O desacreditado MachuPichu iniciou a campanha no VII Chuteira de Ouro com um feito inédito em sua história: foram 4 jogos e nenhuma derrota. Por diversas vezes o time começou uma temporada sem motivação e com resultados comprometedores. Porém, algo mudou em 2009. Desde os amistosos do começo do ano, a equipe do capitão Danilo vem acumulando pontos, já comparecendo na liderança do Grupo A por duas vezes. Hoje, com 8 pontos, está atrás apenas do Kadência (9 pontos), com quem intercalou o papel de líder desde a primeira rodada.
Apelidados de “Robin Hood”, por muitas vezes roubar pontos dos times considerados grandes e perder para os de menos expressão, os peruanos sempre foram apontados como o time do “quase”. Depois de uma atuação sofrível na primeira fase do torneio passado e uma derrota no primeiro mata-mata para o Melville Power, a equipe parece ter colocado ordem na casa. Afinal, vê-se claramente uma nova postura da equipe dentro de campo.
Apesar de ter 8 pontos e estar invicto, muitos podem questionar o fato de que foram apenas 2 vitórias e 2 empates. Mas a de ser analisar a tabela e os adversários: os dois empates foram justamente com os campeões SNG e Fiorella Brasil, que eram tidos como os bichos-papões do grupo. Ou seja, o MachuPichu já jogou – e não perdeu – para os times que devem brigar pela ponta até o final.
De fato, o MachuPichu acredita ter ganho pontos preciosos frente a times considerados favoritos. As vitórias sobre Giro SP e Fora de Série só fortalecem a boa fase da equipe, que parece ter se transformado durante as férias visto que o elenco continua rigorosamente o mesmo, com exceção do goleiro Emílio, que foi para o Basicus, e Rodrigo Dourado, hoje no Katimba Antlers. “Entra ano, sai ano e o MachuPichu traz o mesmo elenco. Creio que agora amadurecemos como time e como jogadores, e com isso os resultados estão aparecendo”, fala o capitão Danilo.
A primeira mudança significativa é a presença constante de reservas durante os jogos, fato um tanto incomum se lembrar de muitos jogos passados da equipe. Com isso, o entrosamento apareceu mais e é crescente. Além disso, os gols estão saindo, principalmente pelos pés de Thiago Branco, que é o artilheiro da competição ao lado de Ritolê do Bengalas. O camisa 14 marcou 7 gols em apenas 3 partidas jogadas (ele não jogou contra o Fiorella). A seu lado, Ricci parece ter reencontrado a vontade e o caminho dos gols, tendo já anotado três. Só falta Danilo, autor de 2 gols e 3 pontos no MVP, desencantar de vez e deixar a irregularidade de lado e apresentar aquele futebol desconcertante de outrora.
O setor defensivo conta com o sempre ótimo Taka, reconhecido por muitos como um dos melhores zagueiros do Chuteira, que, com calma e determinação, dá a segurança que impulsiona o time para o ataque. Ao seu lado, Carrer vem em boa fase e ajudando a dar à zaga peruana o respeito dos atacantes adversários. O meio, agora mais rápido devido aos esforços principalmente de Si, que deu um toque de maior qualidade à saída de bola da equipe.
“Estamos mostrando garra e futebol de quem pensa em disputar o topo da tabela e não meramente a classificação. Apesar da boa fase, é preciso manter o pé no chão e a mesma pegada até o fim”, finalizou o capitão.
Entretanto, é de um modo geral que o MachuPichu mudou e melhorou. Dentro e fora de campo o ânimo parece ser outro. Resta ver se isso é decorrente da boa fase ou se a boa fase é decorrente dessa animação. As próximas rodadas poderão dar uma resposta mais concreta a essa questão.
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