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FORA APOSTA NO ARROZ COM FEIJÃO PARA VOLTAR À OURO

Quando uma grande equipe é rebaixada à segunda divisão de seu campeonato, a palavra descenso costuma, de forma intrínseca, ser seguida da palavra reestruturação. Foi assim com Palmeiras, Botafogo, Corinthians, Grêmio, Vasco, entre outros. No mundo do Chuteira, desde que a Série Prata foi criada, há um ano, pudemos ver casos semelhantes, como o Roleta Russa que, após ser rebaixado na sexta edição, conseguiu voltar à elite no semestre seguinte, se firmando entre os grandes.

Em outros casos, algumas equipes são literalmente pulverizadas com o rebaixamento. Como, por exemplo, o Santa Cruz, que da série A foi parar na série D. No caso da competição do Playball Pompéia, o que ocorre mais comumente é a falência da equipe rebaixada, visto Mentira Sem Maldade, Atlético Pagalanxe e Tosco, todos rebaixados na VII Edição, e todos literalmente pulverizados. O Fora de Série parece seguir mais a linha Roleta, tanto que Cléber, manager da equipe, não demorou para iniciar a renovação e reestruturação.

“A gente ainda tem algumas pendências pra montagem do grupo, de certo mesmo são as saídas do Goku, pelo trabalho, e do Cava. Com relação às chegadas, ainda estamos conversando com muita gente, mas o de certo mesmo são os que apareceram no Twitter do Chuteira (goleiro Porps, zagueiro Vavá, ambos do Estudiantes, e o meia Orley, antigo Primatas)”, explica ele.” Vamos ver se até fevereiro já temos um bom grupo e já pensar em dar forma ao jogo do time”, espera Cléber, que se recupera de uma lesão no tornozelo.

Alvo de estranheza por sua saída do Primatas, onde era um dos ícones provocadores dos macacais, Orley explica a mudança de ares. “Sai por questões de grupo mesmo, não estava mais me sentindo à vontade para jogar lá (no Primatas). Um dia, o Clebão brincou comigo quando eles caíram que iria reerguer o Fora de Série e se um caiçara quisesse ajudar, trazer uns amigos, seria uma boa. Depois, assim que acertei a rescisão com o Primatas, procurei ele, conversamos e, após ele consultar o Rica (capitão do Fora), acertamos de eu jogar com eles a Prata”, conta Orley, empolgado.

Perguntado sobre um suposto favoritismo na Série Prata, Clebão é peremptório: “Ser favorito?! De jeito nenhum! Vamos ter que ralar muito a bunda no chão para voltar à Ouro. Além dos times que não conseguiram subir, tem time novo chegando que a gente nem tem ideia como joga. Quem conhecia o Real Paulista antes do campeonato? Chegou, jogou bola pra caramba e subiu”, prevê. Por outro lado, o sempre confiante Orley adota outro discurso. “Para ser sincero, o Fora não pode pensar diferente agora (jogar como favorito). Reforçaram o time com alguns caras da Ouro e temos que pensar que somos o favorito, fazer isso prevalecer nas partidas, nunca desmerecendo o adversário”, diz o meia-atacante.

Entretanto, apesar da confiança elevada, o esgaivotado reforço dos Azuis reconhece que seu novo time enfrentará duras pedreiras em seu caminho. “Os principais adversários devem ser o Bucets agora, Roletinha, Pé de Pano, que quase subiu, o Locomotiva, Canhedo Beppu, além do próprio Fúria que caiu. Os times novos que se inscreverem devem entrar forte também”, opina. Já Clebão, que deve continuar como treinador do Basicus, prefere apostar em uma filosofia mais pé no chão. “Claro que queremos voltar pra Ouro o quanto antes. Mas, além do Fora, que caiu ano passado, todos os outros querem morder o mesmo osso. Jogar arroz com feijão já é um bom começo. Vamos ver se na prática esse arroz com feijão sai bem temperado esse ano”, finaliza.
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