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LARANJA MECÂNICA VENCE PRIMAVERA NO GOL DE OURO

Após empate em 3 a 3 durante o tempo normal, o Laranja Mecânica não quis brincar e, com Bussa, marcou logo no primeiro minuto e agora é o mais novo integrante da Série Bronze do Chuteira

Depois de muitos WOs, finalmente chegou o dia da grande final da Taça Primavera, praticamente junto ao fim da estação que antecede o verão. Ironicamente, um dos finalistas sofreu com esse problema que marcou o torneio. O Laranja Mecânica chegou atrasado e perdeu por WO para o Vai de Boa. Já o Opalas não enfrentou esse tipo de problema, mas sofreu uma goleada de 9 x 1 na primeira fase para o Fênix. Quem diria que esses dois times chegariam até a final? Mas o futebol é bom por isso. Não há lógica, nem razão. Os favoritos caíram e esses dois times aproveitaram as oportunidades e chegaram à final.

A torcida do Laranja Mecânica compareceu em peso para apoiar o time. Já o Opalas não levou familiares ou amigos, mas contava com alguns torcedores especiais. Liderados por Lói e Barath, algumas figuras carimbadas do Chuteira resolveram apoiar o time do Opalas em busca de uma vaga na Bronze. Dizem as más línguas que alguns deles ficaram com medo de apanhar da torcida adversária.



O jogo começou com maior volume de jogo por parte do Laranja Mecânica. O time era veloz e o apoio parecia fazer a diferença. No primeiro lance de perigo, Alan cobrou lateral e Daniel Britto cabeceou no canto esquerdo, mas a bola foi para fora. Depois, Thira foi derrubado na intermediária. Na cobrança, Bussa mandou para fora.

O Opalas tentava se organizar para criar jogadas, mas o nervosismo era um grande problema para o time. Erros de passes eram constantes, o que causava irritação para os jogadores e, consequentemente, mais ataques para o adversário. Mesmo assim, o Opalas conseguiu levar perigo com Paulinho, que recebeu na esquerda, dominou no peito e chutou para fora.

Com maior volume de jogo, o Laranja Mecânica logo tratou de abrir o placar. Aos 5 minutos, Thira recebeu belo passe na esquerda e, marcado, conseguiu fazer o giro para chutar no canto esquerdo e colocar seu time em vantagem.

O Opalas tentou responder à altura com uma boa jogada individual protagonizada por Raphinha. O camisa 5 ganhou a disputa com dois marcadores e chutou à direita da meta adversária. No entanto, o dia parecia ser mesmo dos laranjas. Em cobrança de lateral, Daniel Britto recebeu na área e chutou no canto esquerdo para ampliar a vantagem aos 7 minutos.

O Opalas continuava a errar. Enquanto isso, Paulinho fazia dupla função. O camisa 6 apoiava Léo e Froio no ataque e, nas ofensivas adversárias, voltava para ajudar na marcação. Em nova oportunidade, Raphinha dividiu com o zagueiro e a bola sobrou na esquerda para Paulinho chutar por cima.

Já o Laranja Mecânica possuía um esquema tático mais compacto. Assim como Paulinho, do Opalas, Bussa apresentava duas funções em campo. O camisa 11 atuava como volante de contenção e também saía para o jogo. No ataque, o time apresentava 4 homens na frente, o que causava dificuldades para a defesa adversária. O time quase ampliou a vantagem após cobrança de lateral feita por Allan. Daniel Britto subiu mais do que a zaga e mandou por cima.




Mesmo com a vantagem, o Laranja Mecânica continuava a realizar marcação no meio-campo, principalmente com Vitor e Thira. Um de cada lado do campo, os dois jogadores infernizavam a vida dos defensores adversários. De qualquer forma, o Opalas conseguia criar suas chances e, na metade final do primeiro tempo, deixou de errar tantos passes. Assim, Marcelo Lorenzo desperdiçou boa oportunidade ao receber livre na esquerda e chutar para fora. Todavia, em seguida, Raphinha rolou para o meio e encontrou Paulinho, que chutou do meio-campo e encobriu o goleiro, marcando um golaço aos 20 minutos. 2 x 1.

No final do primeiro tempo, o Laranja Mecânica tentou criar certa pressão com Marcelo e Cezinha. O primeiro chutou de longe e Thira entrou na frente, mas não conseguiu completar. Já o segundo recebeu bom passe na esquerda, mas chutou forte por cima.

No segundo tempo, o jogo ficou equilibrado. Assim, a marcação foi mais dura, pois os times tinham receio de tomar um gol e estragar os planos da classificação. Dessa forma, as chances foram mais escassas. No início da etapa final, a principal chance do Opalas aconteceu com Paulinho, que recebeu passe de Léo e chutou cruzado para fora. Já do lado dos laranjas, Allan recebeu livre na frente, mas, desequilibrado, mandou por cima.


Capitão Alan Buchalla recebe a taça de campeão: desafio agora é muito maior, a Bronze


O jogo ficou, de certa forma, truncado, mas as equipes não cometiam muitas faltas. O Laranja tentou ampliar com Allan, que chutou de longe para boa defesa do arqueiro. Enquanto isso, a “torcida” do Opalas cornetava os dois times em campo.

O Opalas queria o empate e, para tanto, foi para cima com Froio. No primeiro lance, o camisa 14 avançou pela esquerda e chutou forte, mas Cabeça fechou o ângulo. Em seguida, foi derrubado perto da área, mas Paulinho cobrou na barreira. Se Froio não decidiu, coube ao camisa 12 empatar a peleja. Léo recebeu no meio e bateu de bico no canto direito do goleiro para deixar tudo igual aos 16 minutos.

O clima era de tensão, qualquer erro poderia definir tudo. Foi então que, em um belo lance, Froio recebeu na frente e acertou um chute milagroso no canto esquerdo de Cabeça, virando o jogo para o Opalas. Só que a alegria durou pouco. Logo no lance seguinte, em cobrança de escanteio, Bussa subiu de cabeça e mandou no canto esquerdo para deixar tudo igual novamente. 3 x 3. Já no finzinho, o Opalas ainda criou uma última oportunidade. Léo foi derrubado na esquerda. Na cobrança, o próprio Léo recebeu passe e chutou, mas a zaga tirou no meio do caminho.


Laranja Mecânica: campeão da Taça Primavera do Chuteira


Era hora da prorrogação. Todos estavam preparados para encarar 10 minutos de pura tensão em busca da vaga na Bronze. Entretanto, não foi preciso. Com um minuto de jogo, Bussa recebeu livre na esquerda e pegou de primeira para fazer 4 x 3 e dar números finais ao jogo.

Com o resultado, o Laranja Mecânica é o mais novo integrante da família Chuteira de Bronze. Quanto ao Opalas, cabe a criação de um novo planejamento para tentar conquistar uma vaga na Taça Verão, que será realizada em janeiro.

Ficha técnica:

Final II Festival Chuteira – Taça Primavera

Opalas 3 (0) x (1) 3 Laranja Mecânica

17 de dezembro de 2011

Premiação Individual Taça Primavera

MVP – Thira (Laranja Mecânica)
Artilheiro – Juneka (Vila Cruz)
MVG – Cabeça (Laranja Mecânica)
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