Parece que não tem pra ninguém nesse início de Chuteira de Ouro. Afinal, depois de 4 rodadas, o Fiorella Brasil é o único time 100% da competição, aplicando goleadas e desfilando um futebol mais uma vez digno de campeão. São 12 pontos conquistados no Grupo B, liderança inconteste com 5 pontos de vantagem sobre o vice-líder SNG, o melhor ataque da competição (21 gols em 4 jogos, média de mais de 5 gols por partida) e a segunda melhor defesa (média de 2 gols por partida). Só para constar, o setor defensivo do Fiorella e o goleiro acrobata Fábio Fonseca formam a defesa menos vazada dos dois últimos torneios.
Campeão na 5ª edição do Chuteira de Ouro, o Fiorella sempre chega como favorito ao título, tanto que sempre está nos mata-mata e, quando não ganha, vende caro a classificação ao adversário – SNG (quartas do VI Chuteira) e Bacana (semi do VII Chuteira) que o digam, com vitórias apertadas e sofridas. O time é um dos mais experientes do Chuteira e tem como capitão e manager Ricardo Tavano, com Tiago Silva como braço direito.
“O pessoal joga muito na várzea de domingo. Muitos vieram dali trazidos pelo Rogério, pelo Tiago. E tão jogando um bolão, mas futebol se decide na hora do mata-mata. Que adianta ganhar tudo agora e perder na hora que é pra valer”, fala, Tavano, com um discurso bem pé no chão de quem tem mais de 30 anos de futebol nas costas.
De fato, o Fiorella é dos times mais temidos do Chuteira. Nem tanto por um craque que desequilibra – apesar de Ari Silva estar se transformando em um deles –, mas pelo conjunto da obra. No time da ótica, não tem um que não sabe jogar bola. “Aqui todos sabem jogar. Não vem um, outro entra e dá conta do recado. Todos sabem jogar bola”, admite Tavano sobre a qualidade de seus comandados.
Renê, artilheiro e velho adversário do Fiorella, tanto que seu SNG é freguês dos agora alvirrubros, aponta-os como o grande time do Chuteira. “O Fiorella é o time mais chato no Chuteira de jogar contra porque eles não deixam você jogar”, comentou ele. Lucas, manager do Acidus, ao lado do Bacana os dois times em vantagem nos confrontos diretos com o Fiorella (2 vitórias contra uma), é outro que tem opinião formada sobre o adversário: “É o time mais equilibrado, do goleiro ao atacante. E o banco é bom, não importa quem esteja. É o melhor time do Chuteira”.
Melhor ou não que os demais, é dentro de campo que se resolve a situação, como apontou Tavano. Ninguém ganha de véspera, já diz o velho ditado, e o Fiorella vem mostrando dentro de campo que é o time a ser batido. Com um futebol envolvente, rápido, técnico e de vigor físico – tanto que Marcelão, do Bacana, e Gegê, do Roleta Russa, saíram de campo após enfrentar o Fiorella falando a mesma coisa: “Fomos atropelados” – o time dos Silva (Tiago, Rogério, Ari, Sérgio, Alex) segue rumo ao título, sempre na humildade, jogando apenas futebol e, por que não?, dando show de vez em quando.
Comentários (0)