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FIORELLA ACABA COM SUPREMACIA SNG

Foram precisos três torneios para que a supremacia SNG fosse enfim batida. E a proeza coube ao Fiorella Brasil, que, num jogo emocionante, venceu a equipe de Renê e Cia por 3 a 2.

O fato de vencer o SNG não é novidade. No histórico entre as duas equipes, com a vitória de sábado, o Fiorella soma 2 vitórias em 2 jogos contra o bicampeão. É a única equipe que não perdeu do SNG na história do Chuteira. Para se ter idéia, o Joga 13 tem 4 jogos e 4 derrotas diante do SNG.

Com a eliminação, é a primeira vez que o SNG perde numa partida de mata-mata. Até sábado, tinha apenas vencido ou empatado (este justamente na final do IV Chuteira, mas a vitória veio na prorrogação com o gol de ouro). A história do SNG no Chuteira é exemplar: no III Chuteira, só perdeu quando estava já garantido na primeira colocação da fase de classificação. Foram duas derrotas nas duas últimas rodadas – justamente contra Fiorella e em seguida para o falecido Bad Boys (que ressuscitou no Roleta Russa atual). Depois disso, vitórias nas semifinais e na final. No IV Chuteira, a supremacia se manteve até a derrota para o Acidus e logo em seguida para o MachuPichu. Mesmo assim, manteve a ponta da tabela e ficou em primeiro na classificação geral da primeira fase. No mata-mata, eliminou Só Lance, Hollanda e o Acidus na final.

Para 2008, a grande dúvida era se o SNG manteria a supremacia após um 2007 100% vencedor. A pedra no sapato de ver o time em mais uma final foi o forte e experiente time do Fiorella, que soube anular as principais peças ofensivas do SNG, impossibilitando o bicampeão de jogar. Mesmo assim, o placar foi apertado e Renê marcou duas vezes.

Apesar de certo descaso e não demonstrar frustração com a eliminação, tal qual foi com os jogadores do Joga 13, a maioria dos jogadores do SNG preferiu enaltecer o jogo do adversário a apontar culpados (geralmente os árbitros, o Lucas...). Mesmo tranqüilo, Renê deu o recado de que os times que cruzarem com eles no VI Chuteira irão “pagar o pato” da derrota. É o sinal de que de fato o time acusou o golpe, ao menos o jogador que mais leva a sério o futebol.

A rigor, a derrota um dia viria, e veio diante de um time muito bem postado em campo e cheio de vontade de ganhar. Nunca se viu o Fiorella jogar com tanta ânsia de vitória. Van-Van, artilheiro da equipe, após fazer 2 a 0 já falou para a torcida do lado de fora que eles não perderiam nunca aquela partida. Era a demonstração de confiança e vontade que marcou o time vermelho os 50 minutos. Quando Renê diminuiu, Van-Van fez 3 a 1 e praticamente matou as esperanças do SNG de empatar a partida, o que lhe daria a vaga na final. Se o Fiorella chegar no próximo sábado com essa mesma pegada, o Melville vai sofrer, e muito.
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