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NA DECISÃO DA PRATA, A ‘LENDA’ LELE VERSUS O ‘MERCENÁRIO’ PAULINHO

Na final deste sábado, tudo pode acontecer entre Joga 13 e My Balls, principalmente se os dois goleadores tiverem espaço para trabalhar. Quem ficará com o caneco?

A decisão do VII Chuteira de Prata reunirá, de um lado, o My Balls, time que disputa sua terceira temporada dentro do Chuteira de Ouro, e, do outro, o tradicional Joga 13 – equipe habituada à disputa da Ouro. Ambos têm uma característica em comum: apostam na amizade dentro e fora de quadra para conquistarem as vitórias. Além deste importante fator, possuem outra particularidade que poderá ser decisiva na final deste sábado: jogadores capazes de desequilibrar.

O Joga 13 conta com a experiência e os gols de Alexandre Chichito, o Lele, um dos maiores artilheiros da história da competição (segundo ele, o maior). Seu posicionamento em quadra e instinto de gols certamente está deixando o adversário preocupado. Porém, a resposta para tentar equiparar o poder de fogo do 13 chama-se Paulinho Caieiro, camisa 8 do My Balls. Paulinho está por toda parte do campo e é figurinha carimbada nas escolhas de MVPs. Independente de quem será campeão, o torcedor presente à quadra 14, neste sábado, já tem uma certeza: qualquer um dos dois pode dar o título a seu respectivo time.

Confira abaixo um bate bola com os dois principais jogadores de My Balls e Joga 13.

Quando vocês viram o adversário da decisão, comemoraram ou se lamentaram? Por quê?
Paulinho Caieiro - Na verdade, não comemoramos e também não lamentamos. A equipe do Joga 13 é muito forte e demonstrou isso na chave de grupos com uma arrancada espetacular. Jogamos contra eles e ganhamos de 3 x 1, porém, foi um jogo muito difícil e pegado, e creio que na final não vai ser diferente. O Joga 13 vem embalado e motivado.

Lele – Olha, pra falar a verdade, eu já esperava o My Balls nessa final desde quando começou as oitavas, e não estou desmerecendo os outros times, não. É que o My Balls já entrou como candidato a finalista, e jogou demonstrando que seria mesmo um candidato ao íitulo. Então, não foi surpresa nenhuma eles chegarem na final. Mas estamos preparado em fazer um grande jogo contra eles. Preferia o Acidus, do meu amigo Lói, né. Mas, como não deu... (risos).

Lele é uma lenda no Chuteira. Paulinho Caieiro alcançou um status que o deixou conhecido no campeonato. Falem a respeito do outro: o que sabe dele, se o admira, teve algum entrevero em algum momento...
Paulinho Caieiro - Lele é um cara muito gente boa. Tive a oportunidade de fazer alguns jogos com ele pelo CAV e pude ver que o cara joga muito. Se vacilar na marcação, ele mete gol mesmo. Todos do My Balls sabem da qualidade dele e ficaremos bem atentos para não deixá-lo sozinho. O Lele, dentro de campo, faz aquele estilo pivô: fica lá na frente e serve como referência para o restante do time.

Lele – O Paulinho é um cara sensacional dentro e fora da quadra. Tive o prazer de jogar ao lado dele pouco tempo no CAV, mas, mesmo desentrosados, chegamos à final do Festival Bola na Rede naquela ocasião. E ele sempre me deu ótimos passes. Na minha opinião, o Paulinho é um dos melhores jogadores de todo o Chuteira.

Ambos jogaram no CAV, mas não se adaptaram. Chegaram a jogar juntos? Contem as respectivas passagens pelo time e por que resolveram voltar para a casa.
Paulinho Caieiro - Quando o Caio (Fleischmann) me convidou para jogar no CAV, eu aceitei o convite, mas deixei claro que iria disputar outros torneios para o time dele. Porém, no Chuteira, iria jogar pelo My Balls. Portanto, esta é uma oportunidade para eu mudar o meu rótulo de ‘mercenário’ no qual o Roberto (Solcia, ex-técnico do CAV) deu e explicar melhor esta situação. Iniciei com o My Balls na Bronze e fui convidado pelo meu amigo Rodrigo D’Alonso. Diferente do que muitos dizem no site, o My Balls é um time de amigos. Conheço o Rodrigo há pelo menos 15 anos e fiquei muito feliz quando ele me convidou para montarmos um time e voltar a jogar juntos. Infelizmente, criamos uma imagem ruim em alguns jogos, mas tenho certeza que quem realmente conhece os jogadores do My Balls e tiveram a oportunidade de ficar trocando ideia depois do jogo puderam ver que a rapaziada do nosso time é tudo gente boa e tudo pessoal do bem. Foi bacana a passagem pelo CAV, pois também fiz muitos amigos e tive a oportunidade de tabelar com o Lele.

Lele - Jogamos um festival e fomos vice. Foi um prazer jogar ao lado dele. Minha passagem pelo CAV, acredito que, em resultados, foi ótima. Fui campeão do principal torneio que a equipe disputava e vice na outra. E o pessoal do CAV é tudo gente finíssima. Não me arrependo em nada em ter jogado lá. E acho que ajudei bastante a equipe também. Voltar para o 13 foi ótimo, porque são todos meus irmãos e é um time que amo jogar. E eu tinha essa pendência de devolver o 13 à Ouro.

Lele, o My Balls mereceu estar na final? Por quê? E, Paulinho, o Joga 13 mereceu estar na final? Por quê?
Paulinho Caieiro - Com certeza mereceram. O 13 não teve um bom início de campeonato, e depois da derrota para o My Balls eles ganharam todos os jogos. Mostraram que é um time de chegada.

Lele - Mereceu, foi o melhor time da competição.

O Joga 13 tem tradição no Chuteira. A camisa será decisiva no momento de decidir?
Paulinho Caieiro - Acho que a tradição não conta muito neste momento. O que contará mais vai ser a dedicação e a raça que uma final exige.

Lele - Acredito que a camisa tem seu peso, sim. Mas o 13 voltou a jogar bola e não estamos aceitando perder, e isso sim pode ser decisivo.

Os finalistas se enfrentaram na 4ª rodada da fase classificatória, e deu My Balls. O que vocês se lembram deste jogo? Muita coisa mudou desta partida para cá?
Paulinho Caieiro - O My Balls fez uma excelente partida e soube criar uma vantagem no placar. Foi um jogo muito disputado e com muitas chances de gols para os dois lados. Lembro que, neste jogo, eu não estava muito bem fisicamente, com muita dor no joelho (pra variar) (risos). Soubemos anular o Lele no ataque e creio que isso contribuiu muito para a nossa vitória.

Lele - Pra nós do 13 mudou tudo! Naquela ocasião não estávamos nos encontrando em quadra, a gente perdia ou empatava. Acredito que melhoramos 100% para chegar aonde chegamos, pois, com aquele futebol dos 3 x 1 hoje, nós não estaríamos na final.

Quem, do outro lado, impõe medo e respeito para você?
Paulinho Caieiro – Vejo o Joga 13 como um conjunto muito forte e equilibrado. Os jogadores guardam muito bem as suas funções, o que é muito importante para o time. Talvez seja esse o segredo para o sucesso. Falando individualmente, posso citar o goleiro deles, o Muralha. O moleque pega demais. Também tem o ‘resenheiro’ do Rogério, que tem um chute muito bom de canhota. E, como disse anteriormente, o ataque com o Lele é muito forte. Observação: Rogério, te dei uma moral, hein, moleque (risos).

Lele – Não tenho medo de ninguém. Estamos preparados para a final. Respeito o time deles por inteiro, é um ótimo conjunto.

Teremos uma decisão sadia (com disputas fortes, mas na bola), ou o circo vai pegar fogo ? O que o torcedor poderá assistir na quadra 14, neste sábado?
Paulinho Caieiro – Acho que o principal adversário para ambos os times no início será o fator campo. A quadra 14 é muito grande e creio que os dois irão enfrentar dificuldades no começo. Tenho certeza que será um belo jogo e uma decisão sadia. Os dois times se conhecem bem e se respeitam muito, e para quem for assistir verá um jogão de bola, digno de uma final de Prata. Que vença o melhor, e faremos de tudo para trazer este caneco e coroar nossa participação na Prata e o acesso à Ouro.

Lele – Espero que o público assista a um ótimo jogo e, claro, com a vitória do 13 – e o Paulinho tomando umas 4 canetas (risos). Agora, a intenção é sempre de disputar a bola, coisa que alguns jogadores do My Balls não fizeram no nosso jogo na fase de grupos. Lembro bem da pancada que tomei sem bola naquele jogo! Mas estamos preparados para qualquer partida!
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