Após quatro rodadas do Chuteira de Prata, é fato que os favoritos já despontam e seguem bem na ponta de cima da tabela. Mas e a ponta de baixo, ninguém fala nada?
Enquanto alguns times seguem 100% em vitórias, há outros que estão nos 100% em derrotas. É o caso dos dois lanternas, Camelo pelo Grupo A e Sem Pretensão pelo Grupo B. Bem verdade que o Camelo fez apenas 3 jogos e tem outros 5 para se reabilitar, mas é certo que estar na lanterna incomoda, e muito.
Entretanto, estar na parte de baixo não tira o ânimo das equipes. O time do Camelo, equipe formada, como muitas dentro do Chuteira, por amigos que trazem outros amigos, é vinculada à Pizzaria Camelo, da qual um dos seus jogadores, Cainho, faz parte da família proprietária. Para Henrique, capitão e idealizador da equipe, devido ao fato do time se juntar às vésperas da competição, ele ainda não engrenou. “Somos um time em formação. Temos ótimos jogadores, mas não temos entrosamento”, afirma ele. “Houve mudanças do primeiro jogo para cá. As mudanças foram nítidas, mas os resultados não”, completa o ex-jogador do Fora de Série.
Na outra chave, também zerado em pontos e com 4 jogos já disputados, está o Sem Pretensão, que ainda traz consigo o título de pior defesa e ataque da competição até o momento – foram 28 gols sofridos e apenas seis gols marcados (mesmo número de vezes que o Camelo balançou as redes adversárias). O SP é outro time formado em cima da hora, tanto que começou a jogar junto em sua estreia diante do Elefantes Indomáveis. Ou seja, o time corre atrás do entrosamento e da formação ideal, tanto que Flavinho, seu capitão, já inscreveu três novos jogadores no decorrer da competição.
“Nas duas primeiras rodadas nosso time ainda não se conhecia. Aos poucos o time foi se acertando. Poderíamos até ter vencido o Babilônia. Já contra o Coringa foi um jogo muito disputado, mas só tínhamos sete jogadores e o time cansou muito no final. Acredito que se tivéssemos mais uns dois jogadores poderíamos ter alcançar nossa primeira vitória naquela ocasião”, conta Flavinho, ex-jogador do Tosco e hoje machucado, tanto que montou o time e está sem jogar.
Sobre uma possível reação ainda nessa segunda edição do Chuteira de Prata, os dois jogadores, tanto do Camelo quanto do Sem Pretensão, não escondem o otimismo e se revelam esperançosos numa sonhada classificação. “Vamos nos recuperar, é só questão de tempo, confiamos uns nos outros. Ganhando ou perdendo, sempre estamos positivos”, comenta Henrique.
Do lado despretensioso, mesmo um pouco mais abatido com os resultados da equipe – afinal, foram três goleadas, sendo uma delas a maior do torneio, 12 x 1 para o Xoro Paro –, Flavinho levanta a cabeça e já pensa como quebrá-la para levar o seu time a uma arrancada heróica. “Ainda restam quatro jogos para nós nessa primeira fase. Nosso primeiro objetivo é classificar. O time vinha evoluindo, se encontrando, até a última partida (a referida goleada para o Xoro Paro). Foi uma derrota dura, mas vamos correr atrás do prejuízo e brigar por essa reação.”
Na rodada deste sábado, as duas equipes, em uma visível fase de entrosamento – ou melhor, de aprendizado, visto que, como diria a vovó, é caindo que se aprende a levantar –, encaram adversários indigestos. E a intenção é mesmo de vitória. “Temos ótimos jogadores que já mostraram o que podem fazer, como no jogo contra o Coringa. Precisamos só arriscar mais. Contra o Canhedo Beppu vamos atrás da vitória. Não podemos mais nos dar ao luxo de pensar em empates. É ir para cima e vencer”, encoraja Flavinho.
Já mais comedido, Henrique aposta na filosofia do time do início e garante que o Camelo não irá mudar para enfrentar o Locomotiva Tarja Preta. “O time será o mesmo dos últimos jogos. Houve muitos erros tanto no ataque como na defesa, mas isso é corrigível. Nosso time vai jogar da mesma forma que jogou contra TCM, Basicus e É Verdadeee.”
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