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GRUPO B: NA RETRANCA, ACIDUS CLASSIFICA; FÚRIA E CORINGA CAEM

Com o Acidus de cabeça de chave e praticamente jogando sem seus principais jogadores (e com apenas um reserva, já que dois furaram de última hora), o que parecia que aconteceria seria um passeio do Fúria – não só completo como reforçado por Paulinho, do Kadência. O Coringa, com boas referências do tempo de Só Lance, poderia fazer frente ao Fúria. Ao final, o que se viu foi um Acidus valente, jogando na retranca os dois jogos e fazendo gols decisivos nas horas certas. Ao Fúria e ao Coringa, coube a desclassificação.

Coringa e Fúria abriram os jogos do grupo e logo se percebeu uma imponente rigidez tática de posicionamento. A equipe do Fúria, lideradas por Thiago Motta e Fagner, apresentava um futebol mais agressivo. Mas, após alguns primeiros minutos de chances alternadas, quem abriu o placar, foi o Coringa: Leandro Ricardo desarmou no campo de ataque e não desperdiçou, 1 x 0.

Entretanto, a vantagem não duraria muito tempo. O Fúria não só empatou rapidamente, como também obteve a virada. O capitão Luis Gabriel cobrou falta na risca da área e, contando com uma leve abertura da barreira, igualou; em seguida, Fagner arrancou ferozmente (sem trocadilhos) pelo flanco direito e virou o escore. Ele mesmo ampliou após receber longo lançamento da defesa. Ele tocou de primeira, ainda com a pelota no alto para o fundo das redes, num lindo gol.

Adriano marcou o quarto no início da etapa final, tocando com categoria ao sair cara-a-cara com o guarda-redes coringa. Os furiosos, mesmo sem sua acalorada torcida, jogavam a todo o momento com grande dedicação, não permitindo, assim, que os coringas chegassem à sua meta. Mas teve tempo da equipe alvinegra descontar com Rafael Rosa, em rápido contra-ataque puxado por Leandro Ricardo. Não muito tempo depois, o professor encerrou a cancha. Fúria 4 x 2 Coringa. E Maurício, um dos líderes do time, só ficou do lado de fora e não entrou na partida. Disse ele que estava de viagem marcada e não daria tempo de jogar...

O Coringa tomou uma água, esticou as pernas um pouco e voltou a campo. Com 10 jogadores, as coisas não pareciam tão ruins assim em jogar duas vezes seguidas. E de fato cansaço não houve, pois o time partiu para cima do Acidus sem piedade. Vindo de derrota, precisava de uma boa vitória para pensar em ter alguma chance de classificação. Entretanto, a missão não era das mais fáceis: um Acidus que, apesar de desfalcados de nomes como Diego Gallego, Rafão e Barata, contava com importantes jogadores substituindo-os, como Peruca e o goleiro Johnny, ambos do Treinadores do Braz.

Mesmo com a pedreira adiante, os Coringas começaram pressionando, aproveitando-se de uma notável falta de entrosamento dos amarelos-fluorescentes. O capitão Kaká buscava a todo o momento o gol, levando sempre perigo à meta de Johnny, no entanto, não era a sua tarde, e ele acabava por ficar no quase. Com isso, a máxima de “quem não faz, leva” se concretizou. A jogada começou na defesa, quando Lucas tomou a bola e lançou Matera pela direita. Ao melhor estilo velocista de Barata,ele acelerou tudo até a linha de fundo, quando cruzou para a área. No segundo pau chegava sozinho Phillip, o craque da camisa número 80, que tocou para as redes. Nos minutos restantes da primeira etapa, ainda pudemos ver Kaká desperdiçar mais duas oportunidades, primeiro chutando à meia altura rente à trave e depois furando a bola cara a cara com Johnny.

Os minutos iniciais da metade final foram de chances alternadas, destaque para Phillip que perdeu boa oportunidade tocando fraco em jogada na área, para boa defesa de Leonardo. Aliás, Philip era perigoso nos contra-ataques, mas perdeu muitas chances por excesso de preciosismo. Entretanto, Matera não. Ele não perdoou quando soltou um balaço cruzado no ângulo e fez 2 x 0.

O Coringa partiu para cima com tudo. Por mais que a defesa do Acidus estivesse numa boa jornada, com Lói jogando um futebol de desarme afinadíssimo, o Coringa conseguiu descontar e empatar. Em cobrança de falta, a bola desviou na barreira e tirou Johnny Lucas da jogada. Nos últimos instantes do embate, depois do Acidus perder uns gols de contra-ataque, veio o castigo. Após jogada na área que a defesa tirou, a bola sobrou para Leandro Ricardo, que não se sabe se chutou ou cruzou, pois a bola viajou devagar e passou por todo mundo. O goleiro, encoberto, ainda viu a redonda pingar no chão antes de entrar. Ainda dava tempo de uma última investida do Acidus: Lucas cabeceou e o goleiro fez linda defesa e colocou para escanteio. Na sequencia, Philip, sempre ele, recebeu e cortou um, cortou dois, cortou três e... chutou para fora rasteiro rente à trave. Final de jogo em 2 x 2 e Coringa praticamente eliminado.

Fechando o grupo, Acidus e Fúria decidiriam o primeiro lugar no grupo. E nos primeiros minutos de jogo parecia que a coisa seria decidida rapidamente tamanho o volume de jogo do Fúria e o desconcerto do Acidus, que não conseguia sair jogando e abusava de lançamentos ao ataque e passes errados de sua defesa. Num deles, Lói deu de presente para Thiago Motta, que viu João Lucas crescer na sua frente e salvar o time. A velocidade de Thiago Motta, a habilidade de Fagner e a frieza de Paulinho, que meteu de cara uma bola na trave e depois obrigou Johnny a fazer boa defesa, pareciam que virariam gols rapidamente. Mas não contavam com o acerto do time a partir de meados do primeiro tempo e da já noite inspiradíssima do goleiro João Lucas, que não deixou saudades de Diego.

Mas o Fúria marcou primeiro com Fagner cabeceando após cobrança de escanteio no segundo pau. O gol, todavia, parece ter provocado conseqüências adversas. A equipe ácida, por sua vez, despertou em campo e em poucos minutos embalou 3 gols. Bruno fez um golaço para empatar recebendo lançamento de Pedrinho e mandar um balaço de esquerda no ângulo num sem pulo, Peruca virou em eficaz cobrança de falta e Phillip ampliou da mesma forma. Acidus 3 x 1 e fim de primeiro tempo.

No segundo tempo vimos um Fúria apressado e afoito e um Acidus administrador. Os rubros tentavam lance após lance embalar jogadas rápidas para tentar enganar a zaga liderada por Lói, que estava impossível e não perdeu nenhum lance. Ao lado de Pedro, outro que desarmou e correu demais, e um improvisado Lucas de volante, o time mostrou que sabia se defender para segurar o resultado. E nessa o time conseguia ainda chegar ao gol adversário em arrancadas de Peruca, Bruno e Philip, porém sem o mesmo fragor de seu adversário. No final do embate, o gol mais bonito da quadra: Pedrinho arrancou pelo meio após roubada de bola e mandou um tiro perfeito no ângulo esquerdo de Danilo, fechando assim a conta e mandando o Fúria de volta para casa, já que com saldo -1, ficou de fora dos melhores segundos colocados.

Com 4 pontos, o Acidus superou a falta de entrosamento com uma defesa que soube se defender muito bem e um contra-ataque quase fatal. Agora o desafio é muito maior: encara o Joga 13, velho companheiro de Chuteira. É o mesmo jogo das quartas do festival passado, quando devido à arbitragem o jogo não aconteceu e o 13 passou com um WO.
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