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JOGA 13 DOMINA MY BALL E É CAMPEÃO DA PRATA

Com futebol objetivo, equipe do artilheiro Lele, que anotou 3 gols, faz resultado no primeiro tempo e garante título. Muralha, mais uma vez, foi a chave do triunfo



TEXTO Luiz V. Andreassa
FOTOS Andressa Babu

Para ser vencedor, um time precisa de um conjunto forte, variado, entrosado e inovador. Precisa jogar com objetividade e manter o mínimo de disciplina tática. Precisa, ainda, contar com a sorte ou com a infelicidade dos adversários. Porém, nada substitui o bom e velho talento para definir os momentos mais importantes. É da natureza do futebol, assim como do próprio ser humano. Quem tem essa habilidade se destaca, e quem se destaca apresenta grandes chances de ser campeão. E o Joga 13 fez dessa premissa verdadeira na final da Prata.


Joga 13: campeão do VII Chuteira de Prata


Não que o adversário não impusesse respeito. Muito pelo contrário: o My Balls conta com um ótimo time. Muitos jogadores e torcedores até comparavam o seu jeito de jogar e a sua habilidade tática com o CAV e o Rabeloska em seus primórdios, no campeonato em que os três apareceram ao Chuteira. Mas, diante de um rival inspirado, a situação fica mais complicada. Mais do que inspirado, o Joga 13 se mostrou mais ligado no começo da partida, correndo mais e entrando com mais vontade nas divididas. Foi do time a primeira chance, aos 5 minutos, em cobrança de falta de Rogério do meio da rua que passou perto do travessão. Pouco depois foi a vez de Lele dominar de costas para a defesa, girar rápido e finalizar para defesa de Gabriel.


My Balls (e o bicão Bettoni): vice-campeão do VII Chuteira de Prata


A tentativa foi apenas um aperitivo do que estava por vir. A estrela do atacante começaria a brilhar logo em sua segunda chance de gol, mas para isso ele contou com a ajuda do seu fiel escudeiro Luan. O camisa 11 descolou belo passe para Lele dominar pelo lado esquerdo e, sem marcação, avançar e concluir à meia altura na saída do goleiro, que chegou a tocar nela, mas não evitou o gol.


Jogo foi duro em seus 50 minutos, com direito a confusão no fim


O revés finalmente acendeu os ânimos do My Balls, que partiu para a pressão. Primeiro, Paulinho recebeu na entrada da área e perdeu a boa oportunidade ao concluir em cima de Muralha. Na sequência, o mesmo Paulinho cobrou falta com inteligência pelo lado direito, com uma finalização cheia de categoria, de modo a tirar a bola da barreira e fazê-la acertar a rede pelo lado de fora.


My Balls começou atacando, mas a estrelas de Paulinho Caieiro e Bruno Valdivia pouco apareceram



Encolhido na defesa, o Joga 13 tentava se segurar enquanto esperava a hora certa para um novo bote, contando para isso com a dupla Lele e Luan. Todavia, o objetivo foi alcançado de maneira diferente: o veterano zagueiro Rodrigo recebeu da esquerda pelo meio, dominou girando com velocidade e bateu firme para acertar o canto esquerdo baixo e ampliar a vantagem com estilo.


Rodrigo entrou e logo fez o segundo gol do time, mostrando que ainda está em forma


A partir daí a equipe se acertou completamente e já não passava nenhum sufoco. Pelo contrário: as ações eram equilibradas e o gol podia sair de qualquer lado. Para o azar do My Balls, foram as suas redes que balançaram (de novo). Luan roubou a bola pela direita e passou para Rogério pelo meio ameaçar o chute e devolver o passe. Ele avançou e apenas rolou para Lele completar para dentro quase debaixo da trave. 3 x 0.

Tarde foi do matador Lele, que fez 3 dos 5 gols da equipe




O panorama completamente desfavorável obrigou o técnico do My Balls a pedir tempo para tentar mudar a situação – e conseguir, pelo menos, diminuir a desvantagem antes do intervalo. O plano parecia surtir efeito nos momentos imediatos após a parada, já que Lusa passou perto de marcar após completar de cabeça um cruzamento de Buga e mandar a pelota rente à trave direita. Em seguida, Robgol teve ótima visão para dar um passe precioso para a infiltração de Bruno Valdivia na área. No entanto, Muralha apareceu para cair como um raio para o lado direito e evitar o gol com uma defesa milagrosa. Mas ainda haveria mais a lamentar antes do fim da primeira etapa. Já aos 25 minutos o matador Lele ficou caído na entrada da área pedindo atendimento. O jogo seguiu e o meio do 13 interceptou a bola, que voltou livre a Lele, que rapidamente levantou, dominou, girou e marcou o seu hat-trick para dar ares de definição à final. 4 x 0 no primeiro tempo!


Com placar a seu favor, 13 apostou nos contra-ataques enquanto, lá atrás, a defesa e Muralha garantiam o resultado


Com tamanha desvantagem no placar, as esperanças da esquadra azul e branca repousavam sobre a marcação de um gol logo nos primeiros momentos do segundo tempo. A tentativa começou do jeito inverso: logo na saída de bola, a equipe demonstrou nervosismo, perdeu a bola e Giba lançou Luan na área. O atacante cabeceou e só não anotou o seu tento porque Gabriel fez bela intervenção. Coube a Pedrinho chamar a responsabilidade e mostrar para os seus companheiros como se faz. Ele ganhou uma disputa pela direita e cruzou rasteiro para Robgol concluir no primeiro pau e balançar as redes. Pouco depois, Marcelão subiu na área e cabeceou para o gol, parando nas mãos salvadoras de Muralha.


My Balls chegou a marcar no segundo tempo, mas o título do Joga 13 já estava encaminhado


Teve início então uma nova blitz do My Balls. Eram finalizações atrás de finalizações: Magrão limpou a marcação pelo meio e arrematou, fazendo a bola passar perto da trave; Valdivia chutou forte da meia esquerda e obrigou o guarda-metas a espalmar. Todavia, conforme passavam os minutos, mais e mais os jogadores ficavam mais nervosos. Jogando com inteligência, o Joga 13 evitava um novo revés ao mesmo tempo em que buscava explorar os contra golpes com Luan. Foi somente aos 18 minutos que o My Balls conseguiu encontrar algum espaço para ir mais uma vez às redes. E foi um golaço: Bruno Valdivia avançou pela direita e, na saída do goleiro, concluiu com uma bela cavadinha e diminuiu a desvantagem para apenas dois gols.


Confusão não faltou na final: jogadores se pegaram e até um cara a cara fraternal rolou



Logo após o tento, Pedrinho foi buscar a bola dentro do gol adversário para tentar reiniciar a partida rapidamente, mas aí teve aquele que não queria deixar e uma confusão se iniciou – dentro e fora de quadra, já que as torcidas também quiseram dar um show de imbecilidade. Somente cerca de dez minutos depois foi possível recolocar a bola no chão para a continuação da peleja, com Pedrinho e Gago, do 13, expulsos. E como era de se esperar, o My Balls foi todo para o ataque nos minutos finais. Robgol arriscou da lateral direita e Muralha espalmou para cima. Logo depois, Valdivia limpou a marcação e encheu a bomba de longe, obrigando o arqueiro a mandar pela linha de fundo mais uma vez. Para completar, Paulinho ainda cobrou falta da mesma maneira que no primeiro tempo, desta vez passando ainda mais perto de marcar ao acertar a trave.


Os heróis do título: Muralha fez dos seus milagres lá atrás e Lele decidiu lá na frente



Mesmo diante de um rival faminto pela reação, o Joga 13 não mostrava desespero. Ao invés disso, mantinha a mesma postura imponente, de quem sabia o que estava fazendo e esperava apenas o momento certo para decidir. E foi bem isto o que aconteceu. Após cruzamento na área, Eduardo completo meio sem jeito, o bastante para enganar Gabriel e fazer a redonda pegar na trave esquerda antes de ir para o fundo do gol e decretar o título. 5 x 2.


Mister Golden Goal dá o tiro de misericórdia no My Balls: 5 a 2 com sobras em campo


Foi o bastante também para fazer a panela de pressão voltar a ferver, e novamente uma confusão se iniciou após Luan retardar lateral do My Balls. Os jogadores voltaram a discutir e se agredir, especialmente o goleiro Gabriel, que não foi expulso no primeiro lance por sorte. Diante da confusão, só restou à arbitragem encerrar o jogo que deu o título de campeão do VII Chuteira de Prata ao Joga 13.


Ao soar o apito final, a festa foi toda do Joga 13, dentro e fora de quadra



Os jogadores do My Balls deixaram a raiva de lado após o fim do jogo e passaram a valorizar a chegada na elite do Chuteira, tanto que os ânimos acalmaram e receberam medalhas e troféu. Do outro lado, o Joga 13 era só alegria. Alegria merecida de um campeão com todas as letras: afinal, o time jogou como campeão durante toda a final. É a coroação de uma equipe que, apesar de estar longe da perfeição, retorna à Série Ouro com ambições maiores do que apenas lutar para não cair. Até porque, contando com atuações tão inspiradas de seus jogadores como as deste sábado, principalmente de Lele, Luan e Muralha, vai ser difícil derrubar esta equipe. E como diria o velho lobo Zagallo: “Joga 13 campeão” tem treze letras. E a alegria veste amarelo e preto no desfecho da Prata.



Ficha técnica

23/06/2012 – Final VII Chuteira de Prata – My Balls 2 x 5 Joga 13

Gols: Lele (3), Rodrigo e Eduardo (13); Pedrinho e Bruno Valdivia (MB)

Cartões vermelhos: Pedrinho (MB) e Gago (13)
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