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MACHUPICHU VIVE MOMENTO DE CRISE EXISTENCIAL

Nunca se viu um MachuPichu tão apático dentro de campo e tão em má situação como a atual que coloca a equipe do capitão Danilo Silva na 9ª posição do Grupo A. Com apenas duas vitórias e um empate, o time que eliminou o favoritíssimo Roleta Russa nas oitavas-de-final e jogou de igual para igual com Fiorella, vendendo caro a derrota, nas quartas-de-final do V Chuteira, o MachuPichu parece viver um momento de crise existencial.

A crise é, claro, decorrente dos maus resultados conquistados dentro de campo. Em 9 jogos nesta competição, o MachuPichu só venceu os dois lanternas – e mesmo assim sem convencer (6 a 4 no Tosco e 8 a 4 no Atlético Osasquense). Como se vê pelos placares, o outrora ponto forte da equipe – a defesa – não mais está tendo suas atuações impecáveis, diferentemente do ataque, que passou a marcar mais gols e ser o ponto forte. Vide os números: foram 36 gols marcados diante de 43 sofridos, uma média de quase 5 gols tomados por partida.

Esse aquém do que já mostrou da defesa contrasta, por exemplo, com outra equipe em situação similar. O Roleta Russa, na 10ª posição, só que do Grupo B, outrora time goleador, tem decepcionado nas vezes que balança as redes. Em 9 jogos, 16 vezes, um dos piores índices entre todos os participantes.

Talvez essa queda de rendimento em um dos setores da equipe (no caso do Machu, a defesa; no do Roleta, o ataque) explique a também queda na tabela. Para falar a respeito do momento em que vive o MachuPichu, o Chuteira News ouviu Danilo Silva, capitão e artilheiro do time na competição, com 12 gols.

Como está o ambiente no MachuPichu?
O clima está o de sempre. Todos são amigos há tempos e acreditam que ainda podemos reagir. Claro que perder vários jogos seguidos sempre deixa um certo abatimento, mas por tudo que já conseguimos ao longo dessa trajetória no Chuteira não temos dúvidas de que temos condições de ainda nos classificar.

Fora do G-8, tendo de vencer os 2 jogos e torcer contra Fúria e Atlético Pgalanxe, como vê as chances do time?
Eu acho que as chances são reais. Pegamos o Pagalanxe como adversário direto na próxima rodada e depois o MSM, que está mais embaixo na tabela. Mas acima de tudo a nossa filosofia agora é ganhar e esquecer o resultado dos outros, recuperar a alegria de jogar para, quem sabe, chegar na segunda fase no nosso melhor momento na competição. Acreditamos que, com a qualidade dos times do grupo B, qualquer adversário será complicado. Então classificar é a meta, independente de posição.

Por que o MachuPichu não decolou nesse torneio? O que aconteceu com o time?
A verdade é que o time vem jogando há 4 torneios seguidos e isso desgasta qualquer um. O time chegou no auge no mata-mata do V Chuteira, quando realmente sentíamos que podíamos jogar de igual para igual com a maioria das equipes. Aquela derrota nas quartas-de-final para o Fiorella acabou derrubando um pouco o time, que percebeu que outra chance de ir tão longe na competição tende a ser cada vez mais difícil. Mas o fato é que os jogadores são praticamente os mesmos e a gente vai se reerguer na hora certa.

Com você fazendo gols e o Thiago Branco em ótima fase, por que as vitórias não chegam?
Qualquer coisa que falar soa como desculpa, mas acredito que existe um pouco de azar nisso. Tem jogos que a bola realmente não quer entrar. O time sempre começa as partidas jogando muito bem, criando diversas oportunidades de matar o jogo, mas não mata. Mas basta levar um gol que o time desmorona, perde a confiança e começa a cometer erros seguidamente.

O MachuPichu nunca fez tantos gols como neste torneio. Qual o problema do time atualmente?
Hoje o problema do time é um só: confiança. Os resultados não saem e começa a gerar certa desconfiança sobre a qualidade do time, a raça passa a aparecer cada vez menos. De modo geral, os times parecem cometer cada vez menos falhas enquanto nós ainda temos alguns surtos de bobeira em momentos capitais que acabam matando o jogo a favor do outro time.

Como times tradicionais como MachuPichu e Roleta Russa podem vencer o desânimo da situação crítica que vivem?
Para vencer o desânimo é necessário vencer as partidas e assim reconquistar a confiança no time. Qualquer um dos dois times, se passarem de fase, vai dar trabalho no mata-mata. E aos que pensam que o MachuPichu está morto, podem esperar surpresas para os próximos dois fins de semanas.
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