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INVICTO, BENGALAS É PRIMEIRO TRICAMPEÃO DO CHUTEIRA

Parecia que o dia queria uma grande final. Não à toa talvez tenha mandado um solzinho gostoso com uma temperatura agradável, nada do frio que vinha castigando o paulistano nas últimas semanas. E foi com um tempo ameno que SNG e Bengalas entraram em campo. Se alguém esperava um jogo quente, enganou-se redondamente. Antes da partida Renê já avisava: “Vai ser um jogo feio de se ver pela postura das duas equipes privilegiando a defesa”. E foi assim mesmo.

Porém, o zagueiro Allan, que chegou antes até da final da Série Prata ao PlayBall, já previa algo que se mostrou a mais pura verdade: o jogo seria decidido no detalhe, em falhas de um ou de outro time. E assim foi: falta cobrada de longe, barreira mal montada e bola na rede sem muita força. 1 x 0 Bengalas. Não demorou e Sampa sai para dar o chutão, mas resolve tocar. Resultado: bola no pé do Bengalas e gol de Pato... 2 x 0 e praticamente jogo encerrado, como disseram muitos na arquibancada.

Além do placar favorável, o Bengalas tinha outro fator a seu favor: a sorte, que acompanha o time há muito tempo. Para o repórter Folha, a palavra mais correta é estrela. O Bengalas tem estrela, assim como seu goleiro Baki, que, se para muitos não é muito bom tecnicamente, tem a maior estrela de todos no time. A estrela esteve presente e ajudou muito Baki quando ele não defendia, neste jogo muito com os pés. No segundo tempo a bola passava por cima da linha, batia na trave, Tejeda, Ronei, Renê e Memé escoraram pro gol cruzamento mas nada era capaz de fazer a bola entrar. Sabe aquele jogo que pode jogar 2, 3, 4 ou até 5 horas que a bola não vai entrar? Pois era esse o sentimento que o SNG nutria em seu desespero no segundo tempo.

Entretanto, se de um lado a bola não queria entrar, do outro ela resolveu que ia ser a protagonista, e assim foi que Luisinho marcou o terceiro e o quarto gols nos 10 minutos finais, como se mostrasse ao SNG como se faz gol numa final. 4 x 0 e terminava a final com o placar mais elástico do Chuteira de Ouro.

Deve-se dizer que o placar não reflete o jogo, pois o SNG atacou quase o tempo todo, criou inúmeras chances, mas não conseguiu colocar a redonda para dentro. Jogou na bola, lutou até o fim sem desanimar um minuto sequer, mesmo já estando perdido, tanto que acabou o jogo no campo do adversário, o que valoriza ainda mais a vitória do Bengalas.

Foram 12 jogos feitos pelo Bengalas. O primeiro tricampeão do Chuteira de Ouro também tem outra marca inédita: é o primeiro time a ser campeão de forma invicta. A campanha vitoriosa foi de 9 vitórias e 3 empates (2 deles com vitória na prorrogação).

Há um ano e meio o Bengalas coloriu o Chuteira de branco e amarelo. Há um ano e meio a estrela do Bengalas começou a brilhar. E como tal continua a brilhar forte e bem alto, agora como único tricampeão. Haverá alguém para apagá-la no X Chuteira de Ouro?
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