CROCCIATI COLOCA MULEKE PIRANHA EM SITUAÇÃO COMPLICADA
Muleke Piranha precisava da vitória. Crocciati era a chance de ratificar a vice-liderança do grupo, ou mesmo assumir a ponta caso o líder Melville tropeçasse. E, como parece costume neste torneio, o Crocciati venceu com a ajuda da velha e boa sorte por 4 a 3.
Cientes da situação, o Piranha veio de goleiro novo com Guaraná jogando de zagueiro, mas com a camisa 9. A intenção parecia ser aproveitar o forte e muitas vezes certeiro chute do jogador para chegar ao gol adversário. E foi justamente num desses chutes, em cobrança de falta, aos 2 minutos de jogo, a bola foi rebatida e sobrou livre para Salada abrir o marcador.
A alegria do Piranha não tardou a acabar. Menos de um minuto depois, o zagueiro Junior sobe ao ataque e acaba empatando o jogo. Equilibrada, a partida seguiu tranqüila, com os dois times se revezando no ataque, mas a necessidade do Piranha era maior e, aos 15 minutos, em jogada similar ao primeiro gol, Robson coloca a equipe em vantagem novamente. Era a última vez que o Muleke Piranha ficava na frente no marcador, pois, aos 22 minutos, Piero empatou a partida em cobrança de pênalti.
O segundo tempo começou com o jogo empatado e parecia que o Crociatti tinha se acertado em campo, pois começava a mostrar mais equilíbrio. Guaraná, quase um líbero, gritava com os jogadores do Piranha por mais atenção, mas a chamada não surtiu efeito. O mesmo Piero fez o terceiro gol do Crocciati aos 7 minutos. A partir daí, o Piranha se desesperou e foi pra cima. Palhuca, que é sobrenome e não apelido, até então pouco tinha trabalhado e praticou algumas defesas.
Mas a sorte até o momento é companheira do Crocciati. Em cobrança de falta, Guaraná chuta forte, Rafael Souza intercepta o chute que, de tão forte, rebate no jogador e vai em direção ao gol do Piranha. O goleiro Amauri se atrapalha e toma um frango, decretando a derrota do Piranha. Rafael Souza, ou Rafinha, ao “fazer” o gol saiu correndo “dedicá-lo” a Lucas, do Acidus, que estava do lado de fora vendo o jogo. Desde a partida entre Acidus e Crociatti há uma aproximação do capitão do Acidus com os crocciatianos. “Eu e alguns jogadores do Crociatti sempre conversamos antes dos jogos. Eles tão numa maré de sorte e o Rafinha, com seu gol espírita, quis reforçar isso”, comentou Lucas.
Voltando ao jogo, com 5 a 3 no placar o Piranha se lançou ao ataque com afinco, querendo diminuir o prejuízo, que só veio tarde demais, aos 23 minutos, com Márcio Fernandes. Mas a defesa do Crociatti é seu ponto forte e segurou o jogo até o fim, mesmo depois de Rafael Souza, o mesmo que deu a vitória ao Crocciatti, receber o cartão vermelho e desfalcar o time nas duas partidas seguintes. É a segunda suspensão do jogador, que recebeu o cartão azul contra o Fiorella, na segunda rodada. “Fui muito burro”, assumiu ele, ao final do jogo, para os companheiros de equipe.
Agora são 10 pontos em 12 possíveis. O Crocciati segue vice-líder do Grupo B, na cola do Melville. Enfrenta nesta sábado o MachuPichu, que tem 9 pontos. Já o Muleke Piranha tem a “decisão” diante do Basicus para ver quem fica com a lanterna do torneio e praticamente diz adeus às chances de classificação.
DIABOS LARANJAS "PECAM" CONTRA ROLETA
A partida era de reabilitação, pois ambos haviam perdido na rodada anterior –Roleta Russa, de Bacana, e Diabos Laranjas, de Treinadores do Braz. E talvez por isso o jogo começou um tanto afobado por parte das duas equipes. De início, a ansiedade parecia ajudar mais os Diabos, que, em falta pela direita batida por Argentino, a bola cruzou a área do Roleta e Alam, isso mesmo, com "M", empurrou para o gol já rente à trave. O time preto e laranja abria o placar com 2 minutos de jogo. Não passou um minuto para chute na trave do goleiro Luiz Eduardo assustar o time Roleta. Mas o Diabos ficou por isso na partida. A partir dali, o domínio seria invertido.
O conjunto do Roleta, ainda desfalcado da sua dupla titular, Bruno e Nação, que chegaram no meio do primeiro tempo, depositou a confiança nas boas revelações Kuminha e Foguinho. O primeiro logo tratou de empatar a partida em jogada individual e provou que o novo corte de cabelo não o deixaria perder a força no chute, como aconteceu com o legendário Sansão. Foi o mesmo Kuminha que deu passe açucarado para Bob virar a partida. Eram ainda 13 minutos do primeiro tempo.
Até aí, o jogo ainda não estava emocionante, os Diabos resolveram pressionar, mas a ansiedade virou desorganização no esquema ofensivo e o que se via era Baru desarmar uma bola atrás da outra. Foram mais de 14 desarmes do camisa 2 do Roleta durante todo o jogo. Martins, ex-Acidus, fez enfim sua estréia pelo Roleta no Chuteira e logo tratou de atirar uma “bala”, que explodiu no travessão. Mas foi só isso, deixando claro que ainda está em recuperação da contusão sofrida na final do IV Chuteira de Ouro.
Foi a vez dos atrasados Bruno e Nação chegarem para logo entrarem no jogo, o que deu clara vantagem física sobre o elenco mais leve e veloz dos Diabos, que tentavam, com Alam, Everton e Argentino chutes de fora da área sem sucesso,mas sem sucesso. Os tiros certeiros, aqueles que poderiam "acordar a coruja", foram defendidos por Luiz Eduardo, que mostrou não ser um goleiro de momento, substituindo muito bem Matrix e mostrando muita garra e empolgação, gritando após cada defesa que executava.
Quem pensou que os Diabos poderiam empatar, viu Bruno imprimir maior velocidade no comando do meio de campo do Roleta, distribuindo bolas e exigindo mais atenção da defesa adversária. E atenção foi o que faltou à zaga do Diabos, que cometeu seu primeiro “pecado”: Nação recebeu livre e fuzilou o goleiro. Nação não só fuzilou como também colocou, bem ao seu estilo, um pouco de pólvora no jogo, até então tranqüilo, ao protagonizar discussões com os árbitros e jogadores adversários.
O primeiro tempo acabou 3 a 1 para o Roleta Russa, e a história de “3 vira, 6 acaba” aconteceu. Na volta para o segundo tempo, Bruno queria compensar o atraso. Falta para o Roleta na ponta direita do ataque e o camisa 13 não perdoou. Aí estava o verdadeiro destaque do jogo, que até o fim do jogo viu Vinicius, dos Diabos, cometer o segundo pecado, desviando cruzamento de Bob para dentro do gol, e ainda marcar mais um, fechando a goleada e concretizando a reabilitação do Roleta, que agora tem 9 pontos, assume a 3º colocação do grupo A e mostra que tem um conjunto bem mesclado, na idade, na habilidade e na força física.
NEM RENÊ NEM MEMÉ, BIRO DECIDE CONTRA FORA DE SÉRIE
Renê, o temido artilheiro do SNG, já dizia minutos antes do início da partida que o jogo seria difícil, pois não contavam com peças importantes do elenco, como Alan, Grillo e Tejeda. Renê tinha razão, mas não desejava que o SNG saísse perdendo com um golpe tão cruel como um gol contra, anotado por Totó mas atribuído a Thiago Motta.
Sem o xerifão Alan, a defesa do SNG parecia um pouco estranha, contando com Memé defendendo como um zagueiro, muitas vezes até fazendo a ligação com Renê da defesa para o ataque. Quanto a este, o que se viu foi o zagueiro Henry do Fora de Série marcando individualmente o velho companheiro de Assurra, que não tinha sucesso em suas descidas para o ataque. Aproveitando o foco na dupla de ataque Renê-Memé, Biro, discreto e ao mesmo tempo chamativo pelos seus cabelos ruivos, tratou de empatar a partida com um chute cruzado pela direita da defesa do Fora de Série.
Pronto, era tudo que o SNG precisava, mas o jogo ficou truncado e sem lances de muita emoção. Nem a admiração, ouvida por comentários dos torcedores e de times adversários sobre o atual bicampeão, parecia passar bons fluidos para a maioria dos jogadores. Mais uma vez, o autor do gol de empate do SNG desviou os olhares dos que assistiam e virou a partida. Não só virou como também marcou e desarmou os adversários. E o primeiro tempo acabou em 2 a 1 para o SNG.
No segundo tempo o jogo não foi diferente, os dois times não chegavam muito ao gol e o jogo continuou no meio de campo. Enquanto isso, Renê tentava, tentava, mas não conseguia escapar da marcação, muitas vezes tripla dos defensores do Fora de Série. Até o cálculo do domínio de bola estava errado, como foi visto em um lance na lateral, que Renê matou de canela e viu a bola morrer na lateral. Quando conseguia dominar a bola, era travado pelo ótimo zagueiro Ricardo, estreante no FS, que entrou bem e mostrou qualidade em todos os quesitos para ser um zagueiro seguro.
Ricardo não estava lá, mas se estivesse talvez não deixaria, em um dos raros momentos que não recebeu marcação, o artilheiro Renê dominar, girar e servir, como o mais elegante garçom, o destaque do jogo – sim, ele, Biro – mais uma vez, mas pelo lado esquerdo. O chute foi preciso e acabou com qualquer esperança do Fora de Série de pelo menos empatar a partida.
Ao final do jogo, Renê comentou:
- Nem preciso dizer quem foi o MVP da partida, né?
JOGA 13 FAZ 13...14...15...16 NO BEER POINT
Quando se fala em Beer Point, muitos já perguntam se algum time vai marcar mais de 20 gols neles. Se depender dos próprios jogadores do Beer, a fatalidade de jogar contra algum time com menos de 7 jogadores não acontecerá novamente. Contra o Joga 13, eles tinham 4 reservas, uniforme e a estréia de um velho conhecido e temido, pelo avantajado físico, nada mais, nada menos que Yuri, ex-zagueiro do Acidus e atualmente praticando outro esporte, o basquete.
Se um dos destaques do jogo fosse do Beer Point, com certeza esse seria Yuri, mas foi impossível, mesmo com o número correto de jogadores, deter os furiosos e sedentos jogadores do 13. Para os que observaram e analisaram o jogo, o mais difícil foi definir os destaques do jogo, um verdadeiro passeio do matador Lele (8 gols), o raçudo Doce (4 gols) e o forte zagueiro Rodrigo (1 gol e segurança total na defesa).
Guma, camisa 3, também se destacou com suas avançadas ao ataque, misturando estilo trombador com ótimo controle de bola, difícil de ver em um zagueiro com um porte como o dele. E ainda fez um gol. Choko estava discreto, mais assistindo aos companheiros do que chutando ao gol. Fora isso, o elenco do 13 foi todo aproveitado e foi um tormento o tempo inteiro aos zagueiros do Beer Point.
Caieras, goleiro do 13, certamente não concorre nesse fim de semana ao MVG, pois mal pegou na bola. Em um único lance de maior perigo por parte do Beer Point, o atacante perdeu cara a cara com Caieras. Lele se tornou o artilheiro do campeonato, pelo menos até o próximo sábado, quando verá o mesmo Beer Point enfrentar o SNG. Final de jogo, Joga 13, 16 x Beer Point 0. Há quem diga que o jogo foi 15 a 0, outros, do próprio 13, disseram que o placar estava 18...19... Lele se tornou o artilheiro do campeonato, pelo menos até o próximo sábado, quando verá o mesmo Beer Point enfrentar o SNG.
Muitos torcedores, amantes das reportagens, já pediam para o time parar de fazer gols quando estava 13 a 0. Daria um belo título para o Chuteira News: "13 marca 13". Mas o que importa é que o 13 jogou sério e agora pensa no próximo adversário, o melhor time do campeonato se for levado em conta todos os números, a agradável surpresa, BACANA. Expectativa enorme para esse confronto.
Aos jogadores do Beer Point, cabe um trabalho motivacional fortíssimo para agüentar tantos gols e derrotas. Muitos jogadores do ex-Dunguereguede (time extinto do Chuteira) já se sentem mais tranqüilos em perder o título de maior fiasco da história de todos os Chuteiras. Na ocasião (III Chuteira), ficaram com -1 ponto, já que deram WO na última partida das 9 que teriam que disputar.
Se vale de consolo, ainda há times que não venceram nessa edição. A corrida agora fica entre Mentira Sem Maldade e Beer Point pelo grupo A e Muleke Piranha e Basicus pelo grupo B.
MELVILLE TOMA SUSTO MAS VENCE PAGALANXE
O Melville fez, na última partida, o que se esperava dele: venceu. Com 4 vitórias, o time, ao lado de Bacana e SNG, são os únicos que mantêm 100% de aproveitamento. O adversário da vez era o Atlético Pagalanxe, um time que ainda não se encontrou no campeonato.
O jogo começou bem para os líderes do grupo B. Em um contra-ataque, Henrique pegou a defesa desorganizada e abriu o placar. Após alguns minutos, novamente Henrique chutou, a bola desviou e foi entrando lentamente até morrer no fundo do gol de Erich. O Melville fez 2 a 0 e o Atlético Pagalanxe não sabia aproveitar as oportunidades que tinha, perdendo muitas chances de igualar o placar.
No segundo tempo, o Melville parecia disposto a matar o jogo. Com gols de Guilherme e Dimba, ampliou pra 4 a 0 e parecia ter definido o jogo. Em um lance isolado, o juiz aplicou cartão vermelho ao zagueiro Pedro, do Atlético Pagalanxe, deixando os laranjinhas com um a menos pra jogar os 15 minutos restantes do segundo tempo. Quem esperava por uma goleada histórica do Melville, se decepcionou. A expulsão de Pedro fez com que o Atlético Pagalanxe partisse pra cima do Melville com tudo. Em dois pênaltis (um empurrão e uma mão na bola), Yanes descontou para o Atlético. Os gols deram novo ânimo ao time, que fez mais um com o próprio Yanes e teve perigosas chances de empatar o jogo. Mas o Melville tinha Alemão, que veio de trás do meio campo limpando todos os marcadores e marcou um golaço. A ducha de água fria foi tanta que a reação dos laranjinhas parou, e o sexto gol do Melville saiu como conseqüência disso. Final: Melville 6 a 3 Atlético Pagalanxe.
MACHUPICHU SURPREENDE NOVAMENTE E BATE ACIDUS
O dia era decisivo para ambos os times e, com a derrota da equipe do Só Lance para o Fiorella, tornou-se ainda mais, pois era a chance de Acidus ou MachuPichu dar um pulo para a terceira colocação no Grupo B e conseguir certa tranqüilidade. Na tabela, a vitória teria o mesmo peso para ambos.
O jogo começava com as duas equipes em situações opostas: o Acidus tinha um banco de reservas cheio, enquanto o MachuPichu começou sem nenhum até a chegada de seu capitão Danilo. A partida começou equilibrada, com as duas equipes se estudando. O MachuPichu tinha mais volume de jogo, mas não conseguia ser decisivo nas finalizações. A bola rebatia em alguém ou pegava no travessão, como em chutes de Ricci e Shrek. Dessa forma, o Acidus com um time desfalcado de Rafão e Caio, optou pelo contra-ataque, que funcionou muito bem. Em duas chegadas rápidas e tabelando, a equipe abriu 2 a 0 no primeiro tempo com gols de Publius e Dereek, dando a impressão que a tarde seria da equipe verde-limão.
Começou o segundo tempo e o panorama da partida se manteve. O MachuPichu passou a fazer marcação meia quadra, o forte da equipe. Como o Acidus também acabou ficando em seu campo, a saída do MachuPichu foi lançar bola da defesa para o ataque, mais especificamente para Ricci. Foi assim que, em belo chute de longe, Ricci marcou. Não deu tempo dos peruanos comemorarem, pois, menos de um minuto depois, Dereek pegou a bola pouco depois do meio de campo e arriscou. O chute foi rasteirinho morrer no fundo das redes. Era 3 a 1 para o Acidus.
Quando muitos podiam pensar num abatimento da equipe peruana, o time cresceu. Em bela jogada de Tebas matando no peito e virando de voleio, o MachuPichu diminuiu com a ajuda do goleiro Felipe, que “engoliu” o voleio que vinha fraquinho no canto e passou rente a suas mãos. Pouco depois, em jogada pela direita, Danilo driblou o zagueiro e passou para Ricci empatar com seu segundo gol na partida.
Com o empate e o excesso de cartões amarelos levados pelo Acidus (3 no total, sendo o de Bocha injusto após a bola bater em seu braço numa matada que espirrou), o MachuPichu soube conduzir o time para a virada, primeiro com Carrer, em linda cabeçada no meio da zaga acidiana, tirando do goleiro. Perto do fim, saída errada da defesa faz bola chegar a Ricci, que chuta cruzado. Danilo pega a bola antes dela chegar ao goleiro, tirando este da jogada e tocando para o fundo da rede, sepultando as chances de qualquer reação adversária.
Ao fim do jogo, muita vibração por parte da equipe do MachuPichu – parecia até comemoração de título – que conseguia enfim sua primeira vitoria sobre o rival Acidus em campeonatos, mas acima de tudo se mantinha bem na tabela. Ao Acidus, restou ver o time perder a invencibilidade e a queda do G-6.
KADÊNCIA VENCE BASICUS ASSISTIDO POR GAROA
Último jogo do Grupo B, garoa, frio, poucos jogadores e torcedores. Foi assim o confronto entre dois times em situação delicada na tabela. O Kadência, que começou o campeonato batendo no Atlético Pagalanxe, havia perdido na segunda e terceira rodadas. O Basicus não havia vencido e continuou do mesmo jeito, mas o que parece ter sido um jogo fácil e favorável ao vencedor engana.
Já no período da tarde, a notícia dada por Rafão, goleiro do Basicus, de que não iria jogar, ainda não servia nem para pensar que isso seria um ponto crítico para o time, mas, com o passar das horas e da proximidade do jogo, viu-se um Basicus com menos da metade do elenco. Love e Andrezão machucados, Rafão no trabalho e a ausência de Weed, Diego e Roger. O último até que chegou, mas após o começo do segundo tempo, o que lhe restou apenas ficar de torcedor. Por parte do Kadência, via-se pelo menos 4 jogadores do lado de fora, alternando posições e incentivando o time que, queira ou não, tornaram-se os “torcedores” mais próximos e importantes do próprio time. E isso contou muito, pois o Basicus tinha somente um reserva e Mutssa, atacante, com possibilidade de ser o goleiro, já que a estréia no gol do Basicus, o goleiro Japonês, ou Goku (ex-Joga 13), se mostrava inseguro nas acrobacias que costuma fazer, causada por um machucado perto da costela que impressionou a todos.
Para compensar e assustar um pouco, Harada, atacante do Basicus, no primeiro minuto de jogo já era substituído por Rodrigo Barath (único reserva do time). Mas não foi nada sério, Harada voltou a campo 5 minutos depois.
Em jogo "cadenciado" e equilibrado, o Kadência tratou de abrir o placar, aos 9 minutos com o camisa 9 Paulinho num chute pela direita da defesa do Basicus. Goku ainda espalmou, mas não conseguiu evitar que a bola morresse nas redes.
Até os 20 minutos, nada de jogadas mirabolantes ou erros grotescos das defesas, o jogo continuava no mesmo ritmo, rápido, com chances dos dois lados, mas foi justamente nesse equilíbrio que o Kadência tratou de ampliar, com Cássio, deixando os jogadores do Basicus pensarem que a quarta derrota já estava chegando e nada mudara desde o primeiro jogo.
A frase de incentivo de Lapa no começo de jogo, que era para ganhar, fez com que o próprio acreditasse no forte chute que deu, quase do meio do campo, que resultou em gol. Eram jogados 24 minutos, e com 2 a 1 o jogo foi para o intervalo.
Segundo tempo, Rodrigo Barath chama os amigos acidianos, que se protegiam da chuva e juntavam os cacos da derrota, para ver o jogo e incentivar o time. Jogo recomeça e, em falta dura na lateral direita da defesa do Kadência, cartão amarelo para Walter. A garoa que refrescava a cabeça dos jogadores não evitou bate-boca entre o penalizado jogador e R. Barath do Basicus, que havia sofrido a falta. Enquanto o camisa 2 do Kadência saía de campo, falava e provocava o camisa 19 do Basicus, criticando um pouco o acessório que este usava (uma bandana rosa) e, não satisfeito com a falta de atenção à provocações, ainda gritou: "- Ah, vai jogar bola, você só tem bandana!".
Aproveitando a vantagem numérica e atendendo aos pedidos do adversário, Rodrigo Barath tratou de empatar a partida, em lance de puro oportunismo, após chute forte do zagueiro Leo espalmado para o meio da área pelo goleiro. Estava aí a coroa prometida a Renê do SNG, que ainda estava presente no Playball, mas não pôde ver o gol, pois acompanhava o jogo do seu time do coração na televisão (o eliminado Santos do grande Molina). O gol foi comemorado com os jogadores do Acidus, que acabavam de chegar para assistir ao jogo.
"-Foi muito emocionante, pois no intervalo perguntei ao Lucas (Acidus) se ele ia assistir ao meu gol. E marquei o que prometi. Para os que não sabem, esse é o primeiro gol que marco na história do Chuteira, daí tamanha importância e destaque para o presente que recebi", explicou Barath.
Do céu ao inferno, foram assim os 15 minutos finais do jogo para o Basicus. R. Barath fez jogada com Paulinho, pela direita e com a bola espirrada, o autor do empate poderia se consagrar, mas bateu muito mal, de frente para o gol e com o goleiro tombado.
A partir daí, com a ausência do seu plantel, os jogadores do Basicus começaram a cansar e cometerem erros primários na cobertura da zaga. Foi assim, em contra-ataque de 3 jogadores contra 2, que o Kadência desempatou a partida, aos 15 minutos, com Paulinho entrando livre pela esquerda.
A partir daí, o que se viu foram algumas tentativas do Basicus de novamente empatar a partida e ver o goleiro do Kadência, o estreante Renato Oliveira, roubar a cena com defesas importantes, uma delas dificílima, uma espalmada no cantinho direito que parou em cima da linha, após chute de Harada.
Difícil foi a bola que não entrou em seguida, mas no gol do Basicus, pois a bola bateu nas duas traves e a zaga afastou. Em seguida, ao menos mais duas bolas no travessão de Goku, que vinha se destacando com belas defesas enquanto o time subia buscar o empate.
De garoa a chuva, foi assim que a defesa do Basicus enxergou o ataque do Kadência, que tratou de dar ao time rosa e cinza, digamos, a última gota para que o Basicus parasse de lutar. Após toque de bola rápido, o Kadência chegou novamente em vantagem numérica e matou o Basicus com Che-che com menos de dois minutos para o fim do jogo.
O Kadência se reabilitou em ótima partida e voltou ao G6, favorecido pela aguerrida vitória do MachuPichu sobre o Acidus, tirando o atual vice-campeão do almejado grupo de classificação. Já o Basicus continua na lanterna e continua com a mesma postura, que é de fazer com que os jogadores se incentivem, além da proposta de se benzerem e também estarem cientes que tudo isso faz parte do processo. "Não existe crise, mas sabemos que todos querem ganhar, sem ser hipócrita. Temos consciência que muita coisa ainda vai mudar no Basicus e que esse é o primeiro campeonato. É um projeto para o futuro e quem estiver realmente concentrado e interessado colherá os frutos”, avisa o capitão R. Barath.
OBS: Os jogos Fiorella Brasil x Só Lance, Treinadores do Braz x MSM e Bacana x Bucets não puderam receber cobertura da imprensa em razão da equipe reduzida do Chuteira News no dia do jogo.
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