BUFALOS REAGE DIANTE DO ELEFANTES, MAS SEGUE FORA DO G-6
Time de Dinho buscou empate quando perdia por 4 x 2; equipe laranja jogou com um a menos quase toda a segunda etapa, mas vendeu caro o empate
Por Luiz V. Andreassa
Numa briga equilibrada de meio de tabela, Bufalos e Elefantes indomáveis fizeram um jogo movimentado e imprevisível para inaugurar a ótima rodada 5, no Grupo B. Lutando pela consolidação na zona de classificação para a próxima fase, ambas as equipes sabiam da importância de uma vitória neste jogo, pois este seria um daqueles que dizem valer 3 pontos. Mas, no fim das contas, foram apenas dois, um para cada time.
Desde que Leo Cidrão foi para o CAV, o Bufalos tem sofrido com a falta de um goleiro que segure as rédeas e passe confiança. Na partida anterior, o craque Dinho deu conta do recado, mas, agora que ele voltava a jogar na linha, o técnico Cabinha é quem assumiu as luvas. Apesar de devidamente uniformizado, e com pinta de arqueiro, ele foi o elo fraco de sua equipe na primeira etapa. Logo aos 4 minutos, André Plec arriscou de longe, do campo de defesa, e contou com um desvio para acertar o canto e enganar Cabinha. A resposta veio pouco depois com Sandro aproveitando uma bola mal tirada pela defesa rival para mandar um chute cruzado, mas Chacha espalmou.
O Elefantes dominava as ações nos primeiros minutos. Lanza quase ampliou a vantagem ao dominar no peito de costas para a marcação, girar e bater no pé da trave. Na próxima chance, porém, o camisa 15 foi mais eficiente: ele recebeu cruzamento na área, concluiu em cima do goleiro e se jogou na bola para aproveitar o rebote e fazer 2 x 0. Depois disso, o Bufalos passou a se postar de maneira diferente em quadra e foi aos poucos equilibrando as ações. Para tanto contou com seus dois melhores jogadores: Dinho e Kaike. O primeiro driblou a marcação pela ponta direita e finalizou a gol, parando em defesa do guarda-metas; o segundo teve boa chance ao receber na área, girar e chutar na rede pelo lado de fora.
Quando estava perto de levar um gol, o Elefantes conseguiu fazer o seu: Diego ganhou dividida com Leo Bassani na área e finalizou na saída de Cabinha, o qual não conseguiu fechar o ângulo direito, e aumentou o marcador. Contudo, a reação do Bufalos não foi neutralizada, apenas interrompida por alguns segundos. Apenas um minuto depois do terceiro revés, Dinho arrematou da meia-esquerda, rasteiro, no canto de Chacha, para descontar. Pouco depois foi a vez de Kaike brilhar, ao fazer boa jogada pelo meio, invadir a área e passar para Yan na direita bater firme e recolocar sua equipe de vez na partida.
Se o ataque do time azul cresceu de produção, a retaguarda continuava sofrendo com a inexperiência de Cabinha no gol. Ele saiu mal para cortar cruzamento de lateral, vindo da esquerda, e acabou deixando Diego livre para cabecear no segundo pau, mas o atacante acertou a trave. Na sequência, novamente o camisa 1 saiu mal para tentar tirar a bola de Richard dentro da área, e este se aproveitou para mandar para dentro, e fazer 4 x 2 antes do intervalo.
Para tentar resolver o problema do primeiro tempo, o Bufalos voltou com Roger debaixo da meta. Mas se ele não tivesse entrado nem faria muita diferença, pois o panorama mudou bastante, e o Elefantes passou a não assustar a defesa adversária. Enquanto isso, o time de Dinho ia para cima e passou bem perto de encostar no placar em um chutaço do seu camisa 10 que explodiu na trave direita. O próximo a tentar foi Marcos Mendes, completando cobrança de escanteio de Rubão com uma bela bicicleta dentro da área, defendida com o pé pelo goleiro. Aos 10 minutos, contudo, o gol já amadurecido finalmente apareceu. Kaike mostrou sua habilidade e velocidade ao puxar contra-ataque, fugir da marcação e concluir com um chute cruzado de canhota.
Nervoso e acuado, o Elefantes teve uma grande baixa que atrapalhou sua tentativa de manter a vitória. O seu artilheiro André Plec chutou um adversário caído no chão, mesmo com a bola fora de jogo, e levou o cartão vermelho. Não adiantou toda a revolta e as alegações de inocência por parte do jogador: agora sua equipe teria de se virar com um a menos. Como não havia outro jeito, todos foram para a defesa e praticamente abdicaram das tentativas de ataque – que não eram muito eficientes no segundo tempo, mesmo quando o jogo estava igualado em número de jogadores. O Bufalos passou, então, a ter dificuldade para criar as chances de gol e quase foi surpreendido quando Daniel Teske recebeu lançamento na área e finalizou na trave.
Só nos últimos minutos a esquadra azul voltou a ficar perto do empate. Marcos Mendes arriscou da intermediária e obrigou Chacha a espalmar para cima. Aos 25 minutos, Dinho dominou pela esquerda e bateu na bola rasteiro, de um jeito que não deu para saber se foi um passe para Rubão ou se foi uma conclusão a gol. O importante a saber é que o camisa 9 abriu as pernas para deixar a bola passar, e ela entrou no canto esquerdo do goleiro, concretizando o empate justo. O resultado deixou ambas as equipes em uma colocação não muito confortável na tabela, com chances tanto de classificação quanto de rebaixamento.
XIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A
Real Paulista 2 x 2 Rabeloska
RABELOSKA EMPATA COM REAL E PERDE SEUS PRIMEIROS PONTOS
Equipe de Maradona esteve em tarde pouco inspirada e parou no sistema defensivo do Real, que está em 6° na classificação
Por Douglas Almasi Santos
O Rabeloska perdeu seus primeiros pontos desde que ingressou na Série Ouro. O responsável por esta marca foi o Real Paulista, que, contando com a segurança de Alemão na meta e a garra de Marquinhos na zaga, arrancou o empate – mantendo-se entre os 6 times que se classificam à fase decisiva. Já a equipe de Tassio, com o tropeço, perde a liderança do Grupo A, agora dominada pelo SNG. Porém, nada preocupante, pois está próxima de alcançar a vaga no mata-mata.
A partida começou com público pequeno, e com o Real atrasado por conta de seu uniforme. Resolvido o impasse do uniforme, os times deram o pontapé inicial para um começo de muita marcação. Ninguém pleiteava se arriscar, e as ações no meio de quadra ditavam o ritmo inicial. Para se ter noção, os dois arqueiros ficaram aproximadamente 3 minutos sem tocar na bola, já que a mesma não chegava até eles – nem para cobrança de tiro de meta. O primeiro bom ataque foi do Real Paulista, quando Xexé investiu pela esquerda e fez passe para Lê no meio, que arriscou a bomba da intermediária, fazendo Tassio espalmar por cima do gol. A resposta veio em seguida: Vasko recebeu passe de Juva da linha de fundo – pelo lado esquerdo – mas chutou mascado, e a bola saiu.
O sistema defensivo do Real estava bem atento e marcava os jogadores do Rabeloska de perto. A partir daí, Juva exortou seus companheiros a utilizarem uma das principais características de seu time: “paciência, gente”. O que se viu foi os ‘mackenzistas’ com maior posse de bola e visando mais o ataque. Em boa triangulação, Juva achou Vasko pelo meio que, de primeira, rolou para a chegada de Cassinho. O camisa 18 soltou o pé e a bola bateu na forquilha direita, assustando Alemão. Em cobrança de escanteio, a zaga do Real afastou mal, e Dick Vigarista chutou forte, mas a bola foi pra fora.
O Real apostava nos contra-ataques. Em um deles, Gará soltou a pancada que Tassio teve de defender de ‘manchete’, lembrando o líbero da seleção brasileira de vôlei, Serginho. Mas quem estava próximo de abrir a contagem era o Rabeloska. Primeiro, Juva avançou da esquerda e entrou em diagonal para o meio, preparou e chutou forte, mas a bola passou por cima da meta. Depois, o arqueiro do Real viu bela trama do adversário. Barata veio carregando pela direita e tocou para Dick Vigarista no centro, que arrumou para seu pé esquerdo e encheu o pé, mas a bola, caprichosamente, pegou novamente na forquilha direita, levando o ‘atacante-zagueiro’ a botar as mãos no rosto, incrédulo. Porém, depois, em cobrança de escanteio, Norton pegou de primeira e acertou o canto direito de Alemão, que nada pôde fazer. Estava aberto o placar e assim o jogo foi ao intervalo.
Todavia, o segundo tempo reservou fortes emoções para quem estava na quadra 5. O time de Caio voltou com a mesma proposta de manter a posse de bola e atacar, mas quem mudou de postura foi o Real, que passou a incomodar mais o adversário. Alemão teve muito trabalho no início da etapa final. Primeiro, defendeu bom chute de Juva, que arriscou da entrada da área. Depois, o arqueiro teve de espalmar forte chute de Dick Vigarista e, no mesmo lance, sair de sua meta abafando chute de Norton, que saiu cara a cara com ele. Alemão ainda fez boa intervenção em novo chute de Norton antes de enfim ver seu time empatar o jogo. Em rápido ataque do Real, a bola chegou até Panela que, dentro da área, dominou de perna esquerda e acertou o canto direito de Tassio.
O confronto permanecia o mesmo: o Rabeloska atacava, e o Real valia-se dos contra-ataques. Juva tocou para Norton, que fez o corta-luz para Cassinho sair de frente para o gol e chutar para fora. Depois, Vasko foi acionado e, livre de marcação, dominou e chutou, mas Alemão fez boa defesa. Em tentativa de Fofão, desferindo bom chute que passou perto do ângulo esquerdo de Tassio, o Real quase marcou. O fim se aproximava, mas ainda havia espaço para emoções.
Em cobrança de escanteio ao Rabeloska, a zaga aliviou, mas a bola voltou à área para Dick Vigarista. O ‘matador’ girou o corpo e acertou o canto esquerdo. Mais uma vez os ‘mackenzistas’ na frente. Mas o Real ainda buscou forças para reagir. Fofão fez a jogada e tocou para Xexé. O camisa 10 arriscou chute forte que Tassio defendeu, mas, na volta, Fofão não perdoou e fuzilou para deixar tudo igual em 2 tentos. Com isso, os árbitros encerraram o jogo, com um empate razoável para ambos, de acordo com a rodada. “Vacilamos nos dois gols que tomamos. Mas jogamos de igual para igual e ambos os times tiveram chance de sair com a vitória”, falou Alemão, um dos destaques do jogo. Já Dick Vigarista ‘atacou’ o bom comportamento de sua equipe na noite anterior ao jogo. “Empatamos porque não fomos à balada ontem. Quisemos nos poupar, deu nisso”, disse o ‘bravo’ camisa 9.
XIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B
Jeremias 4 x 3 The Veras
JEREMIAS VENCE VERAS E SAI DA ZONA DA DEGOLA
Camillinho faz dois gols e ajuda seu time a sair da zona de rebaixamento, ao mesmo tempo que deixa time de Petreche na corda bamba
Por Luiz V. Andreassa
Se o The Veras tem uma qualidade como poucos (ou nenhum) times no Chuteira tem, essa qualidade é a capacidade de não desistir nunca e buscar reações inacreditáveis. Todavia, na atual competição, a equipe vem ficando no quase sempre. Foram 4 derrotas no quase. Na última rodada, diante do Jeremias, mesmo buscando o empate por duas vezes, acabou cedendo no final e perdeu mais uma, o que deixa a equipe na lanterna junto ao Bacana. Melhor para o sósia do Barcelona, que venceu um jogo importantíssimo para fugir do rebaixamento, contra um rival direto nessa briga.
A partida começou equilibrada e com poucas chances claras de gol. Destas, destacam-se duas criadas pelo Veras. Na primeira, João Cláudio recebeu lançamento de trás e tentou driblar o goleiro Luiz Gustavo, que foi bem para dar um tapa na bola; no rebote, Victor Petreche bateu de primeira para fora. Pouco depois foi a vez de Victor cobrar lateral para João cabecear na área e obrigar o arqueiro a fazer boa defesa. Depois disso, os minutos passaram sem grande emoção, com as defesas bem postadas e os dois times se preocupando mais em não tomar gols do que fazê-los. O Jeremias só conseguiu uma finalização um pouco mais contundente aos 14 minutos, quando Danilo Pesce chutou forte de canhota pelo lado esquerdo e a bola passou bem perto do ângulo direito.
Aos poucos o Jeremias foi tomando conta da partida e usava das finalizações de médias e longas distâncias para tentar furar o bloqueio rival. Mesmo assim, foi Cucio quem apareceu, do outro lado, ao arriscar da meia direita e obrigar Luiz Gustavo a mandar para escanteio. Na cobrança, o próprio Cucio desviou de cabeça no primeiro pau e mais uma vez parou em intervenção precisa do goleiro.
Nos últimos minutos do primeiro tempo, o jogo voltou a ficar travado e sem chances de gol. O único que se destacava era o camisa 10 do Jeremias, Camillinho. Por duas vezes ele abriu espaço contra a marcação e arriscou de fora da área, parando em defesas de Benga com o pé. A insistência e o individualismo de Camillinho foram recompensados aos 25 minutos: ele limpou a jogada pelo lado direito e bateu no canto oposto, desta vez conseguindo vencer o goleiro para abrir o placar.
O segundo tempo já começou diferente, mais movimentado e dando um aperitivo do que estava por vir. O Veras ditava o ritmo frenético, e quase empatou quando João Cláudio recebeu bom passe de Nico, na área, e chutou de esquerda para fora. Na sequência, Renatinho fez boa jogada pelo meio e abriu para Petreche na esquerda cruzar de primeira para João na área, o qual por pouco não alcançou a bola e a desviou para dentro. E como quem não faz toma, logo depois o Jeremias conseguiu ampliar sua vantagem, com classe. Em cobrança de falta pelo meio, Camillinho tomou grande distância e se preparou para soltar a bomba, mas quem cobrou a falta foi Roger, que estava ao lado da bola e acertou um belo chute de esquerda no ângulo direito de Benga. A redonda pegou no travessão antes de cair no chão (dentro do gol) e depois sair. Golaço.
O novo revés não foi o bastante para esfriar o ânimo do The Veras, que contou com uma forcinha da sorte para voltar à disputa. Após confusão na área, a defesa do Jeremias deu um bico na bola para tirar o perigo e acabou acertando Marchi. A pelota mudou sua direção e acabou no fundo da meta. Cinco minutos depois, Ariel foi cobrar falta e se aproveitou da barreira mal armada pelo goleiro para chutar forte no canto em que o mesmo estava para deixar tudo igual. A façanha deixou a equipe ainda mais empolgada, e Petreche, por pouco, não virou o jogo ao finalizar da direita e fazer a bola passar tirando tinta da trave.
Quando a situação era mais complicada, o Jeremias mostrou que também sabe manter a cabeça no lugar e contou com mais um gol do inspirado Camillinho para repassar à frente. O camisa 10 recebeu na área de costas para Benga e, como não tinha opção de girar para finalizar ou passar para algum companheiro, resolveu improvisar e concluir de calcanhar, fazendo a bola passar por baixo das pernas do guarda-metas. 3 x 2.
Mas a partida ainda guardava bastante emoção nos minutos finais, e o Veras teve fôlego para correr novamente atrás do prejuízo. Após cobrança de escanteio, Cucio cabeceou e acertou o travessão, e a zaga adversária botou para novo tiro de canto. Na cobrança, João Cláudio teve liberdade para cabecear para baixo e acertar o canto esquerdo, decretando a nova igualdade.
Para deixar o panorama ainda mais dramático, as traves resolveram aparecer mais do que nunca. Primeiro foi Darx, que acertou o travessão com uma bomba da meia-esquerda. Pouco depois, Ariel cobrou falta rolando a bola para Petreche dominar na área, girar e acertar a trave. Quem conseguiu acabar com o protagonismo do poste foi Danilo Pesce: o atacante recebeu cobrança de lateral de Vinicius e, livre pelo lado direito, concluiu de cabeça, direto para as redes.
Mas, como a característica marcante da partida era a superação, o Veras ainda passou perto de um novo empate heroico, no lance em que Benga saiu jogando e rolou para João Claudio finalizar; no rebote do goleiro, Victor Petreche pegou a sobra de frente para o gol e só não fez o seu porque a defesa chegou para travar milagrosamente. No fim das contas, o segundo tempo espetacular deu a vitória ao Jeremias, a sua primeira no campeonato, e tirou a equipe da zona de rebaixamento. Quem ocupa agora o seu lugar é o próprio The Veras, que ainda não venceu na competição e se vê mais uma vez obrigado a lutar para não ir para a Prata.
XIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A
SNG 3 x 0 RR Olímpico
SNG IMPÕE CLÁSSICO 3 X 0 ANTE ROLETINHA NA BASE DA EXPERIÊNCIA
Equipe de Abelha abusou da ‘malandragem’ e despachou os meninos do Olímpico; o incansável Biro foi o destaque
Por Douglas Almasi Santos
Em partida catimbada, o SNG valeu-se de sua experiência – tanto de elenco quanto de tempo na Série Ouro – para vencer o Roleta Olímpico com um clássico 3 x 0. Contando com uma atuação de gala do capitão Biro, e com a participação efervescente de Ricco, o tricampeão suprimiu o ímpeto do Roletinha e, graças a tropeços de Rabeloska e Mulekes na rodada, assumiu a liderança isolada do Grupo A, com 15 pontos. Mesmo assim, Renê – que antes do embate prometeu dedicar um gol para sua amiga Erika – saiu bufando de quadra: “Hoje pareceu jogo de colégio, com tática quase nenhuma. O SNG não foi bem”, declarou o artilheiro do time.
O início já mostrava que o jogo seria de muita paciência para os dois lados. O Roletinha entrou um pouco assustado, e seu capitão Pina só pedia calma para seus companheiros dentro de quadra. O primeiro ataque foi do SNG, quando Biro lançou Felipe e este ficou de frente para Edu, mas hesitou na hora do chute e deu chance da zaga se recuperar. Aos poucos, o nervosismo inicial do Roletinha foi se dissipando. Kuminha recebeu passe na área e, livre de marcação, tentou, mas Sampa estava atento e fez a defesa. Mais Roletinha: Brian armou o contra-ataque, avançou e abriu bom passe para Ceron na esquerda, o camisa 16 arriscou, mas Sampa fez outra boa defesa.
O SNG respondeu com Allan, que partiu com a bola dominada pela esquerda e soltou a bomba, mas a bola saiu por cima. Kuminha, mais uma vez, recebeu o passe e arriscou, mas a bola saiu com muito perigo. A partida havia se equilibrado, e um gol poderia sair a qualquer momento. E o SNG alcançou o êxito. Bola tocada para o lado esquerdo, onde estava Allan, que carregou e fez linda assistência para Tejeda – dentro da área, por trás do costado da zaga. O camisa 10 abusou da categoria e marcou de letra. Um lindo gol, abrindo caminho para a vitória do SNG.
Ceron tentou responder quando recebeu o passe na esquerda e chutou cruzado, mas a bola saiu desviada com muito perigo. Ricco arriscou da intermediária, mas Edu estava atento e defendeu. Depois, Rafael Brozinga fez grande jogada pela esquerda, passou como quis por Yuri e desferiu lindo chute cruzado, mas a bola saiu caprichosamente. Em seguida, o próprio Rafael tabelou com Ricco e chutou no canto esquerdo de Edu, ampliando a contagem. No último lance da etapa primeira, Danilo Dantas bateu falta com perigo, mas Edu agarrou com segurança.
No segundo tempo, o jogo foi nervoso - com o SNG utilizando-se de sua experiência para deixar os meninos do Roletinha enervados. E a tática deu certo, pois o time de Vadão não sabia como fazer para brecar os tricampeões. Cobrança de lateral para Brian arriscar de primeira... para fora. Depois, o camisa 23 perdeu a pelota, Vairo – pelo lado direito – cruzou no meio para a chegada de Biro, que chutou de primeira, mas a bola, que tinha endereço certo, bateu nas costas de Pina – o que salvou a equipe. Biro colocou as mãos no rosto, incrédulo com a oportunidade perdida. O Roletinha teve duas chances para diminuir o prejuízo, as duas com Folha. Na primeira, após boa jogada de Kuminha pelo meio, o camisa 14 recebeu o passe na esquerda e encheu o pé, mas a bola saiu com muito perigo. Depois, Folha se valeu de uma saída errada da zaga do SNG e chutou de bico visando o canto direito de Sampa, mas a pelota novamente saiu.
O jogo começou a ficar um pouco violento, com jogadas mais ríspidas e entradas mais viris. Os jogadores do Roletinha foram perdendo a paciência com a ‘malandragem’ do SNG. Já o time de Ronei colocou a bola no chão e determinou a vitória. Biro fez o passe para Ricco. O camisa 20 dominou, avançou, atrapalhou-se com a bola, mas, um tanto sem querer, fez o passe para trás onde chegava Rafael Brozinga, que deu uma cacetada sem chances para Edu. Com o terceiro tento, o SNG passou a tocar a bola e a esperar o apito final dos árbitros.
“A arbitragem deixou um pouco a desejar, mas não foi isso que determinou a derrota do Olímpico. Tivemos duas chances e não marcamos”, analisou Vadão, técnico do Roletinha, ao fim do jogo. Já Renê disse que “a experiência valeu hoje (sábado)” para o time sair vitorioso. E o ‘matador’ dirimiu o peso da promessa feita antes do início do jogo: “Foi a maior ‘zica’ hoje. Fiz um gol, mas foi anulado (risos)”, explicou-se. Mesmo assim, a Erika ficou sem seu gol.
XIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B
Só Resenha 5 x 4 Bacana
EM JOGO ELETRIZANTE, RESENHA AFUNDA CADA VEZ MAIS O BACANA
Equipe verde e branca conquista importante vitória, em tarde inspirada de Darian e Éder, ao mesmo tempo que atual vice-campeão parece chegar ao fundo do poço
Por Luiz V. Andreassa
O duelo Só Resenha x Bacana é sempre promessa de um jogo eletrizante, imprevisível e cheio de gols. Doravante a equipe de vinho fazer uma péssima temporada, todas as expectativas foram confirmadas no jogaço, válido pela quinta rodada. No fim das contas, melhor para o time de Dhani, que conquistou nova vitória e manteve sua ascensão na tabela.
Além da fase ruim, o Bacana sofria com os desfalques e jogava com apenas dois titulares – Rômulo e André Izique – já que Demehur, Gustavo Izique, Napolitano e Kiwi não compareceram. Com isso, o panorama era o ideal para o Só Resenha ir ao ataque, coisa que fez desde os primeiros minutos. Mas, apesar de dominar a posse de bola e exercer uma forte marcação pressão, o goleiro rival não era ameaçado com frequência. O maior perigo veio em chute de Mirandinha que resultou em rebote para Dhani, na esquerda, bater para fora e perder uma chance incrível. Foi aos 8 minutos que a oportunidade encontrou a competência: Fabricio fez boa jogada pela direita e rolou para Éder chegar chutando firme, da entrada da área, para balançar as redes e abrir o placar.
O time de Marcelão sentiu a necessidade de ir para cima e adiantou a marcação, para dar uma equilibrada nas ações. O primeiro momento de inspiração veio quando Rômulo arriscou de chapa, de fora da área, e obrigou Papa Burguer a espalmar por cima. E, apesar de o adversário perder boa chance de ampliar a vantagem, desperdiçando dois rebotes após conclusão de Darian, as defesas passaram a levar a melhor, o que deixou a partida mais travada. O ritmo só foi quebrado quando Theus bateu cruzado da esquerda e a bola saiu raspando a trave. Na sequência, Éder recebeu na meia-esquerda e concluiu no canto oposto, sem chances para Lê Leme – o qual havia entrado no gol no lugar de André Izique, que tomou amarelo após dura falta fora da área.
O Bacana sentia grandes dificuldades na criação das jogadas por não poder contar com os dois jogadores responsáveis por esta tarefa: o ausente Demehur e o deslocado Rômulo, improvisado na defesa. Para provar isso, o camisa 11 deixou sua marca quando se arriscou no ataque, dominando no bico esquerdo da área, girando e finalizando no meio do gol para vencer Papa Burguer. Todavia, no último minuto, Darian completou lançamento de trás passando de primeira para Theus aparecer dentro da livre e botar para dentro, fazendo um belo gol. 3 x 1.
A segunda etapa começou e o placar sugeria vida fácil para o Resenha. Mas o Bacana voltou a ter lampejos do seu bom futebol e veio com tudo depois do intervalo. Murilo quase deixou o seu, ao encher o peito do pé, após bola mal tirada pela defesa rival, e obrigar o guarda-metas a espalmar. Na sequência, Lê Leme dominou no peito pela direita e, do bico da área, encheu uma bomba, um tiro cruzado que parou nas redes do lado oposto: golaço. Como nos velhos tempos o ânimo da equipe cresceu e transformou a reação em uma blitz intensa, e, exatos 30 segundos depois do gol de desconto, Felipe arriscou de direita, da meia-esquerda, para vencer o bom goleiro Papa Burguer e deixar tudo igual.
Como se não bastasse o empate relâmpago, Iuri dominou pela direita e soltou uma bomba. A bola bateu na trave esquerda, depois na direita e não entrou. O azarado camisa 14, além de não ter feito o gol por pouco, ainda caiu de mau jeito depois do chute e saiu de quadra com o pulso esquerdo machucado. Mesmo assim, isso não foi o bastante para interromper o momento inspirado bacanense, o qual foi coroado quando Lelê recebeu passe de Antonelli, saiu na cara do gol e finalizou de peito de pé para decretar a virada tão espetacular quanto improvável.
Atordoado, o Resenha foi aos poucos se levantando, em busca do futebol do primeiro tempo que desapareceu completamente no segundo. As trocas de passes em velocidade voltaram a ser uma aposta válida, principalmente no lance em que Fabricio tabelou com Fabinho pelo lado esquerdo, saiu na cara do gol e tentou encobrir André Izique quando o mesmo saía de sua meta. Todavia, o goleiro conseguiu tirar a bola com uma bela defesa com a mão direita. Mas, quando a sorte está do seu lado, não há arqueiro que possa lhe segurar. E ela mostrou ser mesmo a parceira do Resenha nesta tarde: Darian arriscou sem muita pretensão do campo de defesa, a bola desviou na cabeça de um adversário no meio do caminho, mudou drasticamente de direção e tirou André completamente da jogada.
O empate devolveu a vibração para a equipe alviverde e, aos 24 minutos, Éder recebeu na meia-esquerda e chutou rasteiro para a área, onde Dhani apenas tocou na redonda para desviá-la e fazê-la ir descansar nas redes pela nona, e última vez, na partida. Ainda houve tempo para Darian acertar o pé da trave, mas a esta altura o tento nem faria falta. A vitória foi muito comemorada pelos jogadores do Só Resenha, que estão mais perto de garantir a classificação para a próxima fase, agora com 8 pontos e na 4ª posição. Diante do CAV o Resenha pode assumir a 3ª posição. Na parte de baixo da tabela, o Bacana também segue firme no seu caminho, só que para conquistar uma vaga na Prata no semestre que vem. Com 1 ponto, tem nada menos que o embalado Fiorella pela frente.
XIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A
Arouca Jrs. 4 x 3 Fúria
AROUQUINHA, DE VIRADA, VENCE E SE AFASTA DA ZONA DE REBAIXAMENTO
Parecia que o dia seria do Fúria – que chegou a abrir dois gols de vantagem –, mas, na base da raça, Arouquinha virou e afundou de vez o adversário
Por Douglas Almasi Santos
O jogo era de desespero, sim. Afinal, tanto Arouca Jrs. quanto Fúria ocupavam a parte de baixo da tabela - próximos à zona de rebaixamento. O torcedor presente viu uma partida corrida e cheia de alternativas. O Fúria teve a grande chance de cravar sua primeira vitória na temporada dentro do Chuteira. Mas, de novo, não segurou a vantagem que possuía e acabou levando a virada no final. Melhor para o Arouquinha que, contando com atuação vibrante de Nelsinho, venceu a primeira e respirou mais aliviado.
O torcedor do Fúria já pressentia uma tarde para esquecer. Isso porque Sucão teve de calçar as luvas e ir defender a meta de seu time. O improvisado goleiro viu um Arouquinha mais ousado, comandando a posse de bola no início. Noal recebeu passe na entrada da área e, mesmo cercado por 3 marcadores, girou o corpo e soltou a bomba, para boa defesa de Sucão. Mesmo se defendendo, o Fúria começou a gostar dos contra-ataques e a usufruir deles. No primeiro, Fah avançou pelo meio e abriu bom passe na direita para Adriano Motta, mas o camisa 10 pegou muito embaixo da bola e a mesma saiu. Em seguida, o Fúria acertou: em rápido contragolpe, Fah tocou para Adriano, que devolveu para Fah, que por sua vez achou Thalles livre dentro da área. Este chutou e a bola passou por debaixo do arqueiro Gui.
Com o placar aberto, o jogo ficou franco, com o Arouquinha privilegiando a posse de bola e com o time de Rodrigo Sapienza apostando nos contra-ataques. O Arouquinha avançava. A bola levantada ao ataque nas costas do capitão André achou Washington. O camisa 9 dominou, mas, na hora de chutar, foi travado de forma espetacular por André, recuperando-se no lance. Depois, boa troca de passes do Arouca Jrs., a bola chegou na direita até Felipinho, que chutou. Gabriel Carnaval salvou a primeira. Na volta, Cadu soltou o pé, mas a bola foi por cima.
Mais Arouquinha: Victor foi lançado na direita, girou o corpo e bateu cruzado. A bola bateu na trave e não entrou. Sucão fez boa intervenção ao defender chute perigoso de Cadu. O Fúria respondeu com Caruzo, pela direita, que tocou atrás para Fah chutar de primeira no canto direito. Gui se esticou todo e, com a ponta dos dedos, fez grande defesa, jogando a pelota para corner. No último lance do primeiro tempo, Fah recebeu pelo meio, girou o corpo e chutou no canto esquerdo de Gui, mas a bola saiu por muito pouco. Assim, a partida foi para o intervalo com vantagem ao time de Thiago Motta.
No começo da etapa derradeira, o grito de gol foi logo escancarado. Lançamento no costado direito da zaga do Arouquinha encontrou Caruzo. O camisa 17 cruzou para Thiago Motta bater de primeira no canto direito, ampliando a contagem. Mesma atrás no placar, o Arouca Jrs. não desanimou e foi à luta. Primeiro com Victor, que arriscou chute da direita para fora. Em seguida, o mesmo Victor tocou no meio para Nelsinho, que chutou no canto esquerdo. A bola ainda bateu na trave antes de morrer no fundo da meta de Sucão.
A partir daí, o jogo ficou emocionante, com os dois times se lançando ao ataque atrás do triunfo. Nelsinho chutou cruzado, da direita, mas a bola foi para fora. Depois, em jogada de contra-ataque, Fah fez bom passe para Caruzo só completar, ampliando a contagem ao Fúria. Na sequência, Nelsinho tocou para a corrida de Gothardo. O camisa 7 chutou e diminuiu o placar.
A partida era tão franca que não tardou para o empate chegar: Nelsinho recebeu na área, dominou, foi ganhando aos trancos e barrancos de seus marcadores, até chutar e deixar tudo igual em 3 tentos. Um gol de raça, para coroar a boa atuação do camisa 11. O gol abateu o Fúria, que passou a ficar apático em quadra. Bom ao Arouquinha, que se lançou ao ataque em busca dos 3 pontos. Gothardo arriscou chute, que passou com perigo. Depois, o mesmo Gothardo, recebendo passe de Bruno, chutou novamente para fora.
Aí veio o lance capital do embate. Ataque do Fúria, Adriano Motta chutou, Gui deu rebote e, na volta, após bate e rebate, Thiago Motta acertou a trave do Arouquinha. A bola voltou do poste e foi recuperada pela zaga que, prontamente, fez o lançamento ao ataque, a Victor, que partiu em velocidade pelo lado esquerdo e só deu um toque para vencer Sucão, decretando a virada. O Fúria não só teve o azar de ver a bola bater na trave em ataque, como foi surpreendido de forma negativa na mesma arma que usa, o contra-ataque.
No último lance, uma jogada que entraria para a história do Chuteira: na base do desespero, Thiago Motta alçou a bola na área, Adriano Motta desferiu uma espetacular bicicleta. A bola foi à meia-altura do lado esquerdo de Gui, mas saiu caprichosamente. Foi o lance derradeiro de uma grande vitória do Arouquinha, que se afastou da zona de descenso.
“Espero que a gente engrene de vez, agora. Já jogamos contra Mulekes e Real Paulista, duas pedreiras, e agora é ir pra cima dos outros para permanecermos na Ouro”, destacou Nelsinho, o nome do jogo. Já Felipinho, pelos lados do Fúria, não escondia o abatimento. “Estamos pecando muito na marcação, o que expõe muito a zaga. E também estamos muito afoitos”, detectou o camisa 2. Porém, ele manda o recado: “Mas nós vamos reagir”.
XIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B
Arouca 5 x 3 SPQSF
AROUCA CONSTRÓI GOLEADA NO PRIMEIRO TEMPO PARA VENCER SPQSF E ASSUMIR A PONTA
Duelo repete o roteiro do jogo do ano passado, cheio de polêmica e lances quentes
Por Luiz V. Andressa
Arouca e SPQSF tiveram seus atritos na partida da edição passada da Série Ouro, na qual a equipe amarela e azul eliminou o rival nas quartas de final. O duelo de sábado, longe de apagar as diferenças e ressentimentos anteriores, deu mais corda à rivalidade que vem se criando entre as duas equipes. E, como em 2011, o Arouca levou a melhor.
Fora da quadra o destaque era para os jogadores-torcedores do Arouquinha, que encontraram uma forma inteligente e engraçada de protestar contra as advertências da Organização sobre seu modo provocador de torcer: todos estavam com esparadrapos na boca e não os tiravam nem mesmo para reclamar da arbitragem. O jogo em si começou sem grandes destaques, e nos primeiros minutos a melhor chance de gol veio quando Di Dicredo fez bom passe para Jaja ficar de frente para o goleiro Henrique, mas parar na boa saída do mesmo.
Foi quando o Arouca acertou uma jogada precisa que saiu o primeiro gol. Markinhos e Renan trocaram de posições: o camisa 9 caiu pela esquerda, fez boa jogada para sair da marcação e passou para o companheiro, livre na área, mandar no canto. A resposta veio dois minutos depois, e foi do mesmo nível. Como na maioria dos lances de perigo do SPQSF, Jaja recebeu passe de Di Dicredo para completar a tabela, chutando forte na saída do goleiro para empatar. O artilheiro laranja ainda tentou retribuir o favor, na sequência, cruzando para Di Dicredo tentar completar na boca do gol, mas alguns centímetros separaram a chance de gol da virada efetiva.
O Arouca ficou mais ligado após o susto e também aprendeu a tática da troca de favores muito bem. O gol que recolocou a equipe na frente do marcador foi bem parecido com o primeiro, só que desta vez foi Renan quem fez a jogada pelo lado esquerdo e passou para Markinhos dominar, dentro da área, e mandar para as redes. 2 x 1.
O novo golpe deixou o SPQSF atordoado e não foi difícil para o rival ampliar apenas um minuto depois. E como não podia deixar de acontecer, Marquinhos Bohn deixou sua marca com um chute rasteiro de fora da área que morreu no cantinho esquerdo.
Tranquilo em quadra, o time amarelo e azul passou a valorizar a posse de bola e a trocar passes em velocidade, envolvendo o adversário de modo a não deixá-lo passar da linha do meio da quadra. Naturalmente novas oportunidades foram surgindo e Serafim teve de se virar para evitar o pior. Em uma delas, espalmou uma bomba de Marquinhos Bohn; em outra, fez grande defesa para evitar finalização de Gabriel, mesmo tendo a visão encoberta. Entretanto, os esforços do bom arqueiro não foram o bastante para manter o placar até o fim do primeiro tempo. Gabriel apareceu para completar um passe dentro da área, Serafim defendeu com o pé e, no rebote, Mota estava lá para conferir e fazer 4 x 1.
A segunda etapa começou como a anterior, sem grandes emoções nos primeiros minutos. Para quebrar o ritmo, Jaja roubou a bola de Vitão e ela sobrou para Meneguelo chegar batendo de trás, obrigando Henrique a fazer intervenção precisa. Quando o panorama sugeria uma administração fácil do placar por parte do Arouca, Raoni resolveu arriscar do meio da rua e Henrique, que vinha bem na partida, caiu para defender, chegando a tocar na bola, mas sem conseguir evitar o seu destino final: o fundo do gol.
O tento recolocou a equipe laranja na partida, dando-lhe um novo ânimo para reagir. Em cobrança de falta pela direita, Jaja rolou para Raoni, dentro da área, tentar duas vezes mandar para as redes, e, nas duas, ser atrapalhado pelo goleiro. Porém, Henrique não conseguiu defender quando Meneguelo recebeu na esquerda e chutou de primeira, a bola bateu na trave esquerda e foi entrando devagarzinho, andando sobre a linha. Foi justamente a partir daí, quando o empate antes improvável parecia próximo, que o SPQSF foi deixando de criar boas chances de gol diante de uma defesa adversária mais ligada. O ânimo dos jogadores foi sendo substituído pela revolta com os rivais e, principalmente, com a arbitragem, a qual era acusada de não ter repreendido atos de indisciplina por parte do Arouca – a principal reclamação foi com Thiaguinho, o qual teria dado três tapas na cara de seus adversários em disputas de bola.
Aproveitando-se do momento de instabilidade do outro lado, o Arouca conseguiu resolver a partida quando Orley fez o pivô para Mota dominar pela meia-esquerda e acertar o ângulo oposto. Um bonito gol. Para completar, Douglão ainda levou cartão vermelho por xingar o árbitro e teve de sair de quadra mais cedo. Após outra jogada de maior perigo para os dois lados, o árbitro encerrou a partida e deu início à revolta dos jogadores do SPQSF. Todavia, a derrota não pode ser mudada e a esquadra laranja perdeu a invencibilidade no campeonato, além de ser ultrapassada pelo Só Resenha. Já o Arouca aproveitou a derrota do CAV para o Fiorella para assumir a ponta do Grupo B, com cinco vitórias em cinco jogos. Os próximos desafios dos dois times são equipes da metade de baixo da tabela: The Veras e Elefantes Indomáveis, respectivamente.
XIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A
Mulekes 3 x 3 MachuPichu
MACHUPICHU SEGURA MULEKES E COMEMORA PONTO CONQUISTADO
Com boas atuações de Pipo no gol e Tebas, time arranca empate importante na luta pela classificação; Mulekes continua em terceiro
Por Douglas Almasi Santos
Parecia um confronto ‘Davi versus Golias’. Afinal, o terceiro embate de sábado na quadra 5 opôs o atual campeão, Mulekes, contra o classificado por muitos como ‘frágil’, MachuPichu. Os torcedores presentes – na maioria compostos por jogadores de Roletinha e SNG – já se perguntavam de quanto o Mulekes iria ganhar. Como futebol não é uma ciência, os ‘peruanos’ acabaram segurando um dos ataques mais poderosos do Chuteira de Ouro. As defesas de Pipo, aliadas à segurança de Tebas na zaga, foram determinantes para o empate em 3 tentos. Bom para o MachuPichu, que vai se mantendo próximo da zona de classificação.
Logo no primeiro lance de ataque, após saída de bola, Cirota recebeu e concluiu, abrindo o marcador em favor do ‘tchuxpitchu’. E o time de Flavinho queria mais: João recebeu passe e chutou para defesa segura de Phi. Depois, Cirota foi lançado na esquerda e chutou, mas Phi estava atento. A resposta do Mulekes veio com Phillip Melo, que recebeu passe na direita e arriscou, mas a bola explodiu na trave e saiu. Depois, Pipo Valente recebeu pela direita, avançou e soltou o pé, a bola pegou na primeira trave, correu toda extensão da linha divisória do gol até bater na segunda trave e sair.
O gol de empate estava maduro e ocorreu na jogada seguinte: Rafinha recebeu pelo lado esquerdo e só rolou para o meio, onde estava Phillip, que teve o único trabalho de empurrar às redes. E quase a virada ocorreu, em lance bonito. Pipo Valente lançou do campo de defesa para Phillip. O camisa 18 rolou para Gian, que, vindo de trás, soltou o pé. A bola bateu no zagueiro e subiu. Na descida, Rafinha acertou bom cabeceio, mas a bola pegou no travessão e não entrou.
O Mulekes já dominava as principais ações de meio de quadra e atacava com mais qualidade. Porém, o MachuPichu era perigoso nos contra-ataques e dava trabalho ao sistema defensivo do adversário. Em um deles, bola lançada na esquerda para Cirota. O camisa 11 chutou tirando do goleiro e correu para o abraço. Era o segundo tento do ‘tchupitchu’. Na sequência, quase o terceiro: Cirota recebeu na direita e chutou, mas Phi estava atento e defendeu.
A resposta do Mulekes não tardou. Gian veio carregando, passou pelo seu marcador e fez um lindo passe na área para Phillip, que só rolou para Rafinha completar sem dificuldades, retribuindo seu gol. Era o empate em 2 x 2. Em tabelinha esperta, Gian tocou para Rafinha, este devolveu a Gian, que novamente tocou para Rafinha girar e chutar para boa defesa de Pipo. No último lance de ataque da etapa primeira, nova tabelinha esperta, só que dessa vez entre Phillip e Rafinha, terminou em chute do camisa 18 e rebote de Pipo que o próprio Phillip tentou aproveitar, sem sucesso.
No início da etapa derradeira, dois gols que selaram aquele que seria o placar final. Repetindo o que fizera no primeiro tempo, o MachuPichu foi logo ao ataque, a bola ficou com Victor, que dominou e colocou novamente os ‘peruanos’ em vantagem. Só que a resposta veio quase de imediata: Gian recebeu bom passe na direita, fez linda jogada em cima de seu marcador e bateu cruzado. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. O resultado final seria este, mas quem o selou, de verdade, foi um monstro debaixo das traves chamado Pipo. Depois de tentativas frutadas de Pipo Valente – chutando para fora –, de Rafinha – com uma cabeçada também para fora –, e de Leco –travado na hora certa pelo zagueiro –, o arqueiro ‘peruano’ deu show.
Leco, após bobeada da defesa, chutou colocado da entrada da área, mas Pipo estava atento e praticou a defesa. Depois, Seckler respondeu com chute da esquerda, defendido com os pés por Phi. Mulekes no ataque: Gian fez linda assistência para Pipo Valente que, da intermediária, arriscou o chute, mas seu xará fez grande defesa, jogando a pelota para escanteio. Phillip para Leco, que devolveu, mas a pontaria estava desequilibrada e a bola saiu. No último lance, Pipo Valente tocou para Rafinha e recebeu de volta para soltar a bomba. Pipo, o ‘peruano’, mais uma vez interveio, garantindo um ponto ao ‘tchupitchu’ e calando os torcedores que já davam como certa a vitória do Mulekes.
“Perdemos muitos gols, e o goleiro deles pegou muito. Lógico que a vitória seria melhor, mas não deu. Mas este empate em nada nos atrapalha”, expressou o ‘tio’ Zé Carlos, técnico do atual campeão da Ouro e terceiro colocado no Grupo A. Já Ricci, manager e atacante peruano, não escondia sua satisfação com o ponto conquistado. “Conseguimos pará-los. O time deles é muito difícil de enfrentar, mas os travamos”, falou o camisa 30, que ainda se lembrou de um importante detalhe: “Já enfrentamos todos os times que estão na parte de cima da tabela. Agora é conseguir classificar”.
XIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO B
Fiorella 6 x 4 CAV
FIORELLA SURPREENDE CAV E CHEGA À VICE-LIDERANÇA
Edson Claro brilha mais uma vez com gols e assistências e ajuda equipe rubro-negra a derrubar um dos favoritos ao título
Por Luiz V. Andreassa
O Fiorella Brasil tem sido, nas últimas edições da Ouro, como o Bayern de Munique foi na Liga dos Campeões de 2009, quando chegou à final contra a Inter de Milão. Todos ficaram olhando para Real Madrid, Barcelona - e a própria Inter -, e se esqueceram que o Bayern também tinha um grande time. No Chuteira, as apostas para favoritos para vencer a divisão dourada geralmente têm sido Arouca, Bacana, Mulekes, SNG, entre outros, e andam esquecendo que o Fiorella também é um time de tradição, já foi campeão, e se mostra novamente muito competitivo. No último sábado, a equipe dos mil e um Silvas provou todo seu valor ao bater o CAV, até então líder do Grupo B e um dos cotados para levar a taça.
A partida começou com um ritmo intenso imposto pelo Fiorella. Antes mesmo de o ponteiro maior do relógio dar sua primeira volta, Rogério apareceu pelo meio, deu uma gingada e bateu no alto da meta. O goleiro Leo Cidrão ainda chegou a tocar na bola, mas não a impediu de encontrar as redes. O CAV tentava se recuperar do golpe, mas sentia sérias dificuldades para sair jogando devido à pressão forte imposta pelo rival. Foi a primeira vez que o time de Caio Fleishmann se viu dominado e impotente neste campeonato. Com isso, não demorou para vir o segundo revés: Edson Claro roubou a bola e passou para Tigu, pela direita, bater no canto e ampliar a vantagem.
O técnico Barath resolveu pedir tempo depois do gol e tentou arrumar sua equipe em quadra. Por alguns momentos a situação melhorou, já que o CAV passou a ocupar o campo de ataque, mas a defesa adversária se mostrava bem armada e o contra-ataque era um perigo constante. O capitão Caio tentou resolver sozinho ao fazer boa jogada pelo lado direito, mas sua finalização parou em defesa de Fábio Fonseca. Mais incisivo foi o rival, que armou um bom contragolpe no qual Edson recebeu passe de Rogério e, mesmo com o goleiro batido, acertou o travessão.
Aos poucos o Fiorella voltou a controlar as ações como nos primeiros minutos e, no final da etapa inicial, conseguiu surpreender a todos os espectadores que tinham a sorte de acompanhar o jogão. Primeiro, Edson Claro dominou uma bola pela direita, deixou-a pingar e emendou um chute maravilhoso, cruzado e potente, para acertar o ângulo oposto, sem dar chances de defesa a Cidrão. Pouco depois, a velocidade voltou a ser arma letal da equipe: após jogada rápida a bola foi parar nos pés de Edson, que passou de primeira para Robson invadir a área, totalmente desmarcado, e transformar a vitória parcial em goleada. Era 4 x 0 já.
Para quem achava que o Fiorella ia diminuir o ritmo frenético na segunda etapa, enganou-se. Logo aos 30 segundos de bola rolando no segundo tempo, Robson passou para Lucas na direita tocar de primeira para a conclusão de Caio Luis, também de primeira, ampliando o já elástico placar. Foi só depois disso que a equipe rubro-negra passou a administrar as ações com mais calma, enquanto o CAV ainda sentia as mesmas dificuldades na criação de jogadas. Houve até tempo para um lance hilário: Lucas e Rogério foram cobrar falta, mas não mostraram entrosamento no lance e partiram ao mesmo tempo para o chute, um acabou atrapalhando o outro e a chance foi desperdiçada.
Aos poucos o time tricolor foi dando uma melhorada e conseguindo pelo menos algumas finalizações esporádicas. Em uma delas, Fernando Cidrão recebeu na entrada da área, girou e, mesmo caído, conseguiu acertar o canto esquerdo para diminuir. Todavia, o Fiorella tratou de esfriar a reação logo em seguida para não correr riscos. Lucas aproveitou rebote do goleiro, após um chute vindo da direita, dominou na área e mandou para dentro. Foi o bastante para a tranquilidade voltar a reinar para a equipe, sendo que por um tempo apenas o próprio Cidrão era quem conseguia criar uma ou outra jogada mais perigosa. Em uma delas, o ex-jogador do Bufalos recebeu pelo meio, achou espaço para a conclusão e obrigou o goleiro Franklin a mandar para escanteio.
Foi somente nos minutos finais que o CAV conseguiu jogar um futebol parecido com o das outras rodadas. Teté dominou a bola ao lado da trave direita e passou de calcanhar para Fernando Cidrão chegar chutando de trás. A defesa do Fiorella conseguiu desviar a bola e se safar do gol. Mas, na cobrança do escanteio, o próprio Fernando conseguiu sua revanche, ao desviar de cabeça e diminuir para 6 x 2. Pouco depois, Tigu tirou uma bola da área com uma bicicleta e Teté aproveitou a sobra para emendar um belo chute, de peito de pé, que foi direto no ângulo esquerdo: golaço!
O terceiro tento deu esperanças ao CAV, mas já não havia tempo para fazer mais três gols. Pelo menos houve para mais um, quando o goleiro Quinta – que havia entrado no lugar de Leo Cidrãopara fazer goleiro linha – resolveu se aventurar no ataque e sofreu a oitava falta de sua equipe no segundo tempo. Na cobrança do tiro livre, Bettoni bateu forte no canto esquerdo para diminuir, mas este foi o lance derradeiro do espetacular duelo.
Com o resultado, o Fiorella assumiu a segunda colocação e terá pela frente, na próxima rodada, o lanterna Bacana. Já o CAV perdeu sua invencibilidade e vai ter nova pedreira sábado, contra o Só Resenha. Jogo que também promete muitos gols, pois, a exemplo do embate aqui descrito, será protagonizado por duas equipes habilidosas, entrosadas e partidárias do futebol ofensivo. Quando isso acontece, é difícil não haver um grande jogo.
XIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A
Di Primeira 9 x 6 Estudiantes de la Vila
EM JOGO DE 15 GOLS, DI PRIMEIRA REAGE E DERROTA ESTUDIANTES
Equipe de Ferrugem chegou a estar perdendo por 5 x 1, mas mostrou poder de reação e venceu; Dri Ferreira foi o nome do jogo
Por Douglas Almasi Santos
O Di Primeira fez história na quadra 5. Após início avassalador do Estudiantes - que fez 4 gols em menos de 10 minutos - e de chegar a estar perdendo por 5 x 1, o time de Lapinha conseguiu um resultado final do tamanho da raça demonstrada em quadra: venceu por 9 x 6 e continua na briga pela vaga na fase decisiva. Pelos lados do Estudiantes, a luz amarela acendeu de vez, uma vez que a equipe amarga a última colocação do Grupo A e já vê a Série Prata mais de perto.
Os cinco primeiros ataques do jogo foram do Estudiantes. E, dessas 5 oportunidades de gol, o time de Tucano converteu quatro. Logo de cara, Julinho recebeu passe na área e abriu o placar. Logo em seguida, depois de chute cruzado, Julinho apareceu e só desviou de Ferrugem, ampliando a contagem. E estava fácil passar pela zaga do Di Primeira: contra-ataque mortal, Fábio José botou correria e acionou Julinho também na corrida, o camisa 9 chegou batendo para marcar seu terceiro tento no jogo, abrindo 3 x 0. Fábio José, depois, recebeu o passe, driblou o zagueiro e encheu o pé, mas Ferrugem estava atento e defendeu. Porém, no quinto ataque seguido, o 4º gol dos ‘meninos de La Vila’: Elizeu arriscou da entrada da área e foi feliz.
Apesar de um jogo em ritmo alucinado, com um 4 x 0 antes dos 10 minutos iniciais, o público presente era decepcionante: apenas duas pessoas acompanhavam o embate. O primeiro ataque do Di Primeira demorou a sair, mas, quando chegou, demonstrou que o Estudiantes teria dificuldade sem um banco de reservas com mais jogadores (só havia 1 atleta para revezar). Cris Ferreira chutou cruzado com muita força, Fernando furou e Dri Ferreira carimbou a trave. Em seguida, o mesmo Dri recebeu bom passe de Dodo e só teve o trabalho de empurrar às redes, diminuindo o prejuízo. Depois, o goleiro e capitão Ferrugem levou, por reclamação, cartão amarelo. Dodo foi cobrir os 2 minutos de ausência do arqueiro, exatamente quando o Estudiantes se aproveitou: Ivan roubou a bola, driblou o marcador, avançou e abriu na esquerda para Elizeu. O camisa 5 dominou e prontamente fuzilou o canto esquerdo do ‘goleiro’ Dodo.
Com 5 x 1, tudo parecia levar a crer no primeiro triunfo do time de Gilson no certame. Mas os deuses do futebol queriam gols, e foi isso que o pequeno, mas privilegiado, público viu. André Luis recebeu na área e chutou de primeira, diminuindo a contagem para o Di Primeira. Depois, a zaga do Estudiantes bobeou, Dri entrou na área e foi derrubado por Tucano. Pênalti claro e cartão amarelo ao arqueiro. Julinho calçou as luvas e foi para a meta. Na cobrança, o mesmo Dri bateu no canto esquerdo, sem a menor chance de reação para o improvisado Julinho. E, no último lance da eletrizante etapa primeira, Le fez lindo passe de trivela para Gui na direita. O camisa 13 chutou, mas Julinho defendeu.
No segundo tempo, a chuva de gols não parou. Cobrança de lateral, a zaga do Estudiantes marcou bobeira, e Dri apareceu livre para diminuir e encostar o Di Primeira no placar: 4 x 5. A resposta à reação foi imediata: Elizeu fez lindo passe de 3 dedos para a corrida de Ivan, que chegou de frente e fuzilou, marcando o 6º gol do Estudiantes. Porém, seria o último dos ‘meninos de La Vila’, porque, a partir daí, só deu Di Primeira.
Dadinho fez a jogada na ponta e rolou para trás, Dodo apareceu e soltou a bomba para diminuir. O improvável empate não tardou a chegar: Dodo avançou pela direita sem marcação e chutou à meia-altura direita de Tucano, indefensável. O Di Primeira dominava completamente um já combalido Estudiantes, e a virada era iminente. Só que chegou de forma improvável e inusitada: Ferrugem foi afastar com os pés, mas acabou pegando em cheio na bola, que encobriu Tucano e entrou. Virada espetacular do Di Primeira!
Nos últimos dois ataques, dois gols para selar o triunfo do time de Simon. Depois da cobrança de falta ajeitada para o lado, Chico chutou mascado, a bola passou por toda extensão da área, e Dri Ferreira só empurrou. Depois, o toque foi feito para Dri, que novamente só teve o trabalho de empurrar às redes e marcar seu 5° gol no jogo. E, assim, o improvável no começo se consolidou: triunfo do Di Primeira por 9 x 6.
“Não aguento mais ver o time sair perdendo e tomar a virada. Parece que tem de ligar na tomada. Vai chegar uma hora que não vai dar certo e não vamos conseguir virar”, esbravejou o técnico Molão, feliz com o resultado, mas preocupado com os inícios do Di Primeira nas últimas partidas. Já Julinho, pelos lados do Estudiantes, estava muito abatido. “Não sei o que acontece, você me desculpa. Não temos banco, falta reposição. Precisamos de mais dois jogadores, pelo menos”, desabafou o camisa 9, que, mesmo assim, não desanima: “O Estudiantes é tradição. Não vai cair!”
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