Após 9 semanas de muito suor e muita luta, a rodada classificatória dos Chuteiras se deu por encerrada. Muita alegria pelas classificações e tristeza pelos reveses. Assim como já é sabido que Fúria e Fora de Série disputarão a Prata em 2010, também já são conhecidas duas esquadras que ingressarão a elite do Chuteira ano que vem. Tratam-se de Real Paulista e do Med Taubaté. Ambos, de forma invicta, classificaram-se em primeiro nos seus respectivos grupos. Dessa forma, pela regra, garantiram o acesso prontamente, independente de seus resultados daqui pra frente, no mata-mata.
A realeza paulistana mostrou sua classe e, não só terminou invicta, mas com um impressionante aproveitamento de 100% - coisa única em se tratando de Chuteira. A jornada de consecutivas vitórias começou contra o Basicus, com um eficiente 7 x 3 sobre os rosáceos de Barath. Na rodada seguinte, outra equipe jovem foi batida, o Roleta Russa Olímpico, dessa vez, por 5 x 2. A trinca foi obtida contra o Ras Time, por ótimos 5 x 1.
Mesmo após uma semana de folga, a equipe Royale comandada por Gará e Xexé continuava demonstrando um posicionamento tático impecável, aliado a uma postura séria no campo ofensivo. As vítimas subseqüentes foram, respectivamente: Bucets, por 5 x 4, em um jogão de bola; É Verdadeee, por 3 x 2, de virada no segundo tempo; Camelo, por 3 x 1; Locomotiva, outro 3 x 1 e nó tático nos vagões de Publius, em partida que sacramentou a vaga na Ouro por antecipação; e, finalmente, 6 x 1 sobre o TCM, mesmo apenas cumprindo tabela.
Ao longo da empreitada, alguns jogadores em especial se destacaram no Real: Panela, sempre com partidas consistentes e cobrando muito seus colegas; o camisa 9 e matador Pedrinho, ex-Kadência e ex-SNG, que sempre deixava o dele, decidindo inúmeros jogos; o meia clássico, quase um Raí, e camisa 10, Xexé, que com seu estilo “Léo Lima” carregou o meio-campo; a dupla de zaga Muzamba e Marquinhos, principais responsáveis pelo baluarte defensivo da equipe – dono da menor média de gols sofrido da competição (15 gols em 8 jogos). De fato, seria injusto citar apenas um ou deixar de citar outro, uma vez que a grande virtude dos monarcas foi, sem exagero, a força poderosa do conjunto.
Por outro lado, o Med Taubaté também não decepcionou no Grupo B. Por mais que o 100% tenha sido maculado por um empate, ninguém questiona a competência dos doutores. Antes de seu dia fora do plantão médico do Chuteira, na rodada 2, a equipe vinho bateu o saudoso pé de pano por 5 x 3 e iniciou com o pé direito a sua odisséia chuterística.
A folga, no entanto, não parece ter feito muito bem aos taubateanos. Em duelo das nobres carreiras de outrora (salvo os advogados), os Médicos tiveram duro símile versus os engenheiros da Canhedo Beppu. Resultado: os pais dos jogadores de ambas as equipes poderiam ostentar com orgulho – “Meu filho joga nesse time!” – uma vez que a partida se encerrou com o escore apontando 6 x 6 e um jogaço inesquecível!
A subseqüência da jornada clínica se seguiu de forma mais branda, de forma que todas suas cirurgias foram bem sucedidas. Em ordem: 9 x 5 sobre o DPGamos; 1 x 0 em WO sobre os desertores do swing, o Babilônia; finalmente, o famigerado 28 x 0 sobre o Tosc... ops, Sem Pretensão, com direito a 10 gols de Rogerinho; 7 x 5 em cima do Xoro Paro; 8 x 2 para cima do Coringa e, finalmente, o duelo pela vaga direta contra os Elefantes Indomáveis. Em jogo tático perfeito, os paquidérmicos sofreram perante os curandeiros alopáticos, que venceram por 4 x 3. Nem é preciso dizer que os médicos tiveram o melhor ataque da competição – 67 gols em 7 jogos.
No que diz respeito aos destaques individuais, é impossível não pensar no atacante Rogério Jr., o Rogeriiiiiiiiiiiiiiiiiinho, no grito de gol de Galvão Bueno. O camisa 7 do Med deixou o dele em todas partidas e foi, juntamente com Lucas Xixi, a grande sensação dessa edição da Série Prata. Aliando velocidade, habilidade e bom-posicionamento, o japonesinho que não é doutor mas é forte candidato a ser o MVP do torneio, principalmente pelo fato da incerteza de seu antagonista urinário em participar das finais pelo Bucets.
Mais do que isso, com 31 gols até o momento, Rogerinho já igualou o recorde de gols em uma única edição, atualmente defendido por Lele, do Joga 13. Certamente nas quartas de final ele será o maior goleador num Chuteira de todos os tempos, como já é o maior goleador numa única partida – seus 10 gols no Sem Pretensão bateram os 8 gols de Ricci no Dunguereguede (III Chuteira) e os mesmos 8 de Cachopa no Beer Point. Da mesma forma que o barco segue no mar, é provável que a atual marca seja muito bem superada pelo R7.
Além dele, os escudeiros que brigam pelo número 10, Anibal e Bruninho, este também conhecido como Dr. Peruca, foram destaques com muitos gols, assistências e lances bonitos. O trio ofensivo do Med é a esperança do time fechar o ano também com o título.
Por mais que já estejam na Ouro, a luta de Real Paulista e Med Taubaté está apenas começando. Há, ainda, a disputa maior pela taça. Nas quartas de finais, os majestosos da terra da garoa pegam o vencedor de Canhedo Beppu e Ras Time. Já os xamãs do jaleco branco pegam quem triunfar do embate entre É Verdadeee e DPGamos.
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