VII Chuteira de Ouro: 4ª rodada: Grupo A:
MachuPichu 4 x 4 SNG
MACHUPICHU E SNG EMPATAM E SEGUEM NO G-4
SNG e MachuPichu abriram a 4ª rodada do Grupo A e terminaram o jogo empatados em 4 a 4,o que custou a liderança do grupo para o MachuPichu, que foi ultrapassado pelo Kadência. O jogo aconteceu debaixo de muita chuva, o que comprometeu a apresentação de um futebol mais vistoso e dificultou a ação de jogadores mais rápidos e habilidosos, como os craques Memé, do SNG, e Danilo, do MachuPichu, que tiveram notoriamente uma fraca apresentação na partida.
Se o futebol ficou um tanto de lado, o que não faltou foi emoção, que começou nos bastidores do campeonato e se estendeu ao campo. E, por incrível que pareça, ambas as equipes saíram com gosto de guarda-chuva molhado em suas bocas, principalmente o matador Renê, que de muleta e mancando, foi comandar seu time do banco de reservas e sofreu muito.
Enquanto os bicampeões do SNG tomaram conta das ações em campo durante quase toda a partida e de fato apresentaram um futebol mais consistente, mas ainda muito carente do artilheiro Renê, foi o MachuPichu que esteve à frente do placar durante todo o jogo, vendo o SNG buscar o gol que decretou o placar final faltando um minuto para o fim da partida.
Praticamente todos os gols do MachuPichu saíram do ponto forte da equipe: o contra-ataque. Com uma defesa segura e saída rápida para o jogo, o time conseguia levar perigo à meta de Sampa. A exceção foi o gol de pênalti, sofrido por Tebas e anotado por Thiago Branco. Os outros gols foram marcados por Ricci, Taka e mais um para a conta do artilheiro Thiago Branco, que empata com Ritolê na artilharia.
O SNG passou praticamente o primeiro tempo todo tocando a bola, com as belas atuações de Biro (o Riise brasileiro) e Pedrinho, mas estes encontraram muita dificuldade na marcação do nipo-peruano Taka e nas poças de água espalhadas pelo campo. Se a chuva apertava e o jogo não fluía pelo campo, o jeito foi apelar para o jogo aéreo e os chutes de longe. E foi onde o SNG encontrou o sucesso, já que todos os seus gols saíram dessa forma: três tiveram origem de chutes de longa distância, marcados por Allan, Biro e Pedrinho, e um marcado de cabeça, por Abelha.
Como já dito, com o placar o MachuPichu perdeu a liderança para o Kadência, mas continua na cola dos atuais campeões, com apenas um ponto atrás na tabela – 9 contra 8 pontos. O SNG também vem com apenas um ponto atrás e, com seus sete pontos, está na 3ª posição da tabela. Na próxima rodada o SNG vai para a geladeira e folga, enquanto o MachuPichu não tem uma tarefa muito mais complicada que os bicampeões: encara o lanterna Tosco, quem vem de uma goleada aplicada pelo Fora de Série.
VII Chuteira de Ouro: 4ª rodada: Grupo B:
The Veras 3 x 2 Atlético Pagalanxe
THE VERAS VIRA PARA CIMA DE FREGUÊS PAGALANXE
“Vão ser rebaixados”. Foi assim, curto e grosso, que o polêmico capitão, curinga, técnico, motorista, presidente e massagista do Pagalanxe, Bruno Corneta, sintetizou suas mais sinceras projeções para seus rivais do The Veras no campeonato, em entrevista ao Chuteira News em janeiro. Entrementes, o retrospecto do confronto aponta uma ampla vantagem para a equipe azul-grená. Só nos recentes amistosos de pré-temporada, foram dois jogos e duas derrotas dos laranjinhas. “Fico feliz com o otimismo dele”, disse Pedro, capitão do Veras, “afinal, ele é brasileiro e não desiste nunca”.
E foi assim, debaixo de uma chuva torrencial, que teve início um dos mais apimentados clássicos do Chuteira – pelo menos verbalmente. De um lado, um Pagalanxe juntando os cacos após duas goleadas retumbantes e com o desfalque definitivo de seu artilheiro, o centroavante Julio Cruz, dispensado por indisciplina. Do outro, um The Veras desfalcado de alguns de seus principais atletas, mas faminto por mais uma vitória para dar moral à equipe no grupo da morte. E nada melhor que um clássico para isso.
No começo do jogo, ambas as equipes tiveram muitas dificuldades para tramar jogadas e trocar passes, graças às poças d’água formadas no campo 6 do PlayBall. A alternativa encontrada foi recorrer a alguns infrutíferos lançamentos longos. O Pagalanxe passou a apostar mais em seus contra-ataques, explorando a velocidade dos meias Rodolfo e Nardelli e do atacante estreante Rodrigo. Num desses lances, após bate-rebate na área, a bola sobrou para Nardelli apenas encostar para as redes e tirar um dos zeros do placar.
O The Veras então lançou mão de duas armas: o estreante meia Felipe e o experiente e polivalente Nico. E ambos contribuíram significativamente para que o jogo tivesse reviravoltas. Primeiro quando Felipe dominou na entrada da área, bateu forte, Erich rebateu e a bola se ofereceu limpa para Victor empatar o jogo: 1 a 1. Depois, Nico dominou na ponta direita, deu dois cortes secos em seus marcadores e mandou na trave dos laranjas. O final do primeiro tempo se avizinhava e a superioridade azul-grená era notória. Eis que, numa cobrança de falta de Rodrigo, a bola explode no peito de Bruno Corneta – que ficou zonzo após o lance – e tira qualquer chance de defesa de Benga: 2 a 1 para o Pagalanxe.
No segundo tempo, a partida esquentou e quem jogou melhor foi o Pagalanxe. Mas quem disse que jogar melhor é sinônimo de vitória? Logo nos primeiros minutos, o zagueiro Luís Felipe, aproveitando-se da distração do Pagalanxe e do campo molhado, dominou a pelota e arriscou detrás do meio-campo. A bola viajou forte e rasteira para morrer no canto esquerdo de Erich: 2 a 2.
Em seguida, em mais um vacilo dos laranjas, o zagueiro Marchi cobrou falta em seu campo de defesa, dando um primoroso lançamento nas costas da zaga, na ponta-direita, para Nico dominar. O camisa 14 se aproximou do gol e vislumbrou o atacante rastafari Kinho livre, rente à trave. O passe foi certeiro e Kinho apenas completou para o gol e correu para o abraço, celebrando seu segundo gol no Chuteira. Mal sabia o The Veras que essa virada marcaria o início de 15 minutos de grande sufoco.
Em situação incômoda no campeonato, o Pagalanxe partiu com todas suas forças para o ataque, obrigando os rivais a cometerem faltas providenciais em diversos lances. Algumas mais duras – como uma do camisa 6 Marchi – saíram impunes. Outras, bastante questionáveis, foram prontamente punidas com cartão amarelo, como no caso do meia Nico. Com isso, o Veras teve de se segurar por duas vezes com um atleta a menos – já que Luís Felipe levou o cartão azul por exceder o limite de 5 faltas. E a peça instrumental para o sucesso da equipe foi o goleiro Benga, autor de quatro defesas impressionantes, a queima-roupa. Pelo lado dos laranjas, Rodolfo e Rodrigo estavam em um dia inspirado e deram muito trabalho aos adversários, com tabelas envolventes e chutes perigosos. Em alguns contra-ataques, o The Veras ainda perdeu grandes oportunidades de liquidar a partida, com Pedro e Kinho, e o placar foi mesmo 3 a 2.
Ao fim do jogo, Bruno Corneta não perdeu a oportunidade de tirar uma casquinha dos eternos rivais: “Essa derrota estava totalmente fora dos nossos planos. Foi humilhante...”. De fato, o claudicante Pagalanxe se vê agora em uma situação bastante complicada no campeonato: com apenas 25% de aproveitamento dos pontos e um saldo de gols sofrível, torce para que os “gigantes” do grupo – como Melville, Joga 13 e Estudiantes – continuem adormecidos. Na próxima rodada, o time tem mais um clássico, desta vez contra o Bacana. E não contará com o goleiro Erich.
Ao The Veras, restou uma lição: mesmo quando a equipe não atua bem, é indispensável que vença. “Temos muito mais futebol que isso”, garante Benga, eleito um dos grandes nomes do jogo. A verdade é que a equipe azul-grená ainda é uma incógnita para muitos, e precisa provar nas próximas rodadas que as vitórias sobre Estudiantes e Pagalanxe não foram meros acasos. O primeiro passo para isso é no próximo sábado, contra o sempre perigoso Bengalas, da família Toledo, que vem mordido com a derrota para a EB.
VII Chuteira de Ouro: 4ª rodada: Grupo A:
Fora de Série 9 x 2 Tosco
FORA DE SÉRIE GOLEIA TOSCO NO SEGUNDO TEMPO
Fora de Série e Tosco entraram em campo já quando a chuva havia cessado. Quem chegou para assistir à partida e já esperava outra goleada para cima do Tosco mudou de idéia com o primeiro tempo, com pleno domínio da equipe preta e amarela diante de um Fora de Série perdido e nervoso em campo, abusando de faltas e lances errados. E tudo levaria a crer quando logo na saída de bola o estreante Alan, outro ex-Diabos, abriu o placar em favor do Tosco. Mas as coisas teriam outra roupagem no segundo tempo, quando a goleada viria sem qualquer dificuldade, com um Tosco a nocaute desde os primeiros minutos.
O gol do Tosco mexeu com o Fora, que tentava sair para o jogo, só que sem criatividade. Nem o chute de Rica no travessão foi capaz de desligar o Tosco, que se mostrava realmente disposto a provar que ainda era capaz de uma boa campanha neste campeonato. Logo depois, outro ataque do Fora de Série com Rodrigo Cunha pela direita, que chutou longe do gol adversário.
Cheio de faltas por parte do Fora, o Tosco não conseguia aproveitar as jogadas de bola parada. Numa delas, Argentino acertou a barreira. Logo depois, o Fora de Série atacou com muito perigo e por pouco não saiu o gol do empate. Após chute da esquerda, o goleiro do Tosco fez boa defesa e no rebote a bola foi tocada para dentro e ia entrando e não fosse Juba surgir para tirar a bola em cima da linha.
O jogo continuava com muitas faltas, e após a oitava cometida pelo Fora de Série, o Tosco teve uma grande chance de marcar o segundo no tiro de 9 metros. Seria dessa vez que o Tosco mostraria para o mundo que não era o saco de pancada da Chuteira de Ouro? Teve a chance de fazer 2 a 0, mas Argentino colocou e tirou tanto a bola do goleiro que acabou tirando ela do gol também.
Na retomada do jogo, eis que algo tão impressionante quanto inédito no Chuteira: três gols em um minuto. O 24º minuto do primeiro tempo começou com Du Formiga recebendo na esquerda de Clebão e empatando o jogo. Mal foi dada saída de bola, o Tosco já a perdeu. Rodrigo Cunha recuperou e mandou o chute do meio de campo para virar o jogo. Muitos espectadores, nessa hora, lamentaram e já deram as costas para o jogo imaginando que seria como das outras vezes: o Tosco tomaria um gol atrás do outro. Foi quando alguém gritou: “Olha o gol do Tosco!!”. Argentino chutou quase de sua área para ver a bola desviar em Clebão e matar o goleiro Maranhão, que caía para um lado quando a redonda rolou para o outro. E assim acabou a primeira etapa, com um Tosco guerreiro e empatando em 2 a 2.
Na volta para o segundo tempo, o habitual aconteceu mais uma vez: mesmo com boas jogadas, como os lançamentos longos que Argentino fazia com freqüência, o Tosco não suportou a forte superioridade técnica do Fora de Série, que voltou acertando dentro de campo, e entregou as chances da vitória. Inexplicavelmente, o bom goleiro Porps deu lugar ao estreante Welington, que ninguém ali sabia de onde tinha surgido. O novo goleiro não se entendeu muito bem com a bola e quando saiu o terceiro gol do Fora, de novo na conta de Rodrigo Cunha, que driblou um adversário na entrada da área e bateu para marcar um golaço, as coisas começaram a desandar. Quando a bola entrou no canto esquerdo, todos já esperavam o inevitável: um gol atrás do outro. E foi assim.
O Fora de Série atacava mais, e assim o Tosco ficou nervoso e afobado. Após falta dura, Everton Neném levou cartão amarelo. Logo depois, um lance bizarro: a bola estava molhada e passou por baixo dos braços do goleiro do Tosco. Ela ia entrando quando o goleirão correu para evitar um frango histórico. Pouco tempo após esse lance, o mesmo goleiro se redimiu, quando em uma bola levantada na área, houve um desvio de cabeça que ia entrando para mais um gol do Fora de Série. Foi aí que ele fez uma defesa fantástica.
O jogo já se aproximava da metade do segundo tempo e, a partir daí, o Tosco se entregou de vez. Du avançou pela direita e marcou o quarto gol. Cunha marcou o quinto, Kadu entrou e fez o sexto de cabeça e, na sequência, deu o passe para Iago marcar o sétimo após grande arrancada pela direita. Logo depois, o mesmo Kadu deu um lindo drible no adversário e marcou mais um. Fechando a goleada, Henrique Junior marcou o nono gol do Fora de Série.
A história de toda rodada se repetiu. Mikas saiu de campo nervoso, reclamando de sua equipe, com os olhos saltados. Não é para menos: é a pior campanha deste Chuteira de Ouro (e Prata também, único time a não pontuar), com quatro jogos e quatros derrotas. Mas o pior é que a equipe marcou apenas seis gols e sofreu trinta (longe da marca história do ano passado, quando tomou mais de 100 gols). Enquanto isso, o Fora de Série faz uma campanha regular: quatro jogos, duas vitórias e duas derrotas. Na próxima rodada, o Tosco encara uma pedreira, pois joga contra o vice-líder do grupo, MachuPichu, histórico adversário e contra quem costuma dar muito trabalho. Por sua vez, o Fora de Série encara o vice-lanterna Kiaka. A Prata está reluzindo no fim do túnel do Tosco, mas o primeiro tempo jogado contra o Fora deixa uma luz de esperança.
VII Chuteira de Ouro: 4ª rodada: Grupo B:
Melville Power 3 x 3 Joga 13
JOGA 13 CEDE EMPATE A MELVILLE E AMBOS SE COMPLICAM
Ainda buscando se encontrar no Chuteira de Ouro, o Joga 13, que havia perdido seus dois jogos antes de folgar na 3ª rodada, vinha para encarar o Melville com o peso de constar entre os lanternas. Do lado do Melville a situação era a mesma, só que a equipe de Alemão e Felipe tinha um ponto na tabela. Foi um jogo de dois times fortes e favoritos ao título que ainda não haviam vencido na competição. E saíram da partida ainda sem vencer diante do empate em 3 a 3 após o 13 estar ganhando por 3 a 0.
Sem contar com Choco, suspenso, o 13 foi melhor que seu adversário por quase toda a partida, mas foi surpreendido por um Melville que contou como uma atuação inspirada de Alemão no segundo tempo para arrancar o empate.
Assim que se iniciou o confronto o 13 tomou conta da partida. Rodrigo bateu do meio da rua, a bola desviou em Felipe e o arqueiro Goku teve que se esticar todo para buscar a bola no canto direito. Pouco depois Lele desperdiçou ótima oportunidade para colocar sua equipe na frente. Guma arriscou de longe, Goku rebateu da maneira que pode e a bola sobrou para Lele, que, mesmo em condições de marcar, acabou pegando mal na bola e chutando fora a boa chance de marcar. Enquanto isso, o Melville continuava completamente apático na primeira etapa, tentando encaixar algum contra-ataque com Alemão e Felipe, mas todos sem sucesso. Não é exagero dizer que em quase toda a primeira etapa o goleiro Caieras não foi mais que um mero espectador.
Ainda no primeiro tempo houve um lance que gerou certa polêmica. Goku derrubou Guma próximo à lateral da área e o árbitro marcou falta. Pênalti realmente não foi, mas será que o lance não era passível de cartão amarelo para o goleiro? Por muito menos Publius tomou azul e amarelo em lance pelo Acidus em torneios passados. Contudo, a partida prosseguiu e pouco depois o 13 abriu o placar. Em sua jogada característica Lele fez o pivô para Rafinha abrir o placar. Na seqüência foi a vez do Melville atacar, 11 bateu da intermediária e a pelota passou à direita da meta de Caieras. Um primeiro tempo muito fraco para quem busca sua primeira vitória na competição.
Depois de25 minutos de nível médio para ruim, o segundo tempo se apresentou muito mais movimentado e cheio de alternativas. O Treze voltou a fim de matar o confronto e, da esquerda, Lele inverteu bola para Doce, que driblou o marcador e soltou a bomba, exigindo boa defesa de Goku. Pouco depois o 13 chegou para anotar o segundo gol. Sempre ele, Lele, mandou a bola para as redes adversárias em falha bizonha de Goku, que foi repor a bola em jogo e deu nos pés do atacante. Pouco depois a equipe fez o terceiro, aproveitando-se do abatimento do Melville, com Calado.
Entretanto, após o terceiro gol sofrido parece que o Melville decidiu acordara para o jogo e em dois lances de sucesso absoluto no ataque a equipe conseguiu voltar à partida. Primeiro Alemão avançou pelo meio dos zagueiros e rolou para Jose acertar belo chute rasteiro e diminuir. Em seguida, ele foi decisivo mais uma vez. Pela direita do ataque, deixou o marcador pra atrás e cruzou em direção ao gol. A bola que entraria foi desviada para as redes por Felipe, e o Melville voltava mais forte do que nunca ao confronto.
Mesmo tendo dominado seu adversário por quase toda a partida, o Joga 13 via que de fato sua possível primeira vitória estava extremamente ameaçada. Lele teve em seus pés a bola que mataria o jogo. Rafinha fez a jogada na esquerda e cruzou para o artilheiro, sozinho dentro da área, não se sabe se para fazer um gol mais bonito ou por de fato ser a única maneira que ele encontrou para finalizar a jogada, Lele tentou o toque de letra, se enrolou todo com a bola e acabou perdendo a bola do jogo.
Depois de não ter sofrido o quarto gol por pura sorte, o 13 sentiu a velha máxima do futebol que diz "quem na faz, leva". O Melville, com um chute no canto alto do gol de Caieras proferido por Angelo, fez o terceiro.
O empate repentino deixou a trezera completamente fora do ar, e se não fossem duas tranqüilas, porém extremamente importantes defesas realizadas por seu goleiro, muito provavelmente o Melville deixaria a quadra com uma virada heróica para contar história. Primeiro Angelo tabelou com Felipe e bateu da intermediária para defesa segura em dois tempos de Caieras. Logo em seguida foi a vez de Angelo deixar Felipe em condição de marcar. O chute foi no canto, mas o goleiro foi buscar para garantir o empate.
Com o resultado, e o passar das rodadas, as duas equipes veem cada vez mais difíceis suas chances de classificação para as finais do Chuteira, apesar que se vencer seus compromissos futuros ambas se classificam. Com apenas um único ponto (conquistado diante do Melville), o Joga 13 encara o Estudiantes num confronto de vida ou morte, onde se a equipe perder já mudar o objetivo do time para fugir da Série Prata. Já o Melville, que também faz péssima campanha em comparação ao time do ano passado, encara o Acidus, líder do Grupo B. A próxima rodada, sem dúvida, promete ainda mais emoção para essas duas equipes.
VII Chuteira de Ouro: 4ª rodada: Grupo A:
Fúria 5 x 1 Giro SP
FÚRIA EMPLACA GOLEADA SOBRE GIRO SP
Giro e Fúria foram protagonistas de uma das melhores partidas da tarde de sábado válido pela 4ª rodada. Foi uma partida marcada por muitas chances de gol, equilíbrio e grandes atuações dos dois goleiros em boa parte do jogo.
O começo foi bem disputado, mas logo Fagner tratou de chutar perto do gol e mostrar que o Fúria não estava para brincadeira. Em resposta, o primeiro chute da Giro, de Gean, em direção ao gol acertou a trave. O segundo, de Cabrito, teve o poste como endereço também. Foram duas bolas na trave por parte do Giro quase que seguidamente. O capitão Gabriel respondeu pelo Fúria cabeceando com perigo, mas também para fora.
Talvez devido ao tempo feio, quase não teve torcida, nem mesmo a fanática torcida feminina do Fúria compareceu em massa . Em relação ao jogo, a Giro cometia mais faltas e duas delas foram chances claras para o Fúria: uma foi por cima do gol e a outra bateu na barreira. Como de costume em jogos com chuva, o jogo ficou amarrado no meio campo, com muitas divididas. A defesa da Giro jogava bem, fechando com muita competência o setor defensivo, mas em se tratando de marcação deixava a desejar. Foi assim que André chutou de fora de área para marcar o primeiro gol do jogo.
As faltas por parte da Giro continuavam, enquanto o gol animou o Fúria, que passou a dominar o jogo. Mas quando achava espaço, a Giro assustava o goleiro Danilo. Batata encheu o pé e o goleiro mostrou serviço fazendo uma defesa extraordinária. Se o goleiro pegou, do outro lado Dema não segurou arremate de Fagner, que fez 2 a 0.
A Giro não se entregava e buscava o gol, obrigando Danilo a fazer duas grandes defesas no lance seguinte. Parecia que a bola não queria entrar no gol do Fúria, o que enervou os jogadores da Giro. A prova disso foi uma reversão após cobrança de lateral de Batata, que demorou para fazer o arremesso. O Fúria se aproveitava da instabilidade adversária e chegava bem ao ataque. Em lances seguidos Adriano Motta recebeu pela direita mas chutou longe do gol adversário. Também por duas vezes André aproveitou o espaço dado pela defesa girense e chutou de fora de área.
O goleiro Dema também mostrou por que é um dos melhores goleiros da Zona Norte. Se não fosse por ele, quem sabe o primeiro tempo teria acabado com uma vantagem muito maior para o Fúria. A Giro foi para o intervalo tentando achar uma tática para reverter a situação. Já o Fúria quis manter a vantagem e na volta para a etapa final o time demonstrou que tinha raça, principalmente seu capitão. De fato, a Giro melhorou na partida e o goleiro do Fúria fez duas grandes defesas. Porém, nem o goleiro pode evitar o gol de Cabrito, que recebeu cruzamento da direita para marcar o primeiro da equipe da Giro. Logo depois, Gabriel fez falta feia e levou cartão amarelo, desfalcando sua equipe por alguns instantes. Mesmo assim, o Fúria não se abateu e continuou indo para cima. Em cobrança de falta, o goleiro do Giro fez outra grande defesa.
Mas o time rubro-negro havia entrado em campo para ganhar. Jé recebeu cruzamento da direita e marcou mais um. A Giro foi para cima com 3 a 1 contra, exigindo do goleiro do Fúria esforço para defender uma bola que ainda bateu na trave depois. O lance mais bonito da partida infelizmente não resultou em gol: Cabrito deu um chapéu no adversário pela ponta esquerda e encheu o pé em um chute cruzado. Mas, por azar dos amantes de um futebol arte, a bola foi para fora. Quase o PlayBall foi palco de mais um gol de placa. Já de volta ao jogo após levar cartão amarelo, Gabriel bateu uma falta com perigo e exigiu outra grande defesa do goleiro do Giro.
O jogo ia se encaminhando para o fim e o time do Giro começou a sentir a pressão de mais uma derrota que se aproximava. Seus jogadores não sabiam mais o que fazer com a bola nos pés e passaram a chutar de fora da área, esquecendo do toque de bola. Batata aparecia livre, se movimentando bem em vários momentos, mas era difícil a bola chegar nele, parte devido ao nervosismo de seus companheiros, parte devido à fome de Gean. Foi assim que o Fúria marcou mais um gol, de Thiago Motta, e já no finzinho da partida Fagner marcou o gol que fechou esta partida emocionante.
O Fúria subiu para a 5ª colocação, com seis pontos e um saldo de seis gols. Já á Giro ficou em 7º lugar, Na próxima rodada, a Giro pega o Fiorella enquanto o Fúria disputa três pontos contra o Kadência.
VII Chuteira de Ouro: 4ª rodada: Grupo B:
Bengalas 4 x 5 Equipe Bróder
EB DE MUTSSA VENCE UM DESFALCADO BENGALAS
Jogo cheio de expectativas, pois teríamos um dos artilheiros da competição em campo - Ritolê. Pois as expectativas foram frustradas, já que o Bengalas apareceu para o jogo totalmente desfigurado, sem a maioria de seus principais jogadores e apenas 7 em campo. Com os desfalques, a Equipe Bróder agradeceu aos céus não só o fato de a chuva findar mas também de ter um adversário teoricamente enfraquecido. E, assim, construiu a vitória ainda no primeiro tempo, com um Mutssa inspirado e MVP da partida. Resultado: 5 a 4 para a EB e a perda da invencibilidade do Bengalas, um dos nomes fortes ao título este ano.
E o artilheiro Mutssa não perdoou em sua primeira oportunidade assim que rolou a pelota. Ele apareceu na área para concluir ao gol. De maneira relâmpago os bróders abriam o placar. Pouco depois, o que já estava fácil para a EB pareceu que ficaria ainda mais tranqüilo quando Rodrigo Salvador derrubou Lapa, reclamou com o árbitro e tomou cartão amarelo. No entanto, os dois minutos em que a Equipe Bróder teve um homem a mais não foram aproveitados para ampliar a vantagem no placar. Pelo contrário, na realidade quem assustou o goleiro adversário foi o Bengalas, com Nando girando sobre a marcação e batendo travado. A bola saiu com perigo rente ao ângulo de Macaco.
Já com sete contra sete a EB voltou a ser melhor. Mutssa puxou contra-ataque pela esquerda e entregou a redonda para Lapa dentro da área, que pegou fraco na bola mas exigiu boa defesa do arqueiro Baki. Pouco depois, os vermelhinhos chegaram de novo, mais uma vez com Mutssa, e mais uma vez o matador não perdoou e anotou o segundo.
Mesmo sofrendo com os desfalques, o Bengalas vez ou outra criava alguma jogada ofensiva e levava perigo à meta do Broder. Bizu bem que se esforçava e lutava contra a forte marcação broderiana, mas foi Rodrigo Salvador quem, com um golaço, diminuiu para a equipe amarelo-negro. Ele iludiu a marcação e, do meio da rua, acertou um belo chute no ângulo para descontar.
Contudo, a reação da equipe dos Toledos não durou muito. E ainda na primeira etapa a EB anotou mais dois gols. Gabriel foi mais esperto que a defesa do Bengalas, roubou a bola e enfiou para Mutssa, o artilheiro, tocar sem chances para o goleiro e anotar seu terceiro gol na partida. Pouco depois foi a vez de Rojas chutar de longe. A bola parece ter enganado o goleiro, que apenas observou o quarto gol da EB.
A segunda metade do confronto começou exatamente como o primeiro tempo, ou seja, com o Bróder marcando gol. Dessa vez Mutssa foi garçom: ele serviu Lapa, que bateu rasteiro para marcar 5 x 1. Estava fácil e o time da EB sossegou. E nisso o Bengalas mostrou que, apesar dos desfalques, não estava para brincadeira. Da intermediária, Nando acertou um forte chute rasteiro e diminuiu.
Porém, a EB não se intimidou e ainda buscava o ataque. Mutssa, grande destaque individual do confronto, cruzou bola açucarada para Werner, que de cabeça mandou no travessão. Do lado do Bengalas, após o cartão azul aplicado a Éricão, que deu um carrinho imprudente em que, devido ao campo molhado, ele deslizou por cerca de 4 metros, houve até uma certa pressão para cima do rival. Resultado do maior volume de jogo foi uma bola que Bizu recebeu frente a frente com o arqueiro. No entanto, Macaco foi mais esperto e pulou nos pés do atacante para ficar com a bola. O Bengalas até chegava no ataque, mas a EB administrava com certa tranqüilidade a vantagem exibida pelo placar, garantida pelas intervenções de seu goleiro.
Fazendo um contínuo bom uso do banco de reservas, e depois de passados os dois minutos por conta do cartão, o Bróder voltou a levar perigo à meta de Baki. Lapa fez bonita jogada pela direita do ataque e deixou com Werner, mas na hora da conclusão o atacante acabou travado. Em seguida, Mutssa quase marcou um golaço. De pé direito, o atacante acertou um belo chute de sem pulo. A pelota explodiu no travessão, quicou sobre a linha e o árbitro mandou seguir o jogo.
Faltava pouco para o juiz decretar o final de partida, quando Gabriel fez falta em Fernando Forte e foi punido com um cartão amarelo. Como a EB estourou o limite de faltas permitidas em cada tempo, o Bengalas teve um tiro direto de 9 metros sem barreira para tentar descontar. Na cobrança Luiz Fernando chutou forte no canto direito alto do arqueiro fez 5 a 3. Pouco depois, já com a vitória assegurada e sem muito interesse no confronto, a EB sofreu um gol numa falha bizarra de sua defesa. Ao tentar sair jogando, o zagueiro do Bróder foi apertado por Salvador. Sem saber muito o que fazer, o zagueiro encheu o pé; a bola acertou o camisa 10 do Bengalas e entrou no gol. Após o estranho lance, o árbitro apitou o fim de jogo, definindo o placar em 5 x 4.
Confronto encerrado, e já no frio da quase noite paulistana, ao menos sem chuva, a Equipe Bróder pode comemorar mais três pontos e o conseqüente empate em pontos com o Bengalas na tabela de classificação (ao lado de Bengalas e Bacana, a EB ocupa a vice-liderança do Grupo B). Já a equipe de Bizu, vale relembrar que jogou muito desfalcada, vai buscar já na próxima rodada a recuperação diante do bom time do The Veras.
VII Chuteira de Ouro: 4ª rodada: Grupo A:
Kadência 3 x 0 Kiaka
KADÊNCIA VENCE JOGO DOS DOIS KS
Já era noite quando Kiaka e Kadência começaram mais uma partida da 4ª rodada do Chuteira de Ouro. O início foi de muito toque de bola por parte de ambas as equipes, que não tentaram nenhuma chegada mais perigosa nos primeiros minutos. A prova disso foi que a primeira chance clara de gol foi de bola parada. Aliás, numa falta que a bola entrou. Renan Viana, o grande nome do Kadência neste torneio, fez boa cobrança e inaugurou o marcador.
O Kadência só não ampliou porque Bruno Alóia perdeu um gol feito. Com um gol de vantagem, a equipe do Kadência fazia uma partida melhor, atacando bem e se fechando com muita qualidade. Os goleiros tiveram trabalho. Após chute de Fábio Simões, o goleiro Luciano fez boa defesa. Logo depois, foi a vez do improvisado Ivan Guelo responder à altura e fazer uma defesa extraordinária. O Kiaka até marcou o gol de empate, mas o árbitro anulou marcando uma falta na hora da conclusão.
O Kadência pode ter matado o jogo quando ficou com 2 jogadores a mais em campo, após Caio e Ronaldo levarem amarelo. Porém, a última chance do primeiro tempo foi do Kiaka, com Abreu, que fez linda jogada individual pela esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou para trás. A bola recebeu um leve e quase imperceptível desvio e tocou a trave. O primeiro tempo chegou ao fim.
Na volta para a segunda etapa, o Kiaka ainda queria reagir e foi para cima nos primeiros minutos. Entretanto, falta cobrada por Alex foi para longe. O Kadência respondia com jogadas individuais, principalmente de Walter, que levava bem o time pelas pontas. Com essa pressão, Fábio Simões marcou o segundo. Foi aí que o tempo fechou nos bastidores do Kiaka. Durante uma pedida de tempo, os jogadores iniciaram uma discussão que quase acabou no braço. Os protagonistas da briga foram Caio e Maradona. O bate boca se deu porque um atleta reclamou da falha de marcação do outro. Quase na hora do jogo recomeçar, a briga prosseguia com os dois se encarando e batendo cabeça.
Com a bola rolando, o jogo teve uma queda no rendimento. Ambas as equipes desaceleraram: o Kadência viu que a partida estava praticamente ganha com dois gols de vantagem e o Kiaka sentiu que o problema interno havia afetado mais ainda no desempenho da equipe. Resultado: um jogo chato e sem a mínima emoção. Enquanto isso, os jogadores no banco do Kiaka discutiam sobre a briga entre os atletas da sua equipe e era nítido que aquele acontecimento foi a verdadeira marca da partida. A partir daí, mais duas chances até o apito final. Paulinho recebeu na boca do gol de costas para a meta adversária, deu um giro extraordinário para bater forte e mandar para o fundo das redes. Era o 3 a 0 para o Kadência em cima de um rendido Kiaka.
A equipe branca ainda teve uma chance no finalzinho do jogo, quando, após defesa do goleiro do Kadência, Caio perdeu na cara. E fim de jogo. Ao contrário de outros jogos da rodada, esta foi uma partida muito lenta, chata e apática. Azar dos poucos que estavam presentes em torno da quadra. Os refletores se apagaram enquanto o Kiaka saía de campo com a amarga vice-lanterna do Grupo A, com 3 pontos e um jogo a menos. Já o Kadência reassumia a liderança do grupo, com nove pontos.
VII Chuteira de Ouro: 4ª rodada: Grupo B:
Estudiantes de La VIla 5 x 3 Bacana
ESTUDIANTES DERRUBA BACANA DO SALTO ALTO E DEIXA LANTERNA
Quando chegou para enfrentar a equipe do Bacana, o Estudiantes de la Villa, vice-campeão do último Chuteira de Ouro, ainda não havia vencido na competição e já flertava com a lanterna do grupo. Do outro lado estava o poderoso Bacana, de futebol vistoso até aquele momento e cheio de confiança que vingaria a eliminação nas quartas-de-final do torneio passado. Era também a chance do time de Marcelão assumir a liderança do Grupo B, já que o Acidus não jogava e o Bengalas havia perdido. Mas, para a tristeza dos bacanas, parece que seus jogadores não conseguiram jogar com o salto alto, ainda mais tendo no oponente um futebol enfim tão bonito quanto o apresentado na campanha do vice-campeonato. E a bela vitória por 5 a 3 foi construída pelos pés de Vitinho e Piero, a dupla serelepe que promete, junto a Lorente, ser o trio de ouro do novo Estudiantes.
Sem seu técnico em campo, o operado Caio, o Estudiantes logo abriu o placar num tiro do meio de campo de Vitinho, sem chances para o goleiro Roberto. Pouco depois Piero sofreu falta de Vitinho, desta vez o do Bacana. Ele mesmo cobrou, mas o potente chute saiu por cima da meta Bacana. Do outro lado, a equipe roxa também chegou para marcar. Dentro da área o zagueirão Jorge Pereira apareceu para desviar o cruzamento de Iuri e deixar tudo igual.
A grande contratação do Estudiantes para a temporada, Vitinho Laruccia, fazia a diferença no meio de campo e, ao lado de Lorente e Piero, foi protagonista de um verdadeiro carnaval na defesa adversária. Primeiro Vitinho exigiu ótima defesa do goleiro em chute rasteiro. A bola sobrou com Lorente, que, no reflexo, acertou a trave. Pouco depois o camisa 84 roubou a pelota no meio, avistou o gol adversário e chutou forte. O arqueiro espalmou da maneira que pode e evitou outro gol.
Mas o Bacana também chegava com perigo. Rômulo teve a chance de virar para sua equipe, mas acabou acertando a trave após a defesa de la Villa vacilar. No entanto, quem chegou ao ataque para marcar foi o Estudiantes, e logo para anotar dois gols na seqüência. Primeiro Vitinho bateu falta próxima à área, a bola passou pela barreira, enganou o arqueiro e morreu no fundo do gol. Pouco depois foi a vez de Piero avançar pela esquerda e bater cruzado. O goleirão aceitou e o Estudiantes fazia 3 x 1 no primeiro tempo, para tristeza da torcida do 13, que de fora torcia sem muito estardalhaço para o Bacana. "Não queremos ficar na lanterna sozinhos", diziam seus jogadores.
Caso confirmada a, até certo ponto, surpreendente vitória do Estudiantes, o Bacana estaria deixando escapar a chance única de saltar à ponta da tabela. E bem que o Bacana tentou mudar essa história, mas Yanes comprovou a fama de ser um grande perdedor de gols feitos. Lance que ilustra bem foi quando Luisinho chutou cruzado da direita, o goleiro rebateu como conseguiu e a bola sobrou para ele, em seus pés, chutar sem goleiro por cima do gol. Delírio da torcida do lado de fora. Aliás, tal qual o Corinthians, Yanes não tem torcida, ele tem uma nação a seguir seus passos e a vibrar com seus belos gols perdidos.
No entanto, no ataque seguinte Yanes se redimiu. Dessa vez ele recebeu no meio de campo, tirou a marcação para bailar e acertou forte chute no ângulo do goleiro Renan, que chegou no intervalo e deixou que o zagueiro Rafinha voltasse à sua posição de origem. A bola ainda tocou no travessão antes de entrar. Novo delírio da nação yanesca, principalmente de Lucas, que aplaudiu muito o gol. “O Yanes é um fora de série. Sou um grande fã dele”, comentou o manager do Acidus, logo após o gol do também camisa 9. “Quando crescer, quero ser que nem ele. Visto a 9 por causa dele”, completou, emocionado.
Com o placar do segundo tempo apontando vitória parcial do Estudiantes por 3 x 2, o Bacana foi com tudo para cima em busca do empate, situação em que geralmente se sai bem. Não demorou para Demehur receber passe dele, Yanes, e com um lindo chute igualar tudo em 3 x 3, comprovando que a conversa no intervalo surtia efeito. E a virada podia ter vindo caso chute idêntico de Yanes ao seu primeiro gol tivesse entrado no gol e não batido na trave.
Porém, a alegria do time roxo – e da trezera na torcida – durou pouco, pois no lance seguinte foi a vez do Estudiantes marcar o quarto. Mesmo após sofrer o empate a equipe não esmoreceu, e Vitinho apareceu embaixo das traves para desviar de peito a pelota para o fundo do gol Bacana, depois do inocente goleiro Roberto ir ajudar Piero a se levantar (o Estudiantes cobrou o escanteio e pegou o arqueiro de surpresa).
O último suspiro do Bacana foi em chute do garçom Luisinho, mas a bola, que saiu até que com certo veneno, foi defendida pelo goleiro adversário. Pouco depois Vitinho, o do Bacana, prejudicou sua equipe ao levar cartão amarelo e, assim, facilitar a vida do vice-campeão Estudiantes de la Vila. Aproveitando o jogador a mais, Lê Raito apareceu no ataque e cruzou da esquerda para encontrar Lorente dentro da área livre para decretar o placar final em 5 x 3.
Com essa vitória, que faz renascer no campeonato os meninos da Vila, o Bacana perde a invencibilidade e permanece com seus 7 pontos, tendo a seu lado além do Bengalas a EB. O Estudiantes chega a 3 pontos e entra no G-6, tendo na cola Pagalanxe, com 3 pontos, Melville, 2 pontos, e Joga 13, com 1.
COBERTURA DOS JOGOS DO I CHUTEIRA DE PRATA
I Chuteira de Prata: 4ª rodada:
Arouca 8 x 3 Xoro Paro
AROUCA GOLEIA DE NOVO E CHEGA À LIDERANÇA
Passava da 13h30 quando começou a 4ª rodada do Chuteira de Prata para Xoro Paro e Arouca. A promessa era de chuva, pois o céu ia ficando cada vez mais escuro a cada minuto. No princípio da partida, o que era esperado aconteceu: a garoa chegou. E junto com as primeiras gotas veio o primeiro gol do jogo, dos pés do destaque do Arouca, Daniel Tafelli. A bola entrou no canto esquerdo e o Arouca começava a goleada, que terminaria no 8 a 3.
A chuva foi apertando. O Arouca também. E com isso o time branco e azul passou a ter pleno domínio sobre a molecada do XP. Sempre com Daniel Tafelli comandando as jogadas, o Arouca não esperava que o time de Kuminha passasse a se defender tão bem. A primeira chance de gol para o Xoro Paro foi em cobrança de falta, que o goleiro Maurício pegou. Logo depois, o perigo aumentou para o Arouca. Kuma mandou uma bola na trave. E foi tentando que o XP melhorou na partida e conseguiu o empate com o mesmo Kuma.
Mas o Arouca não queria brincadeira. Após grande defesa do goleiro Dalton de chute de Veloz, a bola bateu no zagueiro Fábio Henrique e entrou. O gol foi anotado para o atacante do Arouca. A torcida era pouca no momento do jogo, a chuva havia espantado todos para dentro do bar, de onde viam pela vidraça já embaçada. A vitória parcial não esfriou a emoção da partida, pois o XP foi para cima tentar novamente o empate. Mas o Arouca tinha um excelente jogador em campo: Daniel Tafelli, seu camisa 20, que encheu o pé do meio de campo para acertar o ângulo e fazer mais um.
A partir daí, com dois gols de vantagem, o Arouca dominou a partida, pois passou a tocar bem a bola. Bem que o adversário tentou tentou reagir, e talvez fosse outro jogo caso o capitão Thiago Leme não perdesse um gol na cara do goleiro. Mas era a tarde do Arouca. Mais uma, aliás, pois além da vitória o time chegou à liderança do torneio.
Leozinho recebeu pela direita e marcou mais um. Logo depois, parecia replay. O mesmo Leozinho recebeu outra bola na área e fez mais um para o Arouca. A chuva apertou mais ainda e passou a interferir diretamente no jogo. A bola e a quadra passaram a ficar molhadas e escorregadias, dificultando o trabalho dos goleiros. Dalton fez grande defesa, passando por cima das dificuldades de se jogar em uma quadra molhada. O primeiro tempo acabou debaixo de muita chuva, dificultando a vida de quem jogava, de quem assistia e principalmente de quem cobria para o Chuteira News.
Na etapa final o XP sentiu a falta de opções na reserva: enquanto o Arouca tinha muitos atletas para reposição, o rubro não dispunha quase de jogadores. O resultado foi um time cansado e um Arouca avassalador, que logo marcou mais um com Masch. Ele recebeu pela direita e bateu forte. A bola explodiu no travessão e entrou. A defesa do XP abria espaço na marcação para que o Arouca fizesse o que bem entendesse. De vez em quando, em contra-ataques, o time levava algum perigo. Mas o Arouca dominava o jogo e fez mais dois gols seguidos, com Mineiro e Toni.
Aí, compreensível para um time que vencia por 8 a 1, o Arouca amoleceu e sossegou, mas antes seu goleiro trabalhou para defender dois arremates em contra-ataque do Xoro Paro. O jogo ficou equilibrado, com o Arouca continuava finalizando melhor, mesmo desacelerado. Mas nessas quem marcou foi o XP, primeiro com Kuma de novo e depois com Rafael Seiji, que chutou de fora da área e marcou um golaço. A chuva, que havia diminuído, voltou com força a castigar os gramados do PlayBall. E o time de dos irmãos Kumagai começou a chutar mais de fora da área, pois o campo molhado e bom trabalho de se fechar do Arouca impediam uma aproximação da área adversária com a bola no pé. Em meio a poças d‘água que se formavaram já no final da partida, o juiz apitou o fim de jogo e foi decretada a ótima vitória do Arouca, por 8 x 3.
Com os 3 pontos, o Arouca soma 10 e é o novo líder da Série Prata. Além disso, a equipe também possui o melhor ataque, com 25 gols marcados. Por outro lado, o Xoro Paro possui a pior defesa do campeonato (ao lado do time do Babilônia) com 18 gols tomados. Na rodada seguinte, o time do Arouca encara o Forza Leone, que tem uma das torcidas mais fanáticas do campeonato. Já o Xoro Paro mede forças com o Roleta Russa Olímpico.
I Chuteira de Prata: 4ª rodada:
ROLETA RUSSA OLÍMPICO 5 x 4 ROLETA RUSSA
CONFRONTO DE ROLETAS MARCA PRIMEIRA VITÓRIA DO OLÍMPICO SOBRE PRINCIPAL
Não faltaram atrativos para o primeiro, e histórico, confronto oficial entre Roleta Russa e Roleta Russa Olímpico. Houve de tudo na emocionante partida, de um lado os roletinhas queriam mostrar o seu valor na família Roleta, e do outro os jogadores do experiente time Principal – sem contar com Gegê, Bruno, Salada, Cava e Baru (que optou por ficar como técnico do time Olímpico ao invés de defender o Principal) –, tinham a obrigação de vencer o confronto, exatamente por serem chamados de “Principal”.
De maneira arrasadora iniciou a partida o Roleta Olímpico. Logo no começo de jogo Folha driblou Ranalli na entrada da área e passou a bola para Ceron na esquerda. O camisa 16 deu um chute forte no alto para anotar 1 a 0. Em pouco tempo de bola rolando já era visível que os desfalques fariam bastante falta ao time Principal.
Parecendo extasiado pela vitória momentânea que mostrava o placar, o Roletinha se desencontrou em campo. Pina recuou meio na fogueira para Casari, o goleiro foi obrigado a tentar o drible pra cima de Nação (nessa tarde capitão do Roleta) e quase perdeu a bola, mas nesse lance o Roletinha se salvou. Pouco depois Preto avançou pela direita e bateu cruzado, a bola tocou na trave e voltou para Nação, que não perdoou e deixou tudo igual no confronto.
Na comemoração do gol de empate, Preto, um dos protagonistas da partida, recebeu cartão amarelo após ir até o banco do Roletinha e gritar “Chupa, virgem!!!”. Com um a mais o Roletinha foi em busca do segundo. Ceron cruzou na cabeça de Folha, que mesmo dentro da área acabou concluindo para fora. Na seqüência, Iuri avançou pelo meio e foi desarmado, no entanto a bola sobrou com Folha, que encheu o pé para marcar o segundo de sua equipe.
O jogo era quente, embora muitos dos roletas sejam amigos, ninguém dava mole para o adversário. Ceron recebeu amarelo e, mesmo com um a menos, o Roletinha assustou outra vez com Folha, que mostrava que queria jogo. Ele bateu uma bola rasteira com veneno e obrigou Tavinho a se esticar todo para buscar. Na seqüência, pelo Principal, Caju tabelou com Bocha e recebeu na entrada da área, no entanto na hora do chute o atacante acabou travado pela defesa. O Roleta Russa não aproveitou o homem a mais pata buscar a igualdade no placar.
Ainda no primeiro tempo o defensor Bocha acertou feiamente Louiz no meio de campo, recebeu amarelo e deixou o Principal mais uma vez com um a menos. Nesse momento o técnico Baru pediu tempo e, ao lado do goleiro Casari, aproveitou para organizar alguma jogada ofensiva nos dois minutos que a equipe teria com um jogador a mais. A conversa funcionou: Louiz trabalhou a bola pela esquerda e deixou com Folha, o ex-jogador do Roletão bateu rasteiro e fez 3 a 1.
Pouco depois, outra vez, a dupla Foglia e Loiuz apareceu. Dessa vez o primeiro rolou de falta para Louiz que, de frente para o gol, chutou fraco, sem nenhuma direção e desperdiçou boa chance de marcar. Antes do apito final na primeira etapa, houve tempo para Bocha ser expulso de quadra com um cartão azul num lance com Ceron que não chegou a derrubar o pequeno jogador. Mesmo assim, tendo chegado em Ceron por trás, o árbitro apitou falta e mostrou o azul, já que seria o segundo amarelo. O Roletão, que tinha poucos jogadores no banco, ficava minado de uma de suas principais peças defensivas.
Junto com o segundo tempo, chegou também uma chuva torrencial. O temporal prejudicou todo mundo, os árbitros que tiveram de recolher a mesa e colocá-la em um local coberto, os jogadores que passaram a jogar um misto de pólo-aquático, esqui-bunda e futebol, e até a redação do Chuteira News, que por conta do aguaceiro e da conseqüente falta de visão de alguns lances, foi impedida de fazer uma melhor cobertura do segundo tempo de jogo.
Mas o Roletinha vibrava a cada lance, pois sabia da importância de vencer o Roleta Principal, não apenas no campeonato, como também dentro do Roleta Russa F.C. Baru se mandou no intervalo e deixou tudo a cargo de Casari, seu homem de confiança. Enquanto isso, durante o intervalo os Roletões tentavam acertar o que parecia impossível. Rick, Ranalli, Preto e Nação falavam, mas pouco se entendiam. A ordem era jogar e chutar para o gol adversário. Preto falava do receio de chegar mais junto e ser expulso.
Ranalli e principalmente Nação (os nomes mais experientes do Roleta em campo) não estavam a fim de engolir essa derrota e talvez depois ter de ouvir gozação da turma mirim. O zagueiro xerifão cruzou para Nação próximo à área, o camisa 10 e capitão do Roletão deu um plástico voleio mas por cima do gol adversário. Outra vez Nação no ataque, agora o jogador fez o pivô, girou e chutou com perigo à esquerda de Casari.
Cada minuto que passava o temporal também aumentava, e junto com ele o Roleta Russa vinha pra cima buscando o empate. Casari foi obrigado a derrubar Caju próximo à área, falta. Luoiz assumiu momentaneamente a meta do Roletinha após o goleiro ser amarelado, e Guaraná, atuando como jogador de linha da equipe Principal, cobrou a falta na barreira. O rebote ainda sobrou com Ranalli, que acabou isolando a redonda.
O Roletão era melhor mas não chegava ao gol, passada a maior pressão do adversário foi a vez do Olímpico chegar ao ataque. Primeiro foi a vez do defensor Pina aparecer no ataque e de cabeça anotar 4 a 1. Pouco depois quem ficou livre na área foi Ceron, e após receber cruzamento do lado direito do ataque subiu sozinho para marcar o quinto do Roletinha. O Roletinha fazia 2 gols de cabeça no Roletão e praticamente decidia a partida. Para piorar, o zagueiro Preto tomou cartão azul e era um a menos no banco do time, já reduzido a pó e água, pois estavam todos em campo, inclusive Rick, que veio para ajudar na organização, e Guaraná, o goleiro que entrou de zagueiro e virou pau para toda obra.
Sem dúvida um placar de 5 a 1 para o RR Olímpico, apesar de todos os desfalques do Principal, seria humilhante demais para o Principal. No entanto, após os roletinhas abrirem a boa vantagem de quatro gols parece que a equipe relaxou um pouco, o suficiente para o Principal, inflado por Nação, ir para cima para diminuir o prejuízo. E de fato conseguiram: primeiro o Roletão descontou com Bob e, abaixo de um temporal que parecia não ter fim, diminuiu para 5 x 2. Faltavam ainda 5 minutos e Nação acreditava no resultado. Ele mesmo cobrou pênalti cometido por Louiz e logo em seguida uma bola que sobrou para ele chutar com raiva marca. A vitória da garotada parecia ameaçada, mas eis que o fim do jogo chega e o apito do árbitro soou como um “Vai rolar a festa” de Ivete Sangalo para a roletada mirim comemorar a primeira vitória contra o time principal. Mesmo distante, Baru deve ter rido à toa e vibrado com o Olímpico. Ou seu coração Roleta falou mais alto e nem vibrou tanto assim?
Fato é que o Olímpico subiu e empatou em pontos na tabela com o Roletão, que perdeu a vice-liderança para Arouca e Locomotiva Tarja Preta e ocupa um quarto lugar. Marmelada ou não, como muitos comentaram quando souberam das ausências do Roleta, certo é que o Olímpico venceu e rumo para a classificação, enquanto o Roleta temo mesmo destino, só com quem 3 pontos a menos. Fará falta lá na frente?
I Chuteira de Prata: 4ª rodada: Basicus 0 x 2 Locomotiva Tarja Preta
EM JOGO SOFRÍVEL, LOCOMOTIVA VENCE BASICUS E ENCOSTA NOS LÍDERES
Uma certa expectativa rondou o PlayBall antes do início de Basicus e Locomotiva Tarja Preta devido à forte chuva que caía. Teríamos jogo ou não? Era impressionante a quantidade de água, mas mesmo assim a Organização resolveu apostar na capacidade do gramado de absorção. Entretanto, o jogo feio e tecnicamente sofrível não foi culpa do campo molhado, mas sim do jogo burocrático que o Locomotiva já demonstra ter (um tipo de jogo de resultados, privilegiando a defesa ao ataque) e da incapacidade ofensiva que parece ter abatido o Basicus – é o segundo jogo seguido que a equipe não balança as redes.
Enfim, com a bola rolando, quem teve a chance de ver Publius dar um voleio por cima do gol de Emílio imaginou que teríamos uma partida bem disputada. De fato foi, mas nada equilibrada partir do segundo tempo. Porém, ainda no primeiro tempo, antes que o Locomotiva tomasse as rédeas, o Basicus tinha na habilidade de seu camisa 10, Fefe, o maior perigo. Num dos primeiros lances da equipe ele fez fila no ataque e foi derrubado. A falta foi cobrada e acertou o zagueiro. Daí para frente, a chuva atrapalhou de vez o rendimento da partida, que ficou presa no meio de campo.
O Basicus teve uma falta perigosa, mas desperdiçou mandando a bola por cima da meta adversária. O Locomotiva ia parando o basicus nas faltas e com isso chegou a 7, sendo salvo do tiro livre com o apito de fim do primeiro tempo. Mas não só o time do trenzinho da alegria fazia faltas. Numa a seu fazer, o zagueiro Tom arriscou e mandou por cima da meta rosa e preta.
Enquanto a turma se escondia da chuva, em campo o jogo continuava preso no meio. Quando alguém se aventurava pelas pontas, como parecia ser o caso de Fefe, não acontecia grande coisa. Martins ainda avançou pela esquerda, mas acabou chutando fraco para fácil defesa de Betão. Fefe ainda fez linda jogada individual pela direita e mandou perto. Aliás, este parece ser o defeito do bom camisa 10 do Basicus – habilidoso, falta ter em mente que a seu lado existem outros 6 jogadores a fim de jogar bola e ali para ajudá-lo. O abuso das jogadas individuais é impressionante, dele mais, mas de Martins e Bruninho também, o que talvez explique a falta de gols.
O primeiro tempo, sofrível, enfim acabou e, se houvesse alguma votação, certamente seria eleito como o mais chato da história do Chuteira. Mas no segundo tempo ao menos uma coisa melhorou – o tempo. A chuva deu uma trégua e os torcedores puderam enfim se aproximar e, ao menos fora da quadra, animar um pouco o jogo.
Com o fim da chuva forte, o LTP voltou com outra mentalidade e passou a marcar a saída de bola do adversário. Eis a melhor coisa que o time fez, pois se não marcou gols nessa pressão, conseguiu praticamente anular qualquer jogada ofensiva do Basicus, que só sabia dar chutão para frente. O jogo virou lá e lá, pois o Locomotiva atacava e recuperava a bola e voltava a atacar. E nessas o time alvinegro criou três chances que quase resultaram em gol: primeiro, após arremesso lateral na área, a bola foi tocada levemente e o goleiro espalmou errado devido à bola que continuava molhada. A bola já ia entrando quando Emílio voltou e a espalmou de novo, fazendo uma defesa extraordinária. Logo depois, a bola foi chutada da direita e explodiu na trave direita do gol do Basicus. Isto animou o LTP, que mandou outra bola na trave pouco tempo depois, com Fill escorando cruzamento vindo da direita. Era o gol que ele tinha prometido ao amigo Harada, que até aquele momento – e nos demais também – estava apagado em campo.
O Locomotiva, dentro do possível, era melhor que o Basicus e merecia seu gol. E nem precisa dizer que ele saiu, mas numa infelicidade da arbitragem, que deixou o chute direto de Rodrigo do meio de campo fosse validado enquanto o Basicus preparava a barreira. Quando Emílio viu, a bola passava velozmente por ele. E foi o mesmo Rodrigo que, poucos minutos depois, fez 2 a 0 ao pegar rebote de Emílio que, no susto, espalmou para o meio da área e viu a sua zaga ficar olhando o camisa 15 chutar para as redes.
A partir daí, nenhuma equipe criou maior perigo ao gol adversário. O Locomotiva se contentou e ficou se defendendo; O Basicus, desmotivado e abatido, nada conseguia fazer. O pouco que o Basicus jogou no primeiro tempo sumiu no segundo. Ainda teve tempo de Publius levar cartão azul pela 5ª falta individual e sair a xingar e condenar arbitragem, Chuteira de Prata, Organização e a mãe de todos eles.
Nos minutos finais, a bola sofria tanto pelo gramado que continuava escorregadio, quanto pela falta de técnica das duas equipes que prosseguiam jogando mal. Foi assim até o apito final.
O Basicus faz uma campanha ruim, como de costume, mesmo com um time totalmente renovado e, com apenas três pontos conquistados, ocupa o décimo lugar na tabela. Tem a chance de mudar isso contra o Babilônia. Já o Locomotiva Tarja Preta chega a 9 pontos e encosta nos líderes. No próximo sábado, mede forças com o ascendente Treinadores do Braz.
I Chuteira de Prata: 4ª rodada: Katimba Antlers 0 x 4 Babilônia
BABILÔNIA VENCE A PRIMEIRA E ENTRA NO G-8
Frente a frente duas equipes que ainda não haviam vencido. O Babilônia tinha sofrido mais uma goleada na rodada anterior, mas demonstrou que está longe de desanimar e foi para cima do Katimba Antlers, que fez seu primeiro ponto no último jogo e vinha mais forte para a partida, ainda contando com a volta de seu capitão Well. No final do jogo, quem comemorou a primeira vitória no Chuteira de Prata foram os garotos do Babilônia, que entraram pela primeira vez no G-8.
Os times demoraram a se soltar, mas quem iniciou melhor foi o Babilônia, que assustou o adversário com jogada de Danilinho. Ele cortou bem pelo meio e chutou forte e mas por cima do gol. Não demorou muito para sair o primeiro gol, em falha gigantesca da zaga katimbenta, que, além de perder a bola no setor defensivo, ainda cortou errado e fez a bola que Victor Henrique tocava para o meio da área morrer nas redes.
Após o gol o Babilônia tratou de marcar forte e aproveitar os contra-ataques. O Katimba só errava passes e não conseguia chegar ao gol. Para ajudar, o goleiro improvisado saiu errado da defesa, o time rubro negro rouba a bola, mas errou sem goleiro. Um gol feito perdido digno de Yanes.
O Babilônia ainda perdeu mais chances até que o zagueiro Du tomou cartão, dando a oportunidade ao Katimba de, com um jogador a mais, começar a jogar. E foi no primeiro chute a gol do Katimba que começou a consagração do goleiro James, que fez bela defesa na cobrança de falta.
Danilinho e Vini Love, os grandes nomes do Babilônia, puxavam os contra-ataques com rapidez, tocando muito bem a bola. Num deles eles fizeram o segundo gol. Eles não, pois também este foi “contra”. O Babilônia chutou, o goleiro rebateu, a bola bateu novamente em um zagueiro do Katimba e a bola entrou. Mas o gol foi anotado para Vini Love. Era 2 a 0 para Babilânia, que se animava com os gols.
O Katimba teve de ir para cima e até criou uma oportunidade de diminuir com Guizinho, mas James impediu o gol. Do outro lado foi diferente, Danilinho chutou forte no meio do gol e o goleiro aceitou. E assim terminou o primeiro tempo, com 3 a 0 no placar.
O segundo tempo teve muito mais chances de gol, mas menos gols. Os ataques da duas equipes desperdiçavam, enquanto o goleiro James seguia pegando tudo. Com a confiança na zaga, o ataque babilônico jogava e, em boa troca de passes, Danilinho recebeu para só rolar às redes. 4 x 0 Babilônia.
O Katimba ainda tentou, primeiro com Guizinho chutando boa cobrança de falta, depois com Bruno Neves pelo lado direito chutando forte, mas todas terminaram da mesma maneira – nos braços no ágil goleiro da equipe rubro negra. O Babilônia só esperava o fim da partida, pois o Katimba ainda chegou a ficar com um a menos e nem por isso a equipe aproveitou para esticar ainda mais o placar.
Primeiro o goleiro improvisado do Katimba, Danilo, entrou duro no atacante adversário e tomou cartão, depois foi a vez de Tio Léo do Babilânia fazer uma grande bobagem, chutando a bola depois do árbitro já ter apitado, e também toma cartão. É impressionante a quantidade de cartões bestas que são tomados nesse campeonato. Mas já despreocupado com cartões, restou ao Babilônia esperar o fim da partida e comemorar.
Era claro que a equipe vencedora desse jogo,iria ganhar novo ânimo para seguir no campeonato. Enquanto o Babilônia vai motivado para cima do Basicus, o Katimba tem que começar a se preocupar e começar a vencer antes que seja tarde demais.
I Chuteira de Prata: 4ª rodada:
Treinadores do Braz 3 x 2 Forza Leone
TREINADORES VENCE E COMPLICA FORZA LEONE
Forza Leone e Treinadores do Braz iniciariam seu primeiro confronto já com uma ajuda, mas para os dois lados. A chuva forte que caía no Playball aquela tarde parou exatamente no início do jogo, permitindo acontecer uma ótima partida de futebol. As duas equipes jogaram sem medo e procuraram o ataque. Quem se deu melhor foi o Treinadores, que prova jogo a jogo que voltou a praticar o bom futebol que demonstrou quando na Ouro ano passado.
A chuva parou, a bola rolou, mas o Treinadores iniciou melhor a partida e, para variar, o goleiro Muralha do FL teve que trabalhar bastante. No primeiro bate e rebate na área, a bola desviou e obrigou o pequeno grande goleiro a fazer linda defesa.
Na segunda oportunidade os treinadores não perdoaram. Sem chance nenhuma para o goleiro, Peruca deu um chute forte a meia distância e abriu o placar. Um dos melhores atacantes da Prata, Peruca vem sendo dos mais regulares da equipe e sempre guarda seus gols.
Melhores em campo, o Treinadores quase fez o segundo em vacilo da zaga do Forza. Marcinho tropeçou no setor defensivo, a bola sobrou para o mesmo Peruca ampliar o placar, mas ele desperdiçou a ótima chance.
O FL não conseguia sair jogando e só deu seu primeiro chute ao gol depois de 10 minutos de jogo. Bola aproveitada após um lateral, Renan pegou de primeira mas a bola não entrou. O time do Braz manteve a boa troca de passes, mas perdia as chances de gol. Erros que custaram caro, pois o FL saiu rápido para o ataque e o capitão Bruninho fez o seu, empatando o confronto.
Quando o FL resolveu sair mais para o jogo, o Treinadores tratou de mostrar que era o seu dia de jogar. Com um golaço, em que a bola ainda bateu no travessão antes de entrar, Gabriel Bueno deu tranqüilidade ao seu time e fez 2 a 1. Antes de terminar o primeiro tempo Peruca ainda perdeu chances seguidas de fazer o terceiro gol.
O segundo tempo foi como se esperava: FL buscando ao menos empatar a partida. Mas a sorte não estava do lado deles. Logo após o atacante Love do FL perder um gol feito, Juba um dos destaques dos Treinadores, encheu o pé quase do meio de campo. A bola entrou a meia altura e no canto, sem chance para Muralha. Terceiro golaço do Treinadores, que em todos os gols que fez deu chutes perfeitos a meta adversária.
O jogo parecia resolvido, mas o FL gosta de responder aos gols que toma fazendo gols. Três minutos depois do 3 a 1, Alemão aproveitou bola pela esquerda, puxou para o seu melhor pé e colocou no cantinho. Mais um belo gol na partida e 3 x 2.
O jogo ficou muito quente e corrido, com ambas as duas equipes tocando bem a bola, mas na hora de finalizar errando a meta. Peruca e Love pareciam apostar quem perdia mais gols e na sequência foram dois gols perdidos para cada um. Antes do fim do jogo ainda houve tempo ainda para Juba e Alemão tomarem cartões amarelo ao se desentenderem e Love conquistar a tríplice coroa, ao ser advertido com os cartões amarelo, azul e vermelho. E assim terminou um jogo de belos gols.
Para o Forza Leone, parece faltar calma. A equipe sempre faz boas partidas, mas parece que o destempero ainda atrapalha na hora da decisão, principalmente com a arbitragem, que em todo jogo é culpada pelas desgraças da equipe. Já o Treinadores parece ter aprendido com a surra tomado do Roleta e cresce a cada jogo a partir dali, mostrando um time entrosado que aos poucos vai encostando nos líderes.
I Chuteira de Prata: 4ª rodada: Primatas 5 x 5 É Verdadeee
É VERDADEEE ACABA COM 100% DO PRIMATAS EM JOGO EMOCIONANTE
Primatas, a única equipe que havia vencido todas as suas partidas até então, iria enfrentar o É Verdadeee , equipe que altera bons e maus jogos. É difícil saber quem sentiu mais gosto de vitória nesse empate em 5 a 5 cheio de emoção. O Primatas pode ter ficado feliz em ter conseguido alcançar o empate depois de estar perdendo por 5 a 2, mas também deve ter se decepcionado em perder os seus 100% de aproveitamento; já o É Verdadeee perdeu a chance de vencer um jogo que estava ganho, mas tem que considerar ter enfrentado uma ótima equipe e líder até aquele momento.
A bola mal havia começada a rolar e o Primatas abria o placar com o seu artilheiro Gui Fenômeno. Em falta cobrada próxima a área, o número 9 bateu com consciência no canto aparentando que ali se desenvolveria uma goleada pró-Primatas sem grandes dificuldades.
Mas o Primatas deu uma relaxada após o gol e sobrou desatenção da macacada. Na primeira falha de saída de bola, a pelota sobrou para Fúria cara a cara com o goleiro, mas o arqueiro saiu bem e impediu o empate. A partir dali, foram ataques para os dois lados, goleiros trabalhando muito e atacantes errando mais ainda.
O Primatas chegava ao ataque sempre com o meia Giorgio, mas não convertia em gols. Acabou tomando o gol na mesma moeda em que fez o seu primeiro. Gavião cobrou falta com categoria, rasteiro e no cantinho do goleiro adversário, e deixou tudo igual.
Depois do empate, somente o É Verdadeee jogou no primeiro tempo. Em dois minutos quase resolveu a partida. Com 23 minutos rolados, Fúria cortou dois jogadores, chutou e o goleiro espalmou para escanteio. Na cobrança, o próprio Fúria pegou de primeira e virou o placar. E não parou por aí. No minuto seguinte foi a vez de Gavião fazer o seu segundo, o terceiro da equipe. Um chute no ângulo e sem chances para Vitinho. E só não fez mais o É Verdadee porque o tempo acabou, deixando. O É Verdade virava de lado a mil por hora, enquanto o Primatas discutia, discutia e discutia. O time havia perdido a cabeça.
Os 10 minutos iniciais do segundo tempo foi cheio de gols. Aos 3 minutos, Master aproveitou contra-ataque e chutou com consciência na saída de Vitinho. 4 a 1 para o É Verdadeee, que ensaiava uma goleada para cima do líder. Mas se passaram apenas dois minutos e o Primatas diminuiu a vantagem. Bola levantada na área e Gui de novo desviou de cabeça. 4 x 2.
Entretanto, Gavião estava inspirado, assim como todo o ataque “verdadeirooo”, e não esperou muito para fazer o quinto em jogada pela direita Na comemoração, tomou cartão amarelo, mostrando que os árbitros do Chuteira também são rigorosos.
Perdendo por três gols de diferença a macadada foi para cima e pressionou nos 15 minutos finais. Aos poucos foi arrancando seus gols. Primeiro com Gui novamente de cabeça. Depois foi a vez de Girgio tentar o lançamento e ter a sorte de a bola acabar balançando as redes. Com 20 minutos jogados do segundo tempo foi o momento do emocionante empate. Rafinha, um dos melhores da partida, dominou a bola no peito e fez de calcanhar. 5 x 5.
Só para temperar o jogo com um pouco mais de emoção, a partida ainda teve tempo para um ataque do Primatas, em que a bola só não entrou porque Latrell estava em cima da linha para impedir a virada. E assim, quase sem fôlego, foi encerrada a partida. Na saída de campo, ouviu-se de um jogador do É Verdadeee: “100% o c...”. Foi bem isso o que se viu: o Primatas perdia a campanha 100%; o É Verdadeee mostrava que tem futebol para encarar de frente todos os demais times.
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