Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

INIMIGOS ÍNTIMOS NA DECISÃO DA OURO

Rabeloska e Arouca se encaram neste sábado para saber quem será o mais novo campeão da Ouro. Eles têm muito em comum, mas sabem que só um sairá vitorioso da quadra 14

Arouca e Rabeloska decidem, neste sábado, o mais novo campeão da Série Ouro. Uma final inédita entre times que se conhecem há longo tempo. Tudo porque alguns jogadores do atual elenco do time vermelho e branco já vestiram a camisa amarela e azul do Arouca – Dick Vigarista, Markão, Estagiário e Maradona – no Chuteira de Ouro. Além disso, outros atletas do atual elenco do Arouca já disputaram partidas vestindo a camisa da turma de economia do Mackenzie, nas competições universitárias espalhadas por aí. Aliás, a história dos dois times começou na tradicional universidade paulista. Porém, para a grande final, a amizade deve ficar de lado, já que o título é mais importante.

Ver os ‘inimigos íntimos’ na decisão não foi surpreendente aos amantes do Chuteira de Ouro. O Arouca já é ‘macaco velho’ de competição e ostenta um recorde que demorará a ser batido: não sabe o que é perder há 25 jogos. Todavia, ainda não conquistou o maior título da competição: a Série Ouro. E a falta deste caneco está deixando seus líderes em polvorosos. “O Arouca nunca escondeu a preferência na disputa do Chuteira. Desde que entramos na Prata, passamos a priorizar a competição e isso demonstra o quanto queremos este título. O agravante está sendo essa demora ainda maior pelo espaço de tempo entre a semifinal e a grande final”, relata o arqueiro Mauricio Guedes, o popular M1 (mão de alface para os mais chegados).

Apesar de participar do campeonato desde 2009 – estreou junto à Série Prata do Chuteira, há 3 anos e meio – esta é a primeira decisão que o time disputará. Esta também é a primeira final na Ouro do Rabeloska. A diferença é que o time mackenzista participa de, apenas, sua terceira temporada no Chuteira – e é a terceira decisão que o time chega. Foi campeão da Bronze, vice da Prata e, agora, estreando na elite do Chuteira, já chegou onde times com anos e anos de história no torneio nunca estiveram nem perto de estar. Um fato histórico, deixando times tradicionais, como The Veras e Elefantes Indomáveis, e novos, como o Clube Atlético da Vila, com uma ponta de inveja.

O time de Barata não chegou à disputa da taça por acaso: jogam juntos há muito tempo, e colocam a amizade em primeiro lugar. “É muito gratificante estar com meus irmãos de time. Jogar futebol envolve muito mais do que entrar na quadra e jogar. É, também, um estado de espírito. Portanto, tudo isso é pelo Rabeloska e somente para nós, e isso já nos completa por si só”, desabafa Paulo Fagundes, ou simplesmente Chininha.

Ver as duas equipes na decisão não foi, necessariamente, uma surpresa. Principalmente o Arouca. “Acredito que nosso time vem merecendo uma final há alguns torneios já, pelas campanhas que fazíamos. Mas futebol não tem dessa. Tem que chegar na reta final e decidir, e, normalmente, nas semifinais, pecávamos em alguma coisa. E esse ano conseguimos decidir a nosso favor”, esclarece o técnico do time, Galizé. Ele assumiu o comando técnico e conquistou a confiança do grupo arouquense. “O Galizé é ‘o cara’. Consigo defini-lo em 3 palavras: sincero, exigente e parceiro. Precisando, acione-o, que ele vai estar lá”, expõe M1, que completa rindo: “Acho que consegui minha escalação na final”.

Já pela parte do Rabeloska, o que espanta os torcedores é a rapidez com que a equipe chegou às decisões. Disputou o II Chuteira de Bronze, e foi campeão. Depois, participou do VI Chuteira de Prata, no qual foi vice-campeão da edição. E, em sua primeira participação na Ouro, já garantiu uma vaga na final. “Sempre nos vimos na final, mas, desde o início, tivemos baixas de atletas contundidos ou em intercâmbio. E, diferente de outros times, o maior requisito para fazer parte do Rabeloska é a amizade, fazendo com que na primeira fase tivéssemos apenas dois ou três no banco – além de ter que adaptar atletas em posições bem inusitadas”, conta Mocotó, um dos destaques do elenco. O meteórico time mackenzista conta com a simpatia da maior parte dos jogadores de outras agremiações.

Vitão, zagueiro do Arouca, não se surpreendeu com o ‘inimigo íntimo’ como empecilho na luta pelo sonhado título. “Pra quem conhecia o Rabeloska, como eu, não é nenhuma novidade. Cada vez mais os times chamados ‘novatos’ têm chegado nas decisões. Mas vai ser muito bom enfrentá-los na final, pois, apesar de tudo, o título vai ficar entre amigos”, acredita o zagueiro.

Para a grande final, apenas Vini Costa, do Arouca, está suspenso. Os demais jogadores estão liberados para realizar uma grande partida decisiva. “Nosso time é muito competitivo e sem craques. Somos um bando de loucos, irmãos, e de apenas bons jogadores que se completam como Rabeloska. E esse é o maior diferencial”, explica Chininha, preparando-se para o grande embate. E Vitão entrega de vez a proximidade dos elencos: “A relação dos times é muito boa, tanto é que, na night, os solteiros correm juntos atrás da mulherada”, escancara o camisa 2 arouquense.

A grande final da Ouro será neste sábado, às 13h30, na quadra 14 do PlayBall.
Comentários (0)