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MACHUPICHU E VERAS BUSCAM FEITO INÉDITO

Donos de campanhas bastante distintas, mas igualmente surpreendentes, MachuPichu e The Veras duelam pelas quartas-de-final do VII Chuteira de Ouro para fazerem história no certame mais charmoso da cidade. A lógica é simples: qualquer um dos dois, ao passar para a semifinal, já terá realizado sua melhor campanha desde que jogam o Chuteira de Ouro.

Os peruanos, únicos invictos do campeonato, se classificaram em primeiro lugar no Grupo A ao superarem bichos papões como Fiorella, SNG e Kadência, e trazem para a peleja a vantagem do empate. Embora sejam considerados favoritos por grande parte da imprensa especializada, os alvirrubros fazem questão de manter uma postura humilde. "Tirando o fato de jogarmos pelo empate, não vejo vantagens pra nenhum dos lados", diz o sempre sóbrio capitão Danilo. A equipe conta com a excepcional fase de alguns de seus atletas, como o artilheiro dos gols bonitos, Thiago Branco, e o incansável volante Si, além da experiência adquirida em outros carnavais, para triunfar sobre os rivais azul-grenás.

O fato de ambas as equipes se conhecerem muito bem e o próprio retrospecto do confronto, contudo, mostram que as forças podem se equilibrar e que os prognósticos gerais podem, por que não?, ir por água abaixo. Em cinco confrontos, foram quatro vitórias do The Veras contra uma do MachuPichu. Desequilíbrio no confronto? Não é o que dizem os azul-grenás. “Esses dados já não contam muito”, afirma Pedro, capitão do time. “Visivelmente, eles evoluíram demais desde o nosso primeiro confronto. E nós também”.

E essa evolução azul-grená se justifica. O time passou por grandes apuros para se classificar, mas, mesmo sob o olho gordo do eterno rival Bruninho Corneta, conseguiu um suado quinto lugar no Grupo B, o grupo da morte, após vencer jogos que muitos consideravam perdidos, como contra Melville Power e Acidus. Nas oitavas-de-final, com surpreendente tranqüilidade, bateu o Fora de Série e se qualificou para encarar os rivais peruanos.

Como alguns de seus pontos fortes, o The Veras conta com a malemolência e a estrela de Nico e os dribles estonteantes de Victor Petreche. Mas, segundo o meia Deco, um dos líderes do grupo, a grande força verense reside no conjunto. "O forte do nosso time é o conjunto, tanto que não temos um MVP fixo. Quando um está mal, o outro trata de ir lá e jogar o dobro".

No MachuPichu, o conjunto sempre foi a arma mais poderosa, tanto que pouco se fala individualmente dos jogadores. Ouve-se elogio à técnica de Taka, à frieza de Thiago Branco, à raça de Tebas ou ao esforço de Renatão, mas fato é que sempre que se fala nos peruanos tem-se em mente o time como um todo. “Sempre tivemos um conjunto forte, principal na marcação. Isso que vem fazendo a diferença nessa competição”, comenta Danilo.
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