A cada rodada o cerco se fecha contra o Fora de Série. Depois de 6 jogos disputados nas 7 rodadas já jogadas, o Fora de Série tem a pior campanha do Grupo B do VIII Chuteira de Ouro e é o favorito a jogar a Série Prata no ano que vem. Até o momento, foram cinco derrotas e apenas uma vitória – contra um Kadência que começava a engrenar na segunda rodada.
A situação do esquadrão azul de Clebão e do capitão Rica é complicada. Com 3 pontos, está atrás de Bacana, que soma 6 pontos, e MachuPichu e Arouca, com 7 cada um. A rigor, o Fora só depende de si para escapar do rebaixamento, porém, caso perca do MachuPichu neste sábado pode já terminar a rodada na Série Prata. Basta também que o Bacana vença o SNG e a parte de baixo do Chuteira de Ouro do Grupo B estará definida.
Para Clebão, manager do Fora, as razões para a má fase e a lanterna residem, entre outros motivos, no elenco reduzido no decorrer da competição. Time com menos jogadores inscritos – 12 no total – correu atrás e fechou dois novos nomes para a reta final – Zóio, ex-Joga 13, e o goleiro Maranhão, velho companheiro dos forenses. Mesmo assim, contra o Roleta Russa na última rodada, o time contava com apenas 8 jogadores no início da partida. “Perdemos muitos jogadores que contávamos no grupo. O Lê teve uma cirurgia na mão, Carlão e Cesinha com problemas no joelho, agora foi o Goku que começou a trabalhar de sábado”, lamenta ele.
Porém, outro motivo pelo baixo rendimento está no desespero que abate o time quando fica em desvantagem no placar. Clebão explica: “O time tem se desesperado quando toma o segundo ou terceiro gols. Falta calma para fazer a bola andar. Quando o placar não está a favor, perdemos o tático e vira só coração. Foi assim contra SNG, Perus e Fiorella”. Justamente as três maiores goleadas que o time sofreu na competição.
No intervalo contra o Roleta Russa, viu-se ânimos exaltados entre o atacante Rodrigo Cunha e outros jogadores. A reclamação era a de sempre, que se vê desde o início do torneio: “Solta a bola, Rodrigo!” “O time cobra dele porque ele é o termômetro do Fora. Sabemos que ele pode se destacar e decidir individualmente, mas o time cobra também um jogo mais pensado dele, que faça a bola andar”, comenta Clebão.
Entretanto, o Fora sabe que sua cartada derradeira será na rodada final, isso claro se a combinação acima comentada (derrota do Fora e vitória do Bacana) não se concretizar neste sábado. Afinal, o jogo colocará frente a frente Fora de Série e Bacana no confronto que pode ser direto pela queda à Prata e permanência na Ouro. Tal jogo tem tudo para ser a decisão mesmo, pois, na penúltima rodada, o Bacana encara o vice-líder SNG, em ascensão na competição e encontrando seu melhor futebol, e o Fora pega o MachuPichu, na 7ª posição e que ainda luta contra o descenso. Ou seja, teoricamente o Bacana encara um integrante do pelotão de cima enquanto o Fora, um do pelotão de baixo.
Receita para a salvação? “A motivação é ganhar pra manter o time na Ouro. É ganhar ou ganhar. Se não jogarmos a nossa vida nessas duas últimas partidas, caímos para a Prata. Temos de ter cabeça no lugar, pois todas as vezes que o time desesperou perdemos o jogo no segundo tempo tentando marcar gol e largando a marcação. Fazer a bola andar e ter paciência quando estivermos sem a bola”, aponta Clebão. “Temos ainda dois jogos. Quem viver verá. O Fora não vai cair!”
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