Além de ser um grande time, o Fiorella Brasil leva vantagem sobre os demais em mais um aspecto: é o único time entre os quatro semifinalistas que já chegou a uma semifinal. Melhor: é o único que já foi campeão do Chuteira de Ouro.
“Nem sempre o melhor ganha. A graça do futebol está nisso”, decreta Tavano, manager e capitão do Fiorella. Claro que experiência não decide nada quando se trata de futebol – afinal, toda partida é resolvida nos 50 minutos jogados dentro de campo – mas é fato que experiência ajuda na hora do “vamos ver”, como dizem na expressão que designa decisão.
“Não acredito que o Fiorella leve vantagem por ser um time experiente, mas sim porque é uma equipe constante. Não importa a fase, eles nunca fazem uma ‘péssima’ partida. É sempre a mesma toada”, acredita Renê, do SNG, um dos mais experientes do Chuteira. “Eles são experientes sim, mas sabem jogar com resultado. Foi assim com a gente nesse sábado”, completa.
Ao contrário de Renê, Marcelão, capitão do Bacana, enxerga na experiência do Fiorella uma vantagem nítida para o confronto de sábado. “O Fiorella tem vantagem, é o melhor time da competição. Nunca jogamos contra times com pessoas mais velhas, sempre foi contra molecada. Deve ser um time mais maduro, paciente, que toca muito a bola. Teremos de fazer o mesmo para surpreender”, comenta ele.
Entretanto, de inexperiente o Bacana não tem nada. O time joga junto há 4 anos, disputou vários torneios pelo Spéria e tem uma base sólida. Além disso, duas eliminações no Chuteira nas quartas de final dão um respaldo psicológico razoável. “O último jogo mostrou que superamos isso. E acho que os Chuteiras passados nos ensinaram a controlar a ansiedade, não ir que nem louco para cima do adversário. Aprendemos muito com isso”, fala ele, lembrando da vitória contra a EB por 2 x 1 e das duas eliminações passadas – contra Melville Power e Estudiantes de la Vila.
É importante lembrar que a partir das semifinais não há vantagem do empate para a Série Ouro. Ou seja, os jogos que acabarem empatados terão prorrogação de 10 minutos corridos, seguido de penalidades caso persista a igualdade. Com isso, os times que jogavam com o freio de mão puxado, ou segurando o jogo, terão de se soltar mais para conquistar a vitória. O Fiorella fez isso contra o SNG e se deu bem. Contra o Bacana, só a vitória interessa. “Sem a vantagem todos terão de sair mais para o jogo. E os ‘novatos’ não têm nada a perder, então eles devem ir com tudo”, comenta Renê.
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