A onda dos chamados ‘times B’ continua. Começou com o Roleta Russa, que criou o Roletinha; passou pelo NGM – time de torcedores e amigos do tricampeão SNG; e alcançou êxitos com o Arouca que, com o Arouca Jrs., foi o primeiro a ter os dois times na divisão de elite do Chuteira. Agora outra equipe pega o vácuo e lança seu segundo time: o Bacana, a partir deste ano, também terá uma “filial” na Bronze, o Tudo Bacana.
A formação do Bacana chama a atenção. Tudo começou com um grupo de amigos dos tempos de colégio, como boa parte dos times. Eles jogavam no Clube Espéria também, apenas como lazer. Os garotos se formaram e não quiseram perder contato, tampouco a vontade de jogar futebol entre eles. Assim, acenou-se a possibilidade de criar um time para disputar campeonatos. "Lembro que, na época, os mais empolgados para que a ideia se concretizasse eram o Vitinho e o Rômulo", recorda-se Marcelão, um dos expoentes do Bacana.
Neste ínterim, outros amigos de colégio – estes mais velhos – formaram o Clube Atlético Pagalanxe. Seu criador, Bruninho Corneta, queria testar o novo time, daí convidando os amigos do Espéria para jogarem amistosos. Marcelo e Vitinho "Mala" – carinhosamente chamado assim por Marcelo – vislumbraram a possibilidade de arquitetar uma equipe própria. Marcelo conta que "em outubro de 2006, tomando cerveja em um bar, nasceu o Bacana". Estava formado um dos times mais queridos do Chuteira de Ouro, vice-campeão da sétima edição.
O tempo passou. Algumas edições do Chuteira também. E enquanto o Pagalanxe se desmantelou, o Bacana se consolidou, oscilando entre os triunfos, as decepções e até entre o meio termo. Marcelão tem muito de crédito nisso, apesar de, como quase todo dirigente jogador, se sacrificar pela direção e organização da equipe. “Todo time precisa de alguém que oriente. No Bacana eu só fazia isso e não estava jogando muito. Quando o jogo era muito pegado, ou ficava só arrumando o time. Assim resolvi que só serei técnico do Bacana a partir de agora", informa o manager, que, tal qual diversos outros, assume agora dupla função no Chuteira – técnico de um time, jogador de outro.
A ideia original de Marcelão era jogar na Prata no Invictus de Lucas, que passava por uma grande reformulação. Porém, com vários amigos novos se interessando em voltar a jogar e o Bacana já completo, um novo time pareceu surgir no horiznte. "Conversei com o Lucas (Invictus) e perguntei se havia a possibilidade de jogar a Prata no time dele. Gentilmente ele aceitou e até abriu portas para outros. Jogamos alguns amistosos, mas o pessoal não se adaptou ao time. Eles acabaram pedindo para formar outra equipe", conta Marcelão. Com isso, foi formado o Tudo Bacana, mas certamente será conhecido e chamado de Bacaninha, time que debuta na Série Bronze em março.
O capitão Marcelão está empolgado com a nova fase e acredita que o Bacaninha vai fazer bonito no Chuteira, igual a Roletinha e Arouquinha: "Espero que o time jogue bem e consiga os resultados. O respeito vem com o tempo".
O Bacaninha será um time formado por amigos do Bacana. Por isso, ciúme é uma palavra que não existe entre as equipes co-irmãs. E o intercâmbio entre os dois times não é descartado. De acordo com o presidente, "todos se conhecem, e se por algum acaso o time da Ouro vier a precisar de algum jogador do Bacaninha, com certeza irá existir a troca de jogadores, assim como o contrário". Além dele, Renato preferiu jogar pelo time junior ao lado do irmão, Lê, uma das promessas da nova equipe, e Jorge Pereira, voltando de contusão, reinicia sua jornada nas quatro linhas também na Bronze.
Vida fácil é o que Marcelão e o Bacaninha não terão na Bronze: "A cada semestre que passar, a divisão ficará mais forte", analisa ele. E já prevê grandes embates dentro do certame, principalmente com ex-Bacanas: "Vai ser legal enfrentar o André Varanda (vulgo Dick Vigarista) e seu fortíssimo time na Bronze. E devemos ter novamente um Luisinho x Bacana, pois o menino virá de férias da ‘gringa’ louco para jogar nesse time de amigos dele do Mack”, conclui ele.
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