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Notícias de 01/11/2009



VIII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B:

SNG 7 x 1 Kadência

SNG PASSA POR CIMA DE KADÊNCIA


No jogo que valia um engradado, Renê brilha, ofusca Paulinho e comanda SNG em goleada arrasadora


Por Renan Lamarck

Com um sol de rachar o coco, SNG e Kadência foram para o jogo. Bem verdade que as equipes vivem um momento distinto dentro do Chuteira: enquanto o SNG fica cada vez mais forte e consolida o retorno de seu melhor jogador, Renê, o Kadência está ainda numa fase de entrosamento de seu novo elenco, depois de não ter ido tão bem na edição passada do torneio.

Para o confronto diante do Laranjinha, que poderia marcar definitivamente uma arrancada do time de Paulinho rumo às finais – lembrando que na rodada anterior o campeão do VI Chuteira havia vencido o até então invicto Fiorella , o time de Paulinho contou com um reforço de chamar atenção: o jogador profissional Maurinho, lateral campeão brasileiro pelo Cruzeiro em 2003. No entanto, nem o artilheiro Paulinho, nem o reforço de nome conseguiram impedir que um homem brilhasse naquela tarde, e assim levasse sua equipe a mais um empolgante triunfo. Renê, de fato, acabou com o jogo.

A partida começou com os dois times um tanto receosos de se expor, porém o SNG já mostrava que tentaria mandar nas ações ofensivas do confronto e com poucos minutos de bola rolando já rondava a área de Allan. Contudo, quem quase abriu o placar foram os kadencianos. Maurinho, em sua primeira bola, deu bom passe para seu amigo Júlio Sérgio pela esquerda, e de prima o jogador bateu com perigo rente à trave dos laranjas.

Porém, o Se Não Guenta era melhor em campo e mesmo após o susto conseguiu abrir o placar com o artilheiro Renê. Em jogada de Lucas da defesa, Memé desviou e mandou para Renê dentro da área. O camisa 11 do SNG desviou de leve de calcanhar e inaugurou o marcador naquela tarde. Pouco depois saiu o segundo gol, Renê estava mesmo impossível! O “Presidente” dominou na entrada da área, pisou na bola, parou, olhou, ameaçou e serviu para Marcelo dar uma pancada e anotar 2 x 0.

Logo na seqüência, aproveitando o visível abatimento do Kadência, foi a vez de Memé balançar as redes. O camisa 9 recebeu na velocidade pela esquerda do ataque e encheu o pé. Com habilidade e raça Renê ia acabando com o jogo – o que um homem não faz por um engradado de cerveja! De cabeça o artilheiro do SNG apareceu como um trator para subir no primeiro pau e mandar a bola, o zagueiro e o goleiro para as redes em escanteio da esquerda do ataque.

Ainda na primeira etapa o Kadência, presa fácil, apenas respondeu com um chute, nem tão perigoso, de Paulinho. Para o segundo tempo parece que o Kadência tentou colocar a cabeça no lugar e, quem sabe, uma virada heróica, pois logo no início o time que jogou com uma camisa listrada em amarelo e azul – também chamados de bananas de pijamas – partiu para cima dos bicampeões. Júlio recebeu dentro da área, fez um verdadeiro carnaval e deixou a marcação no chão, contudo o arqueiro Sampa, que substituiu William no intervalo, apareceu na hora certa para fazer arrojada defesa.

Sampa seguiu se destacando com algumas defesas tranqüilas diante de uma leve pressão do Kadência. Num dos lances mais perigosos, depois de Marcelo cometer uma falta próximo a área, Júlio soltou a bomba na cobrança e carimbou o travessão adversário. Entretanto, pouco depois o SNG matou o adversário num contragolpe, pela esquerda: Biro tocou na saída do arqueiro e fez o quinto de sua equipe.

Se por um lado o Kadência estava entregue, do outro, os jogadores do SNG já vislumbravam o engradado de cerveja geladinha chegando com a vitória. Grillo cruzou bola na área para Abelha, que, com um bonito peixinho, desviou a redondinha para o fundo do gol. No momento em que o placar apontava 6 x 0, o Kadência finalmente conseguiu descontar. Lucas Janaudis chutou do meio de campo quase da lateral, e Sampa, que tinha a bola em suas mãos, aceitou em mais um frango desta edição do Chuteira. Nada comprometedor, apenas o gol de honra de um time já derrotado em campo.

Com o sol rachando a cuca de todo mundo que acompanhava a partida, e antes do apito final do árbitro, os bicampeões ainda puderam festejar mais um gol. Memé recebeu lançamento do campo de defesa, ajeitou a pelota e tocou para as redes. Mesmo perdendo de goleada, Maurinho, que não conseguiu mostrar o futebol que o consagrou no profissional, respondeu pela direita do ataque. Um chute rasteiro e forte, mas Sampa estava lá para segurar.

Pouco depois uma bola na trave de Fábio Simões, mas o gol isolado do Kadência permaneceu só aquele. Contudo, não havia tempo para mais nada: a vitória, os três pontos e o engradado já tinham dono: Renê, ou melhor, o SNG.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A:

Joga 13 2 x 4 Treinadores do Braz

COM JOGA 13 DESFALCADO, TREINADORES APROVEITA E FICA PERTO DA VAGA


Alemão e Felipe não aparecem, 13 derrapa em grande atuação de Binho e Treinadores renasce conforme profecia de seu camisa 10 Peruca


Por Luis Fernando Saninana

Treinadores do Braz e Joga 13 fizeram um jogo equilibrado e cheio de lances de perigo. Enquanto os times se preparavam, Peruca, camisa 10 do Treinadores, tinha que responder à imprensa se seu time jogaria a Série Prata ano que vem. “O Treinadores não cai e vamos ganhar hoje para não precisar ganhar do Acidus na rodada final”. Com a bola rolando, a preocupação do Joga 13 era com as ausências de Caieiras, Alemão e Felipe, que confirmaram presença e nada de aparecer até o momento. Mesmo sem eles, o 13 começou com seu estilo arrasador e cheio de panca de quem vai destruir o adversário. Logo na primeira descida ao ataque, Daniel dominou na ponta esquerda, girou e bateu cruzado, sem chances para Criança. A equipe alvi-amarela queria liquidar o jogo de cara. Choco cobrou lateral pela direita e Daniel, no meio da área, cabeceou a bola no travessão.

O time do Braz não se abateu e conseguiu o empate com Binho. Depois de chutar de dentro da área, Calado, que jogou boa parte do primeiro tempo improvisado no gol do 13, defendeu com o pé. A bola sobrou com Índio na esquerda da área, que devolveu para o camisa 11 mandar para o fundo do gol. Com o placar em 1 x 1, a equipe branca e azul quase conseguiu a virada, mas o arqueiro improvisado evitou.

Com o jogo a mil, Guma teve duas oportunidades de marcar: primeiro com o pé e depois com a cabeça, mas nos dois lances Criança defendeu. O TdB respondeu com Índio pela direita, que quase fez um golaço por cobertura. O 13 quase conseguiu desempatar com Rafinha. O jogador chutou da meia direita e o goleiro do Braz desviou por cima do gol. Vendo que a equipe amarela e preta começava a atacar mais, o Treinadores resolveu pressionar a saída de bola do adversário. Deu certo, pois o 13 não conseguia mais sair jogando sossegadamente. Eis que surgia Caieiras no horizonte, apressado, para ocupar seu posto que lhe é de direito. O tempo técnico foi pedido e goleiro santista entrou em campo.

Com o reinício do primeiro tempo, Calado, agora na linha, quase marcou. Ele avançou pela direita e bateu cruzado. A bola foi para fora. Entretanto, o 13 parece que parou ali. Depois desse lance, o que se viu foi um verdadeiro bombardeio do TdB. Binho avançou pela direita e bateu cruzado. A bola passou rente a trave de Caieiras. Binho tentou mais uma vez, agora pela meia esquerda. Outra vez ele bateu cruzado, dessa vez Raphael tentou completar de carrinho na segunda trave, mas a bola foi para fora. Binho estava em uma tarde inspirada e de tanto tentar conseguiu virar o jogo. O atacante recebeu a bola na direita da área e deu um toquinho sutil por cima de Caieiras quando este saiu para defender. Um golaço de mestre. E nem deu nem tempo de comemorar, pois Eduardo Grilo avançou pela direita e cruzou para Gafanhoto, na segunda trave, chutar mascado e fazer 3 x 1. Na verdade, foi uma dupla comemoração.

O Treinadores foi para a etapa final com uma boa vantagem no placar. Os jogadores só precisavam administrar o tempo e se defender da suposta pressão que o 13 faria. Mas, na verdade, quem pressionou foi o TdB. A primeira grande chance de gol no segundo tempo saiu dos pés de Juba. O zagueirão cobrou falta frontal pelo meio e a bola saiu à esquerda. A pressão não parou por aí. O melhor jogador em quadra, Binho, tentou guardar mais um depois de chutar cruzado da esquerda da área, mas Caieiras evitou fazendo a defesa em dois tempos.

E assim o Treinadores meteu o quarto gol e matou de vez os já mortos trezeanos em campo, que parece que sem Lele vivem da dupla Alemão-Felipe. Binho, de novo, chutou cruzado da esquerda da área e se consagrou como homem do jogo. Agora sim, com 4 x 1 no placar, era só administrar.

O Joga 13, já sem forças para reagir, não criava muito. As principais jogadas da equipe alvi-amarela durante o jogo saíam dos pés de Daniel e Choco, que corriam e davam raça em campo. Mesmo nos lances em que não levava perigo, a jogada começava ou terminava com um dos dois. Nos minutos finais Choco fez bela jogada individual pela ponta direita e chutou, mas a bola bateu na trave e saiu. Daniel teve a chance de diminuir: a bola sobrou para ele na esquerda da área, livre, mas o camisa 7 mandou para fora. No último lance da partida, Guma arriscou chute da intermediária pela direita e a bola morreu no fundo do gol.

O Treinadores do Braz venceu o Joga 13, chegou a 7 pontos (mesma pontuação do 13) e calou a boca dos corneteiros que falavam em Série Prata. Peruca não mostrou seus dotes de jogador artilheiro, mas deixou boa imagem como profeta. Resta ver se vão se classificar e em que posição. Qual a resposta, Peruca?

VIII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A:

Primatas 5 x 0 Fúria

PRIMATAS FAZ 5 E DEIXA FÚRIA A UM PÉ DA SÉRIE PRATA


Sem Gui, que do lado de fora agitou todas, Primatas não toma conhecimento e goleia Fúria, que parece jogar a toalha


Por Diego Pontes

O início da peleja foi dominado quase que inteiramente pelas ofensivas implacáveis dos furiosos. Assistido por passes de Gabriel Carnaval, o lépido Thiago Motta dava ritmo ao jogo com velozes investidas pelas laterais e bombardeava constantemente o gol de Victor com perigosos cruzados. Porém, para a sorte dos homens das cavernas, o inspirado arqueiro teve sucesso em suprir as deficiências do zagueiro Kako, completamente perdido nesse prelúdio, e não deixou passar nada.

A equipe primitiva não se intimidou e começou a focar seus esforços no ataque para sair do sufoco. Litho seguia avançando pelas laterais, enquanto Moisés apostava pelo centro. No entanto, a dupla de atacantes ora pecava em finalizar, ora esbarrava no resoluto Carlão, que marcava duramente a saída de bola primatense.

Esse quadro de vantagem para o Fúria caiu por terra quando Rafinha aproveitou lançamento de Simões e abriu o marcador com um bonito gol de cabeça. Pode-se dizer que o lance decidiu a partida, uma vez que o rendimento do rubronegro caiu vertiginosamente a partir dali. O time cavou a própria sepultura ao se fechar na defesa – atributo que nunca foi o forte da equipe. Além disso, Thiago Motta, outrora o grande destaque da partida, perdeu completamente o gás, limitando-se a ficar zanzando pelo campo sem rumo.

O Primatas, por sua vez, só cresceu após a jogada. A esquadra alva passou a atacar velozmente pelo meio de campo com o dueto Rafinha e Nando. Para completar a força ofensiva da equipe, Litho e Gus tabelavam constantemente a fim de abrir espaço para os atacantes marcarem. A zaga do time também merece destaque, visto que se encontrou em campo e cortou alguns contra-ataques perigosos de Adriano. E quando a defesa primatense ameaçava vacilar, o irreverente Gui Fenômeno, de molho fora da quadra por suspensão, logo tratava de orientar os companheiros com berros de incentivo e pérolas como “marca o Bob Marley” (se referindo a Gabriel, jogador do Fúria notório por seus dreds coloridos).

Contudo, a despeito de tanta eficiência da equipe, o segundo gol do Primatas só foi sair próximo ao intervalo. Isso por conta de dois fatores: a falta de precisão dos primitivos na hora de finalizar e o competente trabalho de Carlão na defesa do Fúria (mais uma prova de que a contratação do jogador foi uma manobra acertada). De qualquer forma, Litho não titubeou diante de uma falha da defesa adversária e decretou o fim do primeiro tempo ao tocar a bola no cantinho do gol inimigo.

Mal começara o segundo tempo quando Litho e Rafinha invadiram a área do Fúria e, por meio de uma tabela, quase desarmaram o goleiro. Em seguida, o mesmo Rafinha quase ampliou para o Primatas com uma bomba cruzada. Estes dois lances-relâmpago já mostravam que a equipe pré-histórica ditaria a levada dessa segunda metade de jogo. Tanto isso é verdade que, segundos depois, Moisés marcou o terceiro do time ao cabecear um escanteio cheio de pontaria cobrado por Nando.

O Fúria continuava débil e mal posicionado. A armada do capitão Luis Gabriel até arriscou algumas investidas pelo centro com ele mesmo e Dé, mas a trupe de Gui Fenômeno (que a esta altura já contava vitória e sugeria títulos sensacionalistas para esta reportagem) não dava moleza na saída de bola adversária, tratando de converter os raros avanços do oponente em contragolpes. E foi exatamente com essa estratégia que Simões alargou o placar de sua equipe: Gustavo roubou a bola de Luis Gabriel e passou para o camisa 3 matar com um chute rasteiro.

O Fúria pediu tempo. A equipe precisava se reabilitar urgentemente ou seria massacrada. Apesar de não ter voltado com o mesmo pique que apresentou no começo do jogo, o Furacão do Chuteira ao menos conseguiu se firmar na defesa, impedindo dessa maneira uma goleada ainda maior. Destaque para Carlão e Jé, que, além de demonstrarem garra (diferentemente do restante da equipe), fizeram bons cortes e diminuíram o tamanho do abacaxi.

Entretanto, Moisés definiu a partida com um golaço bem no meio das pernas do arqueiro furioso. Após marcar seu quinto gol, o Primatas se deu ao luxo de relaxar em campo e a tocar a bola sem rumo. Nem mesmo assim o Fúria conseguiu diminuir o placar. Final: Primatas 5 x 0 Fúria. Na parte externa da quadra, era possível ouvir uma única voz, que, fanfarrona, dizia: “o título da matéria deve ser Primatas atropela Fúria e dá a ré”.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO A:

Estudiantes de la Vila 8 x 6 The Veras

ESTUDIANTES ATROPELA THE VERAS E MIRA CLASSIFICAÇÃO


Equipe de Caio se recupera e mostra que classificação é uma realidade


Recuperação. Essa era a palavra de ordem para The Veras e Estudiantes, que se enfrentaram pela 6ª rodada do VIII Chuteira de Ouro. Com campanhas abaixo da crítica – mesmo em se tratando do grupo da morte – ambos os escretes sabiam que a partida representava a última cartada em busca da classificação e, para piorar, o duelo tinha um espectador especial: o fantasma do rebaixamento. Os azul-grenás, sem o zagueiro Cucio e o artilheiro João Cláudio, suspensos, vinham de uma acachapante derrota para a sempre perigosa Equipe Bróder no último minuto e demonstravam desde antes do jogo certa preocupação. Já os estudiosos meninos da Vila Leopoldina buscavam a volta por cima após serem atropelados pelo Acidus e se mostravam aliviados pela volta de Lorente, que ainda não havia atuado no certame.

E o que se viu quando o apito foi silvado foi a lei da selva em sua mais pura essência. Nos primeiros 15 minutos de jogo, o The Veras foi presa fácil para o faminto Estudiantes, que não tomou conhecimento do adversário e abriu espantosos 5 x 0 no placar. Primeiro, com Iram de cabeça, após falha da zaga verense em cobrança de escanteio da direita. Depois, em chute forte e cruzado de Peter. Quando o The Veras tentava ameaçar a meta adversária – especialmente nas cabeçadas de Moura – encontrava a trave e uma atuação inspirada de Caio, novamente improvisado. Sinal de que vinha mais chumbo grosso por aí. Lorente se desvencilhou da marcação, pegou o rebote do escanteio na ponta direita e, da entrada da área, mandou um balaço certeiro cruzado no canto de Benga, que chegou a tocar na pelota. 3 x 0 para o Estudiantes.

O animado fantasma do rebaixamento, degustando uma deliciosa Itaipava, aplaudia de seu camarote e esfregava as mãos ao ver o claudicante The Veras jogar. Empolgado, Bahia invadiu a área adversária e, de calcanhar, deu belo passe para Lorente, na cara de Benga, anotar o quarto tento do jogo. Em seguida, Bahia guardou mais um e o placar indicava incríveis 5 x 0. O que o Acidus tinha feito com o Estudiantes na rodada anterior, este fazia com o Veras.

Cansado de apanhar, o The Veras pediu tempo. E fez um pacto: “Vamos fazer esse jogo virar (para o intervalo) 5 x 2”, diziam os jogadores, esbaforidos. Restavam 10 minutos para o final da primeira etapa. Com sangue novo em campo, após a entrada de Kinho e Pedro, o time dos amigos da Vila Mariana resolveu dar algum trabalho à zaga do adversário alvirrubro, que, segundo testemunhas, foi vista bocejando quando o jogo estava 4 x 0. Primeiro, após jogada de Moura, a bola explodiu no rosto de Caio e sobrou para Kinho, sem goleiro, encher o pé. Seria o início de um milagre? Em seguida, Kinho repetiu a dose anotando o segundo gol do apressado The Veras. O Estudiantes começava a ter razões para se preocupar. Ainda mais quando, na base do abafa, Kinho fez seu terceiro na partida e levou o jogo para o intervalo com 5 x 3, mais do que o combinado entre os azuis-grená.

Após o intervalo, o Estudiantes voltou mais consciente e soube administrar a vantagem tocando a bola de maneira inteligente contra um adversário já desesperado. “Não tinha mais tática, não tinha nada”, confessou o goleiro Benga, que foi obrigado a trabalhar em dobro para compensar a inevitável vulnerabilidade defensiva de um time que se mandava com tudo para o ataque. Lorente vinha tendo atuação destacada e era o maestro do meio-campo do Estudiantes, além de protagonizar bonitas tabelas com Bahia, que se deu ao luxo de perder dois gols cara-a-cara. Vitinho, porém, não teve piedade e anotou o sexto gol do Glorioso da Vila Leopoldina com 10 minutos de jogo. Victor Petreche respondeu na hora ao, na saída de bola, arriscar um chute forte e reto e surpreendeu o goleiro Pedro, que prontamente reconheceu o erro e pediu desculpas aos colegas. Mas o sexto gol do Estudiantes caiu como um balde de gelo polar nas pretensões do até então animado The Veras. Nem mesmo o gol de Petreche foi capaz de incendiar novamente a partida, cujo nível técnico caiu drasticamente na segunda etapa.

Fazendo até linha de passes dentro da área adversária, o Estudiantes chegou ao sétimo gol, com Peter, e faltando 6 minutos para acabar, liquidou completamente qualquer possibilidade de reação de sua presa, digo, de seu rival, com gol de Vavá. Era o oitavo, e foi uma pintura. Após aplicar um lindo chapéu no onipresente Victor, o camisa 4 bateu firme na saída de Benga, que esbravejava com Deus e o mundo. Mas quem falou que o Veras aprendeu a desistir? Victor Petreche, em contra-ataque veloz pela direita, deixou um marcador no chão e rolou para Fernando Mandia, que apenas teve o trabalho de concluir para as redes. Ainda teve tempo para Victor deixar mais um e encerrar o massacre numa contagem menor – 8 x 6 para o Estudiantes.

Com o resultado, o Estudiantes ganha novo fôlego na busca por uma vaga no mata-mata, quando, espera-se, poderá utilizar normalmente seu maior nome, Caio. Outra razão para ânimo dos alvirrubros é o fato de Bahia finalmente ter ganhado companhia no ataque, com a volta de um inspirado Lorente. Já pelos lados do The Veras, a prioridade é escapar do descenso, numa briga cabeça a cabeça com o Fúria, que promete se estender até o último minuto do campeonato. “É decepcionante...”, limitou-se a dizer o zagueiro Marchi, visivelmente abatido, na saída de campo, observado por um fantasma com um sorriso de orelha a orelha.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B:

Clube Atlético Perus 2 x 4 MachuPichu

MACHUPICHU TOMA DOSE DE ÂNIMO E VENCE CLÁSSICO “PERUANO”

Sem Pena, Perus não engata bom jogo e perde para um renascido MachuPichu, do pessimista Danilo, que já via seu time lutando para não cair


Por Guilherme Meireles

Definido por Lói como “Segundo Robin Wood do Chuteira" (atrás apenas do Acidus), o MachuPichu entrou em campo para ser um grande empecilho na vida de mais um favorito ao título: o Clube Atlético Perus. Logo nos primeiros instantes de jogo, o time de Danilo inaugurou o marcador com gol de Renato Seckler, que vem sendo o destaque do time na competição. Daí até o fim da primeira etapa ninguém mais mexeu no placar, mas chances não faltaram: o CAP passou próximo do empate em chute cruzado de Carlos Diego que por pouco não encobriu o goleiro Pipo, que deu um tapa na bola e salvou. Ele tentou mais uma vez, desta vez pelo meio, e obrigou o goleiro a espalmar com firmeza.

Os peruanos de MachuPichu responderam com Thiago Branco em jogada pela direita: ele bateu forte e a bola atravessou a área perigosamente. Entretanto, como referência de sua equipe no ataque, que não contava com Pena, Carlos Diego ia se destacando. Ele chutou de fora da área e mandou a bola com muito perigo por cima do gol. Do lado oposto, Thiago Branco limpou o goleiro, que havia saído da área, e quando ia livre em direção ao gol foi interceptado por Juscie, que não poderia ter outra atitude: salvou o gol, mas levou amarelo fazendo com que o “Txupichu” perdesse a melhor chance da primeira etapa.

O CAP não parava de atacar e, após cabeçada na área, chacoalhou o travessão. Se Carlos Diego era a referência de seu time em campo, Renato Seckler respondia à altura do outro lado: além de ter marcado o gol, ele coordenava ótimos ataques. Em jogada de craque, deu um sutil toque com categoria que confundiu toda a defesa do Perus e deixou Danilo em ótimas condições de gol, mas ele acabou isolando.

A segunda etapa foi marcada por um início avassalador do MachuPichu, que quase chegou ao segundo gol pouco depois da saída de bola e com Renato arriscando. O goleiro Carlinho apareceu bem para pegar, mas deu rebote que o próprio Seckler se esticou todo para chutar, mas aí foi a vez de Juscie apareceu para tirar em cima da linha. De novo Machu, com Danilo, que recebeu passe na cara do goleiro, mas errou no domínio e perdeu outra boa chance. Que má fase, hein, Danilão!!!

E não parava de dar MachuPichu. Thiago Branco ia livre em direção a área, mas foi travado na hora da batida. Quando a trave direita salvou o Perus de levar o segundo, a equipe resolveu acordar e quase empatou em bela triangulação de Rodrigo Rosa, que chegou atrasado, e Carlos Diego. Ótima chance perdeu Thiago Branco. Por mais que ele tentasse, não conseguia colocar a bola para dentro: ele recebeu um ótimo passe de Tebas e ficou na cara do gol, mas demorou em chutar e quando tentou driblar o goleiro já era tarde.

Parecia que levar bola na trave era o que o Perus precisava para acordar mesmo: após ser salvo pelo poste novamente, Carlos Diego mandou uma cacetada da ala esquerda e o goleirão penou para espalmar. Mas, após muito tempo sem gols, a rede balançou quatro vezes quase seguidas: Tebas se mandou com raça pelo meio e marcou em chute despretensioso que desviou e enganou o goleiro. Logo depois Si ampliou o resultado em chute forte pelo meio. Ainda nessa sequência o CAP reagiu de repente: Carlos Diego marcou o primeiro e, em chute de primeira proveniente de Juscie, o CAP anotou o segundo.

Se por um lado um jogo ganho havia entrado em risco para o MachuPichu, por outro, o CAP ficou ansioso para empatar a partida e buscar uma possível virada. Resultado: as duas equipes começaram a demonstrar afobamento e chances desperdiçadas começaram a brotar. Mas no encerrar do espetáculo, após insistentes tentativas, Thiago Branco achou seu gol e decretou a vitória do Machu sobre o Perus. Na comemoração do “gol do alívio”, passou as mãos no corpo como se dissesse "sai zica!".

Com esta vitória, o MachuPichu respira aliviado e alcança sete pontos, na sexta colocação. Danilo enfim pode vencer seu pessimismo e pensar em classificação. Já o Perus, com nove pontos e na terceira colocação, segue tranqüilo, sem grandes problemas.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA: GRUPO A:

Acidus 6 x 4 Estudiantes de la Vila

BENGALAS DERROTA ACIDUS EM MAIS UM JOGO POLÊMICO


Duelo entre melhor ataque contra melhor defesa acaba com vitória do primeiro e prova de que a melhor defesa é o ataque


Por Luiz Felipe Fernandes

A expectativa em torno do mais novo episódio do duelo entre Acidus e Bengalas era gigantesca. De um lado, os corrosivos esverdeados de Diego e Lói, que ostentavam a melhor defesa do campeonato (7 gols em 4 jogos). Do outro, os amarelados de Ritolê e Luisinho mantendo com dignidade a tradição ofensiva da equipe, marcando 28 gols em 5 rodadas.

O confronto, também, era um duelo entre esquadras invictas lutando pelos lugares cimeiros da tabela de classificação. O Bengalas, com 4 vitórias e 1 empate, sustentava com firmeza a liderança do Grupo B, enquanto o Acidus, com um jogo a menos, 3 vitórias e 1 empate, ocupava a terceira posição.

O sinal maior de que a velha rivalidade ainda estava acesa veio logo nos primeiros minutos de jogo, quando Ritolê invadiu a área ácida com velocidade e foi bloqueado por Lói e Raphão, sendo assim, assinalada a penalidade máxima. Na cobrança, o atual MVP foi apedrejado por um revés do destino, ao desperdiçar a cobrança, batendo-a alta no poste.

Mais tarde, o esgaivotado centroavante bengalista chegaria pela esquerda, cara a cara com o paredão Diego, e perderia outra chance, sendo interceptado pelo goleiro acrimonioso. No terceiro símile entre as duas estrelas, o Ri da família Toledo se sairia melhor, recebendo belo passe de Luiz Eric pelo flanco esquerdo para apenas escorar para o fundo das redes. Bengalas 1 x 0.

Diego não queria deixar barato o contratempo que sofrera, indo à entrada da área cobrar falta perigosa em favor de sua equipe. O fortíssimo arremate do arqueiro passou zunindo contra a trave esquerda de Baki, que apenas fez o famigerado “golpe de vista” para tentar evitar o empate.

Assim como o goleiro verde-lima-da-pérsia, o camisa 9 do amarelo-maracujá também não havia sossegado. O striker chutou de dentro da área após limpar a zaga e forçou nova boa defesa de DG, que, para completar o pingue-pongue, arriscou outra cobrança de falta, mas mandou na barreira.

Minutos mais tarde, a entrada de Richard mudaria o fadário do esquadrão acerbo. O camisa 15, que em outras oportunidades decidiu a partida em favor da equipe, não só viria a empatar a cancha, como viraria a mesma num curto espaço de tempo. Primeiramente, em tabelinha estrangeira, Richard recebeu de Phillip e tocou com habilidade na saída do goleiro Baki. Pouquíssimo tempo depois, o jogador mandou no ângulo um potente petardo da entrada da área, marcando um verdadeiro golaço em favor dos verdolengos.

O jubileu do Acidus, todavia, não perduraria por muito mais tempo. A igualdade dos solares viria poucos instantes depois quando Luiz Eric, Ritolê e Luisinho fizeram belíssima triangulação. O primeiro lançou o segundo na ponta esquerda, que cruzou na medida para o terceiro e último apenas escorar com um chute saltado.

A partir de então, o clima, já esquentado, da partida tornar-se-ia, então, vulcânico. Primeiramente, cartão amarelo para Vini Costa. Na seqüência, qualquer lance – errôneo ou não – tornava-se motivo para muita reclamação de ambos os lados, visto que os managers falastrões Bizu – de fora por lesão na mão – e Lucas – não uniformizado e só como técnico na ocasião – disputavam quem urrava mais com os professores da partida.

Tangente aos impropérios, o Bengalas veio a exceder, minutos depois, seu número limite de faltas por tempo jogado. Resultado: tiro de 9 metros para o Acidus. Após muitos minutos de protestos e acusações, como não podia deixar de ser quando se trata de Bengalas contra Acidus, Diego chamou a responsabilidade para si e, cobrando muito bem, colocou os gástricos em vantagem novamente.

Quem pensava que a peleja abrandar-se-ia, enganou-se redondamente. Não muito tempo depois, Barata recebeu da entrada da área e chutou muito bem no alto do goleiro. Acidus 4 x 2 Bengalas e fim de um primeiro tempo à altura de grande jogo da Série Ouro.

Os 25 minutos derradeiros, por incrível que pareça, alcançariam o feito de serem melhores que seus gemini iniciais. Logo de cara, o Bengalas diminuiria a desvantagem com mais um gol do Anton Chigurh¹ do Chuteira de Ouro, Ritolê. O matador implacável aproveitou cochilo da defesa do Acidus em escanteio e entrou cabeceando no segundo pau nas costas da zaga. A bola ainda tocou caprichosamente na trave antes de morrer no fundo das redes.

Os momentos conseguintes seriam de muita intensidade. Primeiramente, Careca costurou pela zaga e, cara a cara, foi bloqueado no momento exato em que ia arrematar para o gol de Baki. Na seqüência, bonita cabeçada de Luisinho à queima-roupa para nova defesa do arqueiro ácido.

Instantes depois, começaria o festival de cartões, muito próprio desse duelo. Careca tomou o amarelo em enrosco dele na lateral com um bengalano. Falta boba que o árbitro amarelou para nitidamente contentar e acalmar o Bengalas. Não tardaria a Salvador, do banco, reclamar e xingar e tomar o cartão vermelho. Antes que Luisinho desse uma pancada violenta por trás em Ronei, quando este puxava contra-ataque, e tomasse só o cartão amarelo, Richard fez seu hat-trick na partida ao girar na área e mandar quase no ângulo. Acidus 5 x 3, e tudo estava apenas começando.

Com o jogo se tornando muito faltoso, beirando o violento, o Bengalas começaria aí sua espetacular reação. Vini acertou chute de fora da área pelo flanco esquerdo, marcando um bonito gol. Fez e o gol e saiu falando “Chupa”. Lucas pedia cartão insistentemente para o camisa 20 dos Walkings, mas a juizada deixou quieto mais uma vez. Aliás, a partir desse momento, o manager dos fluorescentes bateria o recorde mundial de falar o seu famoso bordão – “Cadê o cartão, juiz?!” – por minuto. Em vão, porque cartão viria mesmo para o Acidus, e para Richard, por reclamar de uma falta anotada que não achou que tivesse sido.

Os pedidos pertinazes do manager dos cítricos, apesar de exagerados, não eram absolutamente injustos, uma vez que a todo momento observavam-se entradas mais duras e reações intempestivas – de dentro e fora de campo. A tônica era pressão nos árbitros. A detonação da partida poderia ser iminente. Visto que, nesse quadro, Ritolê empataria o cotejo com verdadeiro golaço, batendo na veia cruzado da direita, sem chances para Diego. Tudo igual!

O ritmo pressuroso da partida não reduziu sua marcha em nenhum momento. Diego continuava fazendo boas intervenções, como em chute rasteiro de Luisinho, defendido com reflexo. Na cobrança do escanteio, Luiz Eric embalou um belíssimo voleio de direita, que passou por cima da meta ácida.

Minutos mais tarde, viria a virada. Richard desperdiçou bela chance, recebendo passe na área e chutando no canto para linda defesa de Baki, que rapidamente saiu jogando. No contragolpe, Ritolê, endiabrado, disparou à quinta marcha e tocou para Luisinho apenas completar. Não satisfeito, o camisa 14 ainda marcou o sétimo da equipe que ajuda idosos a se locomover. Em lance incomum, o atacante bateu falta rasteira sem grande força, que Diego, encoberto, aceitou, fazendo a bola entrar rasteira em seu canto esquerdo.

Tentando reagir, os ácidos foram para o tudo ou nada. Ronei acertou um canhão de fora da área, que obrigou Baki a se esticar inteiro para fazer belíssima defesa. No lance seguinte, após o arqueiro do Acidus ir até o meio de campo e perder a posse, a mefistofélica parceria Luisinho-Ritolê entrou em ação novamente. Dessa vez, após célere tabelinha, o camisa 14 passou por Lói e bateu para o gol, Diego conseguiu se recuperar e interceptou a bola, que rolou calmamente até a trave esquerda, para finalização de Ritolê.

O momento triste da partida ficou quando, após o gol, Lói desabou sentindo muita dor em sua perna, e teve de ser carregado para fora de campo, lesionado. No lance com Luisinho, ele salvou o gol e na hora do choque com o jogador adversário, acabou torcendo o pé. O fantasma da contusão no tornozelo logo veio, mas não foi nada além da pancada. Com os últimos grãos de areia da ampulheta se esvaindo, a equipe plutônica ainda tentou diminuir, com mais um chute de Ronei, que avançou em velocidade. Baki, bem posicionado, novamente fez a defesa. E fim de jogo! Nova vitória do Bengalas sobre o Acidus, aumentando o tabu para 4 x 1 nos confrontos.

¹ – Famoso vilão do filme “Onde os Fracos Não Têm Vez”, vencedor do Oscar em 2008, além de sósia capilar de Ritolê.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B:

Fora de Série 1 x 7 Fiorella Brasil

FIORELLA SE REABILITA E JOGA FORA DE SÉRIE PARA A LANTERNA


Time da ótica volta a vencer e piora situação do Fora de Série, que, com 3 pontos, fica na lanterna do Grupo B


Por Guilherme Meireles

Em início de jogo eletrizante, o Fora de Série quase abriu o placar nos primeiros minutos com o Rodrigo Cunha. Porém, em resposta, o Fiorella marcou, mas o juiz já havia parado o lance para apontar uma reversão em arremesso lateral. Goku salvou o que seria o primeiro gol legítimo do Fiorella ao sair bem do gol demonstrando muita coragem para dividir de carrinho e afastar a bola. Quando Saulo deixou o campo machucado, sua equipe não se intimidou: Rodrigo acertou um lindo chute da esquerda e a bola foi perigosamente na rede pelo lado de fora.

Deste momento do jogo até o fim da primeira etapa, os espectadores da quadra 4 viram uma verdadeira hegemonia "fiorellense", principalmente depois do chute de Van-Van que mandou bola e goleiro para o fundo da rede. Aos 7 minutos, o Fiorella abria o massacre. O segundo quase saiu quando Ari, de volta à camisa 14, pegou o rebote de uma bola no travessão e perdeu um gol feito. Pouco depois ele se redimiu: arrancou pela direita, chutou forte e colocou a bola por baixo das pernas do goleiro.

Talvez o lance mais bonito do Fora de Série foi um drible arriscadíssimo que Goku deu em um adversário dentro da área! Foi aí que a marca do Fora de Série na partida começou a dar as caras. Os jogadores começaram a discutir entre si. O primeiro motivo da briga foi que os atletas estavam muito atrás e seria impossível reverter o placar. No meio da discussão quase uma pintura: Rogério Silva acertou uma linda bicicleta e o goleiro espalmou no alto. Pouco antes do fim da primeira etapa, o único jogador do Fora de Série que levou perigo ao gol adversário, Rodrigo, quase descontou ao chutar pela esquerda, mas a zaga do Fiorella tirou quando a bola estava em cima da linha.

No intervalo, os jogadores do Fora de Série voltaram a discutir: "Todo jogo a gente fala que jogou bem mas acabamos perdendo! E se é para ser individual, vamos jogar sinuca!", bradava o capitão Rica. "Ou winning eleven, cada um com seu time!", completou Clebão. Resumindo: os jogadores do Fora de Série reclamavam que Rodrigo estava sendo fominha. Com a bola rolando na etapa final, Van-Van cruzou rasteiro e encontrou João Paulo chegando na boca do gol para anotar o terceiro. Van-Van mostrou que seu faro de artilheiro está de volta e mais afiado: após boa cabeçada, obrigou o goleiro a se esticar todo para desviar a bola que por pouco não entrou. Porém, em outra oportunidade ele encheu o pé da meia esquerda do ataque e acertou o ângulo esquerdo do goleiro. Golaço.

Do lado do FDS, tudo na mesma: Rodrigo continuava se movimentando bem, buscando jogo por todo o campo e muitas vezes era de fato fominha. Mas foi Du Formiga que quase marcou o primeiro de sua equipe ao ir completamente livre em direção à área. Mas, ao chutar, o goleiro Frank, que substituiu Fonseca no segundo tempo, fez uma ótima defesa com o corpo e depois com os olhos, torcendo para que a bola não entrasse. E ela passou muito perto do travessão após a defesa.

João Paulo teve muita facilidade para fazer o quinto gol do Fiorella. Ele recebeu dentro da área, dominou com calma, e só "colocou" a bola para o fundo do gol. O Fiorella jogava um futebol envolvente e não deixava o adversário atacar. Daniel mandou com perigo por cima do gol. Logo depois, Ari marcou o sexto. João Paulo deu um belo giro no bico de área e Goku fez uma linda defesa. Pouco depois, ele mesmo marcaria o sétimo gol.

Mesmo com a goleada, deve-se destacar a grande partida que o goleiro Goku fazia. Só nos minutos finais da partida ele fez no mínimo três grandes defesas, salvando o Fora de Série do que podia ser a maior sova que o time levou em se tratando de Chuteira de Ouro. Para terminar, Rodrigo arriscou de fora da área e o árbitro apontou um toque de mão no meio do caminho dentro da área. Na cobrança de pênalti, Rica mandou rasteiro no canto esquerdo do goleiro, deixando o de honra do time que assume a lanterna do Grupo B e está com tudo para freqüentar a Série Prata ano que vem. Quanto ao Fiorella, a reabilitação e a mostra que a derrota para o Kadência na rodada anterior foi mero acidente.

VIII CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA: GRUPO B:

Bacana 3 x 2 Arouca

BACANA VIRA SOBRE AROUCA E DEIXA LANTERNA


Com Marcelão no banco comandando equipe, Bacana enfim vence e deixa último lugar do grupo para Fora de Série


Por Guilherme Meireles

Encerrando a rodada, Arouca e Bacana travaram, sem exagero, uma guerra dentro de campo. Em jogo marcado pela violência e deslealdade, e mesmo assim muito emocionante, a equipe vinho se sobressaiu na raça para derrotar um dos mais equilibrados times do Chuteira de Ouro e renascer, tal qual uma fênix, no campeonato. Com Marcelão no banco – e a ilustre e surpreendente presença de João Pereira na zaga bacana, o time soube controlar a ansiedade e segurar um resultado fundamental para escapar da Série Prata e se classificar.

Logo de cara, o goleiro do Bacana já precisou voar para defender uma bola perigosa. Em seguida, Rômulo recebeu livre isolado na frente, mas chutou em cima do goleiro. E neste início de jogo equilibrado, Marquinhos fez 1 x 0. Pouco depois, ele próprio passou perto de fazer o segundo em chute da meia esquerda que parou na linda defesa do goleiro Erich.

As entradas duras eram cada vez mais freqüentes de ambos os lados e o clima ia esquentando aos poucos. Quando Vitão recebeu uma falta sem bola, começou a primeira discussão. No momento em que Iuri, pelo Arouca, e Vitinho, pelo Bacana, dividiram uma bola pelo alto, eles acabaram batendo cabeça e se machucaram. A quadra 4 foi tomada por um clima de apreensão, mas felizmente os dois se recuperaram e o jogo seguiu.

O Arouca desperdiçou boa chance com Everton em jogada pela direita do ataque. Na hora do arremate, o zagueirão Iuri, herdeiro de Marcelão, chegou travando na bola com muita categoria. Eis que o clima voltou a esquentar: João Pereira, de volta ao time, e Gothardo se estranharam após disputa de bola. Cada vez mais era nítido que os árbitros estavam economizando nos cartões e isto não seria bom para o andamento da partida. Mas, para sorte dos ânimos em campo, o intervalo chegou.

No segundo tempo, o Bacana foi com tudo para cima: em cabeçada, por pouco Iuri não empatou. Parece que nem o intervalo serviu para apaziguar o nervosismo dos atletas. Yanes, que eu seria o nome do jogo no final da partida, fez falta dura e levou amarelo. Neste momento, um dos precursores das discussões, o provocador Toni, passou mandando beijinho para o atleta do Bacana que havia feito a falta. Na sequência, em cabeçada, Deh quase ampliou.

Pouco depois Gothardo arriscou um chute forte e o goleiro do Bacana surgiu outra vez para salvar. Em resposta, Demehur arriscou do canto direito do ataque e acertou o ângulo. Golaço! Mas, na comemoração, ele acabou gritando “chupa” e foi amarelado pelo árbitro, o mesmo que não deu o amarelo ao atacante do Bengalas ao fazer gesto igual após anotar um gol.

O nervosismo continuava: Rômulo entrou deslealmente em Toni, o briguento, e ainda teve a cara de pau de dizer que havia escorregado. Em jogada rápida, o Bacana virou. Everton perdeu um gol feito e Canzian puxou contra-ataque eficiente, soltando jogo para Demehur, que arriscou do mesmo lugar em que havia feito o primeiro gol. Resultado: outro gol.

Enquanto Toni continuava a provocar os adversários, o jogo deu uma leve acalmada em lances violentos. Dih cobrou uma falta rolando para Marquinhos encher o pé e empatar a peleja aos 19 minutos. Nesses minutos finais restantes, as duas equipes alternaram chances de marcar o terceiro: Iuri foi em direção ao gol e foi surpreendido pelo goleiro Mauricio, que saiu bem para pegar. Em resposta, Dih bateu da meia direita e quase fez. Foi então que o jogo foi decidido: a zaga aroucana não conseguiu segurar a habilidade de Demehur, que limpou a marcação do zagueiro e mandou um chute certeiro para o fundo do barbante. Detalhe: os três gols do camisa 10 do Bacana foram exatamente do mesmo lugar, na meia direita do ataque.

Houve tempo de Yanes tomar o cartão azul antes de o árbitro apitar o fim de jogo. Ao término, o azulado jogador entrou em campo e gritou “Vice-campeão” na cara dos jogadores do Arouca. Foi o suficiente para uma confusão tremenda repleta de xingamentos e acusações de mau caratismo por parte de muitos. Controlada a cena, o Bacana pode enfim comemorar sua primeira vitória e, quem sabe, o renascimento do time na competição.



II CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO A:

Bucets 7 x 0 Basicus

BUCETS FAZ O BÁSICO PARA DERROTAR BASICUS


Xixi, sempre ele, e goleiro Gabriel comandam time em mais uma vitória repleta de gols

Por Diego Pontes

Apesar de ter resultado em um placar elástico (7 gols, no total), o embate entre Bucets e Basicus foi bastante frustrante para os que esperavam ver um duelo pegado e cheio de fibra. Isso porque ambas as equipes, além de ficarem devendo no quesito tática, apresentaram um futebol burocrático, hesitante, desprovido de emoções. O Basicus foi, sem dúvida, a maior decepção. Não apenas pelo fato do time ter levado a goleada, mas também – e principalmente – devido ao fraco desempenho de um time notório pela garra e força de vontade.

Porém, é fato que o começo da partida foi marcado por furiosas investidas da equipe de Rodrigo Barath. O Basicus começou atacando com os ágeis Gui e Vini, cada um por um flanco da quadra. A dupla de meias ameaçou mais de uma vez o gol de Gabriel e só não marcou porque o arqueiro era uma legítima muralha humana, compensando todas as mancadas da zaga bucetana (que, no momento, estava desconexa e preguiçosa).

O Bucets, que até então se limitava a tocar a bola na retaguarda, logo revidou a pressão com um golaço de Xixi. Em uma cobrança de falta, o David Beckham do Chuteira (segundo o fanfarrão Gui Fenômeno) mandou uma bomba rasteira para explodir no cantinho do gol de César.

O gol elevou a moral dos vaginanos. A equipe do capô de fusca passou a investir suas energias no ataque e acabou por bater de frente com as ofensivas do time rosa, o que emparelhou a disputa no meio de campo. Contudo, Xixi, apesar de não estar no seu melhor dia, fazia a diferença: tamanho era o vigor do excreto atacante que nem mesmo a marcação cerrada de Fuji e Ladeira conseguia pará-lo.

O Basicus, por sua vez, continuava tendo suas oportunidades de gol arruinadas pelo goleiro Gabriel. Aos 12 minutos, o time alcalino chegou muito perto de mudar seu quadro na partida com uma jogada espetacular: aproveitando-se do fato de Mesa ter sido amarelado, Vini trespassou a área adversária e, cara a cara com Gabriel, chutou no meio do gol. O arqueiro rival, sempre preciso, conseguiu espalmar a pelota. Em seguida, o próprio Vini pegou o rebote e mandou uma segunda bomba, desta vez rasteira, em direção ao arco bucetano. Mas uma defesa com os pés espetacular do arqueiro do Bucets frustrou aquela que talvez tenha sido a maior chance de gol do Basicus em toda a partida.

Após o perigoso lance, o Bucets pediu tempo para se reorganizar. No entanto, o emocional do time contrastava com a estratégia utilizada por este. A trupe do ponto G parecia bastante descontraída para uma equipe que pede intervalo - estratégia geralmente utilizada em situações de sufoco. De qualquer forma, a pausa fez bem para a armada de Denys, na oportunidade curtindo uma água de coco em Porto de Galinhas, já que esta voltou mais coesiva na defesa, barrando com tranquilidade uma série de investidas de Love.

Porém, cabe salientar que os bucetanos estrapolavam na quantidade de entradas duras. Em decorrência disso, o time já contava com 7 faltas a essa altura do jogo. Tal excesso de infrações acabou por desacelerar a peleja, tornando-a um tanto quanto morna. O ataque do Bucets também parecia renovado após o descanso. Tanto isso é verdade que Mesa chegou muito perto de ampliar para a sua equipe. Aos 20 minutos, o camisa 5 recebeu passe de Xixi, invadiu a grande área, mas terminou por bater na trave. Coube ao próprio Xixi a tarefa de marcar o segundo de sua equipe: no último minuto do primeiro tempo, o artilheiro aproveitou o pênalti decorrente da falta de Bolas em Glauco e fez o balaço explodir nas redes inimigas.

A segunda metade do prélio foi marcada pela apatia sem precedentes do Basicus. A esquadra pink praticamente morreu em campo após o belo gol de letra de Mesa logo nos primeiros minutos. Aparentemente, os únicos alcalinos que ainda continuavam dando sangue pela disputa eram o goleiro César e Fefê. Enquanto o primeiro se desdobrava todo para defender as constantes bombas de Glauco e Xixi, o segundo se embrenhava sozinho na área rival.

Entretanto, quando o camisa 10 conseguia chutar para o gol, Gabriel, o nêmese do Basicus, estava de prontidão para impedir que a redonda penetrasse no gol do Bucets. E quando isso não acontecia, a trave se responsabilizava em barrar as últimas esperanças da equipe rosa.

O time de Barath sabia que algo estava errado. Tanto que tentou de tudo para mudar sua preocupante situação: pediu tempo, fez substituições (algumas relâmpago, como foi a de Renan Lamarck, que mal pode jogar), arriscou uma formação mais ofensiva... Mas nada disso adiantou e o Basicus seguia ladeira abaixo. Prato cheio para o Bucets, que, mesmo jogando preguiçosamente, conseguiu enfiar uma goleada no rival.

E o desfile de gols começou. Xixi matou outro de pênalti. Dessa vez, foi o arqueiro César quem gerou a penalidade máxima ao barrar um gol certo de Mesa, que não perdoou e anotou outro depois. Poucos segundos depois, o mesmo Xixi ampliou o já extenso placar com um mortal cruzado que explodiu a redonda no ângulo! Era a consagração de mais um trio de estrelinhas de MVP para o atacante.

O último gol do embate veio com Cauê. Em um lance impressionante, ele ficou cara a cara com César e encobriu o goleiro com um petardo cheio de efeito. O lance determinou o fim da pugna, visto que o Basicus já não esboçava qualquer tipo de reação relevante em campo. Nem mesmo nos minutos finais, quando o Bucets ficou com 3 jogadores na linha devido à truculência de seu elenco.

Por conta dessa tranqüila vitória, o Bucets se reabilita da derrota para o Real Paulista e segue com a sua excelente campanha, ocupando a terceira posição do Grupo A. Na próxima rodada, os falastrões pegam o Locomotiva tarja Preta, time que se encontra logo acima na tabela e tem um jogo a mais. Já o Basicus segue instável na sétima posição, contando com apenas 4 pontos no currículo. Após o feriado, a trupe rosa vai ter que ralar para bater o equilibrado É Verdadeee. Será que a Fênix de Prata renascerá?

II CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO A:

Ras Time 8 x 2 Camelo

RAS TIME GOLEIA CAMELO E SEGUE NA DISPUTA


Iasi brilhou na goleada sobre o time da pizzaria, que, com um a menos após expulsão de Pelé, não conseguiu segurar o ânimo da esquadra azul e branca

Por Renan Lamarck

Em mais um embate entre equipes novas no cenário do Chuteira, o Ras Time encarou o ainda sem pontos Camelo. Assim, logo de cara, o primeiro a assustar foi o Ras, com Mau arriscando da entrada da área. O arqueiro espalmou como pode, mas a redonda sobrou nos pés de Leônidas, que, na ponta esquerda, chutou na rede pelo lado de fora. Pouco depois foi a vez do pessoal da Pizzaria Camelo responder. O rápido Pelé balançou as redes do adversário na primeira chance que teve.

O Ras sabia que não podia ficar atrás e partiu para cima. Leônidas foi do meio para a ponta direita com a bola, trouxe a marcação consigo e deixou Iasi livre dentro da área. O cruzamento foi certeiro e o camisa 8 estufou as redes e igualou o confronto. Pouco depois ocorreu o lance que mudaria a história do jogo. O habilidoso e rápido Pelé, que já se destacava no jogo, recebeu do árbitro cartão vermelho direto após se desentender com Johny – por cima sobrou cotovelo e por baixo um chute sem bola. Johny deixou a quadra com a boca sangrando e voltou apenas minutos depois.

Com um a mais o Ras passou a marcar a saída de bola adversária, obrigando assim o Camelo a dar chutões para frente. Contudo, por alguns minutos a pressão ofensiva do Ras não tinha efeito e quem assustava mais nesse momento era o Camelo no contra-ataque. Entretanto, o gol do time azul era uma questão de tempo. Aproveitando o homem a mais Iasi de novo fez 2 x 1. Logo em seguida, o arqueiro Johnny Jr. foi obrigado a voar no canto para defender a pancada chutada por Borges, quase o terceiro gol ainda na primeira etapa.

De forma surpreendente, no início da segunda metade de jogo, o Camelo empatou o jogo. Linda triangulação entre Marquinhos e Cris Dantas,com este chutando certeiro para empatar o jogo. No entanto, quando parecia que o Camelo seria heróico e lutaria ainda mais pelos pontos da partida, a coisa desandou. Iasi começou a deslanchar sua chuva de gols. Ele marcou o terceiro para o RAS e, no quarto, marcou um golaço. Cortou o capitão Henrique, fintou o arqueiro e tocou entre as pernas de Noal, jogador que estava embaixo das traves.

Sem diminuir a empolgação, nos minutos finais o Ras aproveitou para enfiar uma goleada no seu adversário. Após rebote da defesa, Iasi de novo acertou um chutão pela ponta esquerda. Mais um bonito gol, a essa altura era o quinto. Antes do apito final do senhor de preto no centro do gramado, Gueller balançou a rede para marcar o sexto Leônidas avançou pela ponta direita e acertou um tiro no ângulo, era o sétimo, e no apagar das luzes Mau subiu de cabeça no segundo pau para fechar o caixão do Camelo e decretar o placar final em 8 x 2 a favor do Ras Time.

II CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO B:

Canhedo Beppu 9 x 3 Pé de Pano

CANHEDO REECONTRA CAMINHO DA VITÓRIA CONTRA PÉ DE PANO


Suzuki e Fabinho jogam muito e comandam goleado da turma da engenharia para cima dos amigos do Pica-pau

Por Renan Lamarck

Logo de cara, no encontro entre dois times que fazem sua estréia dentro do Chuteira, o Canhedo Beppu assustou com Suzuki após bola cruzada na área. Ele apareceu no segundo pau e testou na trave. No entanto, não demorou muito para que o Pé de Pano respondesse. Após o zagueiro Cris Oliveira tocar bola na fogueira para Luiz, Paulo Roberto foi mais esperto, roubou a bola, mas chutou rente à trave a boa oportunidade de abrir o placar.

Ainda se mostrando guerreiro e tentando brigar pela vitória, outra vez Paulo Roberto apareceu no comando do ataque, agora pela ponta direita. Ele tentou chute cruzado, uma bomba sem direção. Do outro lado, o time dos engenheiros finalmente tirou o zero do marcador, Suzuki ficou cara a cara com o arqueiro pedepanense e tocou cruzado na saída do mesmo.

Parece que o gol marcado abriu caminho para a vitória, pois logo em seguida Fabinho apareceu no ataque para mandar a redonda para as redes de Tiago. Era o segundo gol do Canhedo. No entanto, o Pé de Pano fazia uma primeira etapa de luta, até então não entregava os pontos. Na base da vontade, Paulo Roberto ganhou dos defensores adversários e de carrinho mandou a bola para o fundo do gol.

Mas se o PdP esboçava uma tentativa de reação, os engenheiros longo impunham seu bom futebol. Foi assim que, após jogada entre Fabinho e Suzuki, este mandou a gorduchinha para anotar o terceiro de seu time. Pouco depois, após Papa Burguer ter feito uma linda defesa em arremate de Nobru, em chute vindo do lado esquerdo do ataque, o Canhedo Beppu armou um contragolpe fulminante com Suzuki de novo. Ele arrancou pela esquerda, driblou o goleiro e tocou para Luiz estufar o gol vazio. A primeira etapa terminava com os engenheiros consolidando uma boa vitória por 4 x 1.

Rolou a peteca no segundo tempo e logo de cara os pedepanenses diminuíram a desvantagem no placar. Pela ponta esquerda, Rafinha acertou bonito chute no ângulo do goleiro, indefensável e um golaço! Todavia, pouco depois o Canhedo anotou outro gol, dessa vez Fabinho apareceu na área e fez 5 x 2. De fato o jogo não era dos mais bonitos tecnicamente, no entanto dentro de quadra não faltava disposição para as duas equipes – até esse momento, pois no final o Pé de Pano acabou largando. Se por um lado o PdP tentava sempre a pelota jogada com seu pivô Paulo Roberto, do outro, o Canhedo apostava nos lances mais rápidos por parte de Luiz e Fabinho.

Após Suziki marcar o sexto gol do Canhedo, depois de uma linda jogada de Fabinho, onde o camisa 17 deu um passe de calcanhar para o companheiro, virou festa dos engenheiros. A partir daí ficou fácil, fácil, Luiz – gordinho que lembra o craque corintiano neto no início dos anos 90 – ficou frente a frente com o goleirão do Pé de Pano e tocou com categoria entre as pernas do mesmo.

Era questão de tempo para que os engenheiros garantissem mais três pontos, no entanto a equipe estava impossível. Suzuki encheu o pé do meio da rua, o arqueiro Tiago aceitou a bola, defensável. Era o oitavo gol. Na seqüência, após Paulo Roberto driblar a defesa toda da engenharia e perder a chance de descontar para o PdP, a turma do senhor Beppu armou contra-ataque fatal e matou o jogo. Luiz mandou a pelota no ângulo e só não deu números finais ao jogo pois ainda antes do apito final do juiz o Pé de Pano conseguiu diminuir outra vez – com Paulo Roberto, claro. Placar final Canhedo Beppu 9 x 3 Pé de Pano.

II CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO B:

Med Taubaté 28 x 0 Sem Pretensão

MED TAUBATÉ E SEM PRETENSÃO FAZEM JOGO HISTÓRICO


Com um a menos, Sem Pretensão bate recorde de Tosco e toma de 28 a 0 na maior goleada da história do Chuteira

Por Guilherme Meireles

Em uma rodada marcada por goleadas, sem dúvida a mais significativa foi a do MED Taubaté sobre o cada vez mais sem pretensão. O sonoro resultado de 28 x 0 irritou quem elogiava o equilíbrio do campeonato, pois a partida teria soado mais como um jogo treino do que como partida oficial. Fica até difícil falar de um jogo com esses e lembrar de todos os gols, mas certo é que o Sem Pretensão, com um jogador a menos, foi presa fácil para Rogerinho bater o recorde de gols numa única partida – 9 no total – e o Med bater o recorde de goleada da história do Chuteira.

Bruninho Sasso fez o primeiro antes de Rogerinho fazer nada menos que 5 gols seqüenciais. Perdendo de 6 x 0, o Sem Pretensão fez seu lance de maior perigo no jogo: Fernando Leite arriscou da meia direita e carimbou o poste esquerdo. O Med começou a abusar de sua vantagem, como ficou provado quando Aníbal recebeu na cara do goleiro, mas, para esnobar, rolou para que Bruninho marcasse. Porém, ele chutou em cima do goleiro e perdeu um gol impressionante. Pouco depois Aníbal marcou o sétimo e o oitavo. Rogerinho, para não perder o costume, deixou mais um para sua conta e já começar a comemorar o troféu de artilheiro da competição. Bruninho fez o décimo e Gustavo fechou o primeiro tempo após bela jogada tramada pelo camisa 7 do Med, que rolou para Anibal na direita, que por sua vez cruzou na medida para Gustavo encerrar em 11 x 0 o primeiro tempo.

O segundo tempo mais previsível de todos os tempos começou com mais um gol de Rogerinho. Brão fez o seu e Bruninho outro. Brão repetiu a dose antes que Rogerinho começasse a desfilar sua habilidade. Porém, seu oportunismo falou mais alto no lance do décimo sétimo gol quando ele recebeu na bem colocado na área e marcou. Aníbal chutou de longe e marcou um golaço no ângulo direito do goleiro e logo depois fez o décimo oitavo.

Para não dizer que o goleiro do Sem Pretensão não fez boa defesa alguma no jogo, ele espalmou com maestria um perigoso chute de Rogerinho, mas em seguida o camisa 7 anotou mais um. Aníbal também deixou outro para sua conta pessoal, assim como Bruninho. Brão arriscou do meio da quadra e mandou no ângulo esquerdo. E assim foram saindo mais gols, de Bruninho, Rogerinho, Aníbal, Brão e Boca. Fechando o massacre, Rogerinho mostrou sua habilidade ao efetuar lindos dribles, pedalar e, ao rolar para Aníbal, recebeu de volta e marcou. E 28 x 0 no placar, que não coube na súmula do jogo...

Com este placar os médicos do Vale do Paraíba pegam a Via Dutra de volta para casa comemorando a primeira colocação do Grupo B, com 13 pontos e um saldo de gols astronômico praticamente impossível de se alcançar: 35 gols! Já do outro extremo da tabela, o Sem Pretensão tem -1 ponto e ocupa a lanterninha do grupo com o saldo de -51 gols.

II CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO B:

Xoro Paro 8 x 0 DPGamos

XORO PARO MOSTRA QUE PONTARIA CONTINUA CALIBRADA


Nada parece segurar os meninos que pouco choram. A vítima da vez foi o DPGamos do goleiro Daniel e do Bob-perde-gols

Por Guilherme Meireles

Com atuação de gala de ambos os goleiros, DP Gamos e Xoro Paro foi mais uma das goleadas da rodada. Incentivados por Francisco, pai de Kuminha, que o jogo todo gritou e orientou sua equipe do outro lado da grade, o XP começou pressionando e parando em grandes defesas do goleiro Daniel. Como todo bom goleiro, Daniel também contou com a sorte: Vampeta carimbou a trave esquerda. O primeiro ataque de perigo do DPGamos veio em chute de Rubão desviado no meio do caminho que exigiu um pulo salvador do goleiro para espalmar. Mesmo assim, o XP dominava e tocava a bola com cautela só esperando o momento de dar o bote.

E o primeiro dos oito botes que deram certo veio com Negão, que abriu o placar. Thiago tentou ampliar, mas Daniel fez outra boa defesa ao fechar bem o ângulo. Logo depois, ele mesmo cruzou da direita e Rodrigo Rezende chegou dividindo com Rubão. Resultado: bola na rede. Kuminha conferiu o terceiro antes do DP perder outra chance com Bob, o maior perde gols do Chuteira de Prata, e logo depois parecer não acreditar na defesa que o goleiro do Xoro Paro efetuou ao voar no canto esquerdo para espalmar o tubaço que ele mandou em cobrança de falta.

Para retribuir, Kuminha se mandou pela esquerda, cruzou e Thiago fechou pela direita marcando mais um. Nitidamente administrando o resultado, o XP ia encurralando o adversário aos poucos. Mesmo assim, o DPGamos chegou com perigo por três vezes seguidas e não conseguiu balançar as redes. Pouco antes do final do primeiro tempo, Daniel fez uma boa defesa e ficou deitado sentindo dores, mas logo voltou ao jogo.

A bola rolou na etapa final e o XP por pouco não ampliou: ao receber cruzamento da direita proveniente de Thiago, Kuminha tocou de primeira e acertou a trave. O DP deu uma equilibrada no jogo e desperdiçou outras boas chances, mas a melhora foi por água a baixo quando saiu o gol mais bonito da partida: Rodrigo Rezende recebeu ótimo passe pela esquerda e, com um salto espetacular de sem pulo, encheu o pé para marcar. Na comemoração ajoelhou-se para beijar a aliança da namorada Ana Paula que assistia ao jogo do amado.

Diogo marcou mais um e logo depois Kuminha arriscou de longe e contou com a falha do goleiro Daniel, que não conseguiu agarrar a bola com firmeza e levou mais um gol. Os melhores ataques do DP eram de Bob, enquanto pelo lado do XP Thiago, Kuminha e Rodrigo levavam maior perigo. E todos eles encontraram duas barreiras embaixo do travessão! Por pouco, Rodrigo não homenageou Ana Paula em grande estilo outra vez: ele se mandou pela direita, chapelou Ricardo, bateu por cobertura e a bola passou muito perto da trave. Thiago arrumou com categoria para Diogo chegar batendo de primeira e conferir mais um.

Vencida a peleja, o XP se deu ao luxo de "brincar" no ataque, desagradando o "técnico torcedor" Francisco: "Não brinca não, gol é importante!", gritava ele. Já próximo ao fim do jogo, Daniel salvou por duas vezes: evitou levar um gol de cobertura ao dar um tapa na bola cabeceada de Rodrigo e pouco depois espalmou um chute cruzado de Thiago. Do outro lado, o DPG mostrou que tentaria o gol de honra a todo custo, mas Bob perdeu gol feito de cabeça. Na última tentativa pelo gol de honra, Danilo fez a defesa mais impressionante da partida ao segurar em cima da linha um chute cara a cara.

II CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO A:

Locomotiva 9 x 0 TCM

TCM RESISTE MAS CEDE E DESMORONA DIANTE DO LOCOMOTIVA


Equipe amarela segurou por quase 20 minutos, mas quando passou boi passou boiada e tomou de 9 a 0 do vice-líder da tarja preta

Por Renan Lamarck

Final da tarde de sábado, noite caindo. Era hora de passeio de trenzinho. E sem dar a menor chance para o adversário, o Locomotiva Tarja Preta esteve impecável dentro de campo. Assim, aproveitou para golear e atropelar o TCM. Logo no início os tarjapretanos mostraram quem iria dar as cartas no jogo. Brunno inverteu bola para Toninho, que chegou batendo de prima, mas o arqueiro Marcião fez boa defesa. Pouco depois, o mesmo Brunno teve a chance de inaugurar o marcador, mas cara a cara com o arqueiro perdeu a boa oportunidade.

Cada segundo que o relógio andava a pressão do Locomotiva se intensificava, no entanto o time de Publius e do maquinista Lucas não conseguia tirar o zero do placar. De cabeça o P7 do Tarja Preta subiu mais que todo mundo dentro da área mas viu o arqueiro Marcião fazer outra boa defesa. Na seqüência, o “professor” Lucas promoveu uma mudança: ele resolveu colocar o veloz Caio para tentar penetrar na defesa do TCM. Deu certo! O rápido atacante malabarista fez um carnaval na defesa adversária. Na seqüência do lance, a pelota sobrou para Brunno na ponta direita, que, com um toque rasteiro, a fez beijar as redes do adversário.

Ainda na primeira metade de confronto o LTP aproveitou para anotar o segundo gol. Após bola cruzada na área, Publius apareceu no segundo pau e com um golpe de karate, mas, solando unicamente a bola, mandou a gorducha para dentro do gol. A locomotiva apenas esquentava os motores.

No segundo tempo o TCM tentou voltar mais animado. Afinal, a desvantagem era pequena e para quem ainda sonha com classificação às finais a vitória seria fundamental. Assim, com raça, Bruno Donatelli brigou pela bola no meio e abriu na direita com Guga, que chutou forte sem muito perigo ao gol defendido por Betão. Depois de Caio perder um gol incrível, foi a vez do arqueiro Marcião fazer um papelão – ele que havia feito grande primeira etapa. O jogador tomou cartão amarelo por reclamar e deixou seu time sem um arqueiro de ofício em quadra. Assim, aproveitando o jogador a mais, Rodrigo deixou a marcação para trás e rolou para Brunno tocar para as redes. Era o terceiro da embalada Locomotiva.

Mas o melhor estava por vir, e veio quando Menotti entrou no lugar de Caio a pedido de Lucas, que só disse para ele: “Mostra para o Caio como se faz gol”. E Menotti passeou em quadra com todos seus 112,2 quilos de pura massa e habilidade. Ele não marcou gols, mas em compensação os distribuiu a rodo para seus companheiros. O primeiro presenteado da já noite foi Rodrigo, seu maior fã. Brunno, outro em tarde de calor inspirada, arriscou do meio e acertou o cantinho. Era o quinto, e na seqüência Rodrigo desviou para as redes após jogada pela ponta direita. De quem? De Menotti, claro.

O placar e, mais que isso, o Locomotiva Tarja Preta era impiedoso com o TCM., 6 x 0 era mostrado, mas os tarjapretanos queriam mais. Victor subiu ao ataque e empurrou cruzamento de Menotti para as redes, assim como Cacá e, para tirar toda a zica, Caio, num lindo voleio a seu estilo de dentro da área. Era o nono e a tampa do caixão sobre o defunto TCM. Baile do Locomotiva e a máquina está engrenada para pegar o Bucets na rodada seguinte.

II CHUTEIRA DE PRATA: 6ª RODADA: GRUPO A:

É Verdadeee 2 x 3 Real Paulista

É VERDADEEE DÁ GÁS E FAZ LÍDER REAL SUAR PARA VENCER


Real Paulista segura ímpeto verdadeirooo e vira no segundo tempo para se manter 100% na competição

Por Luiz Felipe Fernandes

Como um dos jogos derradeiros da 6ª rodada, Real Paulista x É Verdade era uma batalha de possíveis consagrações. O Real Paulista, já classificado e líder absoluto de seu grupo desde o princípio da competição, buscava manter o 100% de aproveitamento, já que vencera seus quatro jogos anteriores. O É Verdadeee, por sua vez, buscava embalar na tábua, com 9 pontos ganhos e vindo de vitória larga por 5 x 1 contra o TCM.

O estridente zunido do apito indicou o começo de uma peleja muito estudada. Ambas as marcações postavam-se cautas, desarmando com fragor quando necessário. Dessa forma, os combatentes começaram se estudando e, esporadicamente, agredindo o opositor. A primeira chance da partida foi de Fúria, que, com um chute no alto, obrigou o goleiro Ricardoa esticar a mão com agilidade para mandar para escanteio. Os aristocratas da terra da garoa não deixaram por menos e devolveram a ousadia usando de sua arma maior, Pedrinho, que criou duas oportunidades consecutivas para sua equipe. Primeiramente, o projétil camisa 9 fez belo desarme na entrada da área a soltou o pé para o gol de Reyna. Na sequência, chutou cruzado com perigo do flanco direito, obrigando o arqueiro verdadeirooo a fazer boa defesa.

Minutos mais tarde o escore seria inaugurado pelo camisa 9... do É Verdadeee! Sim, Gavião, após jogada na área que a zaga realística tentou afastar, a bola atingiu o artilheiro de um joelho só e foi parar no fundo das redes. Na comemoração, o falconídeo centroavante fez o conhecido gesto de “Ah, eu tô maluco”, gerando muita vibração de seus companheiros de equipe.

Os lhanos alvejantes não parariam por aí e dilatariam sua vantagem no escore. A zaga do Real perdeu a bola em seu campo de defesa, fazendo com que Fúria aproveitasse e, como um projétil polvoroso recém-disparado, avançou em linha reta para o gol de Ricardo, que foi driblado antes que o arremate final do camisa 7 selasse o tento concretizado.

Mais algum tempo foi necessário que a esquadra monetária, pior em campo e pouco criativa, voltasse a encaixar jogadas ofensivas de perigo. Quando isso ocorreu, por pouco não diminuíram a contagem nos minutos finais da primeira etapa. Em ordem: Pedrinho – sempre ele – avançou pelo flanco direito e soltou o pé para a bola explodir no travessão, levando extremo perigo; Márcio chutou rasteiro de fora da área e a bola passou tirando tinta da trave, e, por último, Magrão quase mandou contra o próprio patrimônio depois de cruzamento rasteiro, obrigando o arqueiro Reyna a fazer boa intervenção. Fim de primeiro tempo e vitória parcial do É Verdadeee por 2 x 0!

A metade terminal do prélio ainda guardava muitas surpresas. O É Verdadeee, novamente, imporia uma ligeira pressão nos minutos primordiais. Magrão cruzou do flanco destro para Latrell, que bateu de primeira e viu seu chute passar com perigo ao lado da meta. Na seqüência, Fúria embalou bonito voleio, obrigando Ricardo a fazer nova defesa. Por último, mais uma de Latrell. O grandalhão atacante chutou de fora da área no alto e obrigou o arqueiro a mostrar a que veio novamente.

No entanto, a polaridade futebolística inverter-se-ia no decorrer da partida. Os briosos não só chegariam ao seu primeiro gol, como empatariam a cancha. O status de maior mentor da reação, de certo, pode ser designado a Xexé. O camisa 10 dos autênticos fez o primeiro e cunhou a jogada do gol de empate, marcado por Márcio.

A nova era da disputa tornou o EV muito mais prudente em sua atitude, enquanto o RP passou a dar as cartas, mostrando o porquê de estar imbatível até o momento. A equipe azul e branca – apenas branca, nesse caso – chegou com Lacraia, que, com um chute cruzado, obrigou outra defesa de Ricardo, agora tocando com a ponta dos dedos. Após desperdiçar essa chance, o inevitável ocorreu. O Real Paulista virou o jogo, novamente com Xexé, o Léo Lima da equipe paulistana. Dessa vez, o intrépido da camisa 10, dentro da área, chutou com a bola ainda no alto, estufando as redes adversárias.

Com a vantagem no placar, os revigorados do Real Paulista dominaram o jogo até o fim, criando mais 5 ou 6 chances de ampliar sua vantagem. Entre as principais, vale citação uma bela cabeçada de Márcio no chão, bem defendida pelo goleiro Reyna, uma cabeçada de Panela no travessão após bate-rebate na área e um chute rasteiro na trave do mesmo camisa 15. Entretanto, o jogo terminou mesmo em 3 x 2, mantendo a invencibilidade dos Reais e igualando o número de vitórias e derrotas do É Verdadeee.
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