COM UM GRANDE SEGUNDO TEMPO, REAL VIRA SOBRE O BACANA E TERMINA EM TERCEIRO
Atual campeão volta a mostra eficiência do campeonato anterior e agora pega o Jeremias. Bacana cumpria tabela com time misto e folga nas oitavas
Por Luiz V. Andreassa
O Real Paulista fechou a primeira fase com uma boa vitória sobre o líder desfalcado Bacana. Com os três pontos, conseguidos de virada com boa atuação no segundo tempo, o atual campeão garantiu sua passagem para a próxima fase e só não conseguiu ir direto para as quartas de final porque tem menos vitórias que o Mulekes.
A esquadra dourada começou melhor a partida, mantendo seu estilo ofensivo mesmo com a ausência de Demehur, Yanes e Gustavo Izique. Logo no primeiro minuto, o goleiro Guido, que jogava na linha para completar o time, passou para Bruno Gomes chegar batendo de trás pelo lado direito. A impressão era de que o goleiro não iria alcançar a bola, então coube à zaga tirar o perigo.
O Bacana dominava as ações e esse domínio se tornou mais concreto aos 9 minutos, quando Bruno Gomes completou cobrança de escanteio chutando de fora da área, a bola desviou em Napolitano e foi para o gol, anotado para o camisa 2. O tento foi responsável por uma mudança de postura: o Real passou a ir para cima e chegar com perigo em chutes de Fábio Assumpção que obrigaram Victão a trabalhar e principalmente no lance em que Marquinhos passou para Choco, na cara do gol, concluir em cima do goleiro.
A tática bacanense era roubar a bola e partir em contra-ataque. Napolitano fez questão de botar esse plano em prática, com muito sucesso. Ele roubou a bola de Thiaguinho no meio da quadra, avançou, puxou para o lado direito para sair da marcação e bateu forte no cantinho. Os jogadores dourados ficaram revoltados no lance seguinte, quando Luiz Ventura passou para Guido na área disputar com o goleiro Alemão, que ficou com a bola e deixou Guido pedindo pênalti desesperadamente.
A não marcação da suposta penalidade não fez tanta falta ao Bacana, pelo menos no primeiro tempo, pois até o fim do mesmo a partida se tornou mais tranquila, com a equipe dominando a posse de bola e mostrando boa organização. Mesmo assim, a última chance de gol foi de Panela, que recebeu de Fábio Assumpção pela direita, quase sem ângulo, e finalizou para defesa do arqueiro.
O apito inicial do segundo tempo marcou o início de uma nova etapa. O Real Paulista voltou muito mais eficiente na troca de passes e na criação de jogadas ofensivas, mostrando isso logo no primeiro minuto, quando Fábio Assumpção dominou pela esquerda e bateu cruzado, obrigando Victão a tirar com a ponta dos dedos e fazer a bola pegar na trave antes de sair. Apesar de Luiz Ventura ter respondido com um belo chute no ângulo que Alemão foi buscar, a equipe dourada recuou e assistiu o rival crescer e quase empatar em tabela entre Panela e Rudy na qual o segundo pisou na bola para o camisa 8 concluir da entrada da área, acertando o pé da trave.
A equipe merengue tocava a bola pacientemente, tentando evitar a tática rival de contra-ataques e buscando espaços para dar o bote. E foi assim, ao melhor estilo Real Paulista, na calma e na precisão mortais, que o empate veio rápido como um relâmpago. Rudy diminuiu com estilo ao receber de Thiaguinho no bico esquerdo da área e, ao invés de devolver para o companheiro, bater cruzado na trave antes de balançar as redes. Alguns segundos depois, em lance rápido, Panela apareceu na direita, quase na linha de fundo, para surpreender a zaga adversária e completar passe em profundidade direto para dentro.
O empate deixou os jogadores do Bacana nervosos com a arbitragem, com os rivais e também entre si. Com isso, o clima em quadra ficou quase tão quente quanto o sol escaldante do começo da tarde. Na fúria, Luiz Ventura arriscou da lateral direita, a bola pegou no goleiro, na trave e saiu. Apesar disso, o Real Paulista foi mais uma vez para cima para decidir: Thiaguinho arriscou da intermediária e acertou um belo chute no ângulo, fora do alcance de Victão.
Apesar de ter levado a virada e agora voltar a partir para o ataque, o Bacana estava mais próximo de levar o quarto do que de empatar. Thiaguinho infernizava a zaga dourada e obrigava Victão a trabalhar. Do outro lado, Luiz Ventura tentava reagir com boas finalizações, mas a reação parou quando Bruno Gomes levou duas faltas de Fofão e, como o árbitro deu vantagem em ambas, ele resolveu revidar com um chute no rival, que lhe rendeu cartão vermelho. Ainda houve tempo para Salvador perder boa chance ao chutar em cima de Victão em contra-ataque e para Marquinhos levar o cartão azul por falta dura em Guido.
Apesar da derrota, o Bacana não precisou se preocupar, pois a primeira posição já estava garantida. Já o Real Paulista terminou em terceiro e começa a fase do mata-mata contra o Jeremias.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 9ª RODADA
Primatas 4 x 2 Di Primeira
PRIMATAS FINALMENTE VENCE E QUASE COMPLICA DI PRIMEIRA
Goleiro Ferrugem tem tarde infeliz e quase vê seu time ser eliminado. Só não foi porque SPQSF segurou empate diante do Fúria
Por Luis V. Andreassa
O Primatas finalmente venceu sua primeira partida na atual edição da Ouro, justamente na última rodada, justamente quando não valia nada mais além do gostinho de vencer. E quem pagou o pato foi o Di Primeira, que teve de torcer desesperadamente para o SPQSF ao menos empatar com o Fúria para ficar com a vaga na próxima fase. Apesar do sofrimento, foi uma grande conquista para a equipe que subiu da Prata semestre passado.
O primeiro gol não demorou quase nada a sair, mostrando que não era o dia de Ferrugem. Ricardo arriscou do meio da quadra no meio do gol e o goleiro tricolor levou um frangaço ao deixar a bola passar. Com a desvantagem, o Di Primeira partiu desesperadamente para cima e iniciou uma forte pressão sobre o rival. Dodo foi o primeiro a tentar, obrigando Vitinho a defender com o pé. Na sequência, Dri recebeu na área, saiu do goleiro puxando para a direita, mas este se recuperou para defender e impedir o empate. Dri não desistiu, saiu da marcação na entrada da área e bateu rasteiro. No meio do caminho, Dodo apareceu para tentar de letra, acertando a trave.
O Primatas se defendia como podia, tentando evitar os velozes ataques rivais na raça. Mesmo assim, o perigo era constante e Cris quase fez um golaço ao pedalar pela direita e chutar de fora da área. Vitinho defendeu com o pé e no rebote Lê mandou para fora. Novamente Dri apareceu com perigo saindo da marcação e só não empatou porque Marcelinho chegou na hora certa para travar.
No final do primeiro tempo o Di Primeira parecia cansado de tanto pressionar e acelerar as ações, o que permitiu um crescimento de produção do adversário. Ricardo arriscou pelo meio e exigiu defesa do goleiro. Pouco depois, ele completou cobrança de escanteio de Gus e, mesmo livre na área, mandou por cima. Gus então tentou resolver por si mesmo, saiu da marcação pelo meio e bateu cruzado para boa intervenção de Ferrugem.
A segunda etapa começou e a equipe tricolor parecia ter recuperado o fôlego para voltar a pressionar. Logo num dos primeiros lances quase saiu o empate, com Dri aproveitando uma sobra na área para finalizar e acertar as costas do goleiro e a trave. Apesar do começo corrido, a próxima jogada de maior perigo só veio aos 9 minutos, mas veio para balançar as redes: Lê encontrou Dadinho na área pelo lado direito, e o camisa 7, mesmo com pouco ângulo para a conclusão, concluiu de carrinho para descontar.
Apesar do princípio de reação primeirense, ambos ataques não estavam se encontrando e faziam com que a partida ficasse morna, de poucas emoções. O clima só voltou a esquentar mais para o final do jogo, quando o Primatas surpreendeu o adversário e também todos os interessados na partida que não paravam de perguntar para a mesária quem estava ganhando, sem acreditar quando ouviam a reposta. Ricardo foi o primeiro a marcar, batendo falta pelo lado esquerdo de maneira a tirar a bola da barreira a mandá-la na direção de Ferrugem, que a deixou passar por debaixo de suas pernas. De novo! Que isso, Ferrugem! Poucos segundos depois, Giorgio viu o goleiro atrapalhado fora de sua meta e aproveitou para mandar um belo chute do campo de defesa e fazer de cobertura.
O Di Primeira chegou a criar algumas boas chances antes de a partida ser encerrada. Chegou a descontar no placar com Dri, no finzinho, fazendo 4 x 2, mas ficou nisso. O Primatas se despede da Ouro com sua primeira vitória e só não conseguiu façanha semelhante àquela da última vez que disputou a Ouro – na qual também conquistou também sua primeira vitória na última rodada sobre o Bucets, que não conseguiu se classificar para a próxima fase. Desta vez o Di Primeira teve sorte, pois o Fúria não venceu o SPQSF e, assim, conseguiu ir para o mata-mata e vai enfrentar o Bufalos.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 9ª RODADA
Só Resenha 2 x 2 SNG
SNG SÓ EMPATA EM ACABA EM SEGUNDO
Ao mesmo tempo, Resenha classifica-se em 5º e agora encara o SPQSF
Por Bruno Viotti
O SNG estava na segunda colocação e uma vitória simples daria a 1ª posição do grupo ao time. De qualquer forma, o time já estava nas quartas de final. O Só Resenha queria concretizar a classificação e não se intimidou perante o tricampeão.
No começo já ficou claro que o jogo teria forte marcação de ambos os times. O Só Resenha teve a primeira chance real do jogo. Fabrício interceptou passe errado do adversário, avançou e chutou de longe no canto, mas Sampa fez boa defesa.
Entretanto, o SNG foi melhor no início e levou mais perigo. Ronei recebeu pela direita e chutou para fora. Em nova oportunidade, Renê dominou a bola na lateral e também errou o alvo. Procurar Ronei e Renê no ataque era um dos objetivos do SNG, pois os dois tiveram boas atuações.
No decorrer do primeiro tempo, o Resenha arriscou de longe com Darian, que cobrou falta por cima. Porém, também deu trabalho com Sanny, que recebeu bom passe na direita, livrou-se da marcação e chutou forte para fora. Por fim, Vitinho tocou e encontrou Juba na direita. O camisa 13 finalizou rasteiro, mas a bola bateu na trave direita e saiu pela linha de fundo.
Do lado do SNG, o volume de jogo era maior. Apesar da forte marcação, o time conseguia encontrar espaços realizando tabelas, como aconteceu quando Renê apareceu frente a frente com o goleiro e finalizou, mas Pirulão se esticou todo e realizou a defesa. Em nova oportunidade, Felipe Augusto cobrou lateral e Danilo Dantas aproveitou para girar e acertar o travessão. Biro também tentou brilhar ao aproveitar rebote de chute de Renê, mas não conseguiu concluir no gol.
O SNG passava mais tempo no campo de ataque. Já o Só Resenha encontrava certa dificuldade para sair jogando. Até por isso cometeu um número de faltas considerável no primeiro tempo. Foram sete infrações apitadas pelos árbitros. Essa estatística, no entanto, gerou uma grande confusão no final do primeiro tempo. Estava ventando bastante e o mesário enfrentava dificuldade para cuidar do placar – que insistia em virar com o vento. Assim, sinalizou, equivocadamente, que o SNG havia cometido as sete faltas. Desta forma, quando um jogador do Só Resenha foi derrubado perto da área, o árbitro sinalizou um tiro livre a favor do mesmo. As reclamações foram fortes, principalmente da torcida do SNG. No fim, a mesa admitiu o equívoco e Darian cobrou a falta – com barreira – e mandou para fora.
No segundo tempo, o panorama do jogo parecia ser o mesmo. Logo no primeiro lance, o Só Resenha já cometeu uma falta e Vitinho tomou amarelo. Assim, o SNG continuava a tomar as principais ações do jogo. Biro esquentou a peleja ao arrumar espaço e chutar forte no canto esquerdo de Pirulão, que conseguiu espalmar. Em seguida, Felipe Augusto cobrou escanteio na cabeça de Renê, que cabeceou e marcou, mas o árbitro anulou o gol – pois disse que a bola entrou direto. Só que o SNG deu o troco e, novamente em uma cobrança de escanteio, Ronei cobrou no primeiro pau e Renê apareceu antes de Pirulão para concluir e abrir o placar aos 3 minutos.
Entretanto, não demorou para que o Resenha conseguisse o empate. Darian avançou e chutou rasteiro e forte. O goleiro fez boa defesa, mas, no rebote, Fabrício chutou para o gol de Sampa que, caído, nada pôde fazer para evitar a igualdade. Só que o SNG não era bobo e não é um dos melhores times do Chuteira à toa. Logo aos 6 minutos, Ronei mandou belo passe e encontrou Felipe Augusto, que pegou de primeira e colocou seu time novamente na frente.
A pressão do SNG continuava. Em cobrança de escanteio, Danilo Dantas carimbou a trave. Na sobra, Felipe Augusto concluiu, mas Pirulão conseguiu abafar. Em seguida, o mesmo Felipe puxou contra-ataque e tocou para Renê, que dividiu com o goleiro e não conseguiu concluir.
O Só Resenha não tinha nada a perder e voltou a incomodar Sampa em jogada protagonizada por Matheus. O camisa 10 avançou pela esquerda e chutou forte, mas o goleiro fechou o ângulo e defendeu. No entanto, no lance seguinte, Danilo Feitosa recebeu e avançou pela direita e meteu uma cavadinha para tirar do arqueiro e empatar de novo.
O final de jogo foi equilibrado, as duas equipes criaram novas oportunidades para chegar à vitória. No entanto, os gols pararam por aí e o empate selou a participação dos times na fase final.
Na próxima rodada, o SNG se prepara para as quartas de final folgando, já que passou em 2º lugar no grupo. Já o Só Resenha, 5º colocado, chega com moral para as oitavas-de-final e aposta tudo em uma vitória contra o SPQSF.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 9ª RODADA
Mulekes 6 x 2 Estudiantes
MULEKES REENCONTRA BOM FUTEBOL, GOLEIA ESTUDIANTES E ESTÁ NAS QUARTAS
Time tricolor, por outro lado, não conseguiu repetir as boas atuações mas mesmo assim passa de fase
Por Luiz V. Andreassa
O duelo entre Estudiantes e Mulekes, que poderia dar ao vencedor a segunda colocação no Grupo A e a vaga direta nas quartas de final, já começou estranho. O time de branco entrou em quadra com apenas quatro jogadores na linha e Rafinha improvisado no gol para evitar o W.O, que seria a eliminação da equipe do torneio.
Quando a bola rolou, o Estudiantes tirou proveito da situação adversária para começar melhor, atacando com chute de Julio Sérgio, que obrigou Rafinha a defender com o pé. Tentando superar o arqueiro inexperiente, Alemão arriscou do meio da rua e o obrigou a espalmar a bola. Contudo, foi depois de Armando e Leco chegarem para reforçar o Mulekes que a esquadra tricolor conseguiu abrir o placar. E isso se deu com um golaço de Alemão, que aproveitou uma bola sobrada na meia esquerda, dominou e logo mandou uma chutaço no ângulo. A bola ainda pegou na trave antes de entrar.
O fato de agora estar completo e de precisar ir para cima para não perder a segunda posição fez a esquadra branca acordar e recuperar o bom futebol perdido nas últimas rodadas. Ela passou a dominar a posse de bola e ocupar o campo de ataque, criando boas chances. Vitinho tentou chute rasteiro do meio da rua e a bola passou perto da trave. Depois, recebeu passe de Armando e bateu cruzado para dentro da área, onde Leco tentou completar para o gol mas foi impedido pelo goleiro Tucano. A melhor oportunidade veio quando Leco dominou na cara do gol e, com o ângulo fechado pelo guarda-metas, passou para Gian chegar de trás e perder a chance por preciosismo ao driblar a marcação e chutar na trave ao invés de chegar mandando direto para as redes.
Entretanto, o empate veio com justiça aos 15 minutos. Em jogada parecida, agora pelo meio, Leco saiu na cara do gol e passou para Gian chegar de trás, desta vez concluindo de primeira no cantinho direito, que estava todo aberto. O Estudiantes tentou responder em finalização do – desta vez – pouco inspirado Maurinho. Ele obrigou Diego, que chegara pouco antes para defender o gol moleque, a espalmar. Mesmo assim, o adversário continuava mais inspirado, passando perto de virar em cobrança de falta de Armando que Tucano defendeu. A próxima chegada foi mais eficiente: Vitinho roubou a bola pelo lado esquerdo, avançou e chutou fraquinho no canto, o bastante para vencer o guarda-metas.
O Estudiantes se mostrava apático, sem a mesma qualidade das partidas anteriores, e assistia o Mulekes dominar as ações e quase ampliar em chute de Caio Ferin de fora da área que acertou a trave. O lance soou como um alerta para o time tricolor, que resolveu partir para cima nos últimos minutos do primeiro tempo. Julio Sério quase fez de calcanhar ao receber passe de Alemão na área, e no rebote só não deixou sua marca porque Diego defendeu. Mas a intervenção mais surpreendente do camisa 1 do Mulekes ainda estava por vir: Maurinho completou cruzamento na área com uma bela finalização com a bola no alto, à queima roupa, e Diego teve reflexo para fazer uma defesa espetacular.
O segundo tempo foi diferente do anterior, mais equilibrado e com menos chances de gol. Apesar disso, Vitinho ampliou a vantagem da equipe branca aos 3 minutos com chute forte a meia altura que passou ao lado de Tucano, que aceitou. Maurinho respondeu cobrando falta e mandando a bola bem perto do ângulo direito. O melhor desempenho das defesas favorecia o Mulekes, pois a partida seguia sem grandes emoções.
Contudo, a situação melhorou para o time de Caio Ferin quando o ritmo mais lento foi quebrado: Alexandre recebeu na ponta esquerda e bateu cruzado para fazer 4 x 2. Logo em seguida, Rafinha dominou pelo meio e concluiu de esquerda no ângulo para ampliar ainda mais a vantagem. Aos 20 minutos, Leco cruzou pela esquerda e Alexandre apareceu livre para completar pelo meio e anotar o seu segundo gol na partida.
Ainda houve tempo para Alemão deixar novamente sua marca e descontar para o Estudiantes, que mesmo com a derrota passou para a próxima fase e agora encara o Arouca Jrs. Já o Mulekes se deu melhor, chegou aos mesmos 16 pontos do Real Paulista e, por ter uma vitória a mais, ficou com a segunda posição e o direito de passar direto para as quartas-de-final.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 9ª RODADA
SPQSF 3 x 3 Fúria
FÚRIA SÓ EMPATA E ACABA ELIMINADO
Com emoção e pressão do Fúria até o fim, SPQSF segurou o empate e terminou em quarto, deixando de fora do mata-mata o time do artilheiro Thiago Motta
Por Luiz V. Andreassa
Beneficiado pela inesperada derrota do Di Primeira para o Primatas, o SPQSF entrou em quadra já classificado para a fase final. No entanto, para o Fúria só a vitória interessava para ficar com a sexta colocação e ter o direito de disputar o mata-mata. Com isso, a disputa foi dramática, com emoção até os minutos finais e com direito a uma torcida fervorosa dos jogadores do Di Primeira (contra o Fúria, pois vitória deste eliminava-os).
Apesar de ter na defesa o seu ponto forte, a esquadra alvirrubra sentiu a necessidade de atacar e o fez desde o começo, com Fábio Caruso batendo da meia direita no ângulo e exigindo boa intervenção de Marcelo. Aos 2 minutos, o goleiro laranja não foi bem para sair de sua meta na tentativa de cortar uma cobrança de escanteio e Adriano Motta aproveitou para cabecear direto para as redes. Em seguida, André arriscou de fora da área e mandou a bola na caixa, e desta vez Marcelo foi bem para defender. Thiago Motta ainda perdeu grande chance ao receber cruzamento de seu irmão e, livre dentro da área, chutar por cima.
Depois de sofrer com a pressão adversária nos primeiros minutos, o SPQSF pôs a bola no chão e partiu para cima em busca da virada, conseguindo mudar a partida em pouco tempo. Primeiro, Douglas Serafim dominou na intermediária e bateu bonito, no cantinho esquerdo da meta, para empatar. Na sequência, Marinho desviou uma cobrança de escanteio da direita no primeiro pau e Di Dicredo apareceu para completar debaixo da trave.
Com a vantagem no placar, o time de Jaja conseguiu a tranquilidade que procurava e passou a dominar a posse de bola, deixando o tempo passar e buscando novos espaços para ampliar. Todavia, o Fúria encontrou forças para reagir e passar perto de empatar quando Thalles dominou na entrada da área, armou o chute e foi muito bem travado por Rick. A próxima chegada foi mais eficiente: Bruno recebeu na área pelo lado esquerdo e finalizou rasteiro, de chapa, para acertar o canto direito de Marcelo e deixar tudo igual. No último lance da primeira etapa, o SPQSF só não passou novamente à frente porque, após o atacante driblar o goleiro Pedro, a zaga apareceu para salvar em cima da linha.
Apesar de terem corrido muito em uma primeira etapa movimentada e disputada, os jogadores de ambas as equipes não perderam o pique no segundo tempo e voltaram com vontade de vencer. E foi quem mais precisava dos três pontos que marcou primeiro: a exemplo do que fez na etapa anterior, aos 2 minutos o Fúria balançou as redes com Sucão aparecendo no segundo pau para completar cobrança de escanteio e virar de cabeça.
A vitória parcial dava a classificação para o Fúria, mas o adversário não deixou de atacar e quase deixou tudo igual quando Jaja dominou pelo lado direito, saiu de dois marcadores e bateu firme, obrigando Pedro a mandar a bola pela linha de fundo. A pressão seguiu e Léo quase fez um golaço ao completar um lançamento de trás mandando por cima por muito pouco. A próxima chance que o camisa 16 teve não foi desperdiçada: ele passou para Jaja na área, que devolveu de calcanhar para Léo bater de chapa, tirando do goleiro para anotar um golaço. Para completar, quase veio a virada quando Leandro Rosa ajeitou a bola para Gama chegar batendo rente à trave.
O tempo foi passando e, após um período de muita correria e poucas chances de gol, o Fúria partiu desesperadamente para cima em busca da vitória nos últimos minutos. Fábio Caruso tabelou com André e só não fez o quarto de sua equipe porque Gama chegou na hora certa para travar. O clima era tenso e dramático em quadra e fora dela, onde os jogadores do Di Primeira torciam pelo fim da partida e iam à loucura quando o SPQSF passava perto de marcar, como quando Jaja cobrou uma falta pelo meio e fez a bola raspar no travessão.
Já nos acréscimos, Fábio Caruso mandou uma bomba de primeira de fora da área e Cunha apareceu para salvar uma bola que o goleiro provavelmente não defenderia, fazendo Ferrugem, Dadinho e cia quase terem um enfarte. Para completar, na cobrança de escanteio, o próprio Fábio Caruso tentou pôr a redonda na área, viu a zaga tirar, pegou a sobra e bateu para defesa de Marcelo.
Com todo esse clima decisivo e emocionante, a partida terminou mesmo no 3 x 3, vindo a confirmar a eliminação do Fúria e deixando o SPQSF na quarta colocação. Agora, a esquadra laranja tem pela frente um duelo complicado contra o Só Resenha pelas oitavas de final.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 9ª RODADA
The Veras 2 x 1 Fora de Série
THE VERAS VIRA PRA CIMA DO FORA DE SÉRIE E FICA NA OURO
Com um golaço de Pedro, Veras vence o confronto da sobrevivência e permanece por, pelo menos, mais um semestre na principal liga do Chuteira. Fora de Série volta à Prata após um ano
Por Bruno Viotti
O clima era de nervosismo. Ninguém podia errar, perder. Ninguém podia piscar. Esse era o cenário para o duelo decisivo entre The Veras e Fora de Série. O primeiro possuía 8 pontos e só a vitória interessava para sair da zona do descenso. Já o Fora de Série podia empatar, pois possuía 10 pontos e o único time capaz de ultrapassá-lo era o próprio The Veras. O Fora, caso vencesse, podia até se classificar.
O jogo começou e o Fora logo impôs seu ritmo de jogo. Ter a vantagem do empate não era motivo para aliviar. Assim, exerceu forte marcação em cima dos jogadores do Veras que, nos primeiros minutos, encontraram dificuldade para superá-la.
Dessa forma, o Fora foi o primeiro a atacar com Du Formiga, que recebeu passe na direita e chutou cruzado para boa defesa de Benga. Paulinho também tentou abrir o placar ao receber cruzamento de Rodrigo Ribeiro, mas não acertou o alvo.
Enquanto isso, a principal alternativa do The Veras era o contra-ataque. O time levou perigo com Moura, que avançou pela lateral esquerda e chutou forte, obrigando o goleiro Ed a rebater como pôde. Em nova oportunidade, Nico aproveitou toque de Moura e chutou colocado no canto esquerdo do arqueiro, que conseguiu espalmar.
O Fora de Série continuou com o domínio do jogo até a metade do primeiro tempo e teve outra grande chance com Du Formiga, que subiu na cobrança de lateral e raspou na bola, que passou à esquerda do gol. No entanto, em momentos decisivos, é preciso que alguém chame a responsabilidade e faça acontecer. Sorte do The Veras que possuía Victor Petreche em seu elenco.
O camisa 17 apareceu no jogo e começou a protagonizar os principais lances de perigo de sua equipe, que conseguiu equilibrar as ações. Primeiramente, recebeu bom passe, avançou e chutou forte à direita da meta. Poucos minutos depois, aproveitou desatenção da zaga e chutou rasteiro, mas Ed estava ligado e defendeu com o pé. Por fim, mostrou habilidade na direita, limpou o lance e bateu cruzado para fora.
O Fora de Série ainda teve uma última chance no primeiro tempo em uma cobrança de falta, mas Rodrigo Ribeiro mandou uma bomba à esquerda de Benga, que com certeza ficou aliviado por esse chute não ter acertado o alvo.
No segundo tempo, o Fora exerceu marcação dura em cima de Victor Petreche e conseguiu equilibrar o jogo. No primeiro lance de perigo, Rica recebeu toque após cobrança de falta e chutou no canto direito de Benga, que conseguiu espalmar. Entretanto, no lance seguinte, Paulinho fez o papel de pivô ao receber lançamento da zaga e rolou para Renan na esquerda, que chutou e abriu o placar para o Fora de Série.
Apesar da marcação, Victor Petreche continuava aprontando das suas. O “palhaçinho” avançou pela lateral e tocou para trás. Nico apareceu e chutou rasteiro à direita do gol. No entanto, o gol saiu dos pés, ou melhor, das mãos de Cucio. O jogador cobrou lateral e Moura subiu mais do que a zaga para mandar a bola no ângulo esquerdo do goleiro e empatar a peleja.
Aos 10 minutos, Rafael Rezende dominou a bola no meio-campo, correu aos trancos e barrancos e mandou uma bomba. Sorte do Veras que Benga estava atento e conseguiu realizar grande defesa. Já no próximo lance do time de Benga, aos 12 minutos, Pedro de Luna recebeu no meio, dominou, arrumou espaço e acertou um belo chute no canto esquerdo do arqueiro adversário. Um verdadeiro golaço. Digno de um time que estava lutando com tudo o que tinha para permanecer na Liga de Ouro. 2 x 1.
Na parte final do segundo tempo, o jogo ficou tenso. Pedro de Luna queria mais e protagonizou mais dois lances de perigo. No primeiro, aproveitou cobrança de lateral e chutou cruzado para fora. Em seguida, arrancou pela esquerda e chutou à direita da trave. Do lado do Fora de Série, o time fez de tudo para empatar e criou boas chances com Rafael Rezende, que encarou uma dividida forte com o goleiro Benga – deve ter doído muito. Paulinho também tentou, mas o arqueiro saiu do gol e abafou. Por fim, Rodrigo Ribeiro cobrou falta, Marchi interceptou e ouviu o apito final, que sacramentou a permanência de seu time na divisão de elite do Chuteira e a queda do Fora!
Com o resultado, o The Veras chegou a 11 pontos e escapou do rebaixamento. Por outro lado, o Fora de Série permaneceu com os mesmos 10 pontos e carimbou sua passagem rumo à liga de Prata. Agora, os dois times aguardam o ano que vem para voltar a campo no Chuteira.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 9ª RODADA
Bufalos 5 x 4 Roleta Russa
BUFALOS FAZ 3 GOLS EM 3 MINUTOS E CONSEGUE VITÓRIA
Em jogo eletrizante e cheio de gols, Bufalos e Roleta Russa protagonizaram um dos melhores confrontos do dia, que definiu a queda para a Prata do Roleta e a 3ª posição do Bufalos
Por Bruno Viotti
O último jogo do dia da Ouro conseguiu ser um dos mais empolgantes da rodada final. O Bufalos estava classificado em 3º antes mesmo de entrar em quadra, mas foi para o jogo disposto a realizar grande partida contra o Roleta. Era a chance de carimbar a faixa do Roleta de rebaixado. O Roleta precisava de um milagre: golear e torcer por MachuPichu contra o Fiorella, que jogavam na quadra ao lado.
O Roleta enfrentava um grande problema, que foi habitual no decorrer de toda a competição: estava sem reservas. De qualquer forma, a primeira chance do jogo aconteceu com Salada, que recebeu no meio e chutou torto para fora. Entretanto, o Bufalos entrou em campo com uma formação melhor postada em campo, o que fez com que o time obtivesse certo domínio no começo. A primeira chance ocorreu com Dinho, que aproveitou uma saída equivocada do Roleta e tocou para Fernando Cidrão, que chutou para fora.
O Bufalos pressionava no campo ofensivo e marcava a saída de bola, mas o Roleta conseguiu levar perigo com Preto, que chutou de longe, mas a bola passou rente ao travessão, e Alemão, que aproveitou bom passe de Salada, girou e errou o alvo.
No entanto, o volume de jogo do Bufalos era maior. Assim, as chances também apareciam com maior frequência. Primeiramente, Cidrão ajeitou e Dinho chutou no canto esquerdo de Guaraná, que conseguiu espalmar. Depois, o mesmo Dinho cobrou escanteio. Kaike antecipou a zaga e finalizou perto da trave, mas o goleiro estava atento e defendeu. Fernando Cidrão também tentou, mas a bola passou à direita da meta.
No entanto, o Bufalos finalmente conseguiu abrir o placar com Dinho. Diogo Moraes recebeu bom passe na esquerda e chutou cruzado. Guaraná chegou a defender, mas a bola chegou no camisa 10, que completou praticamente em cima da linha.
Depois do gol, o Roleta passou a equilibrar as ações e tentou chegar ao empate. Coelho caiu pela direita por duas vezes. Na primeira, chutou à direita do gol; na segunda, bateu fraco, facilitando para Oscar Filho. Gegê também queria brilhar e arriscou. A bola desviou, mas o goleiro estava no lance e segurou.
Mesmo com o jogo equilibrado, o Bufalos conseguiu ser feliz no final do primeiro tempo. Diogo Moraes cobrou lateral logo após um pedido de tempo. Rafa Tedesco apareceu no segundo pau para completar e ampliar a vantagem.
No segundo tempo o jogo esquentou de vez. As chances surgiam para os dois times. Do lado do Bufalos, Dinho chutou na saída de bola e Guaraná defendeu com o pé. No escanteio, Diogo Moraes acertou a rede, mas pelo lado de fora. Em nova oportunidade, Raoni avançou pela esquerda e chutou forte para boa defesa de Guaraná, que com certeza fez a diferença no jogo.
Já o Roleta também levava perigo. O goleiro Otaguro saiu errado e Salada quase marcou. Depois, Alemão aproveitou cobrança de escanteio e finalizou, mas o goleiro defendeu. Por fim, o gol saiu. Antes tarde do que nunca. Marcão recebeu passe da esquerda, limpou a jogada e bateu colocado no canto direito do arqueiro.
O jogo era de alto nível. Sendo assim, não foi surpresa o gol de empate do Roleta aos 13 minutos do segundo tempo. Coelho recebeu bom passe no meio e arriscou. Alemão desviou no meio do caminho e matou Otaguro. 2 x 2.
O Bufalos foi para cima e quase chegou com Raoni, que fez jogada individual, cortou para o meio e mandou de bico à esquerda da meta. Em novo lance perigoso, Kaike chutou de longe. Guaraná espalmou e Diogo Moraes tentou fazer no rebote, mas Guaraná salvou o Roleta novamente.
Já o Roleta continuava realizando seu jogo, sem afobação, e conseguiu a virada aos 16 minutos com Gegê, que dominou bom passe no meio, deu um lençol no marcador e encheu o pé para fazer o terceiro. Um golaço!
Entretanto, a alegria durou pouco. O Bufalos ligou o sinal de alerta, tomou uma injeção de ânimo e fez 3 gols em 3 minutos. Aos 18, Kaike rolou para Diogo Moraes na linha de fundo. Sem ângulo, o camisa 2 chutou e Guaraná não conseguiu cortar. Era o empate.
Aos 19, Raoni cruzou pela direita e encontrou Kaike livre na esquerda para protagonizar a segunda virada da peleja. Aos 20 minutos, Dinho desarmou o adversário e tocou para Fernando Cidrão, que chutou no canto oposto do goleiro e marcou o quinto do Bufalos.
Por fim, ainda havia tempo para um último suspiro do Roleta. Aos 24 minutos, Raoni perdeu a bola na zaga. Preto aproveitou e chutou no meio das pernas do goleiro, definindo o placar em 5 x 4.
Com o resultado, o Roleta dá adeus à Série Ouro e aguarda o ano que vem para voltar ao torneio. Já o Bufalos somou mais 3 pontos, consolidou a terceira posição na tabela e agora enfrenta o Di Primeira em busca de uma vaga nas quartas-de-final.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 9ª RODADA
Fiorella 4 x 2 MachuPichu
EM JOGO QUE NÃO VALIA – QUASE – NADA, FIORELLA BATE MACHUPICHU
Deyvid comandou ataques rápidos e fulminantes para a vitória da esquadra vermelha. Ambas equipes estão eliminadas e já se preparam para temporada 2012
Por Luiz V. Andreassa
MachuPichu e Fiorella Brasil entraram em quadra para fechar a rodada sem muita coisa em jogo. O time campeão da Prata tinha remotas chances de classificação e o Fiorella tendo de ser muito azarado e incompetente para ser rebaixado no lugar do Roleta Russa. A probabilidade de isso acontecer se tornou nula, pois o time de Baru estava perdendo ao mesmo tempo na quadra ao lado.
Deste modo, a partida não tinha muitos atrativos. O MachuPichu tinha que ganhar por uma diferença de quase 20 gols para passar o Jeremias no saldo e ficar com a vaga na próxima fase. Com isso, a disputa era para ver quem ficava com a sétima colocação, e o Fiorella se mostrou mais disposto a conquistá-la, indo para cima desde o começo com jogadas individuais de seus jogadores rápidos e habilidosos, como Deyvid, que logo no primeiro minuto obrigou o goleiro Pipo a trabalhar. Tiago Silva bateu colocado pelo lado esquerdo e também parou na defesa do arqueiro.
A melhor chance da equipe vermelha veio quando Cléber recebeu na área, finalizou, pegou o rebote de Pipo e encheu o pé para carimbar a trave, perdendo chance incrível de abrir o placar. O MP tentava reagir mas sentia dificuldade em atacar, tendo sua melhor chance apenas aos 13 minutos, em cobrança de lateral de Tebas que Ricci completou de cabeça dentro da área, para fora do gol. Do outro lado da quadra, Deyvid foi bem mais eficiente ao dominar pela meia esquerda e mandar um belo chute, acertando o ângulo direito de Pipo para fazer um golaço.
O gol inspirou o Fiorella, que demorou apenas alguns segundos para ampliar. André Lima passou para Tiago Silva na área e ele foi inteligente para segurar a bola e passa-la de calcanhar para Rogério chegar finalizando para o gol aberto. Para não deixar o rival se animar, o MachuPichu tratou de descontar pouco depois: Ricci invadiu a área pela direita e passou para trás, onde Thiago chutou sem obstáculos para descontar. O resto do primeiro tempo foi um pouco mais parado, apesar da vontade dos jogadores, e o lance mais incisivo veio quando Deyvid cruzou pelo lado esquerdo e Edson Claro chegou no segundo pau batendo travado pela marcação e mandando a bola por cima.
No segundo tempo, a partida se tornou mais equilibrada, sem o mesmo domínio do Fiorella e com menos chegadas ofensivas de ambas as equipes. Tanto que a primeira delas só veio aos 6 minutos, quando Victor tentou o drible pelo meio e a bola sobrou para Thiago mandar uma bomba de primeira pelo lado esquerdo e só não empatar porque Franklin fez uma defesa sensacional. Edson Claro respondeu com estilo ao receber na entrada da área e deixar Tebas no chão com um belo corte, antes de bater para fora e quase fazer um golaço.
O Fiorella reencontrou o bom futebol do começo da primeira etapa e voltou a atacar na velocidade de seus homens de frente, principalmente Deyvid, que ofereceu perigo ao adversário por duas vezes, parando em defesa do arqueiro ou mandando a bola para fora por pouco. E apesar da pressão seguir também com a colaboração de Tiago Silva – que perdeu um gol dentro da área – e Cléber – o qual quase fez um golaço de cobertura completando lançamento de trás –, o MachuPichu encontrou forças para reagir e chegar à igualdade. O responsável por isso foi Thiago, aproveitando rebote de um chute de longe de Ricci para fazer 2 x 2.
A grande oportunidade de vitória da esquadra preta veio quando Ricci apareceu livre dentro da área em cobrança de escanteio e cabeceou para fora. O gol perdido fez falta, pois logo em seguida Deyvid, que quase havia feito um golaço pouco antes ao driblar dois marcadores e bater para fora, apareceu de maneira decisiva ao mandar uma bomba da entrada da área que acertou o alto da meta de Pipo, que nada pôde fazer. Os últimos minutos eram de emoção e Thiago quase deixou tudo igual novamente ao receber lançamento dentro da área, dominar e parar na boa saída de Franklin.
No último lance, o Fiorella conseguiu confirmar sua vitória com Cléber. Edson Claro passou para Deyvid na área, ele driblou o goleiro e a bola sobrou para o Cléber estufar as redes e dar números finais à partida. No fim das contas, o triunfo do Fiorella serviu apenas para passar o MachuPichu na tabela, deixando uma impressão de que ambas as equipes poderiam ter tido pretensões maiores na Ouro – pois time para isso elas têm.
XII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 9ª RODADA
Arouca Jrs. 3 x 5 Jeremias
JEREMIAS VENCE E CONFIRMA A CLASSIFICAÇÃO
Em duelo equilibrado, Jeremias desponta no fim e consegue vitória em cima do Arouca Jrs. para avançar à próxima fase. Arouquinha fica com a 4ª posição
Por Bruno Viotti
Última rodada. As expectativas estavam voltadas para as decisões que ocorreriam ao longo do dia. A primeira delas foi entre Arouca Jrs. e Jeremias, que precisava vencer para não depender de uma derrota do MachuPichu. Já o Arouca Jrs. procurava obter a melhor preparação possível para encarar os desafios das oitavas de final. Jogava pela 3ª posição. Acabou em 4º.
O jogo começou e a formação tática das equipes ficou evidente. Do lado do Arouca Jrs., o time estava postado em campo com dois jogadores abertos nas pontas do campo ofensivo e um centralizado. Enquanto isso, os outros integrantes realizavam boa troca de passes no meio-campo, procurando espaços para a criação de ataques. Do lado do Jeremias, a estratégia era a marcação por zona e se aproveitar dos erros do adversário. Foi dessa forma que o time conseguiu realizar seu primeiro ataque. Caio perdeu a bola perto da área, Camillinho recuperou e finalizou à esquerda da trave adversária.
O Arouca Jrs. possuía maior volume de jogo e, até por isso, apresentava mais jogadas de perigo. Entretanto, a zaga do Jeremias estava bem postada e não oferecia liberdade para o ataque adversário. Só que Nelsinho conseguiu mudar esse cenário. O camisa 11 avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para encontrar Felipinho, que teve tranquilidade para tirar do goleiro e marcar.
O Jeremias não se desesperou e manteve sua postura em campo. Marcelo fez boa jogada individual, driblou o marcador na direita e chutou, mas Gui Rodrigues fez a defesa. Só que o goleiro do Arouca Jrs. não contava com uma bobeira da zaga. Galizé realizou o passe com dificuldade para o meio da área, Camillinho interceptou e encheu o pé para empatar a peleja.
O Arouca Jrs. criou novas chances com Quim e Galizé. O primeiro arriscou e mandou por cima. Já o segundo tabelou com Washington e bateu cruzado para fora. Do lado do Jeremias, Danilo Pesce recebeu passe de Dunder e chutou rasteiro para defesa de Gui. Marcelo também tentou, mas o goleiro defendeu seu cabeceio com o pé.
O Jeremias começou a pressionar na segunda metade do primeiro tempo. O time conseguia chegar com perigo através de cobranças de escanteios e laterais, mas a zaga adversária conseguia cortar. Alguns dos lances de perigo foram protagonizados por Danilo Pesce e Marcelo. O primeiro cobrou falta e Gui defendeu. No escanteio, o camisa 4 pegou a sobra e chutou. A bola bateu no goleiro, na trave e saiu. Já o segundo avançou em velocidade, passou do marcador e chutou forte para boa defesa do arqueiro.
No entanto, o Arouca Jrs. não deixou de atacar. Caio tocou e Masch errou o alvo na hora da finalização. Se o camisa 4 não foi efetivo, Washington assumiu a responsabilidade e fez 2 x 1. O atacante recebeu na esquerda em contra-ataque rápido e chutou no canto direito de Gian.
No segundo tempo, o Jeremias avançou e começou a marcar na saída de bola do Arouca Jrs. No primeiro lance de perigo, Camillinho tocou para Marcelo, que cruzou rasteiro, mas Preto não conseguiu concluir na cara do gol. Já o Arouca Jrs. chegou com Caio, que aproveitou rebote do escanteio cobrado por Deh e chutou rasteiro à direita da meta. Se Caio não fez, Danilo Pesce tratou de empatar. O camisa 4 recebeu no meio, procurou espaço e bateu colocado, no ângulo esquerdo do goleiro.
Assim como o placar, o jogo continuou equilibrado, com chances para os dois lados. O menor detalhe poderia decidir tudo. Foi assim que o Jeremias virou o jogo. Tingão recebeu no meio e mandou bela finalização no canto direito de Gui para colocar o Jeremias na frente.
Só que a alegria durou pouco. Em cobrança de escanteio, a bola sobrou para Nelsinho no meio. O camisa 11 chutou com o peito do pé e a bola desviou, mas entrou, sem chances para Gian. Era o empate do Arouca Jrs.
Mais uma vez, o placar não demorou para mudar. Dunder recebeu no meio e chutou rasteiro. Gui espalmou e Thiago Bim pegou o rebote para chutar forte no ângulo direito e colocar o Jeremias mais uma vez na frente.
No final do jogo, o Arouca Jrs. até exerceu certa pressão. Entretanto, Felipinho cometeu falta e tomou seu segundo amarelo, o que acarretou na aplicação de um cartão azul ao jogador. Depois, segundo o árbitro, Felipinho falou para que a arbitragem fosse para aquele lugar e tomou vermelho.
Assim, no último lance, Dunder recebeu bom passe na entrada da área, ficou livre e chutou tirando do goleiro para decretar o placar final da partida. 3 x 5.
Com a vitória, o Jeremias chegou a 12 pontos e pôde, finalmente, comemorar a classificação. Agora nas oitavas, o time encara o Real Paulista. Já o Arouca Jrs. estava tranquilo com relação à tabela e permanece com 15 pontos. Aguarda o próximo sábado para entrar com tudo contra o Estudiantes de La Vila.
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