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NO GOL DE OURO, RESENHA FATURA SÉRIE PRATA

O atraso para a final da Prata foi diferente do usual, afinal, não é sempre que se vê a arbitragem chegando tarde para a partida. Pois assim foi e quase 15h teve início o duelo entre a defesa coesa do Canhedo e a velocidade do Só Resenha.

E o primeiro tempo foi um jogo de um time só. Em pouco mais de 10 minutos, o Resenha já vencia por 3 x 0, o suficiente para muitos vociferarem que seria a primeira final terminada em goleada da história da competição. Porém, o segundo tempo veio para quebrar prognósticos pessimistas (diriam os torcedores do Canhedo) e otimistas (para o resenheiros) demais. De fato, já que o Canhedo voltou com outro ânimo, outra vontade, como se enfim ligasse o time na tomada para acordar.

E o segundo tempo foi o oposto: um jogo só do outro time. 3 x 1, 3 x 2 e 3 x 3. Delírio e agora sim a final que a Prata merecia: emoção até o minuto final. Quando estava melhor em campo e podia virar, eis que o Resenha faz o quarto gol, aos 24 minutos. Fim de conversa? Que nada, o Canhedo conseguiu o empate aos 26 minutos, em cobrança de falta ensaiada. Só restava mesmo a prorrogação e o gol de ouro.

Se ambos os times estavam já na Série Ouro, faltava ver quem levantaria a taça prateada. Aos 4 minutos, em outra cobrança de falta na ponta direita do ataque, Murilo cobrou rasteiro, Papa Burguer ainda tocou na bola com os pés, mas não o suficiente para tirá-la da trajetória do gol. Era o gol do Só Resenha, o gol do título, do terceiro campeão do Chuteira de Prata.
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