“Quem não ajuda, não atrapalha”. Este deveria ser o lema de Xykão, técnico do Bengalas. Afinal de contas, suas estridentes atuações fora de quadra já esgotaram a paciência de todos aqueles que vêem os jogos do Bengalas. Diante do Acidus, Xykão lembrou muito o técnico Batata da Giro SP diante do Joga 13. O nervosismo e o esbravejar com a arbitragem abalaram a equipe dentro de campo, levando à trágica derrota.
Xykão, pai dos irmãos Guilherme e Marcelo, respectivamente Guitolê e Bizu, é um técnico que fica fora de quadra a comandar as trocas, mas, na verdade, seu ofício parece ser o de azucrinar a arbitragem, pois ele não pára um minuto de xingar os árbitros, de reclamar com eles e a enervar seu próprio time. Contra o Acidus pela última rodada, Xykão conseguiu atrapalhar um já atrapalhado Bengalas. Perdendo o jogo por 3 a 0, ele não parava de tentar intimidar a arbitragem, a xingar e falar um monte de coisas que não condiz com um senhor de 55 anos. A cena, que não é inédita, foi considerada por muitos que acompanhavam o jogo como desnecessária e sem sentido.
Os próprios jogadores do Bengalas, ao final da partida, confirmaram que a atuação do técnico fora de quadra passou dos limites e acabou por afundar um já afundado Bengalas. Perdendo, ninguém consegue tranqüilidade para virar um jogo quando o que se ouve do comandante são só xingamentos, reclamações e uma tática explicitamente intimidatória em relação à arbitragem. “Ele é meio nervoso mesmo”, comentou rindo Guitolê a respeito do pai. Na seqüencia, emendou uma história que comprova esse “espírito selvagem” do pai. “Certa vez estávamos de carro e ele parou pra deixar um carro que estava na frente estacionar. Atrás da gente tinha uma viatura. O policial ficou bravo que ele parou, mesmo ele estando certo, e tirou a viatura do lado e saiu cantando pneu. Meu pai foi atrás da viatura e quando ela parou no farol ele desceu e foi lá no vidro da viatura falar um monte para os policiais. Eles devem ter achado que ele era delegado, alguma coisa assim, pois há na hora pediram desculpas”.
A técnicos experientes diante de uma equipe jovem, pede-se trabalhar com os garotos e acertar o time para o jogo. Batata parece que aprendeu a lição e se comportou nos jogos seguintes. Resta ver se Xykão irá também absorver a idéia. Afinal, ficar apenas a azucrinar os árbitros e deixar o time nervoso não é tarefa de quem está ali para ajudar, mas sim de quem veio para atrapalhar.
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