O Mizuho entrou em quadra sabendo o que estava em jogo. Uma derrota complicava, o empate classificava, mas uma vitória mantinha a briga por posições melhores. O time escolheu a pegada certa: marcação forte, concentração nos 50 minutos e letalidade nas bolas paradas. O Samba até teve mais posse, mas nunca teve eficiência. Resultado: 4 x 0 sem sustos.
O Samba abriu o jogo tentando finalizar. Guizin tentou de trás do meio logo no primeiro minuto, por cima do gol. Eduardo tentou na ponta esquerda, a bola bateu na defesa e saiu em escanteio. Aos 2 minutos, Tuco finalizou rasteiro no canto direito e Thiba voou para fazer uma boa defesa. O Mizuho respondeu avançando a marcação e dificultando a saída de bola do adversário.
O primeiro gol saiu numa jogada de bola parada, já com 4 no relógio. Dudu cobrou lateral forte na área, Guizin tentou tirar mas a bola sobrou para Soldado, que finalizou no ângulo esquerdo do gol, sem chances para Zibs. 1 x 0 Mizuho! Logo na sequência, Gui Ferreira tentou em cima de Fabri, escanteio. Na cobrança, Mazza escorou no segundo pau e Gui Ferreira finalizou cruzado com muita força na bochecha direita do gol. 2 x 0! Duas chances, dois gols! O Mizuho estava implacável!
O Samba tentou reagir. Eduardo e Cota trocaram pela ponta esquerda, mas a defesa do Mizuho estava bem postada, com Glauber e Thi formando uma dupla sólida. Cota tentou do meio, mas a bola bateu em Thi. Dudu tentou lançar para Thi, Eduardo conseguiu recuperar, mas chutou para fora. Aos 8 minutos, Gui Ferreira cobrou lateral, Mazza pulou mais alto que todo mundo, mas a bola saiu pelo lado. O terceiro gol veio aos 10 minutos, novamente numa bola parada. João Pessoa cobrou falta forte e rasteira. Zibs não segurou e espalmou para o lado. O campo estava molhado pela chuva que havia caído antes, e Gui Ferreira estava esperto no rebote para empurrar. 3 x 0! O Samba pediu tempo logo depois, tentando se reorganizar após levar três gols em menos de dez minutos.
Na volta da parada técnica, o Mizuho seguiu organizado. Glauber tentou do meio da quadra, por cima. O Samba tentou sair jogando com Guizin e Fabri, mas o time azul recuperava a bola rapidamente. Aos 14 minutos, Guizin tentou de trás do meio de quadra, Thiba encaixou fácil. Rangel e Beto tabelaram pelo meio, falta de ataque do Samba.
Enzo roubou bola de saída errada do próprio Mizuho e tentou acionar Flores, sem sucesso. Meneses e Thi se revezaram bem na marcação. Enzo cobrou escanteio para Flores, que cabeceou para fora. Cota cobrou falta rasteiro e acabou carimbando na barreira. O Samba tentava, mas sem objetividade.
Aos 21 minutos, o quarto gol encerrou qualquer esperança do Samba. Jabá cobrou lateral rápido, a defesa não acompanhou e a bola sobrou para Flores, que finalizou de canhota e estufou a rede. 4 x 0! Após o gol, o Samba trocou o goleiro: saiu Zibs e entrou Megale. João Pessoa e Flores ainda tabelaram e João Pessoa finalizou de canhota por cima, tentando ampliar.
No segundo tempo, o Mizuho manteve a postura defensiva, enquanto o Samba voltou com Megale atuando praticamente como goleiro-linha, avançando pelo meio de quadra numa tentativa de pressionar. Gui Ferreira finalizou logo no início, mas a bola desvio em Guizin. No escanteio, Muniz jogou para Mazza cabecear por cima.
Apesar de vencendo, o Mizuho era quem criava as melhores oportunidades. Dudu passou para Mazza, que finalizou de canhota por cima. Mazza teve uma chance inacreditável aos 3 minutos: Thi tabelou com Gui Ferreira, Mazza driblou e chegou sozinho na cara do gol, mas a defesa e Megale chegaram juntos e evitaram o quinto. Logo depois, na sequência da jogada, Mazza estava sozinho debaixo da trave e cabeceou por cima! Inacreditável!
Pelo Samba, Guizin queria jogo. Finalizou de canhota em cima de Thiba, que abafou bem. Tuco também usou a canhota e errou. Cota também, na sequência. Nada ia em direção ao gol de Thiba. Guizin e Jabá entraram em duelo no meio de quadra. Thi roubou a bola e tabelou com Gui Ferreira, Mazza driblou Megale mas a defesa chegou junto e impediu o gol. O Samba seguia tentando, mas sem criar chances reais.
Aos 11 minutos, uma confusão interrompeu o jogo. Os árbitros expulsaram Muniz, que estava no banco do Mizuho, e o técnico do Samba, Giovanni. O jogo voltou tenso. Glauber tentou da direita de canhota, Megale defendeu. Dudu cruzou no segundo pau para Bruninho tentar na área, mas Beto roubou a bola, cortou pelo meio e tentou finalizar de biquinho rasteiro, mas mandou para fora. Uma chance que poderia ter diminuído o placar.
Aos 16 minutos o Mizuho pediu tempo, de forma estratégica para cadenciar o jogo e acalmar os ânimos que estavam à flor da pele. Na volta, o time azul seguiu controlando. Thi continuou sólido na defesa, ganhando todos os duelos. Eduardo tentou do meio, Thiba defendeu. Flores e João Pessoa tabelaram, este tentou de cavadinha cara a cara com Megale mas mandou por cima.
O Samba não desistia. Fabri tentou finalizar do meio do lado direito aos 26 minutos, a bola passou perto do ângulo numa das melhores tentativas do time. No fim, o apito final confirmou o 4 x 0.
Com o resultado, o Mizuho chega a 9 pontos e se mantém em 5º lugar no Grupo B. O Samba, com 3 pontos em 5 jogos, segue em situação delicada na 6ª colocação.
Glauber, um dos pilares da defesa do Mizuho, avaliou a partida. "A gente sabia que o jogo era muito importante. Vínhamos de uma fase de grupos instável, perdemos jogos que estavam na mão. Então entramos com outra pegada, muito concentrados nos cinquenta minutos, focados na marcação. A bola parada acabou sendo consequência disso. Quando a gente está focado, as coisas saem”. Sobre a estratégia: "A gente se propôs a ser um time de pegada, ligado o tempo todo. Sabíamos que o empate classificava, a vitória nos deixava brigando por posições mais altas e a derrota nos eliminava. Acho que a nossa vontade hoje reflete o resultado”.
Ficha técnica
Samba 0 x 4 Mizuho - 6ª rodada do Grupo B da XVII Copa Estrelato Gols: Soldado, Gui Ferreira (2) e Flores (M) Cartão vermelho: Giovanni (S); Muniz (M) MVPs: 1 - Gui Ferreira (Mizuho); 2 - Thi (Mizuho); 3 - Glauber (Mizuho) MVGs: Thiba - 1 (Mizuho); Zibs - zero e Megale - zero (Samba)
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