A rodada de abertura não foi interessante para algumas equipes que estavam (ou estão) disputando outras competições. Mais precisamente, Divino, All Games e Astúcia tiveram êxitos recentemente disputando outros torneios, mas sucumbiram em suas partidas inaugurais, perdendo 3 pontos cada que poderão fazer falta num eventual critério de desempate ou para efeitos de classificação.
O Divino disputa um torneio paralelo à Prata, e alcançou a final do evento no último sábado. O momento é mágico por um lado, mas ao mesmo tempo o time não poderá deixar de lado uma divisão cujo grupo é equilibrado. A derrota para o La Buça Romana por 2 x 1 já ligou o sinal de alerta. “O jogo contra o La Buça foi o primeiro tempo nosso e o segundo tempo deles. Foram mais felizes e eficazes na definição da partida. O resultado, porém, não nos deixa assustados. Somos experientes e sabemos que são pontos que não poderíamos perder, ainda mais analisando a chave que caímos”, pondera Andrade, capitão do time.
Não é uma situação inédita. No semestre passado, os divinos também fizeram um jogo classificatório em outro torneio, no mesmo dia que estreou na 19ª edição da Série Prata, quando venceu o Ras Time por 2 x 1. Porém, na ocasião, ocorreu o contrário: o time foi eliminado na competição paralela, mas venceu no Chuteira. “Acho que fico mais feliz com o que ocorreu no último sábado, pois, apesar da derrota na estreia do Chuteira, estamos, depois de anos, em uma final novamente”, anima-se Andrade.
Na 2ª rodada prateada, o Divino terá o Spartacus pela frente, equipe que goleou o All Games. Este, coincidentemente, recém-campeão do 12º Festival Bola na Rede. O título conquistado há uma semana deixou o elenco na ressaca, de forma insuficiente para Pipo e cia. desligarem a chave de um torneio para outro. O placar de 6 x 1 para o Spartacus pode dar uma pista da possível moleza dos gamers, que agora esperam recuperação justamente diante do algoz inicial do Divino, o La Buça Romana.
“Devia dar ânimo, mas acabou acomodando. Metade da base do time não foi pra estreia. Não vou ser hipócrita e falar que não foi justo. Jogamos mal tecnicamente e com os 3 gols sofridos rapidamente no segundo tempo nos perdemos na partida. Conversamos internamente e vamos melhorar no próximo jogo já”, avalia Pipo, um dos pilares do time gamer.
Outra equipe que disputou o Bola na Rede e levantou taça foi o Astúcia. Campeão da divisão Prata em cima do Ras Time, os astuciosos eram pura animação para a estreia no Grupo B da Aço. Todavia, assim como o AG, acabou goleado. O placar de 7 x 1 para o Futeloucos é um possível indicador de que a festa se estendeu por mais de uma semana. “Estávamos de ressaca do título, completamente desfalcados. Juntamos os cacos e nos apresentamos. Porém, uma goleada não é nada perto de um
W.O. Nossa honra é nossa nobreza. Somos que nem o Chapolin, herói da nobreza e da resiliência”, compara Bruno, usando as qualidades do herói que inspirou o nome da equipe.
A ressaca do Astúcia vai além do troféu levantado. A saída de seu maior expoente, o goleiro-capitão Victor, para o Roleta Russa Olímpico fez o time improvisar na meta seu irmão, Arthur. “Estávamos sem goleiro ante o Futeloucos e tentamos colocar o gêmeo Arthur no gol para enganar o adversário. Não funcionou. Na próxima sexta-feira vamos mais uma vez dar a volta por cima. Como já disse, somos resilientes. Sigam-me os bons”, conclui Bruno. O adversário do Astúcia na 2ª rodada será nada mais nada menos que o atual vice-campeão do Chuteira 5, o Futsamba.
Derrotas fortificadas – Duas equipes também estiveram envolvidas no Festival Bola na Rede. No caso, os derrotados para All Games e Astúcia. Tratam-se de TeJanto e Ras Time, respectivamente. Porém, nas duas situações, os derrotados fizeram bom papel em suas divisões na rodada inaugural.
Ao Ras, por exemplo, a ressaca da derrota nem passou perto. Jogando de forma objetiva, o time aproveitou a reestreia de Rernanes após tempo afastado por contusão para aplicar o clássico 3 x 0 no Império Celeste, equipe que sempre briga na parte de cima da tabela. Assim, o Ras se anima para voltar à Ouro vencendo o Grupo B.
No caso do TeJanto, que já está na elite do Chuteira, o resultado obtido em sua estreia dourada foi positivo. Logo de cara, encarou o campeão da divisão. E o empate com o Peneira foi comemorado. “Usamos o festival como preparação, pois sabemos que esse semestre vai ser muito mais complicado. Fizemos um bom campeonato, saindo invicto apesar do vice, mas serviu para ajudar nossa preparação”, revela Sassá, que não compareceu à estreia ante o campeão. “O resultado deixou todo mundo feliz”, continua.
Apesar de ter escapado do ‘grupo da morte’, Sassá sabe o quanto será difícil uma classificação no Grupo B. “Não será nada fácil, mas estamos otimistas. Jogo a jogo vamos tentar evoluir e buscar pontos”, diz o faminto antes de mirar o TáLigado. Tudo sem ressaca, e com muito otimismo. “Se conseguimos jogar de igual com o atual campeão, por que não acreditar que podemos buscar coisas melhores?”, imagina Sassá.
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