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Notícias de 02/12/2009



VIII CHUTEIRA DE OURO: 9ª OITAVAS DE FINAL

Primatas 4 x 1 Clube Atlético Perus

PRIMATAS ACELERA E GOLEIA CAP


Time da Zona Norte coloca seu futebol de velocidade pra jogar e derrota CAP na primeira oitavas de final


Por Guilherme Meireles

Com suas duas grandes estrelas no banco, Orley e Gui Fenômeno, o Primatas entrou em campo para abrir a fase de oitavas de final contra o Clube Atlético Perus. Mesmo com estes "desfalques opcionais", a equipe de garotos começou com uma postura muito ofensiva, deixando os peruanos encurralados na defesa. O atleta do CAP que se soltava com mais destreza era Pena. Além de habilidoso, também mostrou visão de jogo quando chutou de longe e pegou o goleiro Vitinho adiantado, mas o arqueiro primata se esticou todo e conseguiu espalmar.

Pelo lado dos primitivos, Litho é quem jogava uma partida mestra, sendo ele o grande articulador dos ataques de sua equipe. Mesmo assim, não era o único: Rafinha arrancou pela direita, driblou tudo que viu pela frente e arrematou na rede pelo lado de fora. Mantendo a bola no ataque e não dando espaço para o adversário, faltava algo para o Primatas levar um efetivo perigo. E quando Orley finalmente entrou, confirmou a teoria do repórter ao abrir o placar em chute da meia direita. Não demorou e Gui Fenômeno também mostrou o porquê deveria ter começado jogando. Ele confiou em si mesmo e mandou um canhão de longe que parou no ângulo superior esquerdo. 2 x 0.

O CAP finalmente resolveu acordar e melhorou consideravelmente, tocando a bola com calma e atacando com mais perigo. Mas Litho recebeu de Rafinha e mostrou calma para fazer o terceiro. No "tudo ou nada", o CAP se mandou de vez para tentar abrir o placar e só não o fez porque Vitinho estava inspiradíssimo: Pena pegou um lindo chute de primeira e o arqueiro se mostrou bem colocado para espalmar. Pouco depois foi a vez de Maradona atirar um chute venenoso da ponta direita, quase pegando o goleiro primitivo desprevenido, mas mesmo adiantado voou para defender. Porém, ele não pode fazer nada na cobrança de falta praticamente na risca da grande área, quando o chute rasteiro de Juscie passou pelo meio da barreira.

No apagar das luzes do primeiro tempo, mais um round da batalha Vitinho x Pena: desta vez, o peruano venceu a briga contra o arqueiro e com categoria deu um toquinho sutil sobre ele, colocando a bola no caminho do gol. Mas Guerrero surgiu como elemento surpresa e em cima da linha chutou de qualquer maneira. O problema é que foi tão "de qualquer maneira" que o feitiço quase virou contra o feiticeiro, pois a bola pegou um efeito estranho e quase que encobriu o próprio zagueiro do Primatas. Para a sorte do time dos garotos, ficou no quase.

O segundo tempo começou e parecia mais um retrato do final do primeiro tempo. Só os peruanos atacavam. Como bom retrato, Vitinho continuava um monstro em campo, defendendo tudo que vinha em sua direção: nos primeiros minutos da etapa final foi a vez de um balaço proveniente de Carlos Diego parar na defesa do arqueiro. Sem conseguir manter a bola, o Primatas chegava pouco. Mesmo assim, quase marcou o quarto em chute de Gui Fenômeno pela meia direita que encontrou o goleiro bem posicionado no meio do gol para espalmar. Goleiro que muitos julgam ser o próprio vascaíno Carlos Alberto, que em comemoração da subida do time luso para a primeira divisão resolveu sair da ressaca para honrar as cores do CAP. Juscelino só não fez o segundo porque seu chute parou no pé do poste direito.

Vitinho disse algo que não deveria ao árbitro e acabou levando cartão amarelo, deixando sua equipe sem seu melhor atleta. Resultado: o neocaiçara Orley (by L. F. Fernandes) assumiu as rédias embaixo do travessão e quase se comprometeu ao tirar a camisa para ir ao gol, o que é contra as regras. Logo repreendido, o artilheiro (e agora goleiro) primata finalmente pôs a camisa de Vitinho. E quem imaginou que a "aventura orleyana" no gol seria um desastre se enganou, pois ele foi seguro nas poucas vezes que foi acionado. Mas é verdade que o CAP não soube aproveitar o desfalque no gol do Primatas e chutou muito pouco enquanto Vitinho amargava os dois minutos fora de campo.

Aproveitando-se disso, o Primatas atacou e mesmo com um jogador a menos, chegou lá: em jogada pela direita, Litho cresceu para cima do marcador, cruzou e colocou Gus praticamente embaixo da trave para fazer 4 x 1 e enterrar de vez qualquer expectativa do CAP de vitória. Agora o Primatas encara o Bengalas, em confronto de campeões.

VIII CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Equipe Bróder 1 x 0 Roleta Russa

EM JOGO DAS RETRANCAS, EB SE DÁ MELHOR E CHEGA NAS QUARTAS


Gol solitário no segundo tempo sela destinos de EB e Roleta Russa, que deixaram de jogar para justamente não deixar o outro time jogar


Por Guilherme Meireles

“Jogo horrível”. Foi assim que o lendário Bizu classificou a tão esperada partida entre Equipe Bróder e Roleta Russa. A bola mal havia começado a rolar e Bizu já comprovou sua opinião: em lance isolado, no meio campo, Baru sofreu um carrinho violento e desnecessário de Ericão, que levou amarelo. Gegê tomou a iniciativa do primeiro ataque e, em chute forte do meio campo (que ainda sofreu um desvio no caminho), fez com que o goleiro Leo caísse no canto direito para espalmar. Vingando Baru, o camisa 2 do Roleta também fez falta dura e desnecessária e fez com que Casari (ainda tranquilo) pedisse aos seus comandados para ter calma.

Calma mesmo precisavam as muitas pessoas que lotavam a arquibancada da quadra 5, pois o jogo não engrenava de maneira alguma. Tecnicamente os dois times pareciam ter medo de atacar e, portanto, se mantinham completamente fechados: enquanto um atacava, o outro não se atrevia a apertar a saída de bola e vice versa; ficavam apenas esperando a chance de armar o contra ataque. Isto fez com que o jogo ficasse truncado e centralizado no meio campo, o que não é o cenário ideal para o desenvolvimento de chances claras de gol. Em uma das poucas, Mutssa recebeu de costas para o gol na entrada da área, girou com firmeza e mandou a bola muito perto da trave.

Com as defesas fechadas, restaram os chutes de longe: Gegê arriscou do meio da rua outra vez e animou Preto, que gritou do banco: "Isso mesmo, confio, bate!". E ele tentou pela terceira vez, mas o goleiro deu uma ponte no canto esquerdo e espalmou. Para levantar a desiludida torcida, Baru foi substituído e provocou gritos como: "Baru saiu e disse que vai levar a bola!". Voltando ao jogo, Lapa também tentou de longe e tirou tinta do poste direito. Pouco depois, Bruno quis dar uma pincelada de beleza no jogo ao encobrir o goleiro em chute da esquerda que quase entrou.

Sob sol forte começou o segundo tempo com chutes piores que os da primeira etapa. Mas é possível pinçar alguns belos lances: Edelcio colocou uma bola por baixo das canetas de um adversário em jogada pela esquerda, mas acertou a rede pelo lado de fora. Chegando ao máximo que um ser humano consegue se esticar, Ericão fez tudo que pôde para completar um bom lance de ataque e pareceu não acreditar quando viu que, apesar do seu esforço, a bola passou pelo goleiro roleta e carimbou levemente a trave esquerda. Lapa abriu na meia esquerda para Cássio: ele encheu o pé e provocou um leve desvio do arqueiro por cima da trave.

A EB jogava nitidamente com o regulamento embaixo do braço, já que um empate era o suficiente para a classificação, portanto, apenas mantinha a eficiência na defesa, explorando os possíveis contra-ataques. Alguns se questionaram se era a mesmo EB que havia passado por cima do Bengalas em jogo emocionante sábado passado. Por outro lado, o Roleta ia ficando nervoso e os erros infantis passaram a ser frequentes. Pior: o time de Casari precisava de um golzinho apenas, mas não atacava! A postura que lhe era exigida não aparecia de jeito algum. E quando quase ninguém prestava mais atenção na quadra 5, pois todos estavam com dor no pescoço se preocupando em olhar para a quadra 4, onde certa Locomotiva descarrilava surpreendentemente, a "fúria broderiana" saiu do armário e aniquilou o tédio que pairava sobre o jogo: em cobrança de escanteio, Vitão pegou um belíssimo volêio e balançou as redes.

Precisando urgentemente empatar o jogo, o RR enfim se mandou ao ataque e cavou uma falta perigosa na meia direita. Bruno cobrou com veneno para o voo livre do goleiro, que saltou para espalmar. Daí até o fim da partida continuou o esquema da EB fechada e o RR não conseguindo passar da intermediária para tentar empatar o jogo. Com o ritmo de jogo apresentando pelo Roleta, o empate era inviável e a virada impossível.

O magro 1 x0 foi a última coisa que os "chuteirenses" esperavam de um jogo com a grandeza de EB x Roleta Russa. Mais do que isso, foi uma disputa xoxa e fraca. Semana que vem a EB pega o Fiorella sem a vantagem do empate, que a equipe tanto se valeu neste sábado. E se os bróderianos aceitam um conselho deste repórter que aqui escreve: se jogar fechado semana que vem, Ari Silva, Van Van e companhia não vão perdoar...

VIII CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Arouca 2 x 1 Joga 13

AROUCA VENCE 13, MAS BRIGA MARCA CONFRONTO


Vitória na bola de Arouca de Vitão acabou ofuscada por provocações e pancadaria ao final


Por Guilherme Meireles

No duelo das equipes mais "irritadas" do Chuteira, o resultado só poderia ser um: confusão. Quem não se lembra de Arouca x Primatas na semifinal do último Chuteira de Prata, em que Orley sussurrou algo no ouvido de Vitão e fez com que este cuspisse no primata causando um escarcéu danado em campo? Ou, mais recentemente, o festival de faltas duras entre aroucanos e bacanas que resultou em muita briga após o apito final (protagonizado por Toni, camisa 10 do Arouca), fazendo até o calmíssimo goleiro Maurício entrar na confusão? Pelo lado do Joga 13 também não faltam exemplos de confusão: contra Melville, contra Bacana... é só escolher o torneio e que os dois lados têm histórias de confusão pra contar... Mas vamos ao jogo antes da pancadaria.

Logo nos primeiros minutos de bola rolando já foi possível identificar o cerne da posterior confusão: Doce. Ele discutiu com o árbitro, que o mandou parar de reclamar e jogar. Pelo jeito, o jogatrezense não levou a sério. E aí o que se viu no primeiro tempo foi um festival de pés e cotovelos trocados entre ele e Leozinho, camisa 7 do Arouca, que talvez não tivesse sido apresentado à famosa do camisa 10 do 13.

Com a bola rolando (desta vez é sério), o Arouca era empurrado por sua torcida provida de bumbos e baterias que faziam uma festa na apertada na arquibancada, de onde também atrapalhavam o trabalho da reportagem. A equipe estava melhor e explorava o bom posicionamento de Marquinhos no ataque: após ótima troca de passes, ele bateu do bico da área direito e parou na intervenção de Caieiras, que salvou com os pés. O Joga 13 também quis assustar e, com Calado, que driblou tudo que viu pela frente na entrada da área, clareou o chute e acertou o poste esquerdo.

Em tentativa de Daniel Tafelli pela direita, Doce chegou travando duro e cometeu falta. Na sequência da cobrança, Caio Martins mandou um chute na diagonal que encontrou Veloz junto à trave esquerda. Ele só teve o trabalho de empurrar para o gol fazendo 1 x 0. Não demorou e, em contra-ataque rápido, o mesmo Veloz recebeu em ótimas condições dentro da área pela direita, mas o chute parou em defesa segura de Caieiras.

No intervalo, muita discussão entre os jogadores do 13. Caieiras, Doce e Rodrigo eram os mais nervosos, que mais cobravam a reação dos companheiros. Mas no início do segundo tempo os dois times estavam apáticos, chutando pouco. Particularmente o Arouca jogava retrancado, sem apertar a saída de bola adversária, e, para tanto, tocava com calma administrando o resultado. Afinal, os aroucanos ainda contavam com a vantagem do empate. Doce entrou em cena de novo, desta vez fazendo falta dura em Toni. Ao ser premiado com um amarelinho, sua saída de quadra foi marcada por gritos da torcida aroucana de: "Para de fazer doce!". Na cobrança da infração, Caio Martins recebeu e disparou para o gol e ela passou com perigo à esquerda de Caieiras.

Foi então que Vitão, o Lugano do Chuteira, resolveu investir no ataque e recebeu um ótimo lançamento pela esquerda. Mostrando que sua semelhança com o defensor uruguaio é bem mais do que mera semelhança física, o aroucano foi raçudo e aguerrido: cresceu para cima do marcador, sassaricou pra lá pra cá, encarou de frente o adversário e conseguiu driblar ele e Caieiras antes de tocar para o fundo do gol. Golaço! Na comemoração apontou para o pai na arquibancada e disse: "É pra você!".

O Joga 13 ainda acreditava na missão quase impossível de fazer três gols e alcançar a classificação: Fino arrematou de dentro da área e viu Maurício (pouco acionado até então) salvar o primeiro gol. Logo depois, foi a vez de Guma tentar em um belo chute da intermediária que tinha o ângulo direito como endereço certo, mas por algum acaso a bola saiu.

Enfim o lance que vai gerar todo o vuco-vuco, nos dizeres de Denys o Pimentinha do Bucets. Quando Rodrigo levou a bola do meio para a ponta esquerda, apontou e atirou para o fundo do gol, diminuindo o placar. A bola foi colocada no centro do campo novamente e Doce e Leozinho acabaram se estranhando naquele papo informal e educado na saída de meio de campo. O árbitro viu e mostrou amarelo para os dois. Somado ao amarelo que Doce já tinha levado, o azul ressabiou para ele. Foi o estopim para ele perder a cabeça e a razão e dar início ao festival de tapas, provocações, voadoras e ameaças que partiam tanto dos jogadores para a torcida, como da torcida para os jogadores e entre os próprios atletas. O pau quebrou, o 13 bateu, o Arouca apartou como pode e se defendeu, e o jogo, acalmado, foi encerrado 2 minutos antes do tempo regulamentar. Quando tudo parecia bem, algum atleta do Arouca se afobou na comemoração e gritou “chupa”. Caieiras sentiu-se ofendido e partiu para cima dos aroucanos provocando um renascimento da briga. Bizu, Renê, Caio Martins e o goleiro Maurício foram alguns dos que fizeram de tudo para apaziguar os ânimos. Por outro lado, outros entraram na quadra apenas para botar mais lenha na fogueira, o que é lamentável. Esta matéria termina sem ser minuciosa sobre o “fight” do pós jogo, já que o Chuteira News não quer dar audiência aos que quiseram aparecer brigando. Até porque a Organização já tomou sua irrevogável decisão que aliás foi extremamente justa.

VIII CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Estudiantes 2 x 0 Kadência

ESTUDIANTES FAZ JOGO PERFEITO E ELIMINA KADÊNCIA


Impecável na defesa e veloz no ataque, Estudiantes não deu chances a Kadência


Por Guilherme Meireles

Estudiantes x Kadência era a esperança de pelo menos um jogo “acima da média” nestas quartas de final. Nos primeiros minutos de jogo, essa esperança pareceu aflorar em lindos dribles de Bahia pela ponta direita: ele fez um carnaval na zaga adversária emendando um chute forte cruzado que parou no fundo do gol de Renato.

Pouco depois, Rafinha fez uma jogada de futevôlei ao arrumar milimetricamente de cabeça para o mesmo Bahia na cara do goleiro. O autor do primeiro gol cabeceou com firmeza, mas o goleiro do Kadência voou no ângulo esquerdo para efetuar a defesa mais linda da rodada. E só dava Estudiantes, que voltou a voar em campo. Vitinho mandou um balaço de longe e o goleiro, bem posicionado, saltou junto ao ângulo para desviar levemente, mas o suficiente para evitar o precoce segundo gol.

Como se nota, o Kadência não conseguia passar do meio de campo. A marcação “estudiosa” era eficiente e anulava com destreza as tentativas adversárias de levar perigo. O goleiro Renato era o grande responsável por sua equipe estar perdendo apenas de um gol. Aliás, não só o arqueiro. Falta para o Estudiantes do meio campo. Bahia se mostrou concentrado antes de fazer a cobrança e este foi o elemento decisivo para a profecia do grande repórter Diego Pontes, que atacou de Peruca: “Olha a bomba que ele vai mandar!”. Não deu outra. O “estudioso” encheu o pé e quase arrebentou o travessão, deixando o goleiro sem saber o que fazer.

Vendo que furar o bloqueio dos amigos da Vila Leopoldina seria praticamente inviável, Maurinho concluiu que só balançaria as redes se chutasse de longe. Assim, enfiou uma cacetada da ponta direita que parou em grande defesa do goleiro Paulo – “um dos dois melhores goleiros do Chuteira”, nas palavras do manager e capitão Caio. Já próximo ao intervalo, o rendimento da partida caiu bastante já que os times pareciam aptos para buscar algo no segundo tempo.

E foi o que aconteceu nos minutos iniciais da etapa derradeira. O Kadência sabia que precisava de dois gols já que a vantagem do empate não era sua, e começou a rondar perigosamente o gol adversário. O problema é que a defesa do Estudiantes continuava fechadinha. De tanto afobamento em busca do primeiro gol, a zaga kadenciana deu espaço para Rafinha chutar de dentro da área pela direita e marcar o segundo de sua equipe.

Daí para frente, o Kadência se rendeu e não conseguiu criar mais nada. Talvez a melhor chance foi quando Paulinho, apagado diante da “carrapatenha” defesa do Estudiantes, recebeu ótimo passe na cara do goleiro e tentou um difícil voleio, mandando com perigo por cima do gol.

Já o Estudiantes queria mais: após linda troca de passes, Caio recebeu um toque de calcanhar pela esquerda, se mandou para a linha de fundo e na hora do cruzamento ninguém do Estudiantes apareceu na frente do goleiro para completar. Outra ótima trama foi entre Peter e Lorente: eles tabelaram maravilhosamente, foram para a área, mas na hora do chute acabaram vacilando e perderam a bola.

E assim, com 2 x 0, o Estudiantes se vinga da final do VI Chuteira de Ouro e faz nova revanche, desta vez para o SNG, com quem joga nas quartas de final.



II CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

Canhedo Beppu 7 x 2 Ras Time

CANHEDO, MOVIDO A SUZUKI, NÃO TOMA CONHECIMENTO DE RAS TIME


Artilheiro da equipe do Canhedo marca 4 vezes, chega a 21 gols e coloca time dos engenheiros nas quartas de final

Por Renan Lamarck

Confronto em que o Canhedo era tido como favorito diante do bom time do Ras, mas mesmo assim, empolgados com a chance de chegar às quartas-de-final do Chuteira, o time azul iniciou tentando sair para o jogo. No entanto, em duas batidas de cabeça da zaga quase acabaram entregando para os engenheiros o primeiro gol.

Pouco depois de Sujeira cobrar uma falta rente a trave defendida por Papa Burguer, foi a vez do Canhedo responder: pela esquerda Gérva virou a bola para Suzuki, el mariachi oriental, ele dominou e tocou por baixo do arqueiro para tirar o zero do placar.

Parece que o gol sofrido abalou mesmo o valente Ras, pois, na sequência, ainda no primeiro tempo, o azulão da Prata desandou a tomar gols. Fabinho dominou a bola no meio e, mesmo sofrendo com a marcação, conseguiu deixar a pelota com Luiz Siviero, que deu boa assistência para Suzuki de novo fazer o segundo gol dos engenheiros.

Era jogado pouco mais que o início da primeira etapa, e a goleada do Canhedo Beppu só estava começando. Pelo lado esquerdo Fabinho avançou e sentou o dedão na bola para anotar o terceiro. Logo depois Testa marcou um golaço. Ele acertou bonito chute em bola rebatida, sem chances para o arqueiro improvisado Mau. Bola na rede e 4 x 0 no placar.

Como resposta, Iasi tentou levar o RAS ao primeiro gol. O jogador cortou o marcador, trouxe a bola para o pé esquerdo e chutou, contudo o arqueiro Papa defendeu. Já pelo Canhedo, como resposta, da intermediária Bolacha acertou outro chute forte. O barulho da bola tocando na trave e beijando as redes era sinal de que os engenheiros faziam o quinto gol.

Ainda na primeira etapa o Ras Time conseguiu descontar, também com um golaço. Mau acertou a gaveta e dava direito ao azulão de ainda sonhar como uma reação mágica.

Assim que teve início a etapa complementar, foi o RAS quem chegou para marcar. Aproveitando a desatenção e a péssima saída de bola do adversário, Sujeira foi oportunista e diminuiu para 5 x 2. No entanto, a reação azul parou por aí, pois pouco depois Suzuki anotou mais um gol e matou de vez o jogo. O atacante motorizado recebeu na entrada da área e com muita tranquilidade colocou a bola para dentro do gol, anotando assim o sexto de seu time.

Com a partida de fato já definida, o bate bola caiu de rendimento. Um dos poucos lances bons do segundo tempo, Gueller, do Ras, foi raçudo, brigou pela bola, e arriscou chute rasteiro, mas a bola correu e explodiu na trave. Já no apagar das luzes, o Canhedo deu números finais ao embate, de novo com o camisa 9, o xará da indústria de motos japonesa, um gol de matador ao melhor estilo Renê. Canhedo Beppu 7 x 2 Ras Time. “Fora o baile”, como disse Denys, do Bucets, que acompanhava o jogo com um sorriso de orelha a orelha.

II CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

Pé de Pano 5 x 3 Locomotiva Tarja Preta

PÉ DE PANO TIRA LOCOMOTIVA DOS TRILHOS


Com um futebol de velocidade e taticamente quase impecável, Pé de Pano atropela o favoritismo adversário e manda Locomotiva para casa mais cedo

Por Renan Lamarck

A primeira lição do futebol deveria ser apreendida pelo Locomotiva Tarja Preta: não existe favorito. Nos bastidores do Chuteira de Prata todo mundo que havia acompanhado um pouco dos dois grupos, e sabia da partida de oitavas-de-final entre o trenzinho de Publius e o pessoal do PdP, cravava que o Tarja Preta deixaria a quadra classificado e, mais, com facilidade, goleando. Até Lucas, técnico do time de Publius, queimou a língua.

Rolou a bola e o Pé de Pano começou o jogo muito empolgado, voando em campo e encurralando a assustada defesa do Locomotiva. Tanto que logo de cara Betão foi obrigado a fazer uma defesa em cima da linha do gol – os jogadores do PdP pediram o gol, mas a arbitragem mandou seguir. Como resposta, Publius apareceu dentro da área e teve a chance de abrir o placar, contudo desviou a gorduchinha para fora. Aliás, bola para fora seria a tônica do Locomotiva, que podia ter feito ao menos 3 gols se não o fosse o calcanhar para a frente dos seus atacantes, quase uns curupiras em campo.

Os tarjapretanos ainda estavam bem dentro do jogo e outra vez quase foram os primeiros a tirar o zero do marcador. Agora foi a vez de Rodrigo matar bonito e chutar cruzado. Sem desviar em ninguém a pelota explodiu na trave e saiu. A partir daí quem resolveu aparecer para o jogo foi Bestão, do Pé de Pano. O meio campista chamou o jogo e definiu a sorte das duas equipes no campeonato. Depois de bela e envolvente troca de passes, Tavogus recebeu passe, ajeitou e chutou para anotar 1 x 0. Festa do Pé de Pano, festa do Bucets de Denys e Tom que torciam fervorosamente pelo PdP.

Surpreendendo a todos o Pé de Pano saía na frente, e agora era hora de outra figura contestada também brilhar. Brunno recebeu na velocidade uma bola digna para empatar o confronto, no entanto o arqueiro Tiago apareceu no momento exato para desviar o chute do atacante. Como complemento do lance para afastar a pelota Rafinha ainda deu um bico para longe.

O Pé de Pano apostava no contra-ataque. Tinha uma linha de 4 homens protegendo a área e dois um pouco mais à frente – foram esses dois que destruíram e descarrilaram o trem. Pouco depois de Dada chutar falta na barreira, Bestão avançou pela esquerda e marcou outro belo gol para o Pé. O Chute entrou rente a trave e Betão não conseguiu chegar na bola.

Com 2 x 0 no placar, a confiança estava toda do lado do PdP, enquanto o Locomotiva, nervoso, fazia um péssimo final de primeiro tempo. Aproveitando o mau momento do rival, e para a alegria do Bucets, Bestão arrancou pelo meio, enxergou um espaço na marcação e marcou novo golaço! Um tiro de longe, sem chances de defesa.

Inacreditavelmente o Tarja Preta, que tinha até a vantagem do empate, ia sendo eliminado. Outra vez Publius apareceu no ataque, mas agora o atacante foi muito mal na finalização e, em chance clara de gol, chutou a redonda por cima do gol. Aliás, a bola só não foi até as imediações do Palestra Itália porque, por sorte, a rede que protege a quadra estava bem amarrada.

Ao som de "Adeus Lucas" – paródia do "Adeus Dunga", cantado para o técnico da seleção quando o Brasil andava mal nas eliminatórias –, o coach do Locomotiva se encaminhou para o banco de reservas no segundo tempo. A decepção e a incredulidade com a derrota estavam estampadas nas faces dos tarjapretanos.

Indo para o tudo ou nada o Locomotiva foi para o ataque e, num gol que lembrou muito o de Oséas na final da Libertadores de 99, Publius recebeu bola vinda da direita e de canela, na marra, colocou a pelota para dentro! Tentando voltar ao jogo os tarjapretanos descontavam, agora estava 3 x 1, e a Locomotiva já podia ver uma luzinha no final do túnel.

No entanto, como um verdadeiro balde de água fria, Bestão, mais uma vez ele, inventou uma bicicleta dentro da área do Tarja Preta. Resultado: golaço que ainda contou com a mão meio furada de Betão, que chegou na bola mas não espalmou.

Os minutos passavam e o confronto ficava cada vez mais quente, por um lado o Locomotiva atacava e tocava a bola, enquanto o Pé de Pano esperava parar armar um contra-golpe fatal. Em contra-ataque, o clone de Billie Joe foi obrigado a parar o adversário com dura falta próximo à área. Amarelo para ele. Na sequência Publius, atuando agora como goleiro, foi fundamental ao salvar uma bola numa jogada em que o PdP atacava com três homens contra apenas só ele.

Contudo, quando parecia que o Locomotiva havia perdido a cabeça, Rodrigo foi fundamental no jogo para ressuscitar os tarjapretanos. Enquanto Lucas comemorava a eliminação do Roleta Russa diante da EB, pelo Chuteira de Ouro, o Tarja Preta diminuía no placar para 4 x 3. Rodrigo fez o segundo e, em desvio de cabeça após chute de Publius do meio de campo, marcou o terceiro. Agora bastava mais um golzinho para o trem da alegria chegar às quartas.

Todavia, o Pé de Pano encontrou o contra-golpe final, e fatal, que precisava para tirar o Locomotiva de vez da jogada Rafinha foi lançado pela direita e tocou bem no catinho de Pubius, fazendo 5 x 3 e decretando a eliminação do então favorito LTP.

A lição deve ser aprendida. “Achei que fossemos ganhar tranquilamente, mas o Pé de Pano mostrou uma vontade que nunca tinha visto antes. Juntou vontade, um jogador decisivo em dia abençoado, um time que não tocava a bolas mas insistia no chutão e ligação direta, deu nisso. Parabéns ao Pé de Pano pela aula de futebol”, comentou Lucas, colocando o cargo à disposição da diretoria.

II CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

Elefantes Indomáveis 2 x 1 RR Olímpico

ELEFANTES VIRA CONTRA ROLETINHA NO SEGUNDO TEMPO


Nem goleirão Casari, MVG da Prata, conseguiu impedir vitória do Elefantes e a eliminação do Roletinha

Por Renan Lamarck

Favorito abertamente para o confronto diante do Roletinha, o Elefantes Indomáveis partiu logo de cara a testar o goleirão MVG Casari, que de fato teve que mostrar serviço. Em cobrança de falta Thomas encheu o pé e exigiu grande defesa do arqueiro. Pouco depois, acreditando na classificação, Folha recebeu lançamento da defesa, matou a bola, os Elefantes pediram toque de mão não marcado, e o meia atacante mandou a pelota para o fundo do gol. Mais um time que surpreendia nas oitavas da Prata, Roletinha 1 x 0 para festa de Baru.

Pouco depois do Roleta chegar outra vez com perigo e acertar a trave, lance que mostra como o gol afetou os Indomáveis, os Elefantes responderam com Cauê. Ele recebeu bola ajeitada de Bruno Alves, mas mesmo sem marcação deu um incrível chute torto e adiou o empate.

Nos minutos que seguiram os Elefantes foram com força para o ataque, lembrando que para os laranjas apenas bastava um empate para seguir no campeonato. Dentro da área Cauê dividiu com o zagueiro Mendes, a bola ficou pererecando e na ânsia de salvar sua equipe o zagueiro Roleta quase marcou contra ao tirar a bola de maneira perigosa rente a trave.

Casari seguia bem. Em falta pela direita Daniel rolou para manente soltar a bomba. Outra vez o goleiro foi buscar a pelota. Pouco antes do apito final na primeira metade de embate, os Elefantes tentaram chegar mais algumas vezes, mas a péssima pontaria de Cauê naquela tarde valeu aos Elefantes a derrota parcial por 1 x 0.

Já no segundo tempo, aproveitando que o Roleta sofria para sair jogando, Daniel Teske apareceu dentro da área para deixar tudo igual. Pouco depois, Bruno recebeu passe com açúcar e mel, mas acabou se precipitando e chutou fora a grande chance de virar para os Elefantes.

Pareceu que a vaca dos Olímpicos ia de vez para o brejo quando o zagueiro Fábio, ex-Xoro Paro, meteu a mão na bola próximo à área em lançamento longo para ninguém. A falta foi defendida por Casari e os laranjas pouco ameaçaram nos dois minutos com um jogador a mais. Passado esse tempo, Baru queria que seu jogador retornasse a campo, contudo, o árbitro cover do Geppetto passou um belo pito em Baru, alegando que os dois minutos ainda não haviam terminado.

Melhor em campo, Daniel avançou pelo meio, tabelou com João Corazza e teve frieza na hora de estufar a rede de Casari. No segundo tempo, os Elefantes viravam a partida e colocavam os dois pés nas quartas-de-final.

A sequência do jogo foi mais fraca do que se esperava, pois o Roleta não conseguia levar perigo e, a essa altura, precisaria virar novamente o confronto para chegar à próxima fase. Baru fez sua parte e no tempo que restou, encheu o time de atacantes, mas não deu resultado. Elefantes nas quartas e eliminação do Roletinha, mais um time que cai de pé.
II CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL

É Verdadeee 3 x 1 DPGamos

É VERDADEEE SE GARANTE E ELIMINA DPGAMOS


De novo Lacraia e Fúria decidem a favor dos verdadeiros, enquanto do outro lado nem a boa atuação de Joka e do goleiro Daniel resolveram

Por Renan Lamarck

Rolou a bola em um dos jogos que se podia esperar mais equilíbrio nas oitavas de final do II Chuteira de Prata. O embate entre É Verdadeee e DPGamos começou com o time de Gavião partindo para o ataque. Ele mesmo fez o pivô para seu companheiro chegar batendo e exigir boa defesa do goleiro Daniel, no canto direito.

Pouco depois, como resposta, o DP também fez o arqueiro adversário trabalhar. Próximo à entrada da área Fernando virou um belo voleio e obrigou Reyna a desviar a pelota para fora. Empolgado com o início equilibrado do jogo os alunos de DP continuaram em cima. Outra vez Fernando teve boa chance: ele arriscou da lateral e a bola passou zunindo o angulo superior direito.

Mesmo com o É Verdadeee tido como favorito, o DPGamos fazia um melhor primeiro tempo, e a cada minuto que passava acreditava mais na classificação. Joka recebeu pelo meio, driblou para um lado, driblou para o outro, deixou a marcação para trás e arriscou de longe, mais uma vez a bola passou com perigo.

Pelo time dos não mentirosos, após escanteio cobrado Lacraia apareceu sozinho no bico da área e emendou um tiro de primeira. No entanto, o chute saiu meio sem peso e Daniel, o Barney roxo do Chuteira, não teve muito trabalho para espalmar a redonda. Na sequência, o É Verdadeee teve a melhor chance, até então, para tirar o zero do contador. Diego Garcia recebeu lançamento na corrida, ficou frente a frente com Daniel, mas na hora de decidir viu o surpreendente goleirão realizar uma ótima defesa.

Como no futebol quem não faz leva, o DPGamos chegou para abrir o placar. Após falta cobrada no campo de ataque, Léo apareceu dentro da área para desviar de letra e abrir o placar. Animados, os alunos foram para cima em busca do segundo gol, que por muito pouco não aconteceu. Pouco antes do árbitro apitar o final de primeiro tempo, Bob deixou com maestria para Léo. Era a chance dele fazer mais um: toque com categoria, tirou a bola do arqueiro, mas por muito pouco a bola acabou saindo.

Teve início a segunda etapa do confronto e, ao contrário dos primeiros 25 minutos, o É Verdadeee finalmente conseguiu impor seu jogo e assim partiu em busca da virada. Logo de cara, depois de um forte chute vindo da direita do ataque, o arqueiro Daniel voou e defendeu como pode a pelota, mas a redonda sobrou limpa para Fúria que encheu o pé para igualar o confronto.

Contudo, o time de Gavião e Fúria queria mais: cruzamento na área e Lacraia se antecipou aos defensores adversários para cabecear para o fundo do gol. Era a virada! Revoltado, e incrédulo com o que acontecia com o DP na segunda etapa, Daniel, roxo de raiva, socou o chão algumas vezes.

Nos minutos que se seguiram, enquanto o DPGamos tentava encaixar algum contra-ataque, só dava É Verdadeee. Foi apenas questão de tempo até que Shev anotasse o terceiro de sua equipe, para praticamente matar o jogo.

Numa última tentativa, na base da pressão, o DP gastou a bola, de um lado a outro, até a redonda ser cruzada na área. Bate rebate até Joka virar uma bonita bicicleta. A bola quicou no chão, o arqueiro deu um leve desvio e por muito pouco o DP não diminuiu. Não havia tempo para mais nada, o É Verdadeee é uma realidade, está nas quartas de final! O esforço do DPGamos, que mostrou garra e superação durante toda a competição, está eliminado.
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