No jogo que colocava novamente frente a frente o SNG e diversos jogadores do Melville que jogavam pelo Assurra na época do III Chuteira, quem se deu melhor foi estes últimos, que venceram por 5 a 3 sobrando em campo.
O SNG até que tentou dificultar, fazendo 1 a 0 e estando com 2 a 1 no segundo tempo, mas a dupla Felipe e Alemão, respaldado pela incansável marcação de Garo na defesa fez a diferença. No contra-ataque, mataram o jogo e fizeram 3, 4 e 5 a 2. O Melville matava o então invicto SNG de Rene e cia. e mostrava que o rótulo de todo poderoso tem novo dono. “Todo poderoso somos nós. O tempo do SNG já passou”, apontou Maurício Miranda.
Querendo ou não, o SNG sente o baque da derrota e dá mostras definitivas de não ser mais o mesmo time do ano passado, apesar do artilheiro Renê acreditar que o SNG de hoje ser mais forte que o de antes. Em ensaio para entrevista para a TV Chuteira, Renê apontou não a queda de rendimento do SNG, mas sim o aumento do nível do torneio. Segundo ele, as razões para o SNG não ser mais aquele time do passado são várias: as demais equipes melhoraram muito, as constantes ausências de jogadores do time e, principalmente, o fato de todos os adversários saberem como o SNG joga e a conseqüente marcação mais forte nele em razão disso. “É difícil, pois a marcação em mim nunca é individual. Por sermos conhecidos, estão sempre ligados. Eu ouço no jogo os caras falando para me marcarem. E não é um cara, geralmente dois e até três”, explicou o artilheiro dos 102 gols.
O placar de 5 a 3 demonstra que o Melville tem um potencial enorme que une habilidade, experiência e fatalidade. Dificilmente o time perde um contra-ataque, dificilmente o time toma gols bobos, dificilmente Alemão e Felipe não estão inspirados. O estado normal dos dois parece ser sempre este – a inspiração –, pois fazem a arte de jogar bola parecer uma coisa simples e possível para qualquer reles mortal. Alguém já viu os dois não brilharem nos jogos do Melville? Está para chegar este dia, e se chegar...
Comentários (0)