quadra às 18 horas tentando reabilitação da última rodada. O Canhedo sofreu uma goleada por 7 x 2 para o Red Devils, enquanto DPgamos perdeu por 5 x 3 para o Ras Time.

O jogo começou equilibrado, com poucas chances de gols, pois o que prevalecia era a forte marcação. Denão aproveitou um momento de distração da equipe adversária e abriu o placar após passe de BB. O segundo gol saiu logo em seguida com o próprio camisa 10. O jogador bateu cruzado da esquerda da área fazendo 2 x 0.

Com a vantagem de dois gols no placar, o DP relaxou e acabou sofrendo o empate. Okamurinha diminuiu para o Canhedo e o estreante Rodrigo Costa empatou logo em seguida com a ajuda do goleiro adversário Daniel Fischer, que deixou a bola passar por baixo. “Ela escorregou da minha mão. A chuva fraca só serviu pra me ferrar nesse lance”, lamentou o Fischer mais velho.

Após a igualdade no placar o que se viu foi uma verdadeira pressão do Canhedo, principalmente com Suzuki, mas old Fischer se redimiu e garantiu o empate no primeiro tempo.

No começo do segundo tempo os papéis se inverteram. O Canhedo, que pressionou no final da primeira etapa, voltou recuado. Com isso, o DP foi para cima e no primeiro lance do segundo tempo, após saída de bola errada do adversário, Denão quase desempatou. Em um contra-ataque da equipe vermelha, Denão recebeu na ponta esquerda e chutou. Papa Burguer, bem posicionado, defendeu no meio do gol o chute do endiabrado e encapetado atacante rubronegro. Joka também tentou guardar o seu arriscando um chute rasteiro da entrada da área, mas a bola saiu tirando tinta da trave direita de.

O Canhedo, vendo que não iria demorar muito para tomar o gol, resolveu reagir e foi para o ataque. Fabinho, carrasco e algoz dos Fischer, entrou na área pela direita e chutou na saída de Daniel, que defendeu. Okamurinha também tentou, só que da entrada da área. Mais uma vez Fischer saiu bem do gol e pegou. Mas o DP não aguentou a pressão e após cobrança de escanteio pela esquerda Véio se antecipou na primeira trave e desviou de cabeça, virando o jogo para o Canhedo. Em um lance muito parecido com o gol da virada, o Canhedo quase chegou ao quarto, mas Véio finalizou para fora dessa vez.

Denão mostrava muita raça, correndo, marcando e atacando tanto que até se empolgou demais e deu um carrinho por trás em Okamurinha, o que lhe rendeu o cartão amarelo. Com um jogador a menos, o DP ficou todo atrás. A equipe do Canhedo não conseguia chegar ao gol. Então Bolacha arriscou um chute de seu campo de defesa pela esquerda e a bola foi parar no ângulo direito. 4 x 2.

O DPgamos tentou reagir com Lamarck cobrando falta do meio da quadra, mas o goleiro do Canhedo espalmou. O ultimo lance de perigo da partida veio do mesmo Lamarck. O jogador saiu do banco de reservas para fazer um dos lances mais bonitos do Chuteira de Prata. Inspirado nos vídeos de Cruyff visto na noite anterior, o camisa 14 recebeu na direita da área, chapelou o zagueiro e, com um leve toque, encobriu o goleiro. A bola foi entrando caprichosamente devagar, mas Bolacha do Canhedo, que durante o jogo não deixou ninguém passar, salvou o que seria o primeiro gol da carreira de Lamarck no Chuteira.

Na próxima rodada o DP tem uma pedreira: pega nada mais nada menos que o líder do grupo, o Fúria. Vem bomba pela frente... Já o Canhedo joga contra o La Coruja, que é o 11º com apenas 3 pontos.

III CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA: GRUPO B:

RR Olímpico 2 x 3 Só Capim Canela

VIRADA EMOCIONANTE DÁ AO SCC A VITÓRIA


Time começou perdendo por 2, mas acabou virando com um golaço no finalzinho

Por Weinny Eirado



O último duelo no PlayBall pelo Grupo B da Série Prata começou atrasado e sob uma chuva insistente que atrapalhou em muito os jogadores e a arbitragem na primeira etapa. Mesmo assim, uma virada emocionante no final deu ao Só Capim Canela sua segunda vitória na temporada.

O duelo começou emocionante: logo aos dois minutos, o Roletinha abriu o placar com Ceron, que, inspirado, fez mais um aos 5. O time foi ao delírio, vibrando muito. O próprio Ceron extravasou comemorando aos berros com os companheiros.

Porém, no minuto seguinte, a vibração foi calada pelo gol de Rubens. A chuva fina atrapalhava em muito a visão dos goleiros, acarretando na falha do guarda-metas do RR. Essa mesma chuva faria a bola escorregar das mãos de Edu, após um belo chute de Sandili, que avançou com a bola pela esquerda.

O Capim Canela sofreu uma falta no meio do campo, mas na cobrança, desperdiçou o chute na barreira adversária. Adversário esse que chegou de maneira perigosíssima ao gol, com uma bola tirada em cima da linha por Tedesco. Ele praticamente deu um passo de balé para defender com os pés o chute do adversário.

O esforço de Tedesco foi recompensado logo em seguida: em vez de tomar um gol e acabar ficando distante do Roletinha, o time salvou a bola na defesa e acabou empatando com Rubens. Um chute de longe, que passou pelo lado do goleiro do RR Olímpico.

Em um “futebol de sabão” causado pela chuva, a defesa dos dois times preferia não arriscar e aliviava as pressões dando chutões para fora. Esse tal “futebol de sabão” acabaria resultando numa entrada dura de Brian no goleiro do SCC. O jogo ficou parado por um minuto, o suficiente para esfriar mais um pouco o duelo.

Somente aos 14 do primeiro tempo o jogo voltou a demonstrar um pouco de futebol mais bonito com uma jogada do Beckenbauer do Roleta, Fábio. Foi um desarme providencial feito na raça, pelo lado direito. O Roleta ainda chegaria muito bem no ataque, quase encobrindo o goleiro adversário aos 21 do primeiro tempo.

No último minuto da primeira etapa, Edu fez uma defesa espetacular, salvando o time de tomar a virada. A defesa foi em dois tempos, para emoção dos poucos boêmios da Série Ouro que acompanhavam o duelo.

Os times voltaram para o jogo desanimados, fazendo apenas um jogo burocrático no começo da segunda etapa. Apenas uma falta coberta por cima do travessão e um chute de longe de Bruninho a favor do Roletinha marcaram a pouca ofensividade. A criatividade do primeiro tempo foi deixada no canto da quadra, na hora da conversa do intervalo.

Lá pela metade do segundo tempo, outro craque baixou em um dos jogadores da partida: o goleiro Marcos desceu no goleiro do SCC. Porém, de uma maneira infeliz. Roger saiu “caçando borboleta”, lembrando o que o goleiro fez na final do Mundial de 1999. Contudo, o gol do RR não saiu graças a mais um chutão da defesa vermelha.

Pressionado, o Roleta começou a se fechar e a ter grandes momentos do seu goleiro no jogo. Mas mesmo que o goleiro do RR fizesse milagres, não conseguiria pegar a bomba mandada por Bondioli no ângulo, no finalzinho da partida. Um golaço! Era o que o SCC merecia: a virada. E assim acabou o embate, 3 x 2 para o SCC, que agora entra na zona de classificação, ocupando a última vaga.
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