Depois de 9 rodadas e 8 jogos realizados por cada um dos 18 times do Chuteira de Ouro, enfim se sabe quais os 12 que continuam na briga pelo título. E, a se contar o sorteio e a divisão das chaves, as maiores surpresas certamente são os dois times que terminaram a fase de classificação em 1º lugar – MachuPichu e Equipe Bróder. Entretanto, apenas o primeiro conseguiu algo que nenhum dos outros 17 times conseguiu – manter a invencibilidade.
Com uma campanha consistente e sem muito alarde, os peruanos conquistaram a liderança do grupo e surpreenderam até mesmo o mais otimista dos poucos torcedores. Acostumado a raros momentos de grandeza, o time de Danilo mostrou neste VII Chuteira de Ouro (pelo menos até o momento) que finalmente pode ter encontrado o ponto ideal para o caminho das vitórias. Afinal, foram 5 vitórias e 3 empates.
Talvez o fato de a equipe não aplicar goleadas e nem possuir um jogador de destaque em campo tenha provocado o seu esquecimento durante as conversas sobre os favoritos da competição. O fato é que, com 18 pontos em 24 possíveis, o MachuPichu fez a melhor campanha do Chuteira de Ouro e é o único time invicto. Além disso, fez frente aos campeões Kadência (vitória por 2 x 1), Fiorella Brasil (2 x 2) e SNG (4 x 4, com o bicampeão empatando nos acréscimos).
É consenso que o futebol apresentado não é dos mais bonitos e nem apresenta as jogadas mais criativas. Trata-se de uma proposta de jogo típica do MachuPichu de outros carnavais: jogar completamente fechado e focando as ações ofensivas nos contra-ataques. A diferença está que o contra-ataque desta vez está mortal, com Thiago Branco em grande fase, e Danilo e Ricci voltando à velha forma. Além disso, o time sofre poucos gols (18 no total) e a defesa vem funcionando de bem a melhor ainda.
Entretanto, mesmo com a melhor campanha, a equipe ainda enfrenta questionamentos sobre sua força. Afinal, o MachuPichu estava na chave considerada mais fraca (ou menos forte) e foi beneficiado por um WO (Kiaka). De fato, quantos pontos teria o MachuPichu se caísse no Grupo B, podem perguntar alguns.
Mesmo assim, é fato observável que houve uma mudança significativa no nível do time, que agora merece o respeito que sempre deveria ter sido aplicado à equipe. Afinal, enquanto times mais “tradicionais” apresentaram uma campanha um tanto quanto duvidosa, o MachuPichu vem crescendo, mesmo que a passos pequenos. Para ser um dos grandes definitivamente, resta ao MachuPichu mostrar o bom futebol nessa fase de mata-mata. A contar o ânimo dos peruanos, tem tudo para quem sabe chegar a uma final.
O time descansa esse fim de semana e volta a jogar dia 30, pelas quartas de final, contra o vencedor de The Veras x Fora de Série.
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