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Notícias de 02/09/2007

ROLETA RUSSA VINGA-SE DE MACHUPICHU


O jogo era de revanche, mas o Roleta Russa não chegou ao jogo como naquele do III Chuteira quando, pelo salto alto, acabou surpreendido pelo MachuPichu e o time alvinegro (agora rubro, já que mudou de uniforme para o IV Chuteira) perdeu por 4 a 3. A concentração era outra, o espírito também. No jogo que abriu o IV Chuteira de Ouro, o que se viu num primeiro tempo foi o domínio da equipe do MachuPichu, comandada pelo excelente Caio no meio de campo, que dava dribles, passes, lançamentos e chutava ao gol com freqüência. Foi numa jogada individual, cheia de giros, idas à linha de fundo, que ele se livrou da marcação e chutou cruzado para vencer o goleiro Matrix. Parecia que o MachuPichu poderia ampliar o placar, mas Matrix mostrou por que foi eleito o melhor goleiro do III Chuteira – ele defendeu diversos chutes que facilmente seriam gols se o goleiro fosse outro. Apesar do domínio da equipe, o MachuPichu não saiu do empate em 1 a 1 na primeira etapa.

Eis que entra em campo o craque Bruno, já negociado com o futebol italiano e à espera de sua viagem, ainda não definida. O jogo passaria a mudar de figura, ainda mais com a entrada do zagueiro Magrelo no MachuPichu, que acabou por errar um passe na defesa e entregar para o próprio Bruno marcar. Aí o domínio do jogo inverteu-se: o Roleta passou a tomar as rédeas do jogo, comandado por Bruno, que marcou mais 2 gols e viu Nação anotar outro. Com 5 a 1 no placar, o MachuPichu ainda anotou com Ricci, mas a situação estava selada e o MachuPichu via a equipe Roleta vingar-se com gosto da derrota no III Chuteira. E foi uma derrota em que o próprio Roleta comemorou por ser uma vitória “jogando mal”. O MachuPichu perdeu pra si mesmo, como vem sendo a tônica da equipe agora com camisas vinho, mas a faixa continua.

BRÓDER COMEÇA COM VITÓRIA CONVINCENTE


Depois do começo sofrível no III Chuteira, a Equipe Bróder aprendeu que o começo do campeonato vale muito. E em seu primeiro jogo do IV Chuteira, não tomou reconhecimento do novato Só Lance e goleou por 7 a 1, com show de seu camisa 10, Lapa, que marcou 2 vezes. Depois de um primeiro tempo equilibrado, em que ficaram no 1 a 1, na segunda etapa – geralmente quando o Bróder cansa e os adversários crescem – o Bróder inverteu prognósticos e aplicou a goleada tão esperada pela equipe, pois as 5 vitórias do Bróder no III Chuteira foram com vantagem de apenas 1 gol.

Soneca foi bem na zaga, como sempre, e ainda marcou 2 gols. O novato Leonardo marcou outro e o artilheiro Mutssa mais um. Inexplicavelmente Edu não guardou o seu. A vantagem do Bróder foi construída no segundo tempo, muito em função também da expulsão infantil do zagueiro Danilo, que foi o autor do único gol do Só Lance.

ACIDUS DÁ AS BOAS-VINDAS AO NOVATO TOSCO COM GOLEADA HISTÓRICA


O Acidus finalmente desencantou e aplicou uma goleada em um adversário. Depois de vitórias sempre apertadas, o Tosco acabou pagando pela inexperiência e sofreu a maior goleada registrada na história do Chuteira de Ouro – 16 a 3. O elástico placar foi construído depois do susto inicial, em que o zagueiro Ph surpreendeu e saiu livre na cara do gol para abrir o marcador. Mas logo em seguida, num contra-ataque, Pedrinho empatou o jogo em chute cruzado. Começava a ser construída a goleada. Foram gols de Martins (5), Lucas (3), do novato Dink, contratado do ex-Bad Boys, em gol de falta, Cavalera (3), que chegou para o segundo tempo, e até Robinho, que fez 2 gols nos minutos finais depois de muito tentar. Rodrigo ainda marcou em escanteio, mas o árbitro deu reversão na cobrança. Para o Tosco anotaram o já citado PH e duas vezes o camisa 10, Fabinho, que mostrou ser bom de bola.

A partida foi muito truncada, com muitas faltas de ambos os lados. Apesar disso, não foram por elas que o árbitro amarelou diversos jogadores do Acidus. O cartão amarelo para Martins, por exemplo, até o fechamento desta edição permanecia inexplicável.

Com a vitória, o Acidus, sai na frente no IV Chuteira pelo saldo de gols. Mas a diretoria da equipe mantém os pés no chão e sabe que foi um dia atípico, cujo adversário pagou pela inexperiência de seus jogadores – Tosco tem uma média de idade próxima aos 18 anos.André Bena, capitão da equipe Tosco, avisa que pretende procurar reforços e dar mais cadência de jogo à equipe. Segundo ele, o que faltou foi um zagueiro que ficasse mais fixo, o que preencheria os espaços tão bem aproveitados pelo ataque acidiano. De fato, sem mudanças, as pretensões do Tosco não serão mais do que evitar grandes goleadas.

BUCETS RETORNA SEM A FORÇA DO PASSADO E PERDE PARA O FORA DE SÉRIE


Dos novatos no Chuteira, o único time que venceu foi o Fora de Série, comandado pelo ex-goleiro do Assurra Beto. Na verdade, o FS não é tão novo assim, pois jogaram o I Festival Bola na Rede, promovido pelo Chuteira em julho deste ano. Para a estréia contra o temido Bucets, a equipe jogou pro gasto e venceu por 4 a 0 tranqüilamente. O Bucets estava longe daquele time vibrante e de toque de bola, em que Brandão desequilibrava. Nem Cabeça mostrou o futebol que o fez ser eleito MVP do I Festival Bola na Rede.

Parece que finalmente o Fora de Série se acertou. Cléber, camisa 10 da equipe, na semana retrasada em amistoso contra o SNG, quando venceram o atual campeão por 7 a 5, que acreditava que o time havia encontrado seu jogo. Foram 3 meses de preparação, amistosos semanais, derrotas e vitórias, mas sem convencer. Contra o Bucets, o Fora de Série parece que começa convencendo. Esperemos o jogo contra o MachuPichu para confirmar a ascensão.

NO JOGO MAIS ESPERADO DA RODADA, SNG ATROPELA JOGA 13


Não havia adversário que o Joga 13 mais queria enfrentar do que o Se Não Guenta. Depois das duas derrotas no III Chuteira – uma delas na semifinal – o Joga 13 queria vingança. O 13 queria atropelar o SNG de Renê e cia. Mas o que se viu na tarde deste 1o de setembro foi bem o oposto das pretensões do 13 – o SNG não tomou conhecimento e atropelou a equipe do artilheiro Lele sem dó. Foi um 7 a 2 que colocou definitivamente o Joga 13 como freguês do SNG (3 jogos, 3 derrotas).

A superioridade do SNG só começou a se revelar com o gol de Abelha, escorando de cabeça um escanteio. Até então, o 13 ia pra cima e parecia dominar a partida. Choco e Lele brigavam com a forte defesa do SNG, que não tinha o ótimo Allan. Mas o novato Fefe deu conta do recado e conseguiu anular Choco. Lele ainda tentava, mas seus arremates paravam na zaga ou nas mãos e pés do goleiro Sampa.

E, depois do primeiro, vieram o segundo (Marcel), o terceiro (Fabinho) e o quarto (Tejeda) até que Lele descontasse, num belo gol numa das poucas brechas abertas pelo SNG. Mas Fabinho, eleito o melhor em campo, de novo acabou com as chances do 13 marcando o quinto gol. Guma ainda anotou o segundo do 13, mas Marcel e Fabinho com mais um gol cada enterraram de vez a sonhada virada do Joga 13. Segundo Renê, capitão do SNG, declarou ao fim da partida, “sabíamos que a marcação maior seria sobre mim. Avisei ao time que hoje o jogo seria deles, e foi o que aconteceu. Eu não apareci muito, mas eles decidiram. Ponto pra nós”.

Derrota para o SNG não é nenhuma surpresa. Surpresa mesmo foi o jogo apático do Joga 13 desde o início da partida. A equipe, desde sempre tão vibrante, estava quieta em campo, os jogadores não se entendiam. A torcida não gritava e o que se viu foi um 13 como poucas vezes se viu no Chuteira – sem emoção, sem forças de reação, sem força no ataque. Lele jogando isolado no ataque não tinha com quem fazer jogadas e acabava sempre tendo de resolver tudo sozinho. Daí as jogadas todas se concentrarem nele e ele tentar o chute. Foram quase 10 chutes, sendo que apenas 1 entrou. Mesmo a forte zaga com Guma e Rodrigo não esteve bem. Talvez tenha sido a ansiedade para a estréia, mas de fato o que parece ter pesado foi o excesso de expectativa para essa revanche. O 13 ainda não aprendeu a jogar contra o SNG, coisa que o SNG fez – estudou o adversário e soube bem o que fazer para anulá-lo. Os próprios jogadores do 13 assumiram que foram anulados como nunca em campo.

Outro fator que torna mais estranha a postura do 13 em campo – e que ajuda a entender por que o time estava tão irreconhecível – foi que, depois do III Chuteira, o Joga 13 fez mais de 15 amistosos preparatórios e o único jogo que não ganhou foi no empate em 8 a 8 com o Acidus, em junho. Fora isso foram vitórias, entre outros, sobre Roleta Russa, Fora de Série, Só Lance e o título no I Festival Bola na Rede. Mas tudo leva a crer que a Hollanda pagará caro dia 15 por essa derrota. O 13 não perde 2 jogos seguidos. E agora os moços de amarelo e preto vêm babando. A fome de gol de Lele deve começar a ser saciada na segunda rodada. Assim como a de Renê, artilheiro absoluto do III Chuteira, que passou em branco contra o 13. A corrida pela artilharia pelos artilheiros do III Chuteira começa só dia 15.

MEMÉ É SAUDADO PELOS AMIGOS EM SUA VOLTA AO CHUTEIRA


Cena bonita e emocionante no jogo entre SNG e Joga 13 foi ver o craque Memé do SNG entrar no fim do segundo tempo. Afastado desde março dos gramados, desde a segunda rodada do III Chuteira, quando sentiu uma velha contusão no joelho, depois de mais de 5 meses de recuperação ele está voltando aos poucos. Sem ainda a firmeza de antes, não tem plenas condições de voltar a jogar um tempo todo ou em jogos mais duros e pegados como foi com o 13, Memé é um dos maiores admiradores do Chuteira e grande incentivador da competição. A Organização afirma que nesse período de sua contusão recebia diversos e-mails e pedidos de Memé (ou Eduardo Gonçalves) para que tivéssemos o IV Chuteira, pois ele queria muito jogar. Memé é muito querido e quando entrou em campo jogadores do SNG, amigos e adversários saudaram-no gritando seu nome. Que Memé tenha sorte nessa volta e possa readquirir sua velha e boa forma logo.

SPORT CLUB CBB VOLTA AO CHUTEIRA COM ESTILO


Depois da ausência do III Chuteira, a jovem equipe do CBB resolveu que era hora de voltar ao Chuteira. Iuri resolveu tomar as rédeas da equipe e reorganizou a equipe, inclusive trazendo de volta o zagueiro Sanchez, que jogou o III Chuteira pelo Roleta Russa.

E a reestréia foi com uma vitória sobre a estreante Hollanda – 6 a 2. A partida foi tranqüila e o CBB sempre se manteve à frente no placar. Fechou o primeiro tempo com vantagem de 4 a 1 e marcou 2 a 1 no segundo tempo. Os destaques ficaram por conta de Guga, camisa 6, eleito melhor em campo e autor de 2 gols, Victor, também com 2 gols, e Kolb.

CBB foi o primeiro time a ser punido pela nova regra de limite de faltas coletivas. Na sétima falta do time no segundo tempo, cobrança de tiro livre de 9 metros. O chute de Lillo, ex-Dunguereguede, bateu na trave.
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