Se o SNG não é mais o mesmo, o Fiorella Brasil, atual campeão, parece também estar longe daquele time vibrante que goleou quase todos os adversários na fase de classificação do V Chuteira, perdendo apenas um jogo em toda a competição. Com 4 vitórias e uma derrota, o Fiorella parece ainda patinar num chão incerto e escorregadio, não se firmando em terra firme mas nem apresentando as pernas tão bambas a ponto de cair.
Ouve-se muito de jogadores que enfrentaram ou viram o Fiorella jogar que o time não é o mesmo do Chuteira passado. Em se tratando de elenco, é praticamente o mesmo. Vários já disseram: “Esse Fiorella não me engana”, em relação às vitórias apertadas e nada convincentes do time até o momento. A estréia foi um 4 a 1 diante do MachuPichu, seguido de um suado 5 a 3 contra o Atlético Pagalanxe. Neste, o time da ótica só conseguiu vencer depois do goleiro Erich sair machucado e um jogador de linha ir para o gol. Na terceira rodada, nova vitória por 4 a 1 sobre o The Veras. O veredicto? Tanto jogadores do MachuPichu quanto do The Veras comentaram que não viram nada demais no Fiorella e que o time estava longe de ser um ótimo time como pintava.
A derrota do Fiorella veio na quarta rodada, para o Bacana. A equipe vencia até metade do segundo tempo, quando enfim o Bacana rompeu a defesa e virou a partida para 3 a 1. E, finalmente, na última rodada, uma vitória magérrima diante do Fúria – 2 a 1 – placar que nega o que foi o jogo. Conclusão: o Fiorella ainda não empolgou e não convenceu ninguém que viu o time jogar.
O capitão Ricardo Tavano diz que é assim mesmo que o time começa toda competição, e que isso é positivo. “Começamos sempre mais devagar para ir numa ascendente na competição para chegar no mata-mata no auge”, aponta. Outro problema indicado é a ausência de diversos jogadores, o que vem forçando o Fiorella a jogar com um banco reduzido, e a ausência de um matador na frente – Van-Van, o homem-gol da equipe, voltou de contusão apenas agora. “O Van-Van está voltando agora daquela contusão que sofreu na final contra o Melville. Para ele entrar em forma ainda vai um tempo”, confirma Tavano.
A falta de um artilheiro coloca o Fiorella como o time com a menor média de gols entre os 6 primeiros colocados dos dois grupos. Enquanto marcou apenas 16 gols em 5 jogos, o Aurora tem 33 gols marcados, seguido de Bacana com 32 gols, ou seja, mais do que o dobro de gols anotados. O artilheiro é o meia Jefferson Firmino, com 5 gols, mas somando 10 estrelas na Corrida MVP, o que lhe garante a vice-liderança ao lado de Felipe do Melville. O camisa 14 parece ser o ponto de desequilíbrio do time nas vitórias da equipe.
Em compensação, se o ataque vai mal, a defesa está entre as melhores do torneio – 9 gols em 5 jogos, menos de 2 gols sofridos por partida; perde apenas para Melville e Bacana, cujos setores defensivos foram vazados apenas 8 vezes.
Convencendo ou não, o Fiorella segue bem na disputa, na quarta colocação do Grupo A e sem sair do G4 em nenhuma rodada. Tem pela frente o MSM, e muitos apostam que nova vitória virá. Se vir, pode encostar ainda mais, já que Bacana e Aurora têm confronto direto.
Comentários (0)