Nenhum jogo da 10ª rodada está mais revestido do invólucro de decisivo do que o que coloca frente a frente Roleta Russa e Fora de Série. Isso porque um dos dois – ou mesmo os dois, caso aconteça um empate – sairá eliminado e/ou rebaixado.
Com 6 pontos, o Roleta Russa encara uma situação única em sua história de pouco mais de dois anos: campanha medíocre que envolve 6 jogos consecutivos sem vitória (5 derrotas e um empate). No total, apenas uma partida em que saiu com 3 pontos e outras 3 em que empatou. Já o Fora de Série, que passou por uma reformulação radical do V para o VI Chuteira, conta com 4 pontos e é o primeiro time na zona do descenso.
Entretanto, apesar da condição abaixo na tabela, o clima dentro do Fora de Série não poderia ser melhor. A equipe vem jogando bem e se acertando, e mais: está mais unida do que nunca. “O time está bem, unido, temos 10 jogadores ponta firme que sempre estão presentes, coisa que antes não tinha”, explica Clebão, manager do time e maior referência quando o assunto é o Fora depois da saída do goleiro Betão. “Todo mundo se olha na cara, olho no olho. Não tem falsidade”, completa ele, feliz da vida.
O sentimento no Fora não se repete no Roleta, que nitidamente vive a fase mais turbulenta de sua breve história e, a contar o jogo diante da EB, parece ter jogado a toalha em termos de classificação. É Rick quem dá a receita para inverter o prognóstico: “O time tem que resgatar o ânimo que sempre trouxe. Com vibração e muita energia. Os resultados que estamos obtendo com certeza é um reflexo do desânimo que estamos apresentando em campo”, comentou ele. “Agora é foco total. Os jogos são decisivos, para o bem ou para o mal. O Roleta precisa fazer a sua parte e torcer para alguns resultados. O time entra para esses dois jogos mais unido e com uma cabeça mudada”, acredita.
De fato, união e foco parecem ser um problema no Roleta, pois a situação na tabela só piora a insatisfação de alguns jogadores. “O grupo tem que fortalecer o conjunto nessa reta final, unir-se em busca de um objetivo”, continua ele, sem se referir se o objetivo seria classificar ou não cair. Muitos tentam levar a delicada situação com bom humor, mas há aqueles que perdem a esportiva, como ficou claro na atitude de Tavinho, que saiu a bater boca com Lucas acusando de manipulação de arbitragem no último jogo. Os resultados negativos acabam por enervar os jogadores e aí acabam por ver no cenário externo razões para o fracasso em campo. Nada muito diferente do que já se viu em outras equipes, mas preocupante da mesma forma.
Em termos de classificação, o Fora de Série não tem mais chances. Afinal, com 4 pontos, pode chegar a 10 no total, sendo que o 8º colocado – a EB – soma já 11 pontos. O Roleta Russa ainda sonha – e deve sonhar bastante caso queira classificar. Afinal, podendo chegar a 12 pontos no máximo, teria 3 vitórias e perderia no primeiro quesito do desempate para o Muleke Piranha. Assim, se EB vencer um dos dois jogos que lhe resta, o Roleta estará eliminado. Se a EB empatar um ao menos, empatam em pontos e em número de vitórias, sendo decidido no saldo de gols, que aí o Roleta poderia vencer. Para efeito de projeção, a EB enfrenta Joga 13 e fecha contra o Diabos Laranjas. É nisso que o Roleta deposita suas esperanças – que os broders percam do Joga 13 e não vençam o Diabos.
Rick sabe dessa dependência de resultados, mas tenta colocar o foco no próprio time. “Temos dois jogos muito bons pela frente, apesar desses dois times (Fora de Série e Basicus) não terem feito uma campanha muito boa. Mas sabemos do perigo que representam. Para a classificação precisamos contar com uma ajuda dos nossos eternos amigos da EB. Queremos apenas obter bons resultados e resgatar a ‘pegada’ do time. O resto é conseqüência”, desconversa ele.
No Fora de Série, a expectativa é imensa. Os jogadores esperam muito por esse jogo e querem a vitória a qualquer custo. “É o jogo de suma importância para a permanência no Chuteira de Ouro. Vamos jogar com o mesmo brio que jogamos contra a EB, pois o Roleta é time tradicional, tem grande história no Chuteira e merece nosso respeito”, fala Clebão.
Assim, às 18h30, na quadra 4, teremos a decisão desse grande jogo, entre um time animado e motivado contra outro que busca forças do fundo para conseguir se animar.
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