O Acidus tem duas semanas, graças à “folga” do feriado da Páscoa, para lamentar a concretização do que já vinha sendo cogitado há duas semanas: a saída do goleiro Diego. O jogador teve uma proposta de um time do interior paulista para jogar profissional o Paulista da Série B, que começa em abril, e acertou com a equipe. Assim, o jogo contra o Muleke Piranha, pela terceira rodada, realizada no último sábado, marcou a despedida do goleiro MVP do IV Chuteira de Ouro.
A baixa é enorme para o time amarelo-limão, já que Diego era o grande nome da equipe nos últimos jogos e foi essencial na campanha do vice-campeonato no ano passado. Pelo Acidus, até o momento Diego disputou 11 partidas oficiais, obtendo apenas uma derrota e dois empates (mais a derrota na prorrogação da final do IV Chuteira). É considerado por muitos o talismã da equipe. A média de pontos do goleiro no torneio foi a mais alta da história – em 6 jogos, ele ganhou 14 pontos, média de 2,33 pontos por jogo (para se ter idéia, Matrix, que dividiu com ele o MVP da competição, ganhou as mesmas 14 estrelas em 11 jogos). No V Chuteira, ele jogou apenas contra Basicus e Muleke Piranha, ficando de fora da estréia diante do Crociatti.
“É uma baixa muito significativa, mas devido justamente à sua grande qualidade como goleiro, sabíamos que uma hora isso poderia acontecer. Estamos negociando com outros goleiros e em breve anunciaremos o substituto, já que a idéia não é ter Publius voltando para o gol”, comentou Lucas, da direção do time.
O momento da saída de Diego é delicado para o Acidus, que, mesmo sem perder há vários jogos no Chuteira, entrou numa fase de não perde mas também não ganha. E, pior, o time não está convencendo em seu futebol, bem diferente do time empolgante que se viu ano passado, time que muitos consideram o grande time do IV Chuteira de Ouro. Em 3 jogos, foram 2 empates – média altíssima para uma equipe que até então nunca tinha empatado em 27 jogos disputados pelo Chuteira de Ouro. Nos bastidores há aqueles que já falam de uma possível crise no Acidus, mas a justificativa parece residir no fato das saídas inesperadas de Kirk e Martins, o ataque titular do time até então, na ausência de alguns jogadores, nas contusões e no baixo rendimento de outros. “É início de temporada, não tem como manter o mesmo ritmo que estávamos no final do ano passado. Temos de voltar a engrenar”, afirmou Cavalera, um dos mais antigos jogadores do grupo.
Para o lugar de Diego, o Acidus já começa a se movimentar. E ninguém melhor que o próprio Diego para encontrar e indicar seu substituto. “Não posso sair e deixar na mão meus companheiros. Já estou correndo atrás de outro goleiro para ficar no meu lugar”, garantiu o camisa 28. Além de um novo goleiro, há indícios de que novos jogadores possam ser contratados emergencialmente, inclusive de nomes ligados ao Chuteira. Cogita-se mesmo a volta de Kirk, que passa por má fase no Joga 13 desde que decidiu trocar de time. O jogador e ex-companheiros do Acidus foram vistos diversas vezes em conversas nos bastidores, o que pode ser uma indicação. O fato de estar suspenso e não ter atingido o limite de jogos por uma equipe pode ajudar no caso. A tendência é que, com jogos cada vez mais decisivos e pegados e o acúmulo de cartões, a média de suspensões aumente, o que pode prejudicar o time na reta final. E ter um banco presente é essencial para uma competição tal qual o Chuteira.
Diego assegura que sempre que puder irá prestigiar o time. A direção do Acidus já confirmou que Diego continua Acidus e sempre que quiser jogar com o time será bem-vindo. “Quando voltar pra São Paulo e puder jogar, eu jogo. Tenho uma forte identificação com o time e vivi muitas alegrias com todos”, confessou ele.
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