“Não existe gol feio. Feio é não fazer gol”. Com essa frase do ex-jogador Dadá Maravilha pode-se definir muito bem qual o objetivo de um centroavante. O líder do ataque deve ter o faro pelas redes e chamar a responsabilidade para si sempre que o time necessitar. Na 3ª edição do Chuteira de Prata, Jajá, o homem-gol do SPQSF, não só se destacou sendo o artilheiro do torneio ao lado de Suzuki como saiu com o título de MVP do mesmo.
Gaúcho de Caxias do Sul, João Paulo Vicenzi, o Jajá, incentivado por sua mãe, começou a jogar futebol com 7 anos de idade, na própria escola. Ali, dava os primeiros passos para se tornar um jogador completo. Com 1m92 de altura e 97kg, Jajá tem na finalização certeira e em sua ótima impulsão, além de cobranças de falta precisas, suas principais qualidades. Ainda por cima, faz um excelente trabalho de pivô, sendo, muitas vezes, uma espécie de garçom do time.
Torcedor do Grêmio de Porto Alegre, Jajá lamenta a eliminação do time nas semifinais, quando foram derrotados pelo Canhedo Beppu, perdendo a chance de chegar à decisão do torneio e, consequentemente, à Série Ouro. Mesmo assim, o camisa 9 festeja o prêmio de melhor jogador da Série Prata e prevê o sucesso do seu time, o SPQSF, na próxima edição do torneio.
Leia a seguir entrevista com autor de 28 gols no último Chuteira de Prata:
Como foi formado o SPQSF? Como você assumiu o comando de ataque do time?
O SPQSF surgiu em uma dessas reuniões de amigos que decidiram formar um time. Felizmente, participei praticamente desde o início das convocações e, se não me engano, joguei desde a primeira partida com a camisa 9.
Como você se sente sendo eleito o melhor jogador do torneio? Esperava por esse reconhecimento?
Me sinto muito feliz de receber este título em uma competição com tantos bons jogadores. Sinceramente, não esperava ser o melhor jogador, mas sempre me dediquei e joguei o que sabia para dar meu melhor para o SPQSF.
Neguinho (Red Devils), Chico (Pé de Pano), Thiago Motta (Fúria), Darian (Só Resenha), Caballero (Voando Baixo), Suzuki (Canhedo), Di Dicredo (SPQSF), Dunder (Jeremias), com tanto jogador bom, a disputa pelo MVP foi páreo duro.
É sempre muito bom ser lembrado, disputar coisas, e em uma disputa com tanta gente boa, inclusive com meu irmão de coração, o Di (Dicredo, do SPQSF), é simplesmente sensacional figurar entre os melhores, faz bem ao ego.
Nos bastidores, como foi “disputar” com o seu parceiro Di Dicredo a condição de melhor jogador da Prata? Teve muitas brincadeiras? Teve alguma aposta?
Não teve nem aposta, nem nada. Agora, muitas brincadeiras, tiração de sarro, e também recebemos o apelido de SE PERDER QUE SE FANTÁSTICO (comparação ao Santos- Santástico) por conta do volume de gols e as aparições de alguns de nós na tabela MVP.
Foi a primeira disputa do SPQSF no Chuteira de Ouro. O que você achou do campeonato, em termos de nível técnico?
Salvo algumas exceções, o nível técnico do campeonato é muito bom, com boas equipes e bons jogadores.
Qual foi o seu gol mais bonito? E qual foi o seu gol mais importante?
Acho que fiz o meu gol mais bonito e o mais importante no mesmo jogo, contra o Jeremias (vitória do SPQSF na prorrogação). O mais bonito foi quando, no segundo tempo de partida, após cobrar uma falta no meio da quadra, tocando para o Montanha e pedindo para que ele me devolvesse logo, arrumei a bola com um tapa e mandei um forte chute no ângulo do gol do Jeremias. Já o mais importante, na mesma partida, foi aquele que, faltando pouco menos de 1 minuto para o fim do jogo, recebi na corrida, saí na frente do goleiro, armei para bater no canto, o goleiro deitou na minha frente, daí o driblei e toquei pro fundo das redes (gol de empate contra o Jeremias, levando a partida à prorrogação).
Na sua opinião, qual o jogo mais importante na campanha do SPQSF?
Pra mim foi o jogo contra o Fúria (1 a 1, pela última rodada da fase de classificação). Ali poderíamos ter decidido nossa classificação para a Ouro, mas perdemos muitos gols e infelizmente não conseguimos a classificação direta.
Teve algum jogo para se esquecer?
Sim, o último, contra o Canhedo Beppu (derrota por 4 a 3 e a eliminação do time).
Por que a equipe foi tão longe, e acabou não se classificando, mesmo sendo um dos favoritos?
Sinto que não estávamos em um dia muito feliz e, particularmente, acho que aquela quadra em que jogamos (quadra 5) não deveria ter sido escolhida para a semifinal. É muito grande em relação ao que fomos condicionados durante todo o campeonato. Neste caso, mesmo achando meio injusto, quem se adaptou melhor, consequentemente, jogou mais e levou.
Podemos esperar o SPQSF na próxima edição da Série Prata, e, consequentemente, mais gols de Jajá?
Certamente! O SPQSF estará na próxima edição do Chuteira de Prata e mais gols virão. Quero agradecer àqueles que participaram das eleições de melhor jogador, fico muito feliz de ter chegado aonde cheguei, e aguardem: o SPQSF já está se preparando para a próxima temporada, e chegaremos com toda força. Por fim, queria também agradecer a família SPQSF, esse título também é de vocês.
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