Quem viu o jogo do Fora de Série diante do SNG na última rodada percebeu uma coisa diferente: embaixo das traves do time não estava o grande Betão. E mais: viu-se não apenas um mas dois goleiros se revezando para defender a meta do Fora de Série.
Essa foi a deixa para se ter a certeza do que já se cogitava nos bastidores – Betão deixou o Fora de Série. Ele cumpriu parte da promessa feita quando tomou o cartão azul na segunda rodada diante do Diabos Laranjas. Na ocasião, ele afirmou: “O Fora de Série acabou para mim, não jogo mais. E também não jogo mais o Chuteira”. A primeira parte ele cumpriu, afinal, largou a equipe que, ao lado de seu primo Cléber, ajudou a criar; a segunda parte já não será seguida. Afinal, Betão acertou sua ida para o Fúria, de seus ex-companheiros Gabriel, André, Cláudio, Fagner, Jeferson, Adriano e Thiago Motta.
A transferência não é novidade se lembrarmos que o Fúria vinha tentando sua contratação desde antes de iniciar o Chuteira. O que se estranha é que Betão também era pretensão do Roleta Russa, pois vinha jogando com a equipe outros torneios. Na hora de decidir, pesou a Betão o fato de o Fúria ser um time novato, sem tantas responsabilidades, o que tiraria o peso de suas costas quanto à dependência dele. “No Fora de Série vinha me cobrando muito em jogar bem e ajudar a equipe. Mas não estava conseguindo isso. No Fúria, vou ter mais tranqüilidade para voltar a jogar como jogava nos tempos de Assurra”, confirmou Betão.
Tendo jogado apenas dois jogos pelo Fora, foi possível a mudança. Para o Fúria, foi um bom negócio, já que Jé vinha jogando improvisado no gol desde a contusão do goleiro Harley, na primeira rodada. Para o Fora de Série, fica o buraco de quem ajudou a montar e comandou a equipe durante dois Chuteiras. Entretanto, o buraco é apenas dentro de campo, já que, segundo o próprio jogador, pretende continuar no time como manager, ajudando de fora o que rola do lado de dentro.
Comentários (0)