Ao começar o I Chuteira de Bronze, um time parecia que estava fadado ao fracasso: o Império Celeste. No decorrer das rodadas iniciais a ideia persistia. Foi assim nas 4 primeiras rodadas, quando o time que debutou no IV Festival Bola na Rede obteve 4 derrotas. Porém, como as coisas mudam de figura conforme o vento, o Império se reergueu. O Chuteira News esteve presente ao trazer o protesto da torcida, que pendurou a faixa com o nome do time de cabeça pra baixo, conforme o primeiro Fatos & Fotos publicou, quando o time conquistou sua primeira vitória, em 2 de outubro.
Pois bem, depois daquela partida, quando o Império derrotou o Bonde dos Abelhas por 6 x 3, foram mais duas – contra TNT (4 x 0) e Carrossel (4 x 1). Com 9 pontos, o time está na 5ª colocação e pela primeira vez configura no G-6. Amanhã o time tem parada indigesta: precisa vencer o vice-líder Diabos Negros e torce contra os demais concorrentes da parte de baixo da tabela, já que faz seu último jogo e, na rodada final, apenas ficará de fora torcendo, pois seria o confronto diante do já eliminado Hangover.
O Chuteira News conversou com Fábio Reimberg, manager e capitão do Império Celeste, sobre a ascensão do time.
Foram 4 derrotas para enfim chegar à primeira vitória. Depois dela foram mais três. O que explica essa mudança radical do time na competição?
Bom, o time começou muito esperançoso, tínhamos a melhor expectativa do campeonato, mas a verdade é que, apesar de termos jogado o Festival Bola na Rede, mudamos algumas peças. O time, com essa formação, estaria estreando no Chuteira de Bronze, então demoramos um pouco para aprender a jogar esse campeonato que tem características únicas. Após as 4 derrotas consecutivas, nós aprendemos com cada uma delas e aos poucos acertamos a tática e as peças para melhorar o nosso jogo. Também a postura do time, que começou a se organizar melhor. Com isso conseguimos desempenhar melhor e até nos sairmos bem nos jogos antes da nossa primeira vitória, mas o resultado positivo só saiu mesmo no quinto jogo.
O time engrenou de vez?
Levamos um tempo para nos adaptar e achar nosso jeito de jogar, mas agora o time tem características próprias, uma tática efetiva em que cabem nossos jogadores e muita vontade para continuar nessa arrancada. O time engrenou e tem tudo para continuar subindo, só que daqui para frente é muito mais do que superação, iremos enfrentar um jogo difícil contra o Diabos Negros, decisivo para obter a vaga para a próxima fase. Com certeza, se passarmos, inicia-se um novo campeonato com, aí sim, um time forte e entrosado desde o início.
A quem o time deve a recuperação na tabela?
Eu até poderia falar a mim, mas seria muito egoísmo da minha parte, e a oposição, que já está fazendo alguns protestos, me deporiam na hora. Mas, na verdade, a mudança se deu muito pela raça e pela união do time, que nos deu força suficiente para vermos onde estávamos errando. Também devemos muito a todos os adversários para os quais perdemos. Em três das nossas quatro derrotas tínhamos o resultado nas mãos, mas perdemos mesmo vendo que podíamos ganhar. Essas derrotas nos deram raiva de uma forma boa para melhoramos a fim de superá-los. Agora é esperar a hora de uma revanche no mata-mata.
Qual time considera favorito ao título? Por quê?
O time mais forte com certeza é o líder do campeonato, o Maciota’s. Eles apresenta um futebol muito cadenciado, tático, jogam inteligentemente valorizando as suas qualidades e focando nos pontos fracos para não deixar o time adversário utilizar isso. Eles possuem alguns jogadores que desequilibram, mas o destaque mesmo é a disciplina tática. Outra equipe muito forte também é o Diabos Negros, que perdeu algumas partidas mas possui muito bons jogadores.
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