Ninguém parece duvidar da classificação de Melville Power e Bacana, os líderes da competição, melhores campanhas de seus grupos, únicos invictos até o momento. Isso porque enfrentam adversários que não mostraram no decorrer de 11 jogos grandes momentos de futebol, nem mesmo chegaram a convencer.
O Melville enfrenta o oitavo do Grupo A, que é o MachuPichu, time famoso por sua condição de azarão e de Robin Hood – pois sempre surpreende os grandes. O time do capitão Danilo e do artilheiro Thiago Branco conquistou 13 pontos em 11 jogos (sendo 3 deles no WO do MSM na última rodada), mas apenas na vitória sobre o Atlético Pagalanxe mostrou um futebol mais aguerrido, com as características que fizeram a fama da equipe – a raça e determinação com que se defendem e atacam.
Contra o Melville, todos do time sabem que são franco-atiradores, que o poderoso Melville chega mais do que favorito a conquistar a vaga nas quartas-de-final. Entretanto, a esperança de Danilo é justamente o histórico do time em reverter expectativas. “O Melville é totalmente favorito, mas vamos jogar para ganhar. No campeonato passado, todo mundo colocava o Roleta Russa como favorito e desbancamos eles. Vamos ver se o raio cai no mesmo lugar de novo”, relembra o jogador.
Já o Bacana tem pela frente o Muleke Piranha, que começou o torneio goleando sem piedade a Equipe Bróder (11 a 2), mas depois caiu e oscilou entre vitórias contra os times de baixo e derrotas contra os tidos como grandes. Fechou a primeira fase com 12 pontos, oriundos de 4 vitórias (Basicus, EB, Fora de Série e Diabos Laranjas), mas o ímpeto ofensivo do time parece um tanto baqueado. Vão tentar mostrar o oposto contra o Bacana, que tem a quarta melhor defesa da competição (média de pouco mais de 2 por partida).
Cheio de favoritismo, o Bacana passeou na primeira fase, não reconhecendo os adversários no início mas sofrendo na reta final. Sofrendo ou não, sempre saiu vencedor, com exceção do empate contra o The Veras. Com vitórias apertadas o Bacana chegou lá. Agora terá de mostrar mais que um jogo burocrático se quiser de fato chegar à final. Yanes terá de não mais perder tantos gols e o quarteto Rômulo, Luisinho, Vitinho e Demehur terão de mostrar que podem ser decisivos quando o jogo é pra valer.
Mesmo assim, o Bacana chega cheio de favoritismo e joga pelo empate. O Piranha vai tentar azedar o molho bacanês do capitão Marcelo Rocha, que é só sorriso depois que seu pupilo João Pereira voltou ao time, na última rodada, fazendo até gol. Para o Piranha, resta esperar que os bons momentos de Guaraná continuem e que Salada e Robinho discutam menos com os colegas e joguem mais, além de ainda esperar por outra aparição de Batoré.
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