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Notícias de 01/06/2010



IX CHUTEIRA DE OURO: SEMIFINAL

SNG 6 (1) x (0) 6 Estudiantes de la Vila

EM PARTIDA ESPETACULAR SNG LEVA A MELHOR E ESTÁ NOVAMENTE NA FINAL


Estudiantes joga ótimo futebol, mas é vencido pela estrela de Renê


Por Vinicius Bento

Lorente começou a partida no banco. Um pecado. Cada segundo de partida para ele era um trabalho a mais para a defesa adversária. Mas mesmo sob os protestos de Lói, Piero começou em campo. “Sai, Piero! Deixa o Lorente entrar logo! Você dá azar”, gritava Lói, da arquibancada.

E logo no início da partida, Ronei dominou de costas para o gol, virou estranhamente em cima do zagueiro e, com a bola pingando na sua frente, acertou o cantinho. Era o primeiro gol do SNG na partida. E se 1 x 0 não bastasse, Tejeda dominou de fora da área e caprichou na finalização. A bola explodiu na trave e foi para frente da área. Se alguém estivesse lá para concluir no rebote seria o segundo.

O Estudiantes percebeu que precisava de mais e por isso começou a ensaiar uma pressão. Caio lançou para Lorente (sim, ele entrou), que cabeceou de costas para o gol. Ela tirou tinta da trave, pois passou rente ao ângulo. Alguns minutos depois o futebol de Lorente começou a fazer a diferença. Cercado por três defensores, ele girou e deu um drible espetacular, deixando todos na saudade. Na cara de Sampa, ele deu um tapa no canto e não deixou a menor chance para defesa. Golaço e 1 x 1.

E ele queria mais. No lance seguinte arrematou de fora da área e Sampa teve que se esticar todo para fazer uma linda defesa. Quando parecia que o Estudiantes faria o segundo, Tejeda deu lindo passe por cima para Ronei, que cruzou e achou Renê dentro da área para fazer o seu primeiro gol na partida. 2 x 1.

Se a partir desse lance Renê brilharia na partida, Lorente não havia parado de fazer a diferença. Primeiro ele causou o cartão amarelo no adversário, quando deu belo drible de corpo em Allan, que perdeu feio o tempo e acertou o adversário em cheio. Logo em seguida, Sampa defendeu chute de maneira estranha, reboteou para a frente e Lorente, sempre ele, cabeceou para dentro. E logo depois, não satisfeito em ter empatado a partida, ele recebeu passe de Piero dentro da área, dominou e de perna esquerda completou. Virada do Estudiantes.

O Estudiantes estava impecável. Mostrava ser uma das melhores equipes da competição com certeza. E não era só Lorente que dava trabalho. Vitinho arrematou de frente para o goleiro Sampa, que deu um toquinho na bola que explodiu na trave. Poderia ter sido o gol que deixaria o SNG mais atrás.

Porém, quando o Estudiantes era melhor na partida, Biro joga a bola no meio da área em lateral e Léo sobe no terceiro andar para, de cabeça, empatar a partida. 3 x 3 e que jogão. O primeiro tempo terminou assim, empatado.

Seria um segundo tempo de muitos gols. E não só muitos, como também belos. Marcel Brasil recebeu livre lindo passe de Caio e colocou para dentro. Logo em seguida o Estudiantes, que estava um gol na frente, fez o inesperado: mais um. Vitinho deu lindo passe para dentro da área e Arteiro, sozinho, a três centímetros do gol, só colocou para dentro. Em uma partida tão disputada e difícil como essa, era complicado acreditar que um time tinha aberto dois gols de diferença.

Foi então que Renê apareceu de verdade. Primeiro após uma finalização completamente errada do SNG, ele apareceu em cima da linha para colocar para dentro e fazer com que seu time encostasse no placar. Alguns minutos depois, ele chegou no mano a mano com Rafinha, que não teve outra alternativa a não ser parar o adversário com falta. Falta que lhe rendeu o cartão amarelo, segundo na partida, e consequentemente o azul. Logo em seguida a bola sobrou dentro da área e Renê bateu no ângulo, de perna esquerda! Era o empate. Não perca a conta: 5 x 5.

O Estudiantes havia cansado de ver Renê jogar e resolveu voltar ao ataque. Piero deu lindo passe de calcanhar e deixou Arteiro sozinho para marcar. Era final de partida e o SNG estava desesperado. Vairo entrou e foi fazer papel de goleiro linha. Santo goleiro linha. Última bola do jogo, ele recebeu do meio de campo e, sem ter para quem tocar, enfiou o pé nela. De maneira espetacular, ela voou direto no ângulo. O goleirão do Estudiantes deu uma linda ponte, pelo menos para sair na foto. Gol muito comemorado e que levava o jogo para a prorrogação.

Mal deu tempo de começar o gol de ouro que ele saiu. E não podia ser de outro a não ser ele... Renê. Renê recebeu na área já girando e tocou antes do goleiro e do zagueiro, que chegaram um milésimo de segundo depois dele tocar por entre as pernas do goleiro e para as redes. Era a vitória do SNG, a vaga na final.

IX CHUTEIRA DE OURO: SEMIFINAL

Bengalas 3 (1) x 3 (0) Fiorella Brasil

BENGALAS FAZ OUTRA PARTIDA INACREDITÁVEL E ESTÁ NA FINAL


Apesar de ótimo em campo, Fiorella falha na hora de matar o jogo e perde vaga no gol de ouro

Por Vinicius Bento

Quem olhar para o placar vai achar que a matéria errou. Não, é isso mesmo. O jogo foi igual como foi contra o Joga 13 na semana anterior – saiu perdendo de 3 x 0, buscou o empate e ganhou no gol de ouro – mas o adversário da vez foi o Fiorella.

Diferente da partida como um todo, o começo dela foi bem frio. Só para se ter uma ideia, logo no primeiro lance Luisinho tentou o arremate do meio de campo. A bola mal chegou ao gol e, quando chegou, o goleiro defendeu com tranquilidade. O grande destaque desse comecinho de partida era Lói e suas alfinetadas nos jogadores que estavam em campo.

A primeira jogada de risco na partida só veio depois de alguns minutos. Luisinho, sempre ele, chutou bonito e o goleiro Fonseca fez linda defesa. Se o Bengalas tinha começado no ataque, o Fiorella não queria ficar atrás. João Paulo fez jogada brilhante em que ele aplicou um chapéu no zagueiro e, cara a cara com Baki, matou. O Fiorella saía na frente: 1 x 0.

Não só saía na frente como saía com vontade de ganhar. Tiago Silva roubou a bola no campo de ataque, puxou para a perna direita e enfiou uma paulada em direção ao gol adversário. Baki até pulou, mas sem chances para ele. 2 x 0. Nesse caso, um era pouco, dois era bom, mas três era demais. Não para o Fiorella. Depois de escanteio cobrado, Van-Van chutou no cantinho. Mais uma bola indefensável. 3 x 0 e o Fiorella parece que massacraria o Bengalas, tal qual fez com o Acidus na rodada anterior.

O Fiorella estava usando a velocidade, seu maior trunfo, para desbancar o poderoso Bengalas. E quando parecia que eles acabariam fazendo mais um, Pato jogou no meio da área e Luisinho apareceu para diminuir e colocar de novo o time sem colete na partida.

Recuado, o Fiorella viu o Bengalas crescer e se achar em campo. Ainda no primeiro tempo o Bengalas queria mais. De frente para o gol, Pato finalizou, mas Fonseca fez ótima defesa. E foi com 3 x 1 que o jogo foi para o intervalo. Certamente muitos viram o filme da rodada anterior passar por suas cabeças, quando o Bengalas perdia de 3 x 0 para o Joga 13 e buscou o empate.

O segundo tempo traria uma partida espetacular. O Bengalas voltaria com tudo. Era tudo ou nada com certeza. Logo no começo da segunda etapa Luisinho travou com o goleiro e o zagueiro. A bola explodiu e acabou indo para fora. Foi então que o Fiorella teve a grande chance para matar a partida. Depois de lindo drible de João Paulo, a bola sobrou no alto para ele cabecear. Já em cima da linha a defesa salvou e, no rebote, Van-Van finalizou com violência contra o gol. Na hora H Luisinho apareceu em cima da linha para salvar.

Novamente, quando o Fiorella era melhor, azucrinando a defesa bengalana na velocidade dos contra-ataques, Cássio travou com Fonseca e a bola morreu lentamente no fundo do gol. O Bengalas aproveitava as chances que tinha e encostava no placar.

O jogo ficou estranho, pois o Fiorella, mesmo se defendendo, levava mais perigo que o Bengalas. Numa dessas, João Paulo soltou um torpedo à queima roupa que explodiu na trave, nas costas de Baki e saiu da área. Baki contou com a sorte para salvar seu time.

Mas quem tem estrela tem e não tem conversa. E a estrela neste torneio certamente carrega nome e número. Luisinho, o 14, estava impagável. Após cobrança ensaiada de falta já nos minutos finais, Bruno Cabral rolou para ele empatar a partida.

Foi então que o Bengalas cometeu um erro que poderia ter acabado com a partida. Luisinho, até agora impecável na partida, cometeu no campo de ataque a oitava falta do seu time. Tiro de 9 metros batido por João Paulo. Ele encheu o pé à meia altura, no meio do gol. Baki ia caindo mas esticou o braço e não deixou a bola entrar. Baki fazia sua primeira grande defesa da partida.

Depois desse lance não deu tempo para mais nada. Prorrogação. Na prorrogação, o Fiorella teve nova chance de acabar com o jogo com nova falta. Desta vez o zagueiro Tião foi para a bola e isolou por cima do gol. Feio, feio... E depois de duas chances desperdiças, tal qual o match point no tênis, o Bengalas se viu com a chance de matar o jogo em cobrança similar à do Fiorella. Van-Van acabou por cometer falta no ataque e, como já estavam no limite, tiro de 9 metros. Luisinho ouviu os chamados da torcida, foi lentamente para a bola, concentrado. Bola na marca do cal, goleiro de um lado, bola no cantinho inferior esquerdo do goleiro. Luisinho mostrou ao Fiorella que dali o jeito pode resolver mais que qualquer bordoada cega.

Fique registrado na matéria que, naquela mesma noite, praticamente todo o time do Bengalas foi comemorar a vitória em um bar da Vila Madalena. Parece que Ganso, Adriano, Neymar e companhia estão influenciando os craques do mais uma vez finalista do Chuteira.



III CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL

Voando Baixo 1 x 8 Só Resenha

RESENHA ATROPELA VOANDO BAIXO E AVANÇA ÀS SEMIFINAIS


Com um futebol envolvente, equipe goleia o Voando Baixo e encara o Fúria na luta pela Ouro

Por Douglas Almasi Santos

Um erro. E o Voando Baixo sucumbiu diante do Só Resenha, despedindo-se da competição. O jogo entre as duas equipes prometia ser equilibrado, pois ambos fizeram boas campanhas na fase de classificação e passaram por seus adversários nas oitavas de final. Com um bom público presente à quadra 6, a partida se iniciou com uma forte marcação. O Resenha tinha mais a posse de bola e quase marcou quando Darian acertou o travessão, após cobrança de escanteio. Jogo truncado, com muitas faltas, parecia que a tônica da partida seria essa.

Mas um lance fatal fez com que o rumo da partida mudasse por completo: após boa jogada do Voando Baixo, Gabriel de Souza recebeu na direita e cruzou, a bola apareceu limpa para Caio Pisano apenas concluir, sozinho, na cara do gol. Mas o camisa 10 isolou a bola, perdendo chance clara.

O Voando Baixo acusou o golpe e, em lance seguinte e idêntico, levou o gol: a bola foi cruzada rasteira pela direita, e Dhanny, livre, só empurrou às redes, colocando o Só Resenha em vantagem. Abatidos, os jogadores do Voando Baixo se perderam em quadra, e o Resenha começou o seu passeio.

No minuto seguinte, após lançamento, Renatinho e Dhanny tabelaram, e Dhanny apareceu na cara do gol para apenas tocar e sair para o abraço: 2 x 0. A cada gol marcado, dancinhas a la Neymar e cia. para comemorar. Grande jogada de Darian, ele fintou o zagueiro, rolou para Renatinho, que devolveu para Darian tocar para o gol vazio, e fazer mais um.

Caballero tentou, de cabeça, descontar para o Voando Baixo, mas sem sucesso. Em compensação, o Resenha tocava muito bem a bola, envolvendo a marcação adversária. E em um contra-ataque fulminante, Chris Nicolas avançou livre e só teve o trabalho de tocar na saída do goleiro Henrique, que nada pôde fazer para evitar o 4° gol do Resenha.

“Está muito tranquilo, não tem nem o que falar. Já ganhou”, disse o inflamado torcedor do Só Resenha Vítor Martins, que também é jogador do Arouca. “Estou torcendo para o Resenha, para compensar a eliminação do Arouca na Ouro”, continuou Vitor. De fato, estava muito fácil para o rápido e entrosado ataque do Resenha.

E a tarefa do Voando Baixo ficou mais complicada quando, logo no início da segunda etapa, a bola foi lançada na área e Dhanny foi derrubado. Pênalti que Renatinho cobrou com extrema categoria para ampliar o placar para 5 x 0. E em mais uma lambança da zaga do Voando Baixo, o goleiro Henrique cometeu outro pênalti, que, dessa vez, foi convertido por Marcelinho.

Com uma vantagem de seis gols, o Só Resenha relaxou e viu Caballero acertar a trave, após lindo voleio, e no rebote, Caio Pisano chutar no ângulo e diminuir o marcador para 6 x 1. Mas o dia era do Resenha: Fabrício, por cobertura, fez um golaço e aumentou a contagem. E Vitinho, com uma bomba, deu números finais ao jogo: 8 x 1 para o Só Resenha.

Caio Pisano estava revoltado com os juízes: “Com essa arbitragem não dá. Exigimos mais respeito. Eles não sabiam a regra”, comentou o camisa 10 do Voando Baixo. Tuka foi mais comedido: “O time do Resenha é muito bom, rápido, e marcamos muito mal”. E analisou a participação do Voando Baixo na competição. “Foi muito bom para uma primeira vez. Jogamos com raça e no próximo semestre vamos tentar a vaga na Ouro”.

Já Chris Nicolas era só alegria. ”Entramos focados, com raça, demonstramos isso hoje”. E já mira o Fúria nas semifinais. “Não temos medo, seja quem for”, disse o camisa 11 do Só Resenha.

III CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL

Fúria 6 x 1 Invictus

IRMÃOS MOTTA COMANDAM VITÓRIA DO FÚRIA SOBRE INVICTUS


Adriano e Thiago fizeram a festa do Fúria em cima do Invictus; nas semifinais, terão o Só Resenha pela frente

Por Douglas Almasi Santos

“Hoje nós vibramos”, disse o goleiro Sucão assim que terminou o jogo em que a sua equipe, o Fúria, eliminou o Invictus com um goleada por 6 x 1. De fato, com a volta da sua principal característica, a vibração, um dos favoritos ao título mostrou por que é uma das equipes mais temidas da competição.

No jogo das oitavas de final o Fúria foi apático contra o Só Capim Canela, mas se classificou. Isso motivou o Invictus, que sonhava com a classificação. Porém, o time de Publius e cia. foi surpreendido logo no começo: Sapo soltou uma bomba, o goleiro Muralha não segurou, Thiago Motta pegou o rebote e cruzou para o seu irmão Adriano Motta, sozinho, empurrar às redes e abrir o placar.

Em vantagem, o Fúria partiu pra cima, tentando liquidar a fatura. A equipe encurralou o Invictus, que mal conseguia manter a posse de bola. Carlão, da intermediária, obrigou Muralha a fazer grande defesa. E, após lançamento, Thiago Motta ajeitou para o capitão André completar e ampliar o marcador para 2 x 0.

O Invictus estava perdido em quadra, tornando-se presa fácil para o Fúria. Àquela altura do jogo, nenhum chute a gol por parte da equipe. E ainda viu Sapo fazer mais um, após chute desviar em Publius e morrer mansamente nas redes de Muralha. 3 x 0 no placar e muita tranquilidade para o Fúria.

O primeiro ataque do Invictus aconteceu já no final da primeira etapa, através de Folha, que cabeceou por cima do gol. Muito pouco para um time que sonhava com o acesso à Ouro e até com o título. Alexandre ainda tentou diminuir, mas a partida foi para o intervalo com vantagem de três gols para o Fúria. Patrícia Costa, que na semana passada reclamou da sonolência do seu time de coração, o Fúria, estava mais animada dessa vez. “Hoje sim estão jogando. Não estão dormindo (risos)”. E ainda crava que a equipe se “classifica sim”.

Bola rolando para a segunda etapa, e o Invictus voltou com outra atitude. Com mais vontade, a equipe tentou com Publius, por duas vezes, e com Kirk. Em apenas dois minutos, a equipe produzia mais do que no primeiro tempo inteiro. E ainda acertaria a trave, após chute de Publius.

O Invictus melhorou seu desempenho e, mais uma vez com Publius, acertou o travessão. De tanto insistir, a equipe marcou seu primeiro gol, depois de ter 2 gols anulados: Nardelli chutou cruzado e diminuiu o placar, dando esperanças à equipe. Porém, na ânsia de descontar mais ainda o placar, e botar fogo no jogo, passou a sofrer com os contra-ataques.

Em um deles, Thiago Motta recebeu na esquerda e abriu bom passe para seu irmão Adriano Motta que, com um leve toque de categoria, encobriu o goleiro Muralha, marcando um belo gol, o quarto do Fúria. Os irmãos Motta estavam impossíveis.

Mais um contra-ataque rápido, Thiago Motta fez a jogada e só tocou para Adriano Motta empurrar às redes, marcando 5 x 1 para o Fúria. Lucas ainda arriscou um chute, tentando descontar para o Invictus, mas sem sucesso. E o golpe mortal veio com uma boa jogada de Bruno Eduardo, que recuperou uma bola perdida na lateral esquerda,e cruzou para Thiago Motta dar números finais ao jogo.

Vitória do Fúria por 6 x 1 e a confirmação da vaga às semifinais. Folha, do Invictus, disse que seu time “estava nervoso, sem conseguir sair jogando no primeiro tempo, o que complicou”. “Só melhoramos na segunda etapa”, comentou o camisa 14. Romarinho concordou com Folha. “Jogamos mal, entramos moles em quadra, e o Fúria tem um bom time, por isso não conseguimos”, declarou.

Já Everton, o camisa 44 do Fúria, disse que seu time “jogou como sempre, com vontade, determinação”. “Por isso ganhamos hoje”, decretou, sorrindo e satisfeito com a vitória. Já garantido na Série Ouro do próximo semestre, o Fúria vai atrás do título da Prata, e terá pela frente o Só Resenha nas semifinais.

III CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL

Canhedo Beppu 2 (7) x (6) 2 Fora de Série

CANHEDO, NOS PÊNALTIS, ELIMINA FORA DE SÉRIE


Papa-Búrguer foi o destaque, defendendo dois pênaltis e convertendo a sua cobrança; Canhedo tem revanche contra SPQSF

Por Douglas Almasi Santos

“Um jogo digno de quartas de final”. Assim definiu Bolacha, zagueiro do Canhedo, após sua equipe eliminar o Fora de Série nas cobranças de pênaltis. De fato, as duas equipes protagonizaram um belo espetáculo, de muita emoção. Com ataques eficientes, o torcedor esperava pelo duelo dos artilheiros Suzuki e Rodrigo Rosa, mas quem acabou brilhando mesmo foram os goleiros Papa-Búrguer e Casari.

A partida começou truncada, com uma forte marcação no meio de campo. Qualquer deslize poderia ser fatal. O Canhedo tomou a iniciativa, e em seu primeiro ataque, após boa trama da equipe, a bola chegou a Suzuki, que dominou e chutou. Casari deu rebote e Rodrigo Costa abriu a contagem para o time dos engenheiros.

O Fora de Série não se abalou e partiu pra cima, quase empatando através de chute de Argentino que Papa-Búrguer salvou após saída arrojada do gol. Em lance seguinte, cruzamento rasteiro na área, Véio fez ótimo corta-luz, e Luis Siviero, livre, parou no goleiro Casari, quase ampliando para o Canhedo.

Mesmo com muita marcação, a partida estava bem disputada. Rodrigo Rosa, pela direita, ajeitou e soltou uma bomba para defesa de Papa-Búrguer. Suzuki respondeu com bom chute, pela esquerda, que Casari defendeu. O jogo teve uma pequena confusão: Casari se machucou em um lance, e depois de receber atendimento, foi obrigado pelos juízes a se retirar de quadra, para sim, depois, retornar.

Uma lambança da arbitragem, que revoltou tanto os jogadores do Fora de Série quanto do Canhedo. Reiniciada a partida, Du Formiga, após rebote de uma cobrança de falta, acertou o travessão, quase empatando o jogo. E no último lance do primeiro tempo, o mesmo Du Formiga arriscou o chute, a bola desviou na zaga e entrou. Fim da primeira etapa e igualdade de um gol no placar.

Jogador do Basicus e no dia torcedor do Fora de Série, Felipe Harada disse que o jogo estava “muito truncado até sair o primeiro gol da partida”. “A bola está muito parada, com muitas faltas”, comentou Harada, que ainda confia na vitória do seu time. “Acho que ganha. O Canhedo é fraco na zaga, e só depende do camisa 9 (Suzuki)”, comentou.

Bola rolando para a segunda etapa. Suzuki, livre, parou em uma espetacular defesa de Casari. Em seguida, o Canhedo chegou ao segundo gol: contra-ataque, Rodrigo Costa fez linda jogada, gingou na frente do zagueiro e esperou a passagem de Luis Siviero, que, no overlaping, recebeu passe e marcou o gol.

Nervosismo em quadra e poucas chances criadas no segundo tempo. Já no fim, Rodrigo Cunha tocou para Rodrigo Rosa, que, no pivô, devolveu para Cunha soltar a bomba para empatar novamente. E Papa-Búrguer salvou o Canhedo no fim, após defender cabeçada de Cunha. Final do tempo normal, e as emoções ficavam para a prorrogação.

Atrás do gol de ouro, Rodrigo Cunha quase marcou, parando no goleiro Papa-Búrguer. Rodrigo Rosa teve grande oportunidade em tiro livre direto, mas desperdiçou. No fim, Rica fez linda jogada e acertou o travessão da meta do Canhedo.

Partida novamente empatada, e as emoções ficaram para as cobranças de pênaltis. Lapa, pelo Fora de Série, e Suzuki, pelo Canhedo, desperdiçaram as primeiras cobranças. Rica, do Fora, e Luis Siviero, do Canhedo, também. Todos os jogadores de linha converteram suas cobranças, deixando o placar igual em 6 a 6.

Coube então aos goleiros decidirem o vencedor: Casari bateu e Papa-Búrguer defendeu; o mesmo Papa-Búrguer converteu a sua cobrança, fazendo a festa do Canhedo em quadra. A equipe vai encarar o SPQSF na luta pelo título.

III CHUTEIRA DE PRATA: QUARTAS DE FINAL

SPQSF 7 (1) x (0) 7 Jeremias

EM JOGO ESPETACULAR, SPQSF ELIMINA O JEREMIAS COM GOL DE OURO


Jeremias esteve à frente quase toda a partida, mas foi surpreendido no final e sucumbiu na prorrogação

Por Douglas Almasi Santos

Que jogo! Quanta emoção! Jeremias e SPQSF fizeram uma partida digna de decisão de campeonato. Mas, infelizmente, tiveram que se enfrentar na fase de quartas de final. Com muitos lances de efeito, muitos gols, muita raça, as duas equipes protagonizaram um belo espetáculo, talvez o mais eletrizante de todo o torneio até o momento. No final, quem ganhou foi o torcedor que esteve presente à quadra 6.

O Jeremias teve tranquilidade para despachar o Pé de Pano nas oitavas de final, e parecia que a história se repetiria. A equipe começou arrasadora, arriscando um bom chute com Dunder, que levou perigo. Logo em seguida, o mesmo Dunder cobrou falta com perfeição, abrindo o placar.

Começava aí o show do Jeremias: Thomás fez linda jogada pela esquerda, fintou dois marcadores e cruzou na área. Meneguelo e o goleiro Gama bateram cabeça e a bola entrou. Os juízes assinalaram gol de Thomás. Em lance seguinte, o camisa 70 soltou a bomba para fazer 3 x 0.

Perdido em quadra, o SPQSF levaria o quarto gol: de novo Thomás, ele dominou e encheu o pé no ângulo direito do goleiro Gama. Jaja, em cobrança de falta, descontaria para o SPQSF, mostrando que a equipe não estava morta. Impressionava àquela altura do jogo a velocidade imposta pelas equipes. Ricardinho, após boa trama do ataque, dominou e chutou para diminuir ainda mais o placar: 4 x 2.

Mas o artilheiro Dunder estava presente, fazendo o quinto e o sexto gols do Jeremias, levando uma boa vantagem de 6 x 2 para o intervalo. A torcedora do SPQSF Thaiz Santos não se conformava com os juízes: “A arbitragem está péssima, muito mal”. Thaiz comentou ainda o desempenho do seu time. “Não estão muito bem hoje, um pouco desconcentrados. Mas acredito na virada”, disse a confiante torcedora.

Começo de segundo tempo, e o Jeremias ainda mandava no jogo: teve oportunidades de definir a partida com Digo, Dunder e Thomás por duas vezes cada. Porém, quem não faz, toma: Jaja dominou pela esquerda e cruzou para Di Dicredo completar, fazendo o terceiro gol do SPQSF. O jogo ficou franco, com o SPQSF atacando, e o Jeremias nos contra-ataques.

Se pelo lado do Jeremias Thomás era “o cara”, do outro, Jaja passou a fazer a diferença. Ele comandou a reação do SPQSF, nos minutos finais da partida. O camisa 9 viu Ricardinho receber e fazer o quarto gol da equipe, cobrou uma falta que Meneguelo desviou para fazer o quinto gol e acertou um lindo chute no ângulo do meio da rua para empatar a partida.

A emoção aumentou quando a zaga do SPQSF vacilou e o goleiro Guto cometeu pênalti em cima de Thomas, que cobrou com paradinha para pôr o Jeremias em vantagem novamente. A bola do jogo esteve nos pés de Thomás novamente, após contra-ataque, ele avançou livre, driblou o goleiro, mas desperdiçou excelente chance.

E no último lance, o inesperado: em um contra-ataque rápido, Meneguelo tocou para Jajá, que na velocidade driblou fantasticamente o goleiro e empatou a partida, levando o jogo para a prorrogação. “Vou ter um ‘treco’ se não ganhar, estou tremendo inclusive”, disse a torcedora do SPQSF Amanda Oliani, esperando pelo início da prorrogação.

Com a mesma intensidade que terminara o tempo normal, o SPQSF foi pra cima no início da prorrogação e após boa jogada e cruzamento de Ricardinho de cima da linha de fundo, Meneguelo marcou o gol da classificação do time quase numa voadora em cima da linha.

“Foi um jogão, infelizmente não deu”, lamentava-se o craque Dunder, do Jeremias. Jaja disse que “estava um pouco ‘travado’ em quadra”, por conta de uma gripe, mas que “teve que ter fôlego” para comandar a reação do time. Após essa vitória heróica e com pinta de campeão, o SPQSF encara o Canhedo Beppu nas semifinais.

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