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NEM RENÊ, NEM LELE, ARTILHEIRO AGORA É GUITOLÊ

Com os 5 gols marcados diante do Atlético Pagalanxe, Guitolê chega a 9 gols e assume a artilharia isolada da competição. O jogador já tinha mostrado do que era capaz no II Festival Bola na Rede, quando anotou 7 gols e perdeu apenas para Lele. Desta vez, comendo pelas beiradas, como ele mesmo gosta de dizer, vai abocanhando seu espaço e ajudando o Bengalas a se manter na ponta do Grupo A.

A ascensão de Guitolê vem num momento delicado para os dois maiores artilheiros do Chuteira. Renê tem 5 gols, enquanto Lele soma outros 4. Claro que não quer dizer que não possam alcançar o atual líder da artilharia, mas justamente o fato de estarem no Grupo B, que foi chamado de grupo da morte por ser considerado mais difícil, ajuda a ver um páreo complicado aos dois. Afinal, quanto mais jogos difíceis tiver pela frente, menos chances de fazer gols.

Já Guitolê tem times considerados mais fracos pela frente, nos quais pode teoricamente ter mais facilidade de marcar. Foi assim com Rene e Lele no Chuteira passado, quando pegaram time como Bucets e Beer Point e fizeram a festa, marcando vários gols e se distanciando na artilharia. É uma tendência, o que faz de Yanes, do Bacana, um forte concorrente a artilharia aos três já citados.

Guitolê não descarta essa possibilidade, mas comenta dando suas credenciais: “Independente do time que está do outro lado, mostramos que sabemos fazer gols. A chance aparece e temos que fazer. Considero o goleiro do Pagalanxe o melhor que vi até agora no Chuteira e consegui fazer 5 gols nele... No festival em julho, fiz 3 gols no Roleta Russa, que é um grande time. Claro que um time teoricamente mais fácil você terá mais chances para marcar. Mas tem que marcar”, afirma ele.

A eles parece que se junta Pedrinho, camisa 10 do Kadência que vem arrebentando nos jogos, e Yanes, do Bacana. Já marcaram 8 gols e parece que o primeiro, ao lado de Paulinho, forma uma dupla que vai dar o que falar ainda nesse torneio, enquanto o segundo encontrou no time vinho a tranqüilidade para marcar seus gols.

São justamente eles que Guitolê aponta como favoritos e concorrentes à artilharia, junto com ele, claro. “Vi o Renê jogar e é um grande atacante. Lele não consegui ver ainda. Mas mais do que eu todos sabem o quanto os dois sabem fazer gols. E eles têm mostrado isso: mesmo com o 13 sem vencer o Lele fez gols em todos os jogos e o Renê já está lá brigando também. Mas destaco também o Pedrinho e o Yanes, que estão muito bem com seus times. Conheço bem o Pedro... O Yanes já enfrentei num amistoso, tem tudo para brigar pela artilharia também”, apontou o camisa 17 do Bengalas.

E até o fim do campeonato, o que se pode esperar de Guitolê? “Vou tentar fazer o que estou fazendo até agora, mas não vou negar que é gostoso ser artilheiro por enquanto, mas, de verdade, não estou preocupado com isso. Quero ajudar o Bengalas a classificar bem e a chegar o mais longe possível no campeonato, mostrar que o que fizemos no festival não foi à toa. A artilharia está sendo uma conseqüência”, fala Guitolê.

Deu para perceber que o discurso, de despreocupação com artilharia, é de fato de artilheiro. Nenhum artilheiro fala que o foco é ser artilheiro. Tal predisposição ele já tem.
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