Se restava alguma dúvida que o Grupo B do IX Chuteira de Ouro era o grupo mais forte e chamado de “da morte”, tal suspeita foi resolvida na rodada das oitavas de final realizada no último sábado. Afinal, das 4 partidas que colocaram em confronto times do Grupo B x times do Grupo A, os 4 classificados foram do Grupo B.
A rodada começou com o Elefantes Indomáveis, jogando pelo empate, tomando uma coça do Arouca. Apesar de classificado em melhor posição (4º do Grupo A), o Elefantes não foi páreo para o futebol vistoso do Arouca, empurrado por sua torcida e comandado pelo zagueiro Vitão, em mais uma atuação de gala, desarmando muito e fazendo 3 gols.
Também com vantagem do empate e com o favoritismo de ser o 3º melhor time do grupo, o The Veras encarou o Acidus, que se classificou graças ao empate do Bacana na rodada final. Um tanto desacreditado, tanto que o meio Gabriel Borges, ex-EB e jogador do Veras hoje, torcia para enfrentar no Acidus e não outro time nas oitavas, o ex-Kompressor sofreu o primeiro gol com menos de 10 minutos mas soube buscar o resultado e ir além disso – golear o velho conhecido rival. Com show de Marcelo Caiçara, autor de 3 gols, defesas gigantescas de Diego e um jogo focado na defesa e puxadas de contra-ataque, o Acidus aproveitou as chances criadas, coisa que não vinha fazendo até então, e derrubou o favoritismo azul-grená.
Porém, o Grupo B não teve só goleada, afinal os dois times oriundos do grupo que jogavam pelo empate conseguiram justamente... o empate. Aconteceu com Estudiantes, 3º colocado, e Joga 13, 4º lugar. O Estudiantes, que chegou ao mata-mata certamente com o time mais afinado, sofreu para empatar com o Med Taubaté. Após abrir 4 x 1, se viram acuados e com os médicos atacando, atacando, atacando. E os gols foram saindo até empatar em 4 x 4 e ser um “Deus nos acuda” nos minutos finais, quando o trio Xavier, Bruninho e Aníbal infernizaram a defesa estudantina, que não contou com Rafinha. Para alívio do capitão Caio, mesmo jogando mais e merecendo a vitória, os médicos tiveram de retirar o bandeirão da grade com a tristeza da eliminação.
Por fim, fechando a rodada, o Joga 13 chegou favorito diante do Roleta Russa e viu sua vida complicada ao ver Brunão fazer 1 x 0 nos minutos iniciais. Sem apresentar um grande futebol e esbarrando na ótima defesa do Roleta, o 13 sofreu para empatar, e quando empatava logo vinha um roleta para desempatar. E assim foi o jogo até ficar 4 x 4, com um Roleta guerreiro e, pasmem para muitos, jogando pra frente o segundo tempo todo em busca dos gols. E foi assim até o minuto final, quando um gol anulado do Roleta – o árbitro marcou falta de Bob pelo alto quando ele tocou para o gol, de braço por sinal. Fato é que o lance foi dado como faltoso, e o Roleta saiu pagando geral para cima da arbitragem. Mas fato também é que ficou no 4 x 4, com o empate classificando o Joga 13.
“Jogamos com o regulamento. Nas últimas duas partidas (Roleta e Acidus) sabíamos que podíamos empatar e por isso não jogamos bem. Jogar sabendo disso acaba prendendo o time, deixando ele mais preso, mas contra o Bengalas vamos ter de jogar melhor”, confessou Lele, autor de 2 gols diante do Roleta.
Para o meia Brunão, do Roleta, a equipe merecia sorte melhor. “A gente merecia se classificar. Mandamos bola na trave, fizemos boas jogadas de ataque com o espaço que o campo maior permite, mas pecamos em alguns detalhes, o que faz toda a diferença em um clássico. O time brigou até o fim, mas a arbitragem foi fraca. O gol anulado no final do Bob e a mulher que apitava tudo para os caras (Joga 13)”, lamentou o camisa 13, lembrando do lance capital aos 25 do segundo tempo.
Peruca, atacante do Treinadores, não esteve presente à rodada mas ficou sabendo do que rolou pelo site e por seu irmão, Bruninho, do Med. Com a experiência de quem conhece e enfrentou todos os times, ele analisou o fato dos 4 times do Grupo A estarem fora. “O Grupo A deu azar pelo critério dos empates. Se você pegar os números, o Grupo A de fato fracassou, mas, tirando o Elefantes, que era o time mais fraco mesmo, o resto foi no sufoco. Roleta foi parelho, Med deu sufoco no Estudiantes e acredito até que Veras foi equilibrado”, constatou. “Mas vamos ver mesmo se o grupo fracassou nas semi, após Bengalas e Treinadores jogarem”, finalizou, lembrando a pecha de favorito que os dois times trazem para as quartas de final, quando entram em cena.
Já Renê afirma que deu a lógica, pois de fato eram os melhores times. “Os que passaram são equipes já tradicionais no Chuteira e que sempre chegam”, resumiu o artilheiro do SNG.
Daqui em diante, restam Bengalas e Treinadores do Braz para “honrar” o Grupo A. O Treinadores encara o Estudiantes, enquanto o Bengalas tem o 13 pela frente, time que, aliás, nunca venceu. Foram 3 jogos, com 2 vitórias e um empate.
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