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GRUPO D: PRIMATAS E C. A. DE PERUS CLASSIFICAM-SE COM GOLEADAS SOBRE BASICUS

O jogo de abertura do grupo foi entre o campeão da Série Prata, o Primatas, e o novato Clube Atlético de Perus, de alguns remanescentes do falecido Kiaka. Restava ver como o campeão por tal status já favorito de seu grupo, se comportaria sem seu habilidoso camisa 10, Rafinha, e o zagueirão da camisa 3, Simões. Ironicamente, foram exatamente os substitutos desses mesmos jogadores (que jogaram com as respectivas camisas) que fizeram a diferença na partida.

No começo do embate, o esquadrão dos símios brancos se postava com qualidade no campo de defesa, reduzindo em muito as chegadas dos Perus, que chegou com perigo em uma bola no travessão de Vitinho. Os azuis e pretos tinham alguma dificuldade em parar as investidas primatenses. Orley, o novo garoto-polêmica do Chuteira, criou duas boas chances em seqüência: primeiramente, obrigou o goleiro a fazer importante defesa em uma cabeçada, depois, pelo flanco esquerdo, chutou cruzado e a bola, desviada, passou rente à trave peruana.

Nisso, Moisés, o substituto de Simões, abriria o placar. Moisés recebeu de Gui Fenômeno, que, como bom pivô, lutou com a zaga e conseguiu rolar para trás para o becão soltar a bomba no cantinho direito do arqueiro da equipe azul. Primatas 1 x 0. O primeiro tempo seguiria com um ritmo bem lento, com poucas chances de gol de ambos os lados.

Na etapa derradeira viríamos mais gols. Os Perus regressariam com mais atenção e disposição, arrancando logo de início, o empate. Pena fez um verdadeiro golaço com um belo chute cruzado no alto da meta primatense. Contudo, poucos minutos depois, os alvos não deixariam barato e voltariam à dianteira usando sua já conhecida velocidade. O segundo gol veio em jogada pela faixa central, culminando na finalização de Marcelo. Não satisfeitos, o Primatas sacramentari a vitória com mais dois gols – justamente de Marcelo e Móises, os “novos” camisas 10 e 3. Fim de jogo e os Primatas mostram que não perderam a velha forma.

Quem parece que não perdeu a velha forma também foi o Basicus, que chegou com algumas novidades – Starck (ex-Locomotiva) e o grandalhão Yuri (ex-Acidus). Única não novidade foi a derrota: tomou de 5 a 0 do Primatas. Entretanto, o encontro foi marcado por certo equilíbrio, o que rendeu um bom jogo. O primeiro tempo começou com as equipes se encarando de igual para igual, com muita marcação no meio de campo. No entanto, foram alguns detalhes, falhas individuais de um Basicus que tenta se acertar, que resultaram nos dois gols marcados (Nando e Orley) pelos Primatas na primeira etapa.

Já na segunda etapa, ao se lançar com todas as forças para o ataque – sem organização e poder ofensivo praticamente nulo, diga-se de passagem – o Basicus sofreu com a melhor arma dos Primatas: o contragolpe rápido. Fazendo valer seu favoritismo, e explorando os espaços que o Basicus oferecia, os Primatas anotaram ainda mais três gols – Marcelo e Gui Fenômeno (este duas vezes). Com o resultado final em 5 x 0, garantiram vaga na segunda fase da competição com a segunda melhor classificação, pois pouco antes haviam vencido o C. A. de Perus. Do lado do Basicus, Harada se desentendeu com Gui “Fenômeno”, que o provocou ao término da partida, e acabou expulso, desfalcando sua equipe no jogo seguinte contra a equipe de Perus.

E o jogo do Basicus contra o C.A. Perus decidia a segunda posição e quem brigaria pelo índice técnico. Rolou a bola e o jogo começou igual (nos primeiros minutos, até o Basicus entregar as pontas e ser goleado por 8 x 0). De um lado, o habilidoso Rodrigo Rosa tentava passar pela marcação do Basicus. Durante boa parte do primeiro tempo não conseguiu. No entanto, o que já vem sendo uma sina básica, a equipe tomou 3 gols na primeira etapa, marcados por Rodrigo, Pena e Jucelino, o suficiente para o time desandar de vez.

Para a segunda etapa uma tática diferente da habitual, o robusto zagueiro Yuri foi lançado ao ataque para jogar como pivô. O resultado? Não deu resultado. A verdade é que o Basicus ficou mais fraco na retaguarda e, a contar o tamanho de Yuri, mais forte no ataque, mas sem nenhuma organização tática ofensiva. Com um time leve e rápido no toque de bola, o Perus mandou como quis na segunda etapa, e como diz o ditado popular, onde passa boi, passa boiada! Na batuta do camisa 9, a equipe marcou ainda mais 5 gols e, a cada gol que o Basicus sofria, mais perdido o time parecia dentro de quadra. O Perus deu olé pra cima do adversário e se classificou para a segunda fase do torneio com conforto, diante do alto saldo de gols proporcionado junto ao Basicus.

Assim, o Primatas passou em primeiro e encara o Elefantes Indomáveis. Enquanto o C. A. Perus tem pela frente o também novato Canhedo Beppu.
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