Em jogo válido pela 4ª rodada do I Chuteira de Prata, o tão famoso Roleta Russa enfrenta o seu coirmão, o Roleta Russa... Olímpico. Na verdade, as duas equipes têm uma relação mais próxima do que apenas dois irmãos, tem um elo de mãe e filho, pois o time Olímpico saiu de dentro do Roleta Russa (o Roletinha foi fundado para que Billie Joe e Cachopa batessem uma bola com seus amigos).
Entretanto, o que chama a atenção para o confronto de Roletas é a decisão de Baru, manager e capitão do Roleta Russa, que vem atacando de técnico do time Olímpico de não jogar pelo Roleta e ficar no banco de reservas do time mirim. Nome emblemático da família Roleta, Baru é a pessoa que mais ajudou (e ajuda) o Roleta Olímpico desde seu surgimento, no ano passado. Para ele, o confronto terá algo mais, pois será o primeiro jogo oficial entre as equipes, e nesse momento ele optou por estar ao lado da garotada. “Tive que tomar uma decisão. Foi muito difícil optar por ficar com o Olímpico neste confronto. Mas entendo que eles precisam mais de mim do que o time principal”, afirmou o roleta.
Muitos dos jogadores que atuam no principal, e também no Olímpico, por vezes já defenderam a equipe coirmã. Um ótimo exemplo é Folha, que no II Chuteira de Ouro defendeu a camisa do Roletão, mas atualmente está atuando pelo RR Olímpico. Para o meio-campista, seria melhor jogar no principal pela possibilidade que ele vê da equipe disputar títulos. “Sem dúvida o Roleta Principal é mais forte, mas hoje prefiro jogar no Olímpico, pois é uma equipe que ainda busca se firmar e, além disso, eu posso mostrar mais o meu futebol”, assume o camisa 14. Sempre bem humorado, Folha aproveita para brincar com o fato de Baru não atuar na partida. “Quando soubemos que o Baru não jogaria contra a gente, pensamos: agora ficou mais difícil de ganhar”, contou rindo o artilheiro e MVP do Olímpico no Chuteira de Prata ao lado de Brian, ambos com 3 estrelas.
Fundador do Roleta Olímpico ao lado de seu amigo Cachopa, Billie Joe afirma que por mais que os adversários desse sábado sejam seus amigos, os roletinhas em nenhum momento da partida iram deixar de dividir uma bola, ou seja, vão encarar o Roleta Russa de igual para igual e sem medo. O camisa 17 confessa que as duas equipes já se enfrentaram por diversas vezes, mas que o time Olímpico ainda não venceu o Roletão. “Nada melhor do que vencer dessa vez!”, revela a jovem promessa. Ainda, quando perguntado sobre uma possível especulação de haver “marmelada” no confronto, o ex-menino da água é categórico e responde: “Olha, isso já é previsto que digam. No entanto, agora, no início do campeonato, não tem como fazer isso (arrumar resultado), pois os dois times estão precisando da vitória”.
Mais um que se pronunciou pelo Roleta Russa foi Caju. O atacante revelou que a equipe principal não admite perder justo agora num jogo válido de campeonato. “O principal venceu os oito amistosos feitos de novembro a fevereiro. Isso está gerando grande tensão, pois o Olímpico quer muito vencer agora.”
Acreditando no espírito de fair play, que por sinal é um dos lemas do Roleta Russa, é impossível imaginar que haja qualquer tipo de combinação prévia de resultado. Pelo contrário, o que se deve esperar do confronto desse sábado é um jogo muito aberto, pois Roletão e Roletinha vão certamente mostrar serviço um ao outro e buscar o gol a todo momento. Certamente será um dos jogos mais interessantes para se acompanhar, pois o Roleta Olímpico tentará mostrar o seu valor, enquanto o Roleta Russa chamado de principal, exatamente por ser o “principal”, tem teoricamente a obrigação de vencer.
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