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Equipes se sobressaíram durante primeiro dia de competição; decisão ocorre junto às finais do masculino, dia 25 de junho

Durante o último sábado, o Playball Pompeia pertenceu às mulheres. Marcando as festividades do Chuteira Day, oito equipes femininas aterrissaram na quadra 10 para a disputa das quartas e semifinais da primeira edição do Chuteira Girls. Ao fim da tarde, Imperial e Mulekinhos despontaram como finalistas – a equipe campeã será definida no dia 25 de junho, junto às finais do masculino. Os caminhos trilhados pelas duas finalistas, porém, foram bastante diferentes.
 
A versão feminina do Mulekinhos, representada pelas meninas do Tamo Junto, já experientes na disputa de torneios, recebeu, justamente por esse motivo, a pecha de favorita desde o início da tarde. As duas partidas do time – goleadas contra Divino nas quartas e sobre o Zenite na semi – confirmaram a tese. Por outro lado, a equipe Imperial foi responsável pelos dois jogos mais interessantes do sábado: o primeiro contra o Roleta, nas quartas de final, em um certame que só seria definido nas cobranças de pênaltis; depois, o duelo contra o Futsamba, num jogo vencido por 3 x 0, apesar do grande equilíbrio mostrado em quadra.

QUARTAS DE FINAL

Jogo 1: Futsamba 2 x 1 Competition

Destaques: Barbie (F), Eliana (C) e Kinha (F)


Derrotada na primeira semifinal, foi a versão feminina do Futsamba a responsável, ao lado do Competition, pela abertura do torneio. Vencido pelas sambistas, o jogo teve a camisa 10 Barbie como principal destaque e o duelo desta com a rival Eliana como maior atração. O placar final – 2 x 1 – foi construído após muita briga.
 
Liderado pela xerifona Kinha, o Futsamba começou a partida marcando forte e mostrando que não estava para brincadeira. Caindo pela esquerda, Barbie criou pelo menos três boas chances ainda nos dez primeiros minutos: em uma delas a goleira Fernanda foi obrigada a defender de manchete, como num jogo de vôlei. Em outra, a camisa 10 tentou marcar de biquinho, mas não obteve sucesso.
 

No Competition, a responsabilidade de marcar Barbie ficou a cargo da camisa 8 Eliana, que, justiça seja feita, também deu uma canseira na adversária sempre que partia em velocidade. Junto com a ponta de lança Analice, as duas levaram algum perigo ao gol de Jú; ainda assim, o Futsamba era melhor. O time foi premiado com um gol já na segunda metade do primeiro tempo, quando Barbie se livrou da marcação na esquerda e, mesmo sem ângulo, arriscou o chute; Fernanda não segurou o tiro cruzado e a bola entrou. Era o primeiro gol do Chuteira Girls.
 

Atrás, o Competition começou a pressionar e quase chegou lá em cobrança de falta potente de Analice, mais forte que a de muito marmanjo. Também pressionada por Olivia e Fernanda, a goleira Jú foi dando conta do recado, tal qual Larissa e Julinha, que faziam um bom primeiro tempo pelo Sambão. Mas o Competition voltou para a segunda etapa mais disposto e, ainda que Ju Master tenha entrado na zaga do Sambão e tocado o terror, chegou ao empate com Olivia, após cobrança de escanteio.
 

Era o momento do time de Eliana, que aumentou a pressão. Mas a zaga do Futsamba resistiu bem e conseguiu reconquistar a vantagem aproveitando um vacilo da defesa rival: Barbie cobrou escanteio, o Competition parou e a bola sobrou limpa para Bessa fuzilar. Daí pra frente as coisas ficaram um pouco alucinantes, com novo chute de Bessa acertando as duas traves e Barbie dando drible da vaca antes de quase marcar golaço; pelo lado de lá, Olivia tirou tinta da trave e, já no finalzinho, cobrou que só bateu na trave graças a desvio de Jú. No fim das contas, o Futsamba saiu mesmo com a vitória.


Jogo 2: Imperial 2 (2) x (0) 2 Roleta Russa

Destaques: Thais (I), Li (I) e Amorim (RR)


Se a primeira partida já foi emocionante, a segunda conseguiu ser ainda mais, porque Imperial e Roleta Russa – que levou faixa e tudo – só resolveram suas diferenças nos pênaltis. Logo no primeiro minuto de jogo a rede já estava balançando, após bomba de Lygia em um lance onde há quase certeza que a bola havia saído. Com Ana Paula e Amorim, o Roleta marcava forte: coube então ao Imperial arriscar de fora da área.
 
Brigadora, Li tentou duas vezes e pôs a goleira Luana para suar. A arqueira também teve que se virar em chute de Rach. O jogo era truncado, com as roleteiras mais atrás e as imperiais martelando. O empate veio justamente em um chute de fora da área, com Li, batendo falta com muita força.
 

Só que a igualdade não durou muito tempo: em pouco mais de um minuto, Ana Paula recebeu bola da defesa, ganhou da marcadora na corrida e teve sangue frio para, de biquinho, tirar Carol da jogada. Mas o empate do Imperial foi igualmente rápido e veio pouco depois, novamente com Li, que recebeu ótimo cruzamento de Thais, dominou com estilo e soltou o pé. Rach por pouco não virou ainda na primeira etapa.
 
Não saíram gols na segunda etapa, o que não significa que o jogo esfriou. Mari Cris e Li disputavam um duelo íntimo no campo de defesa do Roleta, enquanto na retaguarda imperial, Thais reinava absoluta, coordenando o time com lançamentos e desarmando mais que a polícia federal. Marcelinha também fazia bom trabalho e a virada quase veio quando ela colocou Li na cara do gol; Rach também teve boa chance.
 

Com o tempo o Imperial foi confirmando a superioridade. Os papeis se inverteram e Li serviu Marcelinha, que parou em Luana. Batendo de chapa, Thais também exigiu esforços da goleira. Pouco depois, Li acertou o travessão. Em seguida, a camisa 9 arranjou bom passe para Marcelinha e ficou brava quando a camisa 7 não marcou. “Não tem essa de futebol feminino não ter cobrança”, afirmou ela, após o jogo. Rê e Thais ainda tentariam bons chutes antes do final do tempo regulamentar, mas Luana não deixou nada passar e o jogo foi para os penais.
 
Na disputa de pênaltis, porém, foi a estrela de Carol que brilhou: primeiro ela pegou a cobrança de Lygia, que bateu no meio do gol. Li anotou o seu e deu tranquilidade para a arqueira defender mais uma, em cobrança de Ramis, também no meio do gol. Coube a Rach o papel de bater o pênalti derradeiro e garantir a vaga nas semi.

Jogo 3: Zenite 3 x 1 Acidus

Destaques: Fernanda (Z), Juuh (Z) e Caroline (Z)


A partida menos empolgante da tarde foi a terceira quarta de final, que rivalizou as equipes femininas de Acidus e Zenite, vencida pela segunda por 3 x 1. Apesar das meninas do zenitão da massa afirmarem nunca ter jogado juntas – diferentemente do time rival –, o jogo não reservou maiores surpresas. Após um início irregular, placar foi aberto com Fernanda, aos 8, em uma conclusão a sangue frio da camisa 35. Mi, pouco depois, apertou a defesa do Acidus e anotou o segundo, dando tranquilidade.
 

A capitã Bibi e Juuh pressionavam bastante a equipe rival, que até tentou alguma coisa com Daniele, mas sem sucesso. O monopólio do Zenite perdurou no segundo tempo, quando Gabriela teve que recorrer ao sarrafo para parar Juuh e depois Claudinha. Matsu também teve sua chance, mas o terceiro veio de cabeça, com Raquel, após cruzamento de Thais. Pelo lado do Acidus, Gabriela seguiu arrepiando as rivais, em algumas ocasiões com a ajuda de Ana Claudia.
 
Camis e Fernanda criaram boas chances na segunda etapa, mas viram o Acidus diminuir com Isabella, depois de jogada de raça de Livia. O time até arriscou melhorar, mas não havia muito tempo pelo frente; Lais ainda surgiu para defender faltas quando a pressão aumentou. No fim, coube a Fernanda comandar um sossegado Zenite até o apito final.
 

Jogo 4: Mulekinhos 3 x 0 Divino

Destaques: Babi (M), Denise (D) e Armandinha (M)

 
A última partida das quartas de final colocou a equipe feminina do Divino e o Tamo Junto, que representava o Mulekinhos, em campos opostos. A partida começou parelha, com destaque para a chapeleira Anne, que distribuiu lençóis durante a partida – pena que elas não se converteram em gols. Ainda assim, Thais teve boa chance pelo Divino.
 
Do lado do Mulekinhos, o perigo tinha nome: Armandinha. A capitã e camisa 9 começou a infernizar logo cedo, exigindo intervenções de Daia e faltas de Clarinha. Olhando superficialmente, as meninas do Divino pareciam estar em desvantagem frente às rivais no quesito porte físico. Ainda assim, Clarinha levava algum perigo e Denise dava conta na defesa.
 

Só que as mulekinhas pressionavam, quase abrindo o placar com Armandinha após longa troca de passes. Após jogada de Dé, Ana Rosa recebeu bom passe e fuzilou a trave. Já Ari comandava a retaguarda rosa-choque, que dava poucos espaços para a subida das rivais. O primeiro tempo terminou 0 x 0.
 
Na volta, o Divino perdeu pênalti em suposto toque de mão da zagueira rival dentro da área e tentou uma correria com Ná. Mas quem saiu na frente foi mesmo o Mulekinhos, após jogada iniciada por Babi na defesa: a bola rodou a quadra toda até chegar nos pés de Deza, que bateu em cima da goleira. A sobra ficou para a própria Babi, que apareceu como elemento surpresa e não perdoou.
 
“Jogamos como nunca, perdemos como sempre”, resmungaram representantes da versão masculina do Divino do lado de fora, quando a mesma Babi cobrou lateral certeiro para Cele, livrinha da silva, marcar o segundo pouco depois – no mais, a torcida mais cornetava as meninas que ajudava.
 

Denise ainda tentou de cabeça e exigiu boa defesa de Nanny. Pouco depois, a goleira do Mulekinhos faria uma antológica defesa dupla em chute de rebote de Gabi. Daí para frente não houve muito que o Divino pudesse fazer além de observar Armandinha ajeitar a bola para Cele fazer um golaço de cobertura e fechar a conta, decretando o fim da partida.
 
SEMIFINAIS

Imperial 3 x 0 Futsamba

Destaques: Marcelinha (I), Thais (I) e Maat (I)


O melhor jogo da rodada, contudo, aconteceu já no final da tarde, após a definição das quatro semifinalistas. Após verdadeiras batalhas na primeira ronda, tanto Futsamba quanto Imperial chegavam para as semis com mudanças. No caso do Sambão, a ausência de Barbie no primeiro tempo foi muito sentida, mas parcialmente compensada pela chegada das gêmeas Marjorie e Thaina ao longo do jogo. Já no Imperial saÍa Li, que decidira o primeiro jogo, e entrava Maat – que decidiria o segundo.
 
Com a bola rolando, porém, foi Thais quem levou perigo pela primeira vez, mandando chute cheio de efeito no travessão. Rach também levou perigo, pegando sobra da defesa sambista, mas chutou por cima. No lance seguinte, a camisa 8 arranjou bom passe para Marcelinha, que saiu de cara com a goleira Jú, que defendeu bem. O Imperial vinha mais forte.
 

Ainda assim, Julinha quase abriu o placar depois de fazer fila na defesa verde e preta: foi a melhor chance do time no início do jogo. Pouco depois, a defensora Nubia evitou gol de Maat em cima da risca; a camisa 9 havia recebido grande passe de Thais. A pressão só aumentou e finalmente se converteu em bola na rede quando Marcelinha fez bela jogada pela direita e serviu a mesma Maat, que ganhou de Ju Master e pôs lá dentro.
 
As gêmeas Marjorie e Thais chegaram e deram um gás novo para o Futsamba, mas a primeira jogada da primeira, que disparou como um foguete rumo ao gol adversário, foi equivocadamente parada pelo juiz, que marcou falta. Na cobrança, Gi levantou na área e Maat desviou de casquinha para marcar o segundo. E ela quase fez o terceiro depois de nova jogada com Gi.
 
O Futsamba demorou um tempo para assimilar os golpes e correu o risco de sair para o intervalo já tomando goleada: Jú fez boas defesas em novos chutes de Maat e Gi, enquanto Thais, na defesa, corria por duas. Marcelinha também fazia seu papel, mas quase levou a pior em dividida dura com Marjorie no fim do primeiro tempo. “Elas dividem mais que o Vavá”, lamentou um dos jogadores do Só Risada, que passava por ali, saindo de seu jogo.
 

O Sambão voltou ciente que precisava fazer um gol o mais rápido possível para voltar ao jogo, mas a situação ficou ainda mais complicada no começo da segunda etapa, quando a zaga entregou bola de presente para Marcelinha dentro da área: a camisa 7 não perdoou e fez o terceiro. Ju Master foi amarelada quando impediu com falta que Thais marcasse o quarto.
 
Quando Barbie apareceu na quadra para jogar a segunda metade da etapa complementar, o Futsamba melhorou, mas não a ponto de chegar perto do empate. Mas a camisa 10 levou algum perigo tabelando com Marjorie, tal qual Thaina e Julinha, que também tiveram suas chances. Quando Barbie deixou Marjorie na cara do gol para diminuir, a goleira Carol defendeu.
 
Apesar da pressão, o Imperial conseguiu se segurar até o fim da partida sem ser vazado. Marcelinha, depois de deixar Larissa na saudade, e Maat, tentando uma jogada “escorpião”, quase aumentaram o marcador. No mais, a defesa de Rê, Naná e Gi conseguiu neutralizar o ataque rival e garantir a vaga para a final.
 

Mulekinhos 7 x 1 Zenite

Destaques: Armandinha (M), Cele (M) e Glau (M)
 

A rodada de sábado do Chuteira Girls foi fechada pela semifinal disputada entre as meninas do Zenite e o time do Mulekinhos, que deu show e saiu de quadra com uma bela vitória pelo placar emblemático de 7 x 1.
 
O time vencedor já dava provas de sua confiança logo nos primeiros instantes, mostrando uma considerável melhora frente o jogo das quartas: o lance inicial contou com Deburinha dando belo passe de calcanhar para Armandinha. No lance seguinte, a perigosa camisa 9 martelou a trave. Já na terceira tentativa, não deu outra: bola alçada na área e gol da matadora.
 
Daí para frente as coisas ficaram fáceis: depois de afastar errado, a zaga zica deu presentão para Cele, que bateu firme de fora da área a anotou o segundo. De pênalti (cometido por Clarinha), Armandinha fez o terceiro. E de cabeça, Ari quase fez o quarto.
 

O Zenite chegou pela primeira vez quando o primeiro tempo já estava para acabar, primeiro com Raquel, depois com Lizz e em seguida com Juuh, que, após fazer fila, diminuiu a conta para sua equipe: a camisa 30 quase perdeu a bola depois de driblar a goleira rival, mas se recuperou a tempo de colocar a bola para dentro com uma jogada a la Zidane antes de completar a gol. Não deu muito tempo para comemorar, pois pouco depois Cele marcou o seu segundo e o quarto do Mulekinhos.
 
A volta do jogo contou com Armandinha recorrendo à sorte para marcar o quinto: ela foi até a linha de fundo e tentou o cruzamento, mas um desvio pôs a bola para a rede. Com a partida praticamente definida, não restou muito a se fazer para o Zenite; Mi ainda foi amarelada por colocar a mão na bola.
 

Mas a turma de Armandinha e Cele queria mais – e conseguiu. Depois de tentativa de Lex, Bila arranjou bom lançamento para Glau, que saiu bem da goleira rival e anotou o sexto. E quem fechou o caixão foi Lili, que bateu de fora nem tão forte assim, mas contou com a ajudinha de Lais para encerrar a conta!
 
O Chuteira Girls terá sua final no dia 25 de junho, entre os jogos das finais do masculino. Horário ainda a definir.
 
Artilharia:


Cele (Mulekinhos) – 4 gols; e Armandinha (Mulekinhos) – 3 gols

Maat e Li (Imperial) – 2 gols
 

ASSISTA AO VÍDEO ESPECIAL DO CHUTEIRA GIRLS, COM MELHORES MOMENTOS E ENTREVISTAS, EM https://youtu.be/XTtwUE8ofXo
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