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Notícias de 04/03/2008

TREINADORES DIFICULTA, MAS SNG VENCE NO FINAL E DÁ LARGADA RUMO AO TRI

Era a estréia do bicampeão SNG e do novato Treinadores do Braz. Era a primeira partida do Chuteira de Ouro, a partida do time campeão, e, a julgar pelo que todos esperavam, o Se Não Guenta tendia a ganhar a partida com facilidade, já que a equipe dos Treinadores do Braz era uma incógnita para todos. Fora isso, todas as dúvidas quanto a Renê jogar ou não foram dissipadas quando se viu o camisa 11 e artilheiro das duas últimas edições da competição batendo bola e disputar o cara e coroa. Renê, depois de quase três meses, voltava a jogar bola.

E o SNG começou bem o jogo e, logo no início, Renê, em jogada individual, abre o placar, dando a entender que uma vitória fácil viria. Mas o time dos Treinadores não se intimidou e, em pouco tempo, chegou ao empate com Vini. E o que parecia impossível aconteceu: o SNG sofreu a virada com novo gol de Vini, desta vez aproveitando falha da zaga do SNG. Renê tratou de empatar novamente, escorando cruzamento de Memé da esquerda. E empatado acabou o primeiro tempo, com um jogo equilibrado.

O segundo tempo começou e o SNG se lançou ao ataque com certa afobação. Nessa o Treinadores teve frieza para fazer mais dois gols e abrir 4 a 2 no placar, algo que o SNG não via há tempos. Os gols foram novamente de Vini e de Juba. Ali parecia que o bicampeão sucumbiria, e que o Treinadores estrearia com brilhantismo no torneio, mas os mais antigos espectadores do Chuteira certamente sabiam que com Renê e cia. não se brinca e que não havia placar irreversível.

E foi justamente Renê, sempre ele, que fez mais dois gols, de rebote, aumentando sua fama de ótimo artilheiro reboteiro, e empatou a partida. Para um primeiro jogo e ainda machucado, fazer 4 gols e assumir isoladamente a artilharia da competição era mais do que Renê pretendia. Artilheiro, faltava a vitória, mas ele ainda viu Juba desempatar para o Treinadores antes de pedir tempo para acertar o time. Eram 17 minutos de jogo e o SNG pedia seu tempo. Após conversa, o time voltou com sua famosa tática do goleiro-linha, que mais uma vez acabou dando resultado. Numa linda troca de passes, Renê recebe no pivô e dá um toque de calcanhar para Mario empatar. Não demorou e Memé aproveita rebote e manda uma “bomba”, virando o jogo para o SNG. Os Treinadores partiram para cima com tudo, mas, num rápido contra-ataque, Memé lança para Renê, que devolve para Memé encher de novo o pé e fazer 7 a 5. Avassalador, o SNG ainda marcou de escanteio com o estreante Biro, que comemorou igual ao Bebeto na Copa de 94, em referência ao nascimento de seu filho.

Com 8 a 5 no placar, certo cochilo levou o Treinadores a descontar com Piruca, mas não houve tempo para maior reação e a partida acabou em 8 a 6. O SNG passa dificuldades em seu início de caminhada rumo ao tricampeonato, mas acabou por vencer o surpreendente Treinadores do Braz, que mostrou que vai ser osso duro de roer a todos do Grupo A.

ACIDUS E CROCIATTI FAZEM JOGO MAIS PEGADO DA RODADA

O jogo foi muito pegado e brigado, e já se esperava isso. No decorrer da semana que antecedeu a estréia de Acidus e Crociatti no V Chuteira, o meia Caio já havia avisado o Acidus de que o jogo seria muito difícil porque o Crociatti era um time de amigos dele e estavam na neura pra “ganhar do Caio”. O Acidus talvez não tenha acreditado muito, pois diversos jogadores chegaram um pouco atrasados e o time começou sem banco. Só aos 10 minutos que a equipe que jogaria o jogo estava toda presente.

E foi nesses 10 minutos iniciais que o Crociatti dominou o jogo e chegava mais ao gol de Publius, que substituiu o desfalque de última hora Diego. Apesar de chegar mais, não levou muito perigo. O campo, molhado da forte chuva que caiu na hora anterior à partida, fez com que muitas bolas se perdessem pela linha de fundo e lateral decorrente da alta velocidade que adquiria com a umidade. E aos poucos o Acidus passou a equilibrar a partida e de fato foi o time que mais criou chances de gols antes do intervalo de jogo. O estreante Dereek perdeu dois gols feitos – um embaixo da trave ele não alcançou justamente pela rapidez da bola quando pingou no gramado e outra ele mandou na trave – e Caio outro. O Crociatti levava perigo em chutes de meia e longa distância, que paravam na zaga ou nas mãos de Publius.

No segundo tempo, o Acidus passou a dominar a partida e ter a iniciativa das jogadas. O Crociatti buscava o contra-ataque, mas poucos conseguiam chegar ao gol adversário. Aos 4 minutos, em jogada na área de bate-rebate, Caio abriu o placar para o Acidus. Muita comemoração em seu primeiro gol pelo novo time no Chuteira e pelo primeiro gol da equipe no novo torneio. O Crociatti sentiu o gol e passou a tentar mais claramente e objetivamente jogadas ofensivas. A maioria das bolas passava pelos pés do atacante Piero.

Mas foi num lance polêmico, e muito discutido pelo Acidus, que, ao subir para cabecear, jogador do Crociatti tromba com Caio, que não subiu para o cabeceio. O jogador caiu por cima de Caio e o árbitro viu cama de gato e anotou pênalti. Piero cobrou e empatou a partida. O jogou ficou mais brigado e com muitas faltas, inclusive lances mais bruscos sem bola. O jogo seguia perigoso e Lucas retorna ao campo para ajudar no ataque. Em seu primeiro lance, num contra-ataque, recebe de Cavalera na direita e chuta de primeira, mandando a bola no ângulo contrário ao do goleiro e colocando o Acidus na frente no marcador. “Foi um golaço”, comentou o companheiro Lói depois da partida.

O gol mexeu com o Crociatti, que se lançou ao ataque sem pestanejar. E nessas deixava espaço para o contra-ataque. O Acidus teve ao menos 5 lances de gol feito que foram desperdiçados. Robinho, Caio, Dereek e Pedrinho perderam gols incríveis ou viram pés e cabeças salvarem sem cima da linha. O jogo ficou mais quente com reclamações de seus jogadores por um deles levar cartão amarelo e ter de ficar fora dois minutos. Saiu xingando e acusando a arbitragem de estar comprada. E isso porque sua ignorância das regras de society e do próprio Chuteira era maior que sua vontade de vencer a partida. Com tantas reclamações, ele acabou sendo expulso. O cartão pesou na arbitragem e o Crociatti reclamava de qualquer lance do Acidus. O Acidus rebatia da mesma forma, mas acabou perdendo o goleiro Publius após este, ao sair pra proteger uma bola que saía para a linha de fundo, acabou por dar um tranco no jogador adversário que vinha na jogada. Com um jogador do Crociatti expulso, o árbitro deu cartão azul ao goleiro, tirando o jogador da partida e fazendo o meia Barata ir para o gol.

E como quem não faz toma, em uma cobrança de falta, depois de bate-rebate, a bola sobra para Rafinha chutar quase rente ao travessão e empatar o jogo aos 5 minutos de acréscimo. Teve direito até a dança do creu como comemoração. A partida mal foi reiniciada e já encerrada pela arbitragem. Arbitragem, aliás, que saiu contestada pelas duas equipes.

MACHUPICHU DERRUBA ESTREANTE BASICUS


O jogo era a estréia do Basicus no campeonato, e a estréia do MachuPichu sem Caio. Por esses dois fatores, as duas equipes eram incógnitas para quem estava assistindo e se tornava difícil arriscar um palpite.

Durante o início do primeiro tempo, viu-se um jogo de bastante equilíbrio, com as duas equipes trabalhando a bola e chegando ao ataque normalmente em tentativas de longa distância. Pelo maior entrosamento, o MachuPichu mantinha-se mais com a bola e tocava com mais facilidade. o placar foi aberto num lance acidental e de sorte de Tebas, camisa 12, do MachuPichu, que lançou a bola num contra-ataque para seu irmão Ricci. Lançamento errado, mas a bola foi em direção ao gol do goleiro Rafão, que fez golpe de vista e viu a bola encobri-lo e morrer nos fundos das redes. Mesmo sem querer, foi um golaço de Tebas. A partir do primeiro gol, certo nervosismo atingiu os jogadores do Basicus e os “peruanos” passaram a dominar a partida e chegar seguidamente ao ataque, até que Danilo recebeu de Renato no meio e fez um lançamento na medida nas costas da zaga deixando Marcel livre para pegar de primeira e marcar mais um. 2 a 0 MachuPichu e fim de primeiro tempo.

No segundo tempo o Basicus parecia outro time, finalmente “ligado” na partida. Em menos de 5 minutos a equipe marcou dois gols, empatando a partida. Primeiro com Leo pegando de fora da área rebote da zaga e metendo no cantinho do goleiro Emílio, sem chances de defesa. A partida esquentou e logo em seguida Mutssa empatou ao receber na área e bater de primeira uma bola difícil, mostrando que continua goleador, mesmo por outra equipe que não o Bróder. Parecia que ali o MachuPichu, como tantas vezes antes, entregaria o jogo e deixaria escapar seus primeiros pontos no campeonato, mas eis que aparece a estrela do goleiro Emílio, estreante no time, com duas grandes defesas tirando uma bola literalmente do ângulo e outra no cantinho. Foi então que Ricci resolveu decidir a partida. Bem ao seu estilo, recebeu na área e teve muita calma para driblar o goleiro e bater de esquerda, desempatando a partida e desanimando o Basicus.

Na frente no placar, o MachuPichu teve tranqüilidade para retomar o domínio do jogo e tocar a bola. Em lance de sorte, e de muita reclamação dos jogadores do Basicus, Renato cobra lateral na área e o goleiro saiu e trombou com jogadores do MachuPichu. A bola bateu nele e foi morrer no fundo do gol. Muita reclamação de falta no goleiro, mas foi validado o gol e, pasmem, gol atribuído a Renato, o que cobrou o lateral. E foi 4 a 2 o final da partida, com o Basicus forçando o ataque, mas sem muita organização ofensiva. E quando chegavam Emílio esteve seguro para evitar o gol.

Ao MachuPichu foi um bom começo, pois a vitória na estréia dá certa moral para as pedreiras que vai enfrentar daqui em diante. A equipe enfrenta o Muleke Piranha na próxima rodada, que perdeu de virada do Só Lance e vem pronta para conquistar seus primeiros pontos. Ao Basicus, que jogou sua primeira partida oficial, resta acertar o time dentro de campo e conseguir o quanto antes estabelecer um padrão de jogo. Na segunda rodada, o Basicus enfrenta o Acidus, num clássico que promete ser o grande jogo da rodada do Grupo B.

BUCETS ENFIM VENCE E A VÍTIMA FOI ESTREANTE MSM

Lanterna no último campeonato, o Bucets estreava no V Chuteira contra o novato Mentira sem Maldade (MSM). O jogo arcava pelo belo uniforme do MSM, ao estilo Boca Juniors, e pela enfim postura séria do Bucets, que confeccionou um uniforme (branco com detalhes em azul) à equipe. Na briga entre eles, acabou prevalecendo a experiência do Bucets, mesmo sem o ótimo zagueiro Marcílio, apelidado no IV Chuteira de Samambaia por jogadores em razão de seus cabelos encaracolados.

Talvez pela estréia do time em uma competição oficial, o time do MSM começou muito nervoso e, rapidamente, em um passe errado, a bola sobrou para Rafael chutar rasteiro e abrir o placar. Não deu tempo para comemorar, pois logo na saída de bola o Mentira, com uma troca rápida de passes, empatou o jogo com Isaac. Mas o empate não ajudou a acalmar os ânimos do time estreante e, com menos de 15 minutos de jogo, Carlão, camisa 25 da equipe, já tinha tomado cartão amarelo e outro azul. A regra manda que o jogador saia da partida, podendo voltar outro em seu lugar depois de 2 minutos. Com a perda de seu jogador de maior força física do setor defensivo, o Bucets não demorou para desempatar, com Denys. E a este gol seguiram-se outros dois, do mesmo Rafael e de Leandro Goia. Com 4 a 1 no placar, um pedido de tempo foi solicitado para o MSM tentar arrumar a bagunça. O time voltou mais calmo, tocando a bola, mas o Bucets fechou-se em seu campo esperando o fim do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o MSM começou novamente tocando bola de um lado para o outro, esperando a abertura de um espaço. E assim conseguiu diminuir, com um belo gol de Hendy do meio da quadra. O Bucets continuava fechado, explorando os contra-ataques. Em lance infantil, do Bucets, dá um “chute” no jogador Marcelo sem bola e é expulso, recebendo de presente de aniversário dois jogos de suspensão pelo cartão. Com um a menos, o Mentira se lançou ao ataque, mas foi nessa que o Bucets teve tranqüilidade para matar a partida num contra-ataque rápido em que Denys marcou. Em seguida, foi a vez de Rafael fazer seu terceiro gol e o 6 a 2.

O MSM ainda forçou no final do jogo e, nos minutos finais, se lançou com muita raça ao ataque pressionando o Bucets e assim marcando mais dois gols, com Hey e Bruninho. Mas não tinha tempo para a reação. Final de jogo: 6 a 4 para o Bucets, que enfim vence uma partida jogando desde sua participação no II Chuteira.

A esperança do Mentira é jogar contra o Fora de Série na próxima rodada com a mesma vontade dos últimos 5 minutos do jogo contra o Bucets para tentar sua primeira vitória na competição. O Bucets tenta mostrar que tem time para ir longe e encara um Joga 13 depois da derrota vergonhosa para o Roleta Russa na estréia.

KADÊNCIA MOSTRA BOM FUTEBOL E DERROTA PAGALANXE

A partida era entre dois estreantes no campeonato e havia muitos olhos voltados para as duas equipes. Pelo que tinha sido visto do Atlético Pagalanxe em dois amistosos – duas vitórias, uma sobre o Acidus e uma goleada no Basicus –, esperava-se um time de toque de bola rápido e envolvente e uma dupla de ataque infernal formada por Yanes e Nardelli. Assim, apostas iniciais davam certo favoritismo ao Pagalanxe, mas foi o Kadência que surpreendeu e mostrou um belo time, da defesa ao ataque.

Início de jogo e logo a equipe do Kadência tratou de mostrar que não chegava para brincadeira. Em pouco tempo, Tiago fez um belo gol de esquerda e abriu o placar. O Pagalanxe pouco conseguia chegar e, quando tinha chances, mandava para fora ou tinha seus ataques frustrados pelo goleiro Binho. Mesmo assim, o Pagalanxe chegou ao empate, com Nardelli. Mas não tardou para o Kadência fazer 2 a 1, com Che-ché, e colocar a equipe laranja em situação complicada. E 2 a 1 foi o placar que começou o segundo tempo.

No segundo tempo o que se viu foi um jogo mais equilibrado, mas sem gols. A tônica foi o Pagalanxe buscando o gol com mais assiduidade, mas a tarde não era da equipe, mesmo com Nardelli com uma boa atuação. Com mais vigor físico, o Kadência mostrou força na marcação e segurava o ataque do Pagalanxe.O goleiro Binho foi destaque com boas defesas. As coisas ficaram delineadas quando Paulinho resolveu fazer o que não vinha conseguindo no Joga 13 – gols – e cravou 3 a 1 para o Kadência.

Daí até o fim da partida, prevaleceu a experiência do Kadência, com uma equipe mais madura e acostumada à “pegada” de um campeonato, sobre a juventude do Pagalanxe, que provavelmente sentiu a ausência de seu goleiro Erich, “o milagreiro”, e de um banco maior para repor peças devido ao desgaste com o forte calor e sol. Comentários nos bastidores por parte de amigos e curiosos que esperavam uma boa estréia do camisa 10 do Pagalanxe, Yanes, que pouco produziu de efetivo na partida.

Este primeiro jogo já deixa claro que o Kadência chega forte e já desponta como um dos favoritos do grupo B às primeiras posições. Na 2ª rodada, enfrenta o Melville em jogo de vencedores. O Pagalanxe busca a reabilitação contra o sempre surpreendente e perigoso Só Lance de Ronei e precisa vencer para não desanimar nessa reta inicial.



EM JOGO DE “VETERANOS”, MELVILLE BATE FIORELLA NO FIM COM AJUDA DO GOLEIRO


Estréia entre dois times antigos do Chuteira que ficaram de fora da quarta edição. Para o V Chuteira, Fiorella e Melville voltaram, e logo de cara se enfrentaram. Equipes com maior média de idade entre todos, fizeram um jogo muito pegado e duro, com poucos lances efetivos de gol de ambos os lados e um jogo muito forte no meio de campo. Ao final, prevaleceu um lance de sorte de um lado, de azar do outro. Alex marcou em falha do goleiro Batata e deu a vitória para o Melville.

O Fiorella chegava para o torneio sem sua maior estrela – Caju (Zé Roberto) – e também seu forte apoiador Tigues. Com novos jogadores do elenco, manteve a força no meio de campo e na defesa, mas perdeu na pontaria na hora dos arremates. Em relação ao Melville foi similar. A leve e veloz dupla Alemão-Felipe, sucesso no III Chuteira com o Assurra, não conseguia reproduzir as boas atuações justamente pela forte pegada do meio de campo do Fiorella, que conseguiu desarmas a maioria das jogadas ofensivas do adversário no primeiro tempo.

Os poucos lances de gol acabaram por irritar a torcida, que esperava um grande jogo, cheio de gols e emoção, o que efetivamente não era a realidade. As defesas, nas figuras de Garo e Josi pelo Melville e de Ricardo pelo Fiorella foram os destaques. No segundo tempo, era preciso abrir o jogo para se chegar à vitória, além de acertar o pé.

E os times voltaram mais despertos do intervalo, com o Fiorella com mais “punch”, forçando o goleiro Everton a fazer algumas defesas. Mas a tônica da falta de pontaria continuava. Nem Alemão, incentivado pelos ex-companheiros de Acidus, conseguia ser aquele jogador habilidoso de outrora. Mesmo com o goleiro tomando cartão amarelo e ficando fora por dois minutos, o Fiorella não conseguiu marcar. E nessa toada foi que o Melville se aproveitou e, com menos de três minutos para o final, quando tudo parecia que o Chuteira viria o primeiro 0 a 0 de sua história, Garo faz Batata tomar um frango e dá a vitória ao Melville.

Num jogo feio, o empate seria o resultado mais justo, mas a providencia interferiu e o Melville ganhou 3 pontos valorosos nesse início de torneio. A sorte esteve com o time, resta ver até quando.



CARTÕES DERRUBAM MULEKE PIRANHA DIANTE DO SÓ LANCE


Muleke Piranha e Só Lance fizeram um jogo sem muita platéia (do lado de fora estavam jogadores do MSM e Mauricio, ex-capitão do Só Lance que abandonou o time na reta final por falta de organização dos demais... Depois do que viu, deve voltar atrás em sua decisão), pois foi o último jogo do dia e tinha ainda que competir com um jogo muito esperado pelos espectadores que restaram – 13 e Roleta. Mesmo assim, quem ficou para ver de fato viu um grande jogo de futebol, com emoção do início ao fim, viradas sensacionais e belos gols.

O jogo começou com um Só Lance arrasador, abrindo 2 a 0 em menos de cinco minutos. Os dois gols foram marcados por ele, sempre ele, Ronei, um de cabeça e o outro num chute cruzado. Depois do baque inicial, o estreante Muleke Piranha conseguiu se acertar na marcação e passou a ter mais posse de bola. E numa jogada de linha de fundo, Salada cruzou para o novato Daniel completar para o fundo do gol do Só Lance.

A partir daí, o jogo se inverteu e foi o Piranha que passou a tomar conta do jogo, fazendo grande pressão sobre o time adversário. Aos 15 minutos, Salada invade a área, corta o zagueiro e é derrubado. A arbitragem anota o pênalti e o Só Lance passa a jogar com um a menos por dois minutos, em razão do cartão amarelo recebido por Ronei. Salada vai para a cobrança e empata o jogo. Com um a mais em campo, e sem Ronei do outro lado, o Muleke continuou em cima. Em chute de Thiago, o goleiro colocou a mão na bola fora da área. Falta perigosa e cartão amarelo para o goleiro. Na cobrança, ele, o goleiro artilheiro Guaraná, pupilo de Rogério Ceni, e manda um chute forte para as redes. 3 a 2 para o Muleke Piranha e assim termina o primeiro tempo.

Ao começar o segundo tempo, o jogo se torna mais parelho. O jogador Renato Augusto, do Muleke Piranha, mal entrou no jogo e dá um carrinho criminoso, pelo qual o árbitro só deu o cartão amarelo, deixando barato à equipe celeste. Mesmo assim, o Só Lance fica com um jogador a mais e passa a tomar a iniciativa para empatar e quem sabe virar o jogo. Com desvantagem numérica em campo, o Piranha acabou também perdendo a cabeça e Fernando tomou cartão amarelo após falta em Ronei, deixando a equipe com dois jogadores a menos! Mesmo assim, o Piranha segurou o forte ataque do Só Lance e, quando teria de volta seu último jogador suspenso, Daniel dá um bico pra longe na bola e toma o cartão azul (já tinha o amarelo). O Piranha teria um jogador a menos de novo por mais dois minutos de bola rolando. Nesse ínterim, Ronei outra vez marca com seu chute certeiro. Há quem diga que houve falha do goleiro Guaraná, mas o empate estava decretado e a vitória sofrida viria em seguida, em um contra-ataque em que Robinho, do Piranha, acabou mandando pra dentro do próprio gol. A dupla de árbitros anotou o gol para Denis, do Só Lance. E com o gol não deu tempo para novas jogadas.

O Só Lance começa bem o torneio, com um time reerguido de última hora e mantendo Ronei, sua estrela e muito cobiçado por outros times nesse recesso de Chuteira. Ao Piranha, resta por a cabeça no lugar e aprender a jogar com o novo regulamento do Chuteira – qualquer bobeada em termos de cartão, joga-se com um a menos e isso é quase sinônimo de sufoco.



ROLETA RUSSA MOSTRA SUPERAÇÃO E DERROTA ALGOZ JOGA 13


Sem dúvidas era a partida mais esperada da rodada, não por sua importância em termos de classificação, mas pelo fato de ser o encontro de velhos rivais numa estréia de campeonato. Se no IV Chuteira o Joga 13 estreou contra seu algoz SNG no III Chuteira (na ocasião, jogou e foi eliminado pelo SNG nas semifinais) e perdeu de goleada, no V Chuteira era a vez do Roleta Russa buscar a vitória contra seu algoz no IV Chuteira, justamente o 13 (na ocasião, quartas-de-final, o Joga 13 se deu melhor e eliminou o Roleta). E o trabalho preparatório para o jogo foi sentido com uma equipe vibrante e muito veloz do meio pra frente. Sem muito trabalho, o Roleta Russa dominou a partida e venceu com um 3 a 1 tranqüilo, além de ver seu adversário perdido em campo e sem força de reação.

O jogo começou com muita vibração de jogadores de outras equipes, que ficaram até o fim da tarde (início da noite, na verdade) para ver o jogo. Muitos olhos estavam voltados para Kirk, que estreava no Chuteira por outra equipe que não o Acidus. Mas se as atenções estavam no Joga 13, um time forte e sempre vibrante, foi o Roleta que fez o papel outrora da “trezera”, que corria atrás do rápido meio de campo com Bruno e Kuminha e via lances de perigo em sua área com Nação. Numa dessas, o camisa 10 abriu o placar.

O Joga 13 não se acertava em seu meio de campo, que parecia perdido com Kirk, Choko e Callado. O jogo sempre no pivô Lele muitas vezes levou a bola a ser lançada diretamente da defesa para o ataque. E, numa noite pouco inspirada de sua estrela, o ataque do Joga 13 se tornou presa fácil para os zagueiros Baru, Pina e Ranalli, com destaque especial para o primeiro, que marcou Lele e não perdeu um lance sequer.

Em todo o primeiro tempo foram poucas as chances reais de gol do Joga 13. Numa delas, Lele, da entrada da área, mandou por cima do travessão. Nem o habilidoso Choko conseguia se encontrar em campo e o destaque do 13 acabou sendo sua defesa – Guma e Rodrigo –, que desarmou e salvou diversos contra-ataques. Num lance de ataque do Roleta, Caieras foi batido e o pé salvador de Lele, dando uma bicicleta quase rente ao travessão, evitou que a bola atravessasse a linha do gol.

No segundo tempo, o Roleta tinha a vantagem e voltou com mais velocidade, esperando o Joga 13 em seu campo. Cada vez mais nervosos em campo, os jogadores do 13 viram Doce perder a bola no meio de campo para Ranalli e ficar reclamando com o árbitro que nem louco por uma suposta falta nele no lance. Enquanto ele chiava, o zagueiro Roleta ia em direção ao gol, livre de marcação. Resultado: gol do Roleta, de Ranalli, tocando por debaixo de Caieras quando saiu para tentar evitar o gol. Tensão total em campo de um lado, alegria de outro.

Mas o jogo não foi só alegria para o Roleta. Pouco tempo depois, Matrix tenta evitar um escanteio e acaba deslocando o ombro na queda. Ele teve de ser levado para o hospital e Ranalli assumiu a meta da equipe. Seria pressão total do 13 para virar um jogo contra um time sem um goleiro de ofício. E nessa pressão foi que um contra-ataque foi morrer nas redes de Caieras. Gol de Bruno e 3 a 0 no placar. E o desespero é geralmente inimigo da perfeição, e foi aí que o 13 exagerou: ao invés de tocar a bola, preparar as jogadas para Lele, passou a insistir irritantemente em chutes desesperados ao gol de qualquer parte do campo, principalmente com Rodrigo. Apenas uma foi em direção ao gol, e em cima de Ranalli, que, com receio da força da bola, tentou defender, mas viu ela bater em sua mão, pingar no chão, passar por debaixo de suas pernas e estufar as redes.

Mesmo com certo tempo, o Joga 13 não conseguiu levar perigo ao gol adversário. Jogadas pelas laterais acabavam pela linha de fundo ou linha lateral, demonstrando certa afobação de seus jogadores.

E assim acabou o jogo, com uma bela vitória do Roleta, a “vingança” do torneio passado e um belo passo para brigar pelas primeiras posições do grupo. Quanto ao Joga 13, que se reuniu após o jogo para lavar a roupa suja, como sempre fazem nas notórias derrotas da equipe, resta torcer para que o time não caia na mesma situação do torneio passado, quando a derrota inicial para um adversário tradicional desestabilizou a equipe e deixou-a em situação complicada na competição. Será preciso também resolver como o time pretende jogar daqui em diante, pois a balbúrdia tática ficou explícita nesse primeiro jogo. Foi um desentendimento total entre todos.

OBS: EM RAZÃO DO EXCESSO DE JOGOS, NÃO FOI POSSÍVEL FAZER A COBERTURA DOS JOGOS ENTRE BEER POINT E BACANA E FORA DE SÉRIE E DIABOS LARANJAS. POR ACASO, AS DUAS MAIORES GOLEADAS DA RODADA - 5 A 0 E 5 A 1. PEDIMOS DESCULPAS PELA “FALTA”.
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