Na última edição do Chuteira de Ouro, o MachuPichu, que disputava pela 5ª vez o campeonato, surpreendeu muita gente e fez uma primeira fase praticamente impecável. Em oito jogos disputados a equipe permaneceu invicta, somou cinco vitórias e três empates, acumulando um total de 18 pontos e garantindo de antemão uma das vagas nas quartas-de-final da competição.
No entanto, depois de terminar a primeira fase como líder do Grupo A, ficou definido que os peruanos encarariam os seus amigos do The Veras na disputa por uma vaga na semifinal. Exatamente no momento em que o MachuPichu foi apontado como um dos favoritos a levantar o caneco, parece que a responsabilidade pesou e Danilo e companhia foram eliminados pelo Veras, que a essa altura vivia sua melhor fase dentro do Chuteira.
Desde que o MachuPichu entrou no Chuteira, a equipe vem mantendo a mesma base de jogadores. “Nossa filosofia sempre foi a da amizade acima de tudo, e assim continuamos. Acredito que podem passar anos, mas tem jogadores ali que vão estar sempre no PlayBall com a boa e velha camisa do MachuPichu”, revela o capitão peruano.
Futebol não tem segredo, como conta Danilo, e parece que a boa base da equipe vai continuar sonhando alto no semestre que segue. Acompanhe na seqüência entrevista com o capitão do MachuPichu.
Como está a base da equipe para o próximo Chuteira? Saiu ou chegou algum jogador para reforçar o MachuPichu?
O time segue com a base de sempre. A única alteração foi a chegada do zagueiro André, que veio por intermédio do Thiago Branco. Também não poderemos contar, infelizmente, com o Renato que acabou tendo uma contusão no tornozelo.
Você comentou que o Renato se machucou, sabe por quanto tempo ele vai ficar longe das quadras? Qual o tamanho da falta que ele fará ao time?
O Renato ainda não sabe exatamente o tempo de recuperação, ele fez alguns exames e ainda não tem um diagnóstico definitivo. Mas a expectativa de que ele jogue esse campeonato é pequena. A falta que ele vai fazer é enorme tanto dentro de campo como fora. Ele é uma das figurinhas carimbadas do time e sempre ajuda nas decisões em relação a tudo. Mas continuaremos contanto com o apoio dele nos bastidores durante o campeonato e com certeza ele vai continuar fazendo parte do dia a dia dos peruanos. Estaremos aguardando, ansiosos, o retorno dele aos gramados.
Como avalia a campanha do MachuPichu no último Chuteira? O que faltou para a equipe chegar mais longe depois de surpreender na primeira fase?
No meu ponto de vista, e acredito que da maioria do time, a equipe vem ganhando uma maturidade em termos de conjunto que é o reflexo de manter a base do time ao longo desses anos. Essa maturidade vem ensinando o time a se comportar nos jogos conforme o seu adversário, jogando quase sempre com a cabeça voltada para o ponto fraco da outra equipe. O que faltou, de fato, foi jogar como vínhamos jogando nos jogos anteriores.
Como foi perder para o The Veras nas quartas do Chuteira, e qual relação entre vocês e a equipe do Pedro De Luna?
Foi um golpe duro, especialmente pelo ótimo momento que o MachuPichu vinha passando. Tínhamos consciência que, independente de qual time fosse melhor, aquele momento era nosso. A gente estava numa crescente que era difícil de ser contida, mas o The Veras teve muito mérito naquele jogo e mereceu a vitória. O Pedro é amigo de faculdade do Renato e acabou se enturmando com uma parte do MachuPichu, criamos uma relação legal dentro e fora das quadras. Ele entende o sofrimento que é erguer um time e por isso rola um respeito mútuo de ambas as partes, independente de resultados.
Aproveitando o tema, conte um pouco da experiência de jogar o Festival com o The Veras?
Jogar com os caras do Veras foi de muito aprendizado. Sentir o clima de outro time, jogar com uma escalação diferente e tudo mais. Mas o principal de tudo foi a maneira como me receberam, e eu só tenho a agradecer pela oportunidade. O Pedro confiou e me deu a chance, com certeza quando precisar sei que ele terá prazer em vestir a camisa do MachuPichu também!
Quais são as expectativas do MachuPichu para o próximo Chuteira de Ouro?
As melhores possíveis. A sensação de crescimento em um grupo que não muda é das mais prazerosas. A cada semestre que passa, mais o grupo confia que pode ser um time de ponta. Pois corrigimos nossos erros e nos unimos ainda mais. Cada um sabe que o cara que está do lado tem sua qualidade e que em cada jogo vai ser um que vai decidir. Se preparem porque o MachuPichu vem mais unido do que nunca. Esse sempre foi nosso grande trunfo, nas grandes vitórias do time, a união e a raça.
Para finalizar, você promete o MachuPichu entre os quatro melhores do campeonato? Até onde esse time pode chegar?
O MachuPichu é um time de “trabalhadores”, não vamos prometer nada nunca. Só temos, entre nós mesmos, que a dedicação vai ser máxima. Sabemos o quanto crescemos quando a dedicação é conjunta e confiamos nisso para chegar mais longe que no semestre passado.
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